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terça-feira, 18 de maio de 2021

A Imaculada Conceição vitoriosa sobre o Estado Islâmico

Reinstalação da Imaculada Conceição em Qaraqosh, Iraque
Reinstalação da Imaculada Conceição em Qaraqosh, Iraque
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Qaraqosh é a cidade cristã mais importante da bíblica planície de Nínive no norte do Iraque.

Foi uma das mais furiosamente atacadas pelo demoníaco movimento Estado Islâmico (denominado também Al Qaeda, ISIS ou Daesh) sobre tudo contra os símbolos e templos católicos, como explicou a informada agência Asia News.

Agora os católicos comemoraram a recolocação de uma estátua de Nossa Senhora no topo da torre do sino da Igreja Católica Síria da cidade, totalmente reconstruída.

Esse local de culto é especialmente amado pelos católicos e foi incendiado pelo Estado Islâmico durante a ocupação que começou em agosto de 2014 e destruiu todos os símbolos cristãos.

Mas, os católicos locais comemoraram como vitória sobre a demolição diabólica reconstruindo o local de culto nos últimos anos.

“A torre do sino desta igreja, a maior da planície de Nínive, foi totalmente arrasada no momento da libertação, com um míssil ou uma bomba, não sabemos exatamente”, declarou o Pe. Paul Thabit Mekko a Asia News.

Restauração do Cruzeiro na igreja de Nossa Senhora em Qaraqosh
Restauração do Cruzeiro na igreja de Nossa Senhora em Qaraqosh
Sobre a parte do antigo campanário refeito novo foi colocada a estátua de Nossa Senhora.

A igreja de Qaraqosh, ou Bakhdida pelo nome aramaico, é dedicada à Imaculada Conceição.

Um escultor fez a imagem como também fez a estátua de Nossa Senhora para a Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em Bagdá, cenário de mais outro massacre da Al-Qaeda em 2010.

O Estado Islâmico em Qaraqosh devastou casas, igrejas, a biblioteca e outros locais de alto valor cultural na cidade e dezenas de milhares de pessoas fugiram com pressa.

A cidade foi libertada em 2016 por soldados americanos que só acharam restos de saques e devastação por todos os lugares quando as pessoas começaram a retornar.

O “Califado” como também se fazia chamar inspirado no Corão odeia todas as formas culturais antigas inclusive não-cristas. Queimou e saqueou a maior parte do patrimônio cultural e literário da cidade.

A igreja de Nossa Senhora de Qaraqosh profanada pelos islâmicos (acima) e restaurada hoje (embaixo)
A igreja de Nossa Senhora de Qaraqosh
profanada pelos islâmicos (acima) e restaurada hoje (embaixo)
A salvação dos tesouros culturais de Qaraqosh devem muito o frade dominicano iraquiano Najeeb Michaeel que sob a mira dos terroristas os resgatou e levou em fuga a toda velocidade 3.500 manuscritos orientais dos séculos X a XIII.

A caravana salvadora atravessou diversos controles inclusive muçulmanos até chegar a Erbil, no Curdistão, onde essa valiosa parte da memória da Mesopotâmia ficou a salvo até os presentes dias.

O Pe. Najeeb Michaeel renovou, em pleno III milênio, uma velha e admirável tradição da Igreja Católica: a de salvar a cultura e a civilização dos povos ameaçadas pela barbárie. Cfr.: O padre que salvou grande tesouro cultural iraquiano com um terço na mão 

Trabalharam também instituições de caridade cristãs e outras organizações, incluindo a Igreja Sírio-Católica, e a biblioteca foi reaberta se tornando uma referência para a área.

Nem mesmo a pandemia interrompeu a restauração do catolicismo e da cultura local, não se registrando casos de contágio.


segunda-feira, 16 de outubro de 2017

O Islã martiriza mas os cristãos aumentam no Oriente Médio

No Oriente Médio o sangue dos mártires está sendo semente de cristãos
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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Há uma realidade esperançosa colocada em surdina ou muito mal contada pela grande imprensa ocidental a propósito das agressões e das invasões praticadas pelo islamismo.

Nossa grande imprensa foca espetacularmente os crimes dos muçulmanos mais obedientes ao Corão.

O efeito é desanimador: cristãos massacrados, seitas islâmicas pacíficas dizimadas e turistas desprevenidos atropelados ou apunhalados até a morte com requintes de barbárie.

