sábado, 4 de abril de 2020

Domingo de Ramos: Jesus entrou em Jerusalém

Jesus entrou num humilde burrico
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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No Domingo de Ramos, comemora-se a entrada triunfante de Nosso Senhor Jesus Cristo em Jerusalém.

No andor principal Nosso Senhor entra sobre um burrico na Cidade Santa.

No andor seguinte, a Mãe de Deus contempla a tragédia que se avoluma.

A entrada de Jesus em Jerusalém, no Domingo de Ramos, patenteia quanto o povo O apreciava incompletamente.

Aclamavam-No, é verdade, mas Ele merecia aclamações incomensuravelmente superiores, e uma adoração bem diversa!

Humildemente sentado num burrico, Ele atravessava aquele povo, impulsionando todos ao amor de Deus.

Em geral, as pinturas e gravuras O apresentam olhando pesaroso e quase severo para a multidão.

Para Ele, o interior das almas não oferecia segredo.

Ele percebia a insuficiência e a precariedade daquela ovação.

Nossa Senhora acompanhava passo a passo a tragédia
Nossa Senhora percebia tudo o que acontecia, e oferecia a Nosso Senhor a reparação do seu amor puríssimo.

Que requinte de glória para Nosso Senhor!

Porque Nossa Senhora vale incomparavelmente mais do que todo o resto da Criação.

Este é o lado misterioso da trama dos acontecimentos da Semana Santa.

Maria representava todas as almas piedosas que, meditando a Paixão, haveriam de ter pena d’Ele e lamentariam não terem vivido naquele tempo para tomar posição a seu lado.


VÍDEO: ENTRADA DE JESUS EM JERUSALÉM

Se seu email não visualiza corretamente o vídeo embaixo CLIQUE AQUI




Palm Sunday: triumphal entrance of Our Lord Jesus Christ in Jerusalem.
(english version)

>

(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, “Catolicismo”, abril de 2003)


terça-feira, 31 de março de 2020

História desvenda maravilhosa e misteriosa predileção de Deus para com o Japão

26 mártires de Nagasaki. Em convento franciscano da Senhora das Neves em Praga
26 mártires de Nagasaki. Em convento franciscano
da Senhora das Neves em Praga
Luis Dufaur
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Um minucioso e demorado trabalho de arqueólogos e especialistas da História permitiu reconstituir uma das páginas mais belas do Cristianismo.

Trata-se da perseverança dos católicos japoneses durante mais de dois séculos a uma das mais desapiedadas perseguições religiosas que registra a humanidade.

E seu maravilhoso e emocionante fim com a intervenção de potencias ocidentais e a chegada de missionários da Europa.

Em post anteriores, tivemos ocasião de nos ocupar dos achados das ciências arqueológicas e históricas.

Cfr.: Descobertas capelas dos católicos japoneses perseguidos durante séculos

Arqueólogos revelam perseverança heroica dos católicos japoneses perseguidos durante séculos


O espantoso número de vítimas mortais, feridos físicos e mentais deixados pelas bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki na II Guerra Mundial é muito aquém daquele das vítimas das perseguições pagãs aos católicos no Japão.

E essa gesta foi evocada especialmente quando foram lembrados recentemente os bombardeios de Hiroshima, e especialmente Nagasaki, que eram as duas cidades de maior população católica do país.

Acrescentamos este post aos anteriores, cujos links estão acima, para completar uma visão de conjunto.

Chegada de nau portuguesa a Nagasaki, introduzindo o cristianismo
Chegada de nau portuguesa a Nagasaki, introduzindo o cristianismo
Os missionários jesuítas levaram o catolicismo a Nagasaki em 1560 conduzidos por naus portuguesas. São Francisco Xavier SJ o primeiro missionário havia aportado em Kagoshimma em 1549.

Sua pregação obteve grande sucesso mas seu objetivo era chegar à China. Segundo a BBC News Mundo, os missionários jesuítas que vieram seguindo o santo obtiveram grande êxito na conversão dos senhores feudais da região de Nagasaki.

