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terça-feira, 17 de janeiro de 2023

Até reis protestantes admiram a Luz de Belém

A rainha Elisabeth e o presepio na Capela Real no Palácio de Hampton Court, dezembre do 2010
A rainha Elisabeth e o presépio na Capela Real no Palácio de Hampton Court,
dezembro de 2010
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







O rei da Inglaterra, Carlos III, pronunciou a primeira mensagem de Natal retomando tradição ancestral, desde a capela de São Jorge no castelo real de Windsor, e que foi reproduzida pela BBC.

Embora protestante, no elogio de sua mãe, a rainha Elisabeth II, o rei lembrou a canção de Natal que fala da luz eterna que, entre as trevas, se encendeu para sempre em Belém.

E contou que sua mãe estava convencida de que o poder daquela luz era uma parte essencial de sua fé em Deus.

Explicou que essa via lhe dava “uma capacidade extraordinária tocar a cada pessoa, com bondade e compaixão, e iluminar o mundo ao seu redor”.

O rei concluiu que a Luz de Belém “é a essência e o próprio fundamento da nossa sociedade”.

E, pensamos nós, se essa luz se apaga como nos parece ver nas festas natalinas comercializadas e ateias, o que advirá senão o retorno do império das trevas?


segunda-feira, 22 de junho de 2015

Centenas de padres fazem curso para uma
“virada para a decência” na liturgia

Padres de toda Inglaterra vão a Bath para apreender a Missa em latim.
Padres de toda Inglaterra vão a Bath para apreender a Missa em latim.



É uma “virada para a decência” litúrgica. Esta é, ao menos, a explicação que ocorreu a Christine Niles, do blog Church Militant, para explicar o que está acontecendo com centenas de sacerdotes britânicos que se inscrevem num curso pago para apreender a rezar o rito extraordinário da Missa, ou Missa em latim.

O fato foi noticiado pelo jornal da cidade onde é feito o curso: o Bath Chronicle.
Em oito anos, o número dos sacerdotes católicos participantes somaria centenas. E no último ano precisaram se inscrever às presas porque as vagas são rapidamente preenchidas.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Milhares veneram o coração de São João Maria Vianney peregrino na Inglaterra

Peregrinação do coração de São João Maria Vianney atraiu milhares na Inglaterra
Peregrinação do coração de São João Maria Vianney
atraiu milhares na Inglaterra
Milhares de ingleses acorreram a venerar o coração de São Joao Maria Batista Vianney durante a primeira peregrinação da relíquia na Grã Bretanha, duplicando as expectativas mais optimistas dos organizadores, informou a agência CNA/EWTN News.

Na igreja de Santo Antônio, na área próxima do aeroporto de Manchester aonde chegou a relíquia, 2.700 fizeram fila durante horas para venerá-la.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Jubileu de Diamante da Rainha Elizabeth II enlevou, alegrou e sacralizou o povo inglês

A popularidade da monarquia britânica atingiu recordes históricos durante o Jubileu de Diamante (60 anos de reinado) da rainha Elizabeth II.

Para cerca de 80% dos britânicos, o Reino Unido pioraria sem monarquia e só 22% querem a república, segundo pesquisa para o jornal socialista “The Guardian”.

O sentimento monárquico prevalece em todas as classes sociais, em todas as regiões do Reino Unido e, mais incrível, em todos os grupos políticos: aprovam-na 96% dos conservadores, 84% dos liberais democratas e 74% dos trabalhistas (socialistas).

As comemorações elevaram o moral de todo o país, fato alheio às democracias igualitárias.

Para o jornalista David Randall, do Independent, há dez meses havia motins nas ruas de Londres e as conversas giravam sobre a crise econômica; porém, com o Jubileu, “dez meses mais tarde, todo o mundo está dizendo como a rainha é maravilhosa e, por extensão, nós também somos muito bacanas”.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Anglicanos voltam ao catolicismo e atrapalham falso ecumenismo

Os anglicanos “fogem” cada vez mais numerosos para o catolicismo, constituindo já um “êxodo”, segundo o habitualmente bem informado site Vatican Insider.

Todo mês, dezenas de pastores e centenas de fiéis abandonam a falsa Igreja da Inglaterra, assustados especialmente pela introdução de sacerdotisas e, proximamente, de “bispas” lésbicas.