Declarações intimidadoras, propostas sádicas, discursos virulentos e promessas de crueldades ainda mais atrozes enchem o noticiário sobre os avanços do Islã.

Os cristãos fogem do Oriente Médio e as terras que viram a expansão da Boa-nova do Evangelho se esvaziam, deixando atrás um deserto povoado de cadáveres e igrejas explodidas ou incendiadas.

A gente diria que é o fim da Cruz de Cristo nessa imensa e histórica região.

Porém, o fato verdadeiro é que nessa região flagelada pela perseguição maometana e encharcada pelo sangue dos mártires, o número de cristãos não faz senão aumentar globalmente. Certos locais estratégicos conhecem até uma expansão insuspeitada. Mas de nada disso fala a nossa imprensa.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

O padre que salvou um tesouro cultural iraquiano
com um terço na mão

Frei Najeeb-Michaeel O.P., exibe um dos documentos salvos
Frei Najeeb-Michaeel O.P., exibe um dos documentos salvos
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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No dia 6 de agosto de 2014, enquanto os obedientes adeptos do Corão do ISIS (abreviatura em inglês de Estado Islâmico do Iraque e do Levante) avançavam sobre a cidade crista de Qaraqosh – hoje felizmente recuperada – o frade dominicano iraquiano Najeeb Michaeel se afastava a toda da cidade.

Ele conduzia um carro e era acompanhado por um camião que ele tinha fretado. Nos dois veículos ia um tesouro que acabou sendo salvo das garras da destruição dos fanáticos islâmicos: 3500 manuscritos orientais dos séculos X a XIII, contou ele para o jornal “Clarin”.

O sacerdote os tinha tirado de Mosul, que viraria capital dos seguidores de Maomé, inimigos de toda forma de cultura.

A pequena caravana fez um longo caminho entre o pó e o terror. Conseguiu passar por três controles: um dos próprios muçulmanos do ISIS e dois das milícias curdas, essas mais amigáveis.

Por fim, chegou a Erbil, no Curdistão, onde essa valiosa parte da memória da Mesopotâmia ficou a salvo até os presentes dias.

O Pe. Najeeb Michaeel renovou assim, em pleno III milênio, com uma velha e admirável tradição da Igreja Católica.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Sete jovens católicas escapam do Estado Islâmico
pela intercessão milagrosa da Virgem Maria

Nossa Senhora da Salvação
Nossa Senhora da Salvação
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Sete estudantes universitárias católicas de Kirkuk, no Iraque, atribuem a Nossa Senhora o milagre de terem se salvado depois das oito horas terríveis que passaram escondidas debaixo de suas camas.

Ela ali ficaram enquanto terroristas do autodenominado “Estado Islâmico” usaram o quarto delas, eles próprios, como esconderijo durante um ataque à cidade acontecido sexta-feira passada, 21 de outubro.

“A Virgem Maria estava com elas“, afirmou em 23 de outubro o padre Roni Momika da diocese siro-católica de Mosul, à CNA, edição em inglês da Agência Católica de Informações (ACI).

O padre, que exerce o seu ministério nos campos de refugiados de Ankawa, em Erbil, norte do Iraque, esteve em contato por telefone celular com duas das meninas enquanto elas se escondiam debaixo das camas.

As duas jovens lhe relataram detalhadamente o que estava acontecendo.

“Os homens do Estado Islâmico entraram na casa das nossas alunas“, disse o padre.

Quando as jovens ouviram os militantes, foram rapidamente para baixo de quatro camas em um dos quartos – e lá permaneceram enquanto os terroristas usavam o mesmo quarto para comer, rezar, esconder-se das Forças Armadas iraquianas e tratar dois dos seus homens que tinham sido feridos.

O pe. Momika orientou as meninas a não se esquecerem da sua fé e a “rezarem à Virgem Maria, que irá em seu auxílio“.

De fato, tanto o sacerdote quanto as meninas consideram um milagre que os combatentes não as tenham visto.

“Quando os militantes do EI entraram no nosso quarto e não nos viram, nós sentimos que a Virgem Maria fechava os olhos deles“, declarou uma das alunas.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Cem crianças recebem a Primeira Comunhão
sob as ameaças do Estado Islâmico

Primeira Comunhão de cem crianças em Alqosh, Iraque.
Primeira Comunhão de cem crianças em Alqosh, Iraque.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Há muitas décadas o catolicismo iraquiano vem padecendo a desapiedada hostilidade dos governantes muçulmanos.

O ditador Saddam Hussein nutriu uma política ambígua que com uma mão afagava os líderes religiosos cristãos e com a outra mandava os fiéis a morrer nas frentes de combate mais mortíferas.

Após um breve intervalo pacificador marcado pela presença americana, o Estado Islâmico desatou uma onda exterminadora comparável às perseguições dos primeiros séculos com imensa sequela de mártires.

Mas as massacres, depredações, profanações de igrejas, mosteiros e locais sagrados feitas pelos adeptos religiosamente estritos do Corão não conseguiram tudo o que se tinham proposto.

Exemplo característico aconteceu em Alqosh, aldeia permanentemente ameaçada pelos sequazes do Estado Islâmico.

Na igreja paroquial, por volta de cem crianças fizeram a primeira comunhão, numa missa celebrada por Mons. Basil Yaldo, bispo auxiliar muito próximo ao Patriarca Católico de Babilônia dos Caldeus D. Luis Rafael Sako, segundo noticiou “Aleteia”.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

“Prisioneiros do Estado Islâmico rezavam o terço
e não renegavam a fé”

A sé do Arcebispado Siriaco Católico em Mosul incendiada pelos seguidores do Corão.
A sé do Arcebispado Siriaco Católico em Mosul incendiada pelos seguidores do Corão.



O padre Mourad, libertado no dia 11 de outubro 2015, conta a sua experiência junto com outros 250 reféns


O monge e sacerdote siro-católico Pe. Jacques Mourad, prior do mosteiro de Mar Elia, contou em entrevista à emissora cristã Noursat TV – Tele Lumière a experiência que viveu no cativeiro depois de ser sequestrado pelos milicianos do Estado Islâmico. Ela foi reproduzida pela agência Zenit.


Em 21 de maio deste ano 2015, um grupo de homens armados o raptou, juntamente com um ajudante, na periferia de Qaryatayn, cidade de população cristã e sunita que, dois meses antes, tinha caído em mãos dos extremistas islâmicos.

O padre fazia parte da comunidade fundada pelo sacerdote jesuíta romano Paolo Dall’Oglio, desaparecido no norte da Síria em 29 de julho de 2013, quando estava em Raqqa.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Católica perante os carrascos do Islã:
“Eu sou feliz morrendo mártir”

Khiria Al-Kas Isaac respondeu aos carrascos islâmicos: "Eu sou feliz morrendo mártir".
Khiria Al-Kas Isaac respondeu aos carrascos islâmicos:
"Eu sou feliz morrendo mártir".
No Iraque, os seguidores do Alcorão prenderam a católica Khiria Al-Kas Isaac, 54, puseram-lhe uma faca no pescoço e exigiram que ela apostatasse, pronunciando a formula ritual de adesão ao Islã, noticiou “Catholic online”.

Mas Khiria lhes respondeu que preferia morrer a renegar a Fé. Os muçulmanos ficaram assustados.

E, em vez de decapitá-la, roubaram todos seus bens, antes de expulsá-la de sua casa em Qaraqosh, Iraque.

Khiria é uma das cristãs fugitivas do Iraque que se refugiaram no Kurdistão e que contam as espantosas, mas ao mesmo tempo admiráveis e heroicas, resistências às tentativas de perversão por parte dos islâmicos.

Khiria e seu marido Mufeed Wadee Tobiya foram sequestrados na manhã do dia 7 de agosto pelos observantes seguidores do Corão.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

“Antes morrer que nos perverter ao Islã”, dizem os católicos iraquianos


“É melhor morrer do que nos perverter” – afirmaram corajosamente, em entrevista ao jornal italiano “Corriere della Sera” –, os católicos que iraquianos que fugiram das milícias islâmicas.

A despeito de idílicas crenças e ilusões “ecumênicas”, a pérfida religião de Alá está massacrando com crueldade cristãos, além de muçulmanos considerados não suficientemente fiéis.

Os católicos, porém, manifestam uma coragem que só pode vir do Céu e que intimida os sanguinários seguidores do Corão.

Os católicos iraquianos têm em conta de “traidor” aquele que, para salvar a vida, ou propriedade e o dinheiro, pronuncia a “Shahada”, que é a declaração de conversão ao Islã.

O jornal “Corriere della Sera”, laicista e dialogante face ao islamismo, reconhece que os católicos iraquianos “demostram uma fé e uma determinação de permanecerem fiéis que, para nós europeus, pode parecer coisa do passado, uma rememoração de tempos antigos”.