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terça-feira, 17 de janeiro de 2023

Até reis protestantes admiram a Luz de Belém

A rainha Elisabeth e o presepio na Capela Real no Palácio de Hampton Court, dezembre do 2010
A rainha Elisabeth e o presépio na Capela Real no Palácio de Hampton Court,
dezembro de 2010
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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O rei da Inglaterra, Carlos III, pronunciou a primeira mensagem de Natal retomando tradição ancestral, desde a capela de São Jorge no castelo real de Windsor, e que foi reproduzida pela BBC.

Embora protestante, no elogio de sua mãe, a rainha Elisabeth II, o rei lembrou a canção de Natal que fala da luz eterna que, entre as trevas, se encendeu para sempre em Belém.

E contou que sua mãe estava convencida de que o poder daquela luz era uma parte essencial de sua fé em Deus.

Explicou que essa via lhe dava “uma capacidade extraordinária tocar a cada pessoa, com bondade e compaixão, e iluminar o mundo ao seu redor”.

O rei concluiu que a Luz de Belém “é a essência e o próprio fundamento da nossa sociedade”.

E, pensamos nós, se essa luz se apaga como nos parece ver nas festas natalinas comercializadas e ateias, o que advirá senão o retorno do império das trevas?


terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

A benção medieval e os 70 anos de Elizabeth II no trono do Reino Unido

Elizabeth II numa festa da coroação
Elizabeth II numa festa da coroação
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O governante mais prestigiado do mundo completou 70 anos de reinado com índices de popularidade em volta de 90% no dia 6 de fevereiro [2022]: foi a rainha Elizabeth II ostentando uma coroa que vem desde a Idade Média.

Além de ser a mais antiga monarca reinante da história inglesa teve o casamento mais duradouro e fiel nos séculos de existência da realeza britânica.

Nunca antes tantos espectadores – estimados 300 milhões mundo afora, e até um bilhão pelo casamento de seu filho o príncipe Charles – acompanharam algumas das cerimônias de seu pomposo e equilibrado reinado.

Com mais dois anos, a rainha superará o reinado francês de Luís XIV, apelidado de “Rei Sol” pelo seu prestígio, que ocupou o trono do reino da França e Navarra por 72 anos e 110 dias, desde adolescente em 1643 até seu falecimento em 1715.

E Elisabeth II faz questão de esclarecer que ela não renunciará por idade ou saúde, como infelizmente fizeram outros monarcas em situações como a que ela pode enfrentar.

A rainha tem à sua disposição a mais deslumbrante e simbólica coleção de joias e coroas do mundo que usa para as grandes cerimônias segundo prescreve um cerimonial multissecular.

Mas na vida cotidiana não tem condescendência com a vulgaridade das modas modernas, usando sempre vestidos e chapéus elegantes, roupas desenhadas pelos antigos costureiros da corte real e meticulosamente adequadas a cada ocasião: nada é deixado ao acaso.

Além dos colares e joias que correspondem a uma tão distinta dama em cada ocasião.

Seu vestuário conserva um gosto inabalável há 70 anos obrigando os outros a se apresentarem na altura.

Mas os súditos são sempre recebidos com um sorriso cálido, um aceno amigável que faz explodir de agrado o gáudio popular nas ocasiões públicas, como nas festas de seu aniversário, todo início de junho.

Elisabeth II partilha o bolo dos 70 anos de reinado com uma determinação que pasma a seus mais íntimos
Elisabeth II partilha o bolo dos 70 anos de reinado
com uma determinação que pasma a seus mais íntimos
As celebrações pomposas, incluído o solene desfile militar Trooping the Colour acontecerá como é tradição no dia 2 de junho, mas a rainha para esta ocasião partiu um esplêndido bolo com seus familiares e seus auxiliares e empregados mais íntimos.

Elizabeth, quando ainda só tinha 25 anos e apenas casada, recebeu a dolorosa notícia da morte de seu pai o rei George VI, durante uma visita protocolar no Quênia.

