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terça-feira, 19 de julho de 2022

A cidadinha sem ruas de uma paz incomparável

Giethoorn, Turistas podem alugar pequenas lanchas elétricasGiethoorn, Turistas podem alugar pequenas lanchas elétricas
Giethoorn: turistas podem alugar pequenas lanchas elétricas
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








O espírito católico aspira a criar nesta terra de exílio ambientes de uma beleza que nos faça desejar o Céu, ainda quando os elementos naturais possam ser muito pobres ou adversos.

Um dos muitos exemplos disso vem até hoje desde o século XIII, e teve seu ponto de partida nos pântanos Weerribben-Wieden.

Esses eram um inferno de lama e mosquitos, mas ali se instalou um grupo de fugitivos da justiça pensando que a longa mão das autoridades não chegaria a um local tão infestado, segundo reportagem do “Clarín”

Se não fossem católicos, o resultado teria sido um ninho de criminosos, mas a influência da Igreja os foi suavizando e tornando civilizados.

Os fugitivos encontraram o local cheio de carcaças de animais que haviam sido afogados pelas recentes enchentes

Giethoorne sua vida social
Giethoorn e sua vida social-cultural
Por isso o chamaram de Giethoorn (chifre de cabra) em alusão ao grande número de chifres saindo da lama. Impossível imaginar uma imagem pior do inferno.

Mas oito séculos à sombra benéfica da Igreja embora não mudaram a configuração geológica da área, fizeram da paisagem matéria para inúmeros quadros.

O que foi um lugar a ser evitado, hoje é o alvo de quem quer viver a alegre experiência de visitar uma belíssima cidade na Holanda que não tem ruas e, portanto, não tem carros.

A 120 quilômetros a nordeste de Amsterdã, no lado oposto da baía de Ijseelmeer, está esta cidade de 2.600 habitantes que nem sequer possui município, pois pertence ao município de Steenwijkerland.

Sua principal característica, que a torna única, é que as casas e equipamentos urbanos estão localizados em ilhotas originalmente pantanosas, separadas por uma intrincada rede de canais de água abertos trabalhosa e estavelmente pelos moradores.

São muitas as pontes que ligam as casas, mas as possibilidades de caminhar são limitadas, pois ficam praticamente reduzidas a ir de uma casa a outra, o que carece de utilidade e incentivo para quem não é morador.

Os habitantes de Giethoorn, é claro, se transportam de um lugar para outro, mas o fazem em seu próprio barco, geralmente atracado à sua porta.

O turista pode fazer o mesmo, pois há uma frota de pequenas lanchas de aluguel – elétricas, para não perturbar o silêncio que reina em uma cidade sem carros – a preços muito razoáveis para percorrer os mais de seis quilômetros de canais da cidade.

A paisagem urbana é cuidadosamente mantida. O gramado comunal é sempre cortado, e muitas das casas se atrevem a optar por telhados verdes tradicionais, que muitas vezes são caros e difíceis de manter, mas que dão a Giethoorn uma aparência pitoresca incomparável.

Giethoorn convida a uma caminhada sem muitos objetivos, pelo prazer de experimentar a sensação de visitar uma cidade aquática.

O Museu da Fazenda, que reproduz como era uma fazenda familiar no início do século XIX. É pequeno, mas charmoso, exibindo as ferramentas e suprimentos cotidianos da época. E ilustra algo muito importante, até indispensável: a vida de família.

A família bem constituída abençoada pela Igreja é o pilar de toda sociedade feliz e ordenada. O contrário, se evidencia em tantas cidades modernas, ateizadas e em proa ao crime.

A aparência atual de Griethoorn deve-se à recorrente de turfa, material esponjoso útil para a agricultura produzido pelo acúmulo de detritos vegetais, que ocorreu na área ao longo dos séculos.

Ao desenraizar essa “esponja vegetal”, a água do Mar do Norte penetrou e gerou canais e lagoas.

Hoje a maioria dos habitantes da cidade trabalham nas grandes cidades holandesas próximas, para onde viajam diariamente deixando seus veículos estacionados na periferia e chegando de barco, é claro.

Apesar da abundância do turismo, Giethoorn mantém um ambiente muito calmo.