Em consequência, muitos camponeses súditos dos senhores feudais também se converteram à Igreja Católica, fazendo com que pelo início do século XVII Nagasaki se tornasse a “Roma do Japão”.

Kiri Pramore, professor de estudos asiáticos da Universidade Nacional da Irlanda, disse à BBC que “nenhum outro lugar do Japão foi tão cristão quanto Nagasaki”.

No século XVII, na cidade e área adjacente chegou a haver 500 mil católicos.

Mas as autoridades políticas de então, muito penetradas de espírito nacionalista, acharam que o rápido crescimento da religião estrangeira dos Papas constituía uma ameaça para o governo central, e tomaram medidas enérgicas para acabar com ela.

Os primeiros editos anticristãos datam de 1565, mas é de 1614 a proibição estrita que deu origem a sucessivas ondas de perseguição, tortura e martírios. Essa época funesta durou mais de dois séculos.

Em 1853 o governo nipônico adotou certa tolerância, mas a ordem proibitória só foi oficialmente abolida em 1873.

Altar secreto japonês: por fora parece um móvel doméstico comum, mas aberto serve para a Santa Missa
Altar secreto japonês: por fora parece um móvel doméstico comum,
mas aberto serve para a Santa Missa
Só no período inicial missionário calcula-se que os martírios confirmados atingiram a casa dos mil. Faltam dados para definir o número exato de mártires no período da perseguição 1814-1853/1873.

Na Nagasaki do século XVII era comum ver, em locais públicos, filas de pessoas aguardando a chamada.

Quando convocadas, elas deviam se aproximar das autoridades locais e da capital que haviam sido enviadas especialmente para o ato que descrevemos a seguir.

Essas autoridades exigiam que elas pisassem, na presença de todos, numa imagem de bronze representando Jesus crucificado.

Se o fizesse, o cristão apostatava e salvava sua vida. Se se recusasse, podia ser executado, crucificado, torturado, imerso em água fervendo ou suspendido com a cabeça para baixo num buraco repleto de excrementos.

Qualquer sinal de dúvida poderia custar-lhe a vida.

Na segunda metade do século XVI foram crucificados em Nagasaki 26 missionários estrangeiros. Eles foram canonizados pelo grande Papa e Beato Pio IX no dia 8 de junho de 1862. E a lista dos martírios se fez longa, com numerosas beatificações.

Pisando o fumi-e
Pisando o fumi-e
A perseguição imergiu o Japão no isolamento e cortou seu contato com quase todos os países.

Por volta de 1620, os carrascos pagãos se voltaram contra os simples católicos. E para isso inventaram os fumi-e, que eram imagens de Cristo ou de Maria feitas de latão sobre madeira.

Cada residente de Nagasaki deveria ficar em pé acima do fumi-e (fumi= “pisando em” + e= “imagem”) em cada início do ano.

“Era uma obrigação. Nem as pessoas comuns, nem os samurais, nem os monges budistas, nem mesmo os doentes podiam ignorá-lo (no caso dos últimos, os algozes levavam a tábua até a sua casa). Todos tiveram que fazer isso”, explicou Martin Ramos, professor de estudos japoneses na Escola Francesa do Extremo Oriente (EFEO), com sede em Paris.

“Foi muito bem pensado porque, naquela época, os cristãos eram muito dependentes de imagens. As pessoas oravam diante de uma imagem de Maria ou de Jesus. Era um elo com o divino. Portanto, pisar (na imagem) era algo que eles temiam”.

Muitos apostataram pisando no fumi-e.

Fumi-e desgastados pelas pisadas.
Fumi-e desgastados pelas pisadas.
“Nos fumi-e originais vê-se que o rosto de Cristo está completamente desgastado, o que nos recorda a quantidade de pés que o calcaram”, conta Simon Hull, professor da Universidade Católica de Nagasaki Junshin e especialista em catolicismo japonês.