Vigorou como na Idade Média o princípio “O rei morreu, viva o rei!” Neste caso a rainha. A transição é instantânea.

A pomposa cerimonia de coroação aconteceu em 2 de junho de 1953, em grande cerimônia na Abadia de Westminster:

O arcebispo, infelizmente herético, pronunciou a fórmula tradicional: “Elizabeth II, pela graça de Deus, rainha do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte e de seus outros Reinos e Territórios, chefe da Commonwealth, defensora da fé” enquanto colocava sobre sua cabeça a maravilhosa coroa real.

A jovem rainha Elizabeth II retorno para o enterro do pai em 1952.
A jovem rainha Elizabeth II retorno para o enterro do pai em 1952.
Emociona ainda ver a foto em preto e branco da delicada rainha descendo a escalinata do avião em Londres enquanto ao pé dela formam fileira todos os ministros vestidos de preto, que ressalvada sua dignidade de função e pessoal, evocam um grupo de urubus apinhados no galho.

Quem teria dito nesse dia que a frágil rainha haveria de se manter sete décadas completas à testa de um vasto leque de países em todos os continentes, num período que viu o colapso do Império Britânico, a Guerra Fria e, mais recentemente, o Brexit e a pandemia do coronavírus!

Ao todo, por protocolo deu o placet a 14 novos primeiros-ministros, chefes executivos de governo, no Palácio de Buckingham, das mais variegadas formações políticas, como Winston Churchill, Margaret Thatcher e o atual Boris Johnson. Todos passaram, subiram e caíram e a rainha ficou impertérrita no trono

Também sofreu dramáticas crises familiares, como as que provocou sua irmã Margaret com casamentos errados e o primeiro divórcio na família real britânica em mais de 400 anos.

Veio depois a grande decepção que se seguiu ao prestigiosíssimo casamento de seu primogênito o príncipe Charles com Lady Diana em 1981 (que morreu num acidente de carro em Paris, já divorciada).

Todos os outros filhos, exceto o mais novo Edward, atualmente alvejado por escândalos, divorciaram-se.

O mais novo de seus netos, o nascido príncipe Harry, renunciou à realeza e vive alimentando escândalos para a mídia ávida deles desde o “casamento” com a atriz americana Meghan Markle.

Elisabeth II não arreda cumprindo seus deveres com dignidade e disciplina
Elisabeth II não arreda cumprindo seus deveres com dignidade e disciplina
Tudo conspirou e segue conspirando contra a rainha Elizabeth, mas ela não arreda cumprindo seus deveres com dignidade e disciplina.

Corajosamente, na sacada do palácio de Buckingham; nas incontáveis sessões ou visitas prescritas pelo protocolo quase todo dia; sentada sozinha no trono réplica do de Santo Eduardo III o Confessor, sob um baldaquino de ouro na Sala dos Lordes, ela sorri para todos e os empolga.

Como se explica isso, sobre tudo considerando os incontáveis governos e regimes que nesses 70 anos foram caindo, por vezes do modo mais calamitoso, no mundo todo, hoje sumidos no esquecimento ou na desgraça popular?

É um charme herdado da Idade Média que atravessou episódios dos mais obscuros da história.

Um charme ao qual a coroa inglesa – que mesmo não sendo católica como na origem, mas protestante anglicana! – impregna as instituições medievais nascidas sob a benção da Igreja Católica, regada com o sangue de santos e mártires, e que nenhuma invenção política humana consegue transmitir.


VÍDEO 70 anos gloriosos perfumados pela Idade Média CLIQUE NA FOTO

terça-feira, 21 de julho de 2020

Jesus Cristo, família e monarquia tradicional, um mútuo espelhar-se

Cristo Rei, Hans Memling
Cristo Rei, Hans Memling
Luis Dufaur
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Entre Jesus Cristo, a família e um regime familiar de governo – por exemplo, o monárquico tradicional – existe uma relação profunda.

O  padre Eric Iborra, da paróquia de Santo Eugênio, em Paris, lembrou brilhantemente essa relação profunda por ocasião de uma missa de réquiem pelo repouso da alma do rei Luís XVI da França, guilhotinado em 1793.

O sacerdote postou sua homilia no site da paróquia onde serve, como é costume na França.

Eis alguns excertos dessa homilia:

Imagino que vocês eram muitos, há oito dias, a pisar na grama do Champ-de-Mars [manifestação contra o “casamento” homossexual em 13.01.2013]. Numerosos também, talvez, há vinte anos, a fazê-lo em outro lugar emblemático da antiga França, a Praça da Concórdia.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Costumes tradicionais do principezinho George entusiasmam

O príncipe George no Canadá, outubro 2016.
O príncipe George no Canadá, outubro 2016.
Luis Dufaur
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O príncipinho George, com pouco mais de três anos fez uma visita oficial triunfal ao Canadá.

A visita fez parte do protocolo da monarquia britânica. Elisabeth II, rainha da Grã-Bretanha, também é rainha do Canadá e o visita periodicamente.

Em virtude de sua idade, ela delegou a missão a seu neto o príncipe William que viajou com sua mulher Kate, duquesa de Cambridge e de seus dois filhos o príncipe George e a princesinha Charlotte.

E a visita fez vibrar de contentamento boa parte do planeta, especialmente pela conduta e a vestimenta do príncipe George.

A criança real compareceu nos atos de Estado usando calcas curtas de veludo, inclusive em dias cujas temperaturas estavam bastante frias.

Sua mãe apelou ao casaco, mas o menino ficou ufano com suas calcas curtas. Por que?

O rosto cheio e saudável de George afastava toda ideia de desinteresse por ele.

O pequeno príncipe jamais foi visto com calças cumpridas. E isso corresponde aos costumes tradicionais que o casal principesco respeita.

O futuro rei deve usar as calças curtas e as meias até o joelho para respeitar a etiqueta em vigor na corte, para os nobres meninos em pequena idade.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Piquenique no 90º aniversario da rainha Elizabeth II: imensa festa familiar

Luis Dufaur
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Além de outras cerimônias oficiais, o 90° aniversário da Rainha Elizabeth II foi comemorado com um grande almoço popular em Londres, segundo noticiou a UOL.

Perto de 10 mil pessoas desafiaram a chuva para participar do real ágape, montado com características de um piquenique na enorme e prestigiosa avenida londrina The Mall, que une o palácio de Buckingham com a Trafalgar Square, no centro da cidade.

O evento foi animado por centenas de músicos, bandas militares e exibições de mais de 600 organizações beneficentes presididas honorificamente pela rainha.

Apesar de a chuva ter jogado contra, só dando trégua no fim do dia, os convidados não desanimaram: usaram casacos impermeáveis, especialmente concebidos pela organização. Foram servidas aproximadamente 33 mil xícaras de chá.

Os netos da rainha – o príncipe William (segundo na sucessão do trono), sua esposa, a duquesa Kate, e o príncipe Harry – também enfrentaram a chuva, indo saudar pessoalmente os participantes e tirar fotos com muitos deles.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Neozelandeses confirmam bandeira tradicional ligada à monarquia e ao Cruzeiro do Sul

A Nova Zelândia votou pela bandeira tradicional ligada a Elizabeth II, rainha do país
A Nova Zelândia votou pela bandeira tradicional ligada a Elizabeth II, rainha do país
Luis Dufaur
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Num referendo, a Nova Zelândia preferiu conservar a bandeira nacional ligada à sua tradição britânica e à Coroa de Elizabeth II, que também é rainha do país.