A ausência de trânsito e o ruído associado fazem com que suave deslizar dos barcos e o trinado dos pássaros seja praticamente a única banda sonora da vila, onde existem vários restaurantes e meia dúzia de hotéis.

Os habitantes usam lanchas em lugar de carros
Os habitantes usam lanchas em lugar de carros
Uma ideia particularmente recomendável é reservar um quarto e assistir ao pôr do sol, vivenciar a magia das casas com suas luzes refletidas nas águas dos canais e aproveitar o nascer do sol nos próximos dia em um cenário único, a apenas uma hora da animada cidade de Groningen.

Nos invernos, quando os canais congelam – com mais frequência do que podemos imaginar em nossas cálidas cidades – o povo de Giethoorn se move pelas ruas patinando no gelo.

É a grande forma de “caminhar” pelas ruas inexistentes da cidade que é ao mesmo tempo uma fonte inesgotável de entretenimento. Nada disso há nas gigantescas nas ruas das modernas urbes, aliás muitas vezes feias e perigosas.

Giethoorn fica a uma hora e meia de carro de Amsterdã pela autoestrada A6. As zonas úmidas de Weerribben-Wieden têm a mais alta proteção legal, fazem parte do parque nacional de mesmo nome.

Os roteiros turísticos não acostumam mencionar a fonte de tanta paz e beleza: a bênção da Civilização Cristã, mas ela permanece irradiando ordem e bem-estar.


terça-feira, 20 de julho de 2021

Milagre Eucarístico de Gorkum, Holanda – El Escorial, Espanha, 1572

Milagre eucarístico de Gorkum, custodiado no El Escorial
Milagre eucarístico de Gorkum, custodiado no El Escorial
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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A Relíquia deste Milagre Eucarístico pode ser venerada em Espanha no Real Mosteiro do Escorial, mas o prodígio ocorreu em Gorkum, Holanda, em 1572.

Alguns mercenários protestantes entraram na catedral da cidade e a saquearam.

Em sinal de desprezo, um dos mercenários que usava uma bota com pregos pisoteou uma Hóstia consagrada, abrindo nela três furos, que imediatamente começaram a sangrar.

Eram seguidores de Zwinglio (os chamados “Guex de la Mer”) mercenários do príncipe de Orange que como seu heresiarca-mor negavam a presencia real de Nosso Senhor Jesus Cristo na Eucaristia.

Esses indivíduos, depois de ter invadido e saqueado a cidade, foram à Catedral e assim que entraram forçaram o Tabernáculo com uma barra de ferro e pegaram o Ostensório com o Santíssimo Sacramento.

Assim que começou a sair Sangue dos furos na Hóstia formaram-se três pequenas feridas redondas.

Ainda hoje podem se ver as marcas da bota do soldado rodeadas por difusas manchas de cor avermelhado. Porque a Hóstia permanece inteira e é venerada na sacristia do Real Mosteiro de São Lourenço do Escorial (perto de Madri)

Um dos profanadores, arrependido e transtornado, foi avisar o cônego Jean van der Delf que recuperou a Hóstia. O arrependido se converteu ao catolicismo e mais tarde se fez religioso franciscano.

A Relíquia passou de mão em mão. Ela foi trasladada a Viena por Fernando Weidmer, capitão do exército do imperador Rodolfo II.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Holanda se sente unida e dignificada com a entronização de seu novo rei

Todas as autoridades da Holanda juraram fidelidade ao novo rei
Todas as autoridades da Holanda juraram fidelidade ao novo rei

Em Amsterdam, o rei Guilherme-Alexandre da Holanda assumiu o trono em meio ao entusiasmo popular, após a abdicação de sua mãe, a rainha Beatriz.

Jornais como o The New York Times deblateraram contra a pompa e o esplendor das cerimônias de transmissão da coroa.

Porém, muito diverso foi o posicionamento dos jornais holandeses, muito afins ao The New York Times em outras matérias, mas não tão descolados da vida quotidiana de seu país.

O jornal Trouw, de Amsterdam comentou que, apesar de se ouvir muitas vezes que não há lugar para uma casa real num Estado moderno, “a confiança da população na monarquia permanece intacta”.