Os católicos que se recusavam eram mortos ou, mais comumente, torturados.

“Às vezes eram pendurados de cabeça para baixo em uma cova cheia de excrementos. Eles faziam cortes em suas têmporas para liberar a pressão do sangue e não morrerem”, acrescenta Paramore.

“Podia ser que um médico estivesse presente para impedir que morressem e assim poderem continuar atormentando-os”, diz Hull.

Por essa via, perto de dois mil católicos receberam o martírio. Outros ainda fingiam que não professavam mais o catolicismo, porém o praticavam em segredo.

“Eles voltavam para casa implorando a Deus que os perdoasse”, diz Hull. “Numa comunidade, eles queimaram até as sandálias que usavam, misturaram as cinzas com água e depois as beberam como sinal de profunda penitência”.

Os católicos ocultos ficaram conhecidos como kakure kirishitan.

“Eles realizavam batismos e outras práticas cristãs em segredo e davam nomes portugueses aos filhos, como Paulo, Mario e Isabella. E comemoravam o Natal e a Páscoa”, explicou Ramos.

Eles também tinham elementos japoneses que confundiam os perseguidores e evitam que os descobrissem.

26 Mártires de Nagasaki,
Johann-Heinrich Schönfeld, Castel Nuovo, Itália
Como não tinham missa porque não havia sacerdotes, eles partilhavam o arroz como se fosse o pão eucarístico, explica Mark Mullins, professor de estudos japoneses na Universidade de Auckland, na Nova Zelândia.

Da mesma forma, eles adaptavam o ídolo da deusa Kannon colocando a Cruz nela, pela frente ou pelas costas, e eles viravam a estatueta na ora de fazer as orações.

É fato considerado milagroso pelo Beato Papa Pio IX que nesse período de 250 anos os católicos perseguidos tenham conservado a fé, mesmo sem nenhum apoio sacerdotal.

Em 1858, a prática de pisar no fumie foi proibida em Nagasaki.

Em 1865, uma mulher se aproximou do Pe. Bernard Thaddée Petitjean, do Instituto das Missões Estrangeiras de Paris, recentemente instalado perto de Nagasaki.

Ela queria ver com seus próprios olhos a imagem de Nossa Senhora que o sacerdote possuía e tirar a limpo se ele obedecia ao Papa de Roma.

Essas haviam sido as instruções deixadas pelos últimos missionários antes de morrerem ou desaparecerem. As mesmas deveriam ser obedecidas quando futuramente aparecessem outros padres, pois assim os fiéis poderiam reconhecer os autênticos e não serem enganados por protestantes ou outros.

Os fiéis guardaram a instrução no coração durante 250 anos! E quando viram que o aviso transmitido oralmente em família tinha se concretizado, foram em massa receber os sacramentos na igreja católica recém-construída.

“Quando os missionários estrangeiros voltaram a pisar o Japão após serem reabertas suas fronteiras, cerca de 20 mil cristãos reapareceram e deixaram seu esconderijo”, diz Mullins.

A belíssima história encerrou uma era atroz de vários séculos, feita de torturas, perseguições e artifícios para esconder a fé.

Hoje, apenas cerca de 1% da população do Japão (126 milhões) é cristã e o maior número está em Nagasaki.

Nossa Senhora conserva uma predileção especial pelo Império do Sol Nascente, como é conhecido o Japão.

Akita: a imagem que chorou lágrimas e sangue mais de cem vezes
Akita: a imagem que chorou lágrimas e sangue mais de cem vezes

Nossa Senhora conserva uma predileção especial pelo Império do Sol Nascente, como é conhecido o Japão.

Com efeito, em 1973 Ela se manifestou à Irmã Agnes Katsuko Sasagawa, no convento das Servas da Santíssima Eucaristia, na localidade de Yuzawadai, perto de Akita, na região mais atingida pelo terremoto e tsunami que causou estragos históricos no país.