A nova proposta de bandeira incluía uma nota ecológica e esportiva, pois ostentava como símbolo principal a samambaia, muito presente na vegetação original da ilha e símbolo da seleção nacional de rúgbi conhecida como All Blacks, que é um orgulho nacional, noticiou o site 20minutes.fr.

O primeiro-ministro John Key achava que tendo vencido largamente as ultimas eleições nacionais, poderia abolir o símbolo dos britânicos fundadores do país.

A proposta embutia matreiramente um significado fortemente esquerdista.

Mas os neozelandeses mostraram um bom senso conservador e preferiram a “relíquia colonial”, como a chamava o primeiro-ministro, e qualificaram o novo modelo de bom “para prato de mesa numa praia feia”.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Reinado recorde de Elizabeth II: grande triunfo da família

Elizabeth II comemorou o reinado cristão mais longo da história com uma festa familiar
Elizabeth II comemorou o reinado cristão mais longo da história
com uma festa familiar



No dia 9 de setembro, Elizabeth II, Rainha da Inglaterra, atingiu a marca do mais longo reinado do mundo cristão, iniciado no dia 6 de fevereiro de 1952 com a súbita morte de seu pai, o rei Jorge VI.

A então princesa herdeira estava em viagem protocolar pela África quando recebeu a dolorosa notícia da morte de seu amado progenitor.

Ficou para a história a lancinante imagem da jovem e delicada princesa descendo sozinha do avião que a depositou em Londres. No pé da escada aguardavam-na o mítico Sir Winston Churchill com todo o ministério vestido de rigoroso preto.

O contraste entre a fragilidade e a delicadeza da nova rainha e a severidade e o ambiente lúgubre dos políticos é impressionante.

Quem diria que aquela princesinha, que se tinha tornado rainha no mesmo instante do falecimento do rei seu pai, haveria de reinar durante mais de 63 anos, sete meses e dois dias, que foi o recorde alcançado por sua tataravó, a rainha Vitória, no século XIX?

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

O quê explica o entusiasmo que houve pelo nascimento do bebê real inglês?

Primeira foto oficial do pequeno príncipe
Primeira foto oficial do pequeno príncipe
O nascimento do filho do príncipe William e da duquesa de Cambridge Kate Middleton desencadeou uma onda de alegria e simpatia no mundo inteiro.

Passado o primeiro momento, a reflexão sobre o acontecimento provoca surpresos e admirados comentários.

“O porvir da dinastia Windsor está garantido”: a manchete não foi de um jornal sério, mas do tabloide “The Sun”, o qual percebeu que seus leitores, inclusive os republicanos, se regozijavam de forma esmagadora com a feliz notícia para a monarquia.

Sociólogos, peritos e comentaristas ‘progressistas’ queimam os neurônios tentando “explicar a enorme popularidade da família real britânica” – comentou o jornal progressista e socialista francês “Le Monde”.

As pesquisas apontam o príncipe William, o feliz pai, como mais popular do que a rainha, cujo índice de aprovação superou 90% durante o Jubileu de Diamante em 2012. Só 17% dos interrogados se disseram abertamente republicanos, mas muitos deles partilhavam a emoção e o entusiasmo pelo bebê real.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Americanos se perguntam se para eles ter uma família real não seria melhor

A chegada do mais recente principezinho na família inglesa galvanizou os EUA, a ponto de Gail Collins, jornalista do “The New York Times”, escrever que está começando a achar “que uma família real poderia ter certa utilidade nos EUA”.

Gail, que é ostensivamente contrário à monarquia inglesa, fez uma comparação e constatou: “enquanto a Grã-Bretanha aguardava a chegada do mais novo Windsor, em Nova York esperávamos o segundo capítulo do escândalo sexual de Anthony Weiner”, um candidato a prefeito que se teria oferecido sexualmente pela internet.

Gail acha que tanto escândalo político já “deixou de ser uma brincadeira para tornar-se algo triste e deprimente”.

Tampouco as famílias dos presidentes americanos trazem notícias reconfortantes para os cidadãos, escreveu a jornalista.

“O que há nos EUA mais próximo de uma família real é a dos presidentes, e eles costumam ser homens de meia-idade que produzem bem poucos eventos marcantes para a família. E mesmo quando o fazem, a reação do país às vezes é particularmente mal-humorada”.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Holanda se sente unida e dignificada com a entronização de seu novo rei

Todas as autoridades da Holanda juraram fidelidade ao novo rei
Todas as autoridades da Holanda juraram fidelidade ao novo rei

Em Amsterdam, o rei Guilherme-Alexandre da Holanda assumiu o trono em meio ao entusiasmo popular, após a abdicação de sua mãe, a rainha Beatriz.

Jornais como o The New York Times deblateraram contra a pompa e o esplendor das cerimônias de transmissão da coroa.

Porém, muito diverso foi o posicionamento dos jornais holandeses, muito afins ao The New York Times em outras matérias, mas não tão descolados da vida quotidiana de seu país.

O jornal Trouw, de Amsterdam comentou que, apesar de se ouvir muitas vezes que não há lugar para uma casa real num Estado moderno, “a confiança da população na monarquia permanece intacta”.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Jubileu de Diamante da Rainha Elizabeth II enlevou, alegrou e sacralizou o povo inglês

A popularidade da monarquia britânica atingiu recordes históricos durante o Jubileu de Diamante (60 anos de reinado) da rainha Elizabeth II.

Para cerca de 80% dos britânicos, o Reino Unido pioraria sem monarquia e só 22% querem a república, segundo pesquisa para o jornal socialista “The Guardian”.

O sentimento monárquico prevalece em todas as classes sociais, em todas as regiões do Reino Unido e, mais incrível, em todos os grupos políticos: aprovam-na 96% dos conservadores, 84% dos liberais democratas e 74% dos trabalhistas (socialistas).

As comemorações elevaram o moral de todo o país, fato alheio às democracias igualitárias.

Para o jornalista David Randall, do Independent, há dez meses havia motins nas ruas de Londres e as conversas giravam sobre a crise econômica; porém, com o Jubileu, “dez meses mais tarde, todo o mundo está dizendo como a rainha é maravilhosa e, por extensão, nós também somos muito bacanas”.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Elizabeth II rainha e mãe que trata seus subditos como filhos

Aureolada de prestígio
Por quê a rainha Elizabeth II é tão admirada no mundo, mundo esse imerso na sua imensa maioria, na democracia?

No magazine da intelligenzia socialista francesa “Le Nouvel Observateur”, Stéphane Bern assumiu essa árdua tarefa chegando a conclusões inesperadas para um republicano fanático.

Bern lembra o sagaz comentário do príncipe de Metternich: “a verdadeira obra mestra consiste em durar”.

E enquanto os chefes de repúblicas fogem de tudo o que soe a consulta popular de medo de serem banidos dos cargos ou frustrados em suas políticas, a rainha da Inglaterra comemora seis décadas envolta numa aureola de prestigio derivado de seu papel simbólico e moral.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Elizabeth II comemora 60 anos de reinado aureolada de prestígio

Venerada como uma mãe que sustenta a unidade nacional
Em 6 de fevereiro a rainha Elizabeth II completou 60 anos de reinado e tornou-se a segunda monarca britânica a celebrar o jubileu de diamante.

Apenas a rainha Vitória (1819-1901) alcançou mais tempo de reinado, 63 anos.

O evento fez estourar uma contradição latente em inúmeros jornalistas e pensadores democráticos e/ou socialistas europeus.

Como é que um símbolo de uma monarquia de raízes medievais na pode comemorar sessenta anos sobre o trono de Santo Eduardo o Confessor na Europa modernizada?

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Entusiasmo pelo casamento real e por uma família ideal

Família real ocupa seus lugares protocolares

quarta-feira, 27 de abril de 2011

domingo, 25 de julho de 2010

Enterro de um príncipe imperial da Áustria

Exéquias da imperatriz Zita, catedral de Viena, 2.4.1989

Na cena representada no filme abaixo:

Após as exéquias solenes na catedral de Santo Estevão, Viena, os restos mortais dos augustos governantes da família dos imperadores da Áustria eram levados para a cripta dos capuchinhos no carro fúnebre imperial.

O protocolo a seguir foi observado, conforme à tradição, no funeral da Imperatriz Zita em 1º de abril de 1989:



O Grande Camareiro bate três vezes com uma bengala encastoada de prata na porta da capela do convento dos Capuchinhos, onde fica a cripta imperial.

O padre capuchinho porteiro pergunta:

‒ “Quem é o Sr.?” ou “Quem está aí?”

O Grande Camareiro declina o nome e os títulos do príncipe:

‒ “Eu sou N... Imperador da Áustria, Rei Apostólico da Hungria, Rei da Boêmia, da Dalmácia, da Croácia, da Eslavônia, da Galizia, da Lodomeria, da Ilíria e Rei de Jerusalém, Arquiduque da Áustria, Grã-duque da Toscana e Cracóvia, Duque de Lorena, de Salzburg, de Stiria, de Caríntia, de Carniola e de Bucovina, Grão-príncipe da Transilvânia, Margrave da Moravia, Duque da Alta-Silésia, da Baixa Silésia, de Módena, de Parma, de Piacenza e de Guastalla, de Auschwitz e Zator, de Ticino, de Friuli, de Ragusa e de Zara, Conde-príncipe de Habsburgo e do Tirol, de Kyburg, de Goritz e de Gradisca, Príncipe de Trento e de Brixen, Margrave da Alta e da Baixa Lusacia e de Istria, Conde de Hohenembs, de Feldkirch, de Brigance, de Sonnenberg, Senhor de Trieste, de Cattaro e de Marche, Grande-Voivoda da Sérvia, etc...”

Ouvindo a resposta, o padre porteiro se recusa a abrir dizendo:

‒ “Não conheço”.

O Grande Camareiro bate novamente três vezes na porta e pronuncia o nome do soberano morto respondendo a pergunta do frade “Quem é o Sr.?” ou “Quem está aí?”

‒ “Eu sou N... Sua Majestade o Imperador e o Rei”.

Resposta do religioso:

‒ “Não conheço”.
Cortejo fúnebre da imperatriz Zita, catedral de Viena, 2.4.1989

O Grande Camareiro dá mais três batidas.

A pergunta do irmão porteiro é a mesma:

‒ “Quem é o Sr.?”, ou “Quem está aí?”

Desta feita, o Grande Camareiro diz:

‒ “Sou N... um pobre mortal e pecador”.

A resposta final do padre porteiro é:

‒ “Pode entrar”.

As portas da cripta abrem-se e o caixão penetra através de uma dupla fileira de frades capuchinos que o recebem.

Em seguida, na capela é pronunciado o sermão final antes da descida do corpo à cripta.

Uma salva de 21 disparos de canhão ouve-se em Viena enquanto o féretro ingressa para sempre no sagrado panteão imperial.

Video: Enterro de um príncipe imperial da Áustria
Se seu email não visualiza corretamente o vídeo embaixo CLIQUE AQUI



Uma nota tônica da boa ordem católica ‒ felizmente desenvolvida na Civilização Cristã ‒ é a harmonia e a proporção nas desigualdades geradas pela natureza humana e pela História.

Neste episodio mínimo do cerimonial de enterro de um imperador, imperatriz, arquiduque ou arquiduquesa da Áustria os extremos se tocam com uma harmonia e até uma poesia pungente: a glória do mais alto governante da Cristandade e a condição de ser humano pecador, própria a toda a descendência de Eva.


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sábado, 30 de agosto de 2008

Coroação do novo rei de Tonga faz luzir a sacralidade do poder temporal

Rei de Tonga coroado pelo Arcebispo, Luzes de Esperança
No minúsculo reino de Tonga, Polinésia, foi coroado o novo rei George Tupou V [foto].

Ele foi ungido, recebeu o cetro, o anel e a coroa ornada de flo-res de lis e encimada por uma cruz do arcebispo – infelizmente anglicano.

Entre 1000 convidados de honra, figuravam o príncipe imperial japonês Naruhito e o duque de Gloucester, da Grã-Bretanha.

O rei portava culottes de seda, condecorações e longa capa bordada de ouro e forrada de arminho, carregada por jovens pajens. 21 disparos de canhão, o revoar dos sinos e o entusiasmo do povo saudaram a coroação.

A cerimônia evocou em modesta escala as pompas da realeza britânica, herdadas da Idade Média católica.

A chefia do Estado tem uma sacralidade intrínseca e para atingir seus fins deve se guiar pela Lei Divina. O laicismo anti-cristão que infecciona Ocidente após a Revolução Francesa é a causa das continuadas degradações nos governos.

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domingo, 8 de junho de 2008

Exibição sobre Maria Antonieta atrai multidões


A exibição sobre Maria Antonieta no Grand Palais, em Paris, ruma para um dos maiores sucessos no gênero.

Ela acontece não muito longe do local ‒ a Place de la Concorde ‒ onde a rainha foi martirizada.

Pela primeira vez em duzentos anos, uma exibição oficial é dedicada à última rainha da França do Ancien Régime.

A coleção de peças é fora de série.

Centenas de obras de arte e preciosidades exclusivas que marcaram a vida de Maria Antonieta!

Nada de parecido já fora feito sobre a rainha vítima da Revolução Francesa.

A exposição vai até o fim do mês de junho.

Mas, atenção! É tanto o público que quer entrar que as filas são intérminas.

Um amigo foi duas vezes e teve que desistir nas duas oportunidades.

O mais prudentes reservam um horário para entrar pela Internet.

A admiração comovida pela rainha de sonho que foi Maria Antonieta atrai multidões.

Sem sabê-lo, os facinorosos revolucionários, que a decapitaram depois de um julgamento iníquo e odioso, transformaram-na numa rainha mítica, cuja figura atravessa as épocas.




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quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Achados últimos restos da venerada família imperial russa


Em Iekaterinburg, Rússia, foram achados os restos dos filhos do czar que faltavam localizar. Eles são do filho do czar, Alexei, 13, e de uma filha cuja identidade ainda não está esclarecida. Os assassinos comunistas após chacinarem a augusta família imperial russa, jogaram os corpos em covas, os queimaram com gasolina e jogaram ácido para nunca mais serem identificados. O sádico massacre ideológico de Nicolau II Romanov, último imperador de todas as Rússias, e de sua família [foto], indefesos numa casa burguesa usada como prisão, numa noite de julho de 1918, até hoje causa consternação e censura. A imagem da família imperial nobre e digna [foto] perdura ao longo das gerações aureolada de admiração, respeito e comiseração.

domingo, 29 de julho de 2007

Manuscrito de carrasco reabilita Luís XVI


O leilão, em Londres, do relatório de Charles-Henri Sanson, carrasco do rei da França Luís XVI, causou sensação. Segundo Sanson, face à morte, o martirizado soberano "manteve um sangue-frio e uma fortaleza que nos deixou a todos admirados. Estou muito convencido de que ele tirava essa força dos princípios da religião. Ninguém jamais me pareceu tão compenetrado e persuadido deles". O verdugo descreve o domínio que o rei tinha sobre si mesmo, e como lhe estendeu espontaneamente as mãos para serem amarradas antes de ser guilhotinado. As difamações dos asseclas da Revolução Francesa contra o monarca, hoje lembrado com respeito por inúmeros franceses, ficam assim desacreditadas.