A Igreja Católica não admite em qualquer circunstância o sacerdócio feminino, por ser contrário à própria natureza.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Elizabeth II rainha e mãe que trata seus subditos como filhos

Aureolada de prestígio
Por quê a rainha Elizabeth II é tão admirada no mundo, mundo esse imerso na sua imensa maioria, na democracia?

No magazine da intelligenzia socialista francesa “Le Nouvel Observateur”, Stéphane Bern assumiu essa árdua tarefa chegando a conclusões inesperadas para um republicano fanático.

Bern lembra o sagaz comentário do príncipe de Metternich: “a verdadeira obra mestra consiste em durar”.

E enquanto os chefes de repúblicas fogem de tudo o que soe a consulta popular de medo de serem banidos dos cargos ou frustrados em suas políticas, a rainha da Inglaterra comemora seis décadas envolta numa aureola de prestigio derivado de seu papel simbólico e moral.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Elizabeth II comemora 60 anos de reinado aureolada de prestígio

Venerada como uma mãe que sustenta a unidade nacional
Em 6 de fevereiro a rainha Elizabeth II completou 60 anos de reinado e tornou-se a segunda monarca britânica a celebrar o jubileu de diamante.

Apenas a rainha Vitória (1819-1901) alcançou mais tempo de reinado, 63 anos.

O evento fez estourar uma contradição latente em inúmeros jornalistas e pensadores democráticos e/ou socialistas europeus.

Como é que um símbolo de uma monarquia de raízes medievais na pode comemorar sessenta anos sobre o trono de Santo Eduardo o Confessor na Europa modernizada?

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Soldados ingleses se voltam para o catolicismo no Afeganistão

O único capelão católico na base britânica de Camp Bastion, na província de Helmand, no Afeganistão, diz que as tropas manifestam “uma verdadeira fome de conhecer mais sobre a religião católica”, informou em Cabul a EWTN News.

O Pe. David Smith distribui livros sobre a fé católica e santinhos com orações entre os 400 militares do 2º Batalhão do regimento Mercian.

O sacerdote também dá aulas de catecismo às sextas-feiras, as quais são completadas com a recitação do rosário e a bênção. Ele celebra a Missa todos os dias e três vezes ao domingo.

O trágico, explicou o sacerdote, é que “muitos destes jovens foram ‘despachados’ pelo sistema educacional católico sem sequer saberem o que é o Santíssimo Sacramento”.

O conflito bélico levou-os a pensar na religião e eles agradecem ao Pe. Smith a distribuição dos sacramentos, a formação catequética e o apoio às tropas engajadas numa guerra sem quartel contra os fanáticos islâmicos.

Se não fosse a crise da Igreja e da Cristandade, talvez os enlouquecidos sectários de Maomé não tentariam atacar o Ocidente, permanecendo quietos como nos séculos imediatamente anteriores ao nosso.


sexta-feira, 29 de abril de 2011

Entusiasmo pelo casamento real e por uma família ideal

Família real ocupa seus lugares protocolares

quarta-feira, 27 de abril de 2011

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Popularidade da monarquía inglesa agita até a China

 
O casamento do príncipe William, herdeiro da Coroa inglesa, e Kate Middleton será em 29 de abril, mas as lembranças já venderam 30 vezes mais do esperado.

Para as porcelanas, cuja peça mais em conta é um porta-anéis de R$ 67, o prazo de entrega pode passar de três semanas, segundo o site da Coleção Real.

Na China, dezenas de fábricas de contrafações em Yiwu, na província de Zhejiang, produzem e exportam a ritmo acelerado cópias do anel de compromisso do casal, por preços que vão de R$ 0,75 a R$ 13, segundo o jornal oficial China Daily.

As encomendas vêm do Reino Unido, Estados Unidos e Europa, e a demanda continua crescendo.

As fábricas chinesas também imitam lembranças de casamento como xícaras, pratos e chaveiros.

Estes sintomas mostram a popularidade da monarquia inglesa, muito mais que aquelas enquetes que mais parecem pré-fabricadas para agradar ao governante do momento.

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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Lordes hereditários atuam melhor que políticos eleitos

Apertura do ano parlamentar na Câmara dos Lordes
A nomeação de 50 novos membros da Câmara dos Lordes da Inglaterra suscitou cóleras igualitárias.

Os lordes equivalem aos senadores em outros países, atuando também em alguns casos como ministros do Supremo Tribunal de Justiça.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Conversão de anglicanos III: o santo cura de Ars e o Servo de Deus Bartolomeu Holzhauser

São João Batista Maria Vianney e o futuro da Inglaterra

São João Batista Maria Vianney, o famoso cura de Ars, foi um outro santo que previa um futuro católico radioso para uma Inglaterra que retornou ao seio da Igreja Católica.

O Pe. J.-M. Curique nos fala disso na sua coleção de profecias “Voix prophétiques ‒ ou signes, apparitions et prédictions modernes touchant les grands événements de la Chrétienté au XIXème siècle et vers l'approche de la fin des temps”, (Paris, Victor Palmé editor, 1872, tomo II, 4ª edição, 505 p.).

“O bispo de Birmingham – escreve o Pe. Curique – contou num relato publicado recentemente sua romaria a Ars poucos anos antes da morte do santo pároco, e que lhe acendeu a esperança da Inglaterra:

“Eu lhe pedi, escreveu o bispo, orações pela Inglaterra (...) subitamente seus olhos abriram-se e fixando-os sobre mim com um desses olhares luminosos, ele exclamou com uma voz que não esquecerei jamais, como quem quer fazer uma confidência:

‒ “Eu estou certo que a Igreja de Inglaterra recuperará seu antigo esplendor”. (p. 165-166)

O Servo de Deus Bartolomeu Holzhauser

Poucas almas eleitas tiveram tanta fama pelas suas luzes proféticas quanto o Servo de Deus Bartolomeu Holzhauser. Este sacerdote foi autor de um comentário do Apocalipse que fundou escola.

No livro “Prophezeiungen, Visionen und Auslegung der Apokalypse”, (“Profecias, visões e interpretação do Apocalipse”), editado por Kreuz-Verlag em Viena (1ª ed, 1972, com autorização eclesiástica), Friedrich R. von Lanna, lemos:

“A partir de Bingen, pouco depois, fez uma visita a Carlos II da Inglaterra (...) quando este parou em Geisenheim de regresso à Inglaterra depois da decapitação de seu antecessor. O encontro se deu à meia-noite e foi de longa duração. Holzhauser participou ao rei que há vários anos já sabia, por revelação divina, que Carlos I terminaria sua vida no cadafalso. Disse que Deus permitira esse fim trágico para castigar aquele monarca por ter recusado o seu reconhecimento ao Chefe visível da Igreja. Tranqüilizou então o rei quanto ao futuro, e lhe assegurou de que à triste revolução no seu reino seguir-se-ia em breve tranqüilidade e ordem. Acrescentou à profecia de que a Inglaterra algum dia voltará à fé católica, prestando então à religião serviços ainda maiores do que depois de sua primeira conversão.”

Por sua vez, Mons. Wuilleret, autor da mais cotada tradução dos comentários ao Apocalipse do Servo de Deus Bartolomeu Holzhauser (« Interprétation de l'Apocalypse renfermant l'Histoire des sept âges de l'Eglise Catholique et les grandes scènes de la fin du monde traduit du latin par le chanoine de Wuilleret », Louis Vivès editor, Paris, 1856, 2 volumes) acrescenta:

“Holzhauser desejou muito ir à Inglaterra para iniciar essa obra de conversão, mas seu trabalho com a paróquia e com as escolas que fundara em Bingen o retiveram”.

Pe. Nectoux S. J.

Um caso que requer muita prudência na interpretação é o do sacerdote jesuíta Charles-Auguste-Lazare Nectoux S.J. (1698-1773). Nascido em nobre berço, ingressou na Companhia de Jesus da qual foi o último provincial na Aquitania, França, antes da ordem ser fechada em 1762. Ele previu a dissolução da Companhia de Jesus e o que adviria depois.

Ele também previu um castigo universal sobre a humanidade que Michel Servant retransmite nestes termos:

“Haverá então um momento tão espantoso que acreditar-se-á ser o fim do mundo. O sangue correrá em muitas grandes cidades: os elementos entrarão em convulsão como num pequeno juízo.

“Perecerá nessa catástrofe uma grande multidão de homens, mas os maus não prevalecerão. Eles terão a intenção de destruir inteiramente a Igreja; mas não lhes será dado tempo.

“Avizinhar-se-á essa catástrofe quando a Inglaterra começar a se abalar. Saber-se-á por este sinal, como se conhece a proximidade do verão quando a figueira começa a brotar.

“Inglaterra, por sua vez, sofrerá uma revolução mais terrível do que a Revolução Francesa, e durará bastante tempo para que a França tenha tempo para se tranqüilizar. Será a França a ajudar a restabelecer a paz na Inglaterra.

“Durante esse transtorno espantoso que, ao que parece será geral, e não só na França, Paris será inteiramente destruída, não sem que antes apareçam sinais que darão tempo aos bons para fugir. Sua destruição será tão completa, que vinte anos depois, os país passeando com os filhos sobre as ruínas responderão: ali houve uma grande cidade, porém por causa de seus crimes Deus a destruiu” (M. Servant, p. 309, 341 y 389).


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segunda-feira, 15 de março de 2010

Conversão de anglicanos II: Santo Eduardo Rei e São Paulo da Cruz, fundador

A visão profética de Santo Eduardo o Confessor

A profecia mais antiga da prevaricação da Inglaterra e sua futura conversão é de um rei inglês, o grande Santo Eduardo o Confessor. Ela se encontra registrada num antigo manuscrito da Biblioteca Bodleiana de Oxford, que leva o nome de “Vita beati Edwardi regis et Confessoris” (manuscrito Selden 55). Ele foi reproduzido pela Catholic Encyclopedia.

Por ocasião do restabelecimento da hierarquia católica na Inglaterra pelo Papa Pio IX em 1850, o aristocrata convertido ao catolicismo Ambrose Lisle Philipps re-exumou o documento e o transmitiu para o Conde de Shrewsbury. Ele reza assim:

“Durante o mês de janeiro de 1066, o rei santo da Inglaterra Santo Eduardo o Confessor estava confinado no leito pela derradeira doença no Palácio Real de Westminster.

“São Ælred, Abade de Rievaulx, em Yorkshire, relata que pouco antes de sua bem-aventurada morte, este rei santo entrou em êxtase.

“Nele viu dois piedosos monges beneditinos da Normandia, que ele havia conhecido em sua juventude durante seu exílio naquele país. Apareceram para ele, e lhe revelaram o que iria acontecer com a Inglaterra nos séculos futuros, e a causa do terrível castigo. Eles disseram:

“A extrema corrupção e maldade do povo inglês tem provocado a ira justa de Deus. Quando a malícia atingir a plenitude da medida, Deus, em sua ira, enviará para o povo inglês espíritos maus, que vão puni-lo e afligi-lo com grande severidade, separando a árvore verde de suas raízes durante a extensão de três “furlongs” (estádios, períodos, séculos).

“Mas esta mesma árvore, pela misericórdia de Deus compassivo, sem quaisquer nacionais (governamentais) que a assistam, deve retornar à sua raiz original, reflorescer e dar abundantes frutos.

“Depois de ter ouvido essas palavras proféticas, o santo rei Eduardo abriu os olhos, recuperou os sentidos, e a visão desapareceu. Ele imediatamente relatou tudo o que tinha visto e ouvido a seu cônjuge, a virgem Edgitha, a Stigand, arcebispo de Cantuária, e a Harold, seu sucessor ao trono, que estavam no quarto orando em torno do leito”.

Visões e anseios proféticos de São Paulo da Cruz pela conversão da Inglaterra

Um santo canonizado que consagrou sua vida à conversão da Grã-Bretanha foi São Paulo da Cruz (1694-1775), sacerdote italiano, fundador dos padres passionistas.

No livro “Vida do bem-aventurado Paulo da Cruz” (Londres, 1860) o padre passionista Pio do Nome de Maria escreve o seguinte:

“Freqüentemente ele acostumava dizer com muito sentimento:

“Ah, Inglaterra, Inglaterra, rezemos pela Inglaterra. Eu não posso parar de fazê-lo ainda que queira, pois desde que eu começo a rezar, esse infeliz reino aparece diante de min. Já faz cinqüenta anos que eu estou rezando pela conversão da Inglaterra.

“Eu o faço todos os dias pela manhã na Santa Missa. Eu não sei quais são as intenções de Deus sobre esse reino; tal vez Ele quer ainda ter misericórdia com ele, e o dia chegará quando Ele, na sua bondade, o trará de novo para a verdadeira fé. Bem, rezemos por essa bênção e deixemo-lo nas mãos de Deus”.

“Um dia que ele estava doente, o enfermeiro entrou no quarto e encontrou-o em êxtase. Ele teve que chacoalhá-lo três vezes pelo menos até ele voltar a si. Ele então exclamou: “Oh, onde é que eu estava exatamente agora? Eu estava em espírito na Inglaterra contemplando o grande número de mártires dos tempos passados e rezando a Deus por esse reino”.

“Deus quis consolar, ao menos em parte, seu servo pois uma manha após celebrar a Missa e rezando pela conversão dos ingleses, ele disse com grande alegria:

‒ “Oh, o que é que eu vi? Meus religiosos na Inglaterra!”

“E ele não se enganou, pois um de seus filhos, o Pe. Domingos da Mãe de Deus, um religioso que se destacava pelo estudo, oração e zelo, herdou o espírito de seu amado padre e continuou durante 27 anos rezando e fazendo outros rezarem pela conversão daquela ilha, desejando ardentemente ir a trabalhar e morrer em tão santa causa.

“O santo confidenciou a um de seus discípulos, que estudava teologia sob sua direção, que esse desejo consumia-o, e que, numa visão na qual Nossa Senhora tinha se dignado lhe aparecer, Ela consolou-o com a garantia de que seus desejos um dia seriam atendidos, e assim veio a acontecer.

“Após tantos anos de orações e desejos o discípulo foi a Inglaterra no ano de 1841, em circunstâncias que pareciam quase miraculosas.

“Durante oito anos ele trabalhou com imenso zelo, reconciliando para a Santa Igreja bom número de protestantes, e entre eles várias pessoas de primeira linha pela sua educação e rango.

“Ele fundou ali três casas, e a Inglaterra tornou-se uma das províncias de nosso Instituto. Seu nome ficou famoso entre os católicos desse reino, que olhavam para ele como um homem apostólico e um santo religioso.

“No meio de seus trabalhos, no ano de 1849, apraz a Deus chamá-lo ao repouso eterno, após ter realizado pessoalmente o que seu bem-aventurado fundador viu em espírito. Isto é, seus filhos trabalhando com bom sucesso pelo retorno de essa nação ao aprisco da Igreja”.


A PEREGRINAÇÃO DAS RELÍQUIAS DE SANTA TERESINHA


Fotos de 'catholicrelics.co.uk'

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segunda-feira, 1 de março de 2010

Peregrinação das relíquias de Santa Teresinha e a conversão dos anglicanos

Peregrinação das relíquias de Santa Terezinha, Cardiff, outubro de 2009
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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Quando Maximin, vidente de La Salette, redigiu o Segredo que lhe confiou Nossa Senhora em 1851 escreveu: “um grande país no norte da Europa, hoje protestante, se converterá. Pelo apoio desta nação todos os outros países se converterão”.

Na redação de seu Segredo feita em 1853 Maximin registrou que esse país protestante seria a Inglaterra.
Na redação de seu Segredo feita em 1853 Maximin registrou que esse país protestante seria a Inglaterra.

Essas são suas palavras redigidas em 5 de agosto de 1853:

“A Inglaterra será o instrumento pelo qual todas as nações do universo se converterão”.

Dita conversão seria um dos sinais da proximidade dos terríveis castigos que purificariam o mundo preparando o advento do Reino de Maria.

Esta previsão adquiriu cogente atualidade após a notícia oficial que a Igreja Católica se apresta a receber grandes blocos de anglicanos ‒ sobre tudo ingleses ‒ agastados com a nomeação de “sacerdotisas”, “bispos” e “bispas” homossexuais.

Peregrinação das relíquias de Santa Terezinha, Lancaster, outubro de 2009
As notícias da mídia inglesa especulam que poderiam ser milhões. Entre eles tal vez 30-50 “bispos” e 1.000 “sacerdotes” (os anglicanos não têm o sacramento da Ordem, e esses títulos não têm o significado que têm no Catolicismo).

Para o influente diário de Londres “The Times”, no fim do processo a igreja anglicana poderia ficar reduzida a uma insignificância residual.

A simples perspectiva da conversão de grande número de anglicanos ao catolicismo causou, obviamente, forte mal-estar nos ambients anti-católicos, em certa mídia e nos ambientes "progressistas" intoxicados por um falso ecumenismo. 

O fato tem projeção política, social e cultural. O anglicanismo é a religião oficial de Estado e a rainha Elisabeth II é a chefe nominal dela.

Peregrinação das relíquias de Santa Terezinha, Darlington, outubro de 2009
Uma lei proíbe os católicos herdarem o trono. Porém, houve casos recentes de príncipes e princesas da casa real inglesa que se tornaram católicos.

Segundo boatos nunca confirmados, mas também nunca infirmados, a rainha teria, ela própria, ocultas simpatias pelo catolicismo e participa do desgosto de inúmeros anglicanos com a decomposição moral do “clero” dessa denominação.


Há sérias iniciativas parlamentares visando remover a lei que proíbe um príncipe católico herdar o trono.

A passagem em massa de anglicanos para o catolicismo fez lembrar não só La Salette mas outras profecias particulares relativas à conversão da Inglaterra.

A visão de São Domingos Sávio

Além do segredo de La Salette a mais famosa é o “sonho” de São Domingos Sávio. Em verdade, tratou-se de um êxtase que o menino santo chamou de “distração”.

Este “sonho” é especialmente digno de nota, pois envolve também a São João Bosco e ao Beato Pio IX. A vida e a obra dos três foi objeto dos severos crivos dos processos de beatificação e canonização. Neles, escritos e falas dos três foram analisados com lupa pelos advogados vaticanos que os declararam isentos de todo erro contra a fé ou contra a moral.

A visão num êxtase de São Domingos Sávio foi descrita pelo próprio São João Bosco no capítulo XX do livro “Vita del giovanetto Savio Domenico” (“Vida do jovem Domingos Sávio”) .

Don Bosco conta que estando perto de São Domingos Sávio agonizante perguntou-lhe o que ele diria ao Papa se pudesse falar-lhe. De ali nasceu o seguinte diálogo entre os dois santos:

“‒ Se eu pudesse falar ao Papa, quereria lhe dizer que em meio às tribulações que o aguardam não deixe de trabalhar com especial solicitude pela Inglaterra; Deus prepara um grande triunfo do catolicismo naquele reino.

“‒ No que é que V. baseia essas palavras?

“‒ Vou contar-lhe, mas não mencione isso aos outros, pois podem achar ridículo. Mas se o Sr. vai a Roma, diga-o a Pio IX por mim. (...)

“Certa manhã, durante minha ação de graças após a comunhão, voltei a ter uma distração, que me pareceu estranha; eu achei ver uma grande parte de um país envolvida em grossas brumas, e estava cheia com uma multidão de pessoas. Estavam se movendo, mas como homens que, tendo perdido seu caminho, não estavam certos onde pisavam.

“Alguém próximo disse: ‘Esta é a Inglaterra.’

“Eu estava para fazer algumas perguntas a respeito disso quando vi Sua Santidade Pio IX, representado da mesma maneira que vi nas figuras.

“Ele estava majestosamente vestido, e estava carregando uma tocha brilhante com a qual ele se aproximou da multidão, como que para iluminar sua escuridão.

“À medida que se aproximava, a luz da tocha parecia dispersar a névoa, e as pessoas foram trazidas à plena luz do dia.

“Esta tocha,” disse meu informante, “é a religião Católica que está para iluminar a Inglaterra”.

No Boletim Salesiano (Turim, abril de 1924, nº 4), ainda encontramos as seguintes confidências ouvidas por São João Bosco da boca do menino santo:

‒ “Quantas almas aguardam nossa ajuda na Inglaterra! Oh se eu tivesse força e virtude, quereria ir para lá aqui na hora e conquistá-las todas para o Senhor com pregações e com o bom exemplo”.

No mesmo boletim (1° de março de 1950, nº 5), ainda lemos:

“No dia seguinte, ele fez todos os exercícios pela boa morte, despediu-se dos companheiros, um por um, pagou uma dívida de dois tostões que tinha com um deles, falou aos sócios da Companhia da Imaculada, e por fim saudou a Don Bosco dizendo:

‒ “O Sr. indo a Roma lembre do recado para o Papa pela Inglaterra. Reze por mim para que eu possa ter uma boa morte e adeus até o Paraíso...”

Don Bosco cumpriu o combinado, e assim narrou:

“No ano de 1858 quando eu fui a Roma, contei essas coisas ao Sumo Pontífice, que ouviu com bondade e aprazimento.

“Isto, disse o Papa, me confirma no propósito de trabalhar energicamente em favor da Inglaterra, pela qual eu já engajo as minhas mais vivas solicitudes. Esse relato, para não dizer mais, chega-me como o conselho de uma boa alma.”

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E São Domingos Sávio não foi nem o único nem o primeiro santo que recebeu luzes proféticas sobre a conversão futura da Inglaterra e dos grandes fatos que adviriam en conseqüência do retorno inglês à Fé católica, única verdadeira.

Sobre essas visões, escreveremos nos próximos posts.

A PEREGRINAÇÃO DAS RELÍQUIAS DE SANTA TERESINHA
E A CONVERSÃO DA INGLATERRA



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