Desde aquela data, a imagem de Nossa Senhora chorou lágrimas mais de uma centena de vezes e verteu sangue em outras ocasiões.

Inclusive na presença do ordinário diocesano Dom João Shojiro Ito, Bispo de Niihata.

O fenômeno foi declarado de procedência sobrenatural pelo mesmo bispo, máxima autoridade na matéria. O Vaticano confirmou a decisão.

Convento onde aconteceram as aparições em Akita.
Convento onde aconteceram as aparições em Akita.
A mensagem de Nossa Senhora foi uma nova insistência nas advertências feitas pela Mãe de Deus em Fátima:

“Se os homens não se arrependerem e não melhorarem, o Pai infligirá um terrível castigo à humanidade. Será uma punição maior do que o dilúvio, nunca vista antes.

“Fogo cairá do céu e destruirá grande parte da humanidade, tanto os bons quanto os maus, não poupando nem sequer os sacerdotes ou fiéis.

“Os sobreviventes se acharão de tal maneira desolados que terão inveja dos mortos.

“As únicas armas que restarão serão o Rosário e o Sinal deixado pelo meu Filho. Recite todos os dias as orações do Rosário. Com o Rosário, reze pelo Papa, pelos bispos e padres.

“A obra do demônio se infiltrará até mesmo dentro da Igreja, de tal modo que veremos Cardeais se opondo a Cardeais, bispos contra bispos. (...)

“A Igreja estará cheia daqueles que aceitam compromissos e o demônio afligirá muitos padres e almas consagradas para que deixem o serviço do Senhor.

“Aqueles que colocam sua confiança em Mim serão salvos”.


terça-feira, 24 de março de 2020

Festa da Anunciação. Luz sobrenatural do ápice de história humana

Anunciação, Fra Angelico, Museu del Prado, Madri
Anunciação, Fra Angelico, Museu del Prado, Madri
Luis Dufaur
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A cena famosa da Anunciação do Arcanjo São Gabriel a Nossa Senhora, no retábulo pintado por Fra Angélico, constituiu para a humanidade uma hora da graça.

Abriu-se o Céu que a culpa de Adão e Eva havia cerrado, e dele desceu um espírito de luz e pureza, trazendo consigo mensagem de reconciliação e paz, dirigida à criatura mais formosa, nobre, cândida e benigna que nascera da estirpe de Adão.

Estando o Arcanjo em presença da Santíssima Virgem, o diálogo se estabelece.

Anunciação, Museu do Prado, Madri. Fra Angélico. São GabrielA nobreza própria à natureza angélica, sua fortaleza leve e toda espiritual, sua inteligência e pureza, enfim tudo se espelha admiravelmente na figura altamente expressiva de São Gabriel.

Anunciação, Museu do Prado, Madri. Fra Angélico. Nossa SenhoraNossa Senhora, com razão, aparece na pintura menos etérea e impalpável, pois é uma criatura humana.

Entretanto, um quê de angélico nota-se em toda a compostura d´Aquela que é a Rainha dos anjos.

Sua fisionomia excede em espiritualidade, nobreza e candura à do próprio emissário celeste.

Invisível, Deus entretanto manifesta sua presença na luz sobrenatural que parece irradiar de ambos os personagens, comunicando a toda a natureza o esplendor de uma alegria pura, tranquila, virginal.

Sente-se quase a temperatura suavíssima, a brisa levíssima e aromática, a alegria que perpassa todo o ambiente criado por Nossa Senhora e o Arcanjo.





(Fonte: Plinio Corrêa de Oliveira, novembro de 1986. Sem revisão do autor. Em “Catolicismo”.)

domingo, 22 de março de 2020

São Sebastião: o vencedor das epidemias

São Sebastião, vencedor das epidemias. Igreja de Sant'Agostino, San Gimignano, Itália (detalhe).
São Sebastião, vencedor das epidemias.
Igreja de Sant'Agostino, San Gimignano, Itália (detalhe).
Luis Dufaur
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São Sebastião, o famoso mártir nasceu em Narbonne (atualmente na França) no ano 256 da era cristã, foi educado em Milão, norte da Itália, de onde era sua mãe.

Seu pai era militar e ele ingressou como soldado no exército do Império de Diocleciano e logo tornou-se primeiro capitão da guarda.

Nessa época, a Igreja e os cristãos sofriam duras perseguições por parte do imperador, que queria aniquilar o cristianismo.

Porém, Sebastião confortava os cristãos presos e os exortava ao heroísmo servindo-se do prestígio de sua condição de oficial.

Acabou sendo denunciado e conduzido à presença do imperador.

Sebastião venceu todo medo e com grande sabedoria e inspirado pelo Espírito Santo increpou o imperador.

quarta-feira, 18 de março de 2020

Festa de São José, rei a três títulos sublimes,
Padroeiro da Igreja

São José, escola de Cuzco, século XVIII, Denver Art Museum.
São José, escola de Cuzco, século XVIII, Denver Art Museum.
Luis Dufaur
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São José era, ao mesmo tempo, trabalhador manual, carpinteiro e como tal pertencente à camada mais modesta da sociedade.

Mas de outro lado, ele era descendente do rei Davi, e de toda uma linhagem de reis de Israel.

A Casa de Davi decaiu e, com o tempo, perdeu o trono, afastou-se do poder. Sua família continuou a morar em Israel, em Judá, mas cada vez menos influente, menos poderosa e menos rica.

Quando afinal nasceu Nosso Senhor Jesus Cristo a Casa de Davi estava no auge de sua decadência.

Então, São José Operário pode ser e deve ser cultuado enquanto operário.

Mas pode e deve também ser cultuado enquanto príncipe da Casa de Davi.

terça-feira, 17 de março de 2020

Histórico pedido de perdão da Casa Real da França

O Conde de Paris pede perdão ao rei Luis XVI morto por seu antepassado Felipe Égalité
O Conde de Paris pede perdão pelo regicídio praticado contra o rei Luis XVI
pela Revolução Francesa com o voto de seu antepassado Felipe Égalité, príncipe de Orleans
Luis Dufaur
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No dia 21 de janeiro último, durante uma Missa de réquiem celebrada na Capela real de Dreux pelo repouso eterno da alma do Rei Luís XVI e de todos os mártires da Revolução Francesa, Jean, Conde de Paris e Chefe da Casa Real Francesa, fez um pedido de perdão oficial a Deus, o qual foi reproduzido pelo blog “La Couronne”.

Ponderadas vozes teológicas incluem o Rei Luís XVI e sua esposa, a Rainha Maria Antonieta no rol dos mártires, mas a Igreja ainda não se pronunciou a respeito, nem foi solicitada a fazê-lo.

No início da Missa, o Chefe da Casa Real francesa fez questão de se ajoelhar junto à mesa de comunhão, a fim de pedir perdão a Luís XVI pela felonia do duque Louis-Philippe d’Orléans, dito Philippe Égalité, que votou a morte do monarca, em vez de derramar seu sangue por ele.

Eis as inspiradas palavras do Chefe da Casa Real Francesa:

“Senhor Deus,

“Eu, Jean, Conde de Paris,

“Assim como todos os fiéis nesta Missa, reconheço-me como pecador diante de Ti.

terça-feira, 10 de março de 2020

Abadia milenar de Solesmes, uma arca de salvação

A vida na solidão acompanhado por Deus
A vida na solidão acompanhado por Deus
Luis Dufaur
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Às cinco da manhã ainda está escuro no verão e no inverno faz muito frio.

A cidade toda de Solesmes dorme bem arroupada enquanto o velho sininho da abadia se põe a repicar com sua milenar nota.

Os monges estão sendo convocados a cantar a primeira Hora do dia.

Silhuetas silenciosas se encaminham para a igreja fazendo deslizar seus hábitos pretos sobre o chão de pedra.

De ali a pouco suas vozes entoam as antífonas, leituras e salmos à glória dAquele que os convocou ali.

“Qui bene cantat, bis orat” (“Quem canta bem, reza duas vezes”) ensinou Santo Agostinho.

Em Solesmes os monges cantam sete vezes por dia, trinta e cinco horas por semana, explica o Pe. Paul-Alain.

terça-feira, 3 de março de 2020

Aviso de santo fundador salvou franciscanos
da bomba atômica em Nagasaki

Busto de Nossa Senhora da Assunção padroeira de Nagasaki que sobreviveu à bomba
Busto de Nossa Senhora da Assunção padroeira de Nagasaki
que sobreviveu à bomba
Luis Dufaur
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Em Nagasaki, aconteceu um outro milagre protetor admirável que pode ser comparado ao dos jesuítas de Hiroshima. Cfr.: Religiosos de Hiroshima incólumes à bomba atômica pelo terço a Nossa Senhora de Fátima.

Aconteceu com a missão franciscana conventual estabelecida por São Maximiliano Kolbe antes da guerra.

Essa não foi afetada pela segunda bomba atômica, que caiu nessa cidade.

São Maximiliano havia ido contra o conselho de construir o convento em um determinado local, escolhendo outro.

E a missão foi protegida da explosão atômica por um morro intermediário.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Hiroshima: Nossa Senhora de Fátima
salvou padres jesuítas da bomba atômica

Quatro dos jesuítas salvos fotografados diante das ruínas da missão
Luis Dufaur
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No dia 6 de agosto de 1945, festa da Transfiguração, há quase 75 anos aconteceu o “Milagre de Hiroshima”. O desconcertante prodígio vem sendo evocado em numerosas publicações desde o início do ano.

Esse consistiu na sobrevivência de oito padres jesuítas à devastação pela bomba atômica que explodiu acima de onde eles estavam num raio em que ninguém sobreviveu.

Não só a onda expansiva, mas também a radiação – que matou muitos milhares mais de pessoas nos dias seguintes – não lhes fez efeito algum.

O Pe. Hugo Lassalle, superior dos jesuítas no Japão, e os sacerdotes Hubert Schiffer, Wilhelm Kleinsorge e Hubert Cieslik, estavam na paróquia da Igreja de Nossa Senhora da Assunção, que resistiu à bomba.

No momento da explosão, um deles estava celebrando a Missa, outro tomava seu café da manhã e os outros realizavam tarefas diversas nas dependências paroquiais.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Amor pela música barroca no Chaco e Amazônia empolga guaranis

Rumo ao ensaio de música barroca na Amazônia.
Rumo ao ensaio de música barroca na Amazônia.
Luis Dufaur
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Nas ruas e igrejas de San Ignacio, na região boliviana de Chiquitania na transição entre o Chaco e a Amazônia, a 200 kms do Brasil, soa um rumoroso desmentido à demagogia comuno-tribalista que eclodiu no Sínodo Pan-amazônico de 2018.

A população toda ela é descendente dos “povos originários” guaranis.

O comuno-tribalismo de missionários adeptos à “teologia da libertação” e ONGs herdeiras do utopismo comunista quereriam jogá-los de volta ao primitivismo precolombino.

Mas o que a população gosta é de Bach, Vivaldi e da música barroca. E a executa com tanta habilidade, bom gosto e paixão que deixou pasmo ao jornalista do “Le Figaro Magazine” de Paris que foi até essa região chaco-amazônica para fazer ampla reportagem. (dezembro de 2019, págs. 67 e ss.)

Félix, de 17 anos, apaixonado pela música barroca, mostrou à jornalista Manon Quérouil-Bruneel, o Stradivarius que ganhou como melhor aluno de orquestra municipal.

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Milagres Eucarísticos de Buenos Aires deixam cientistas sem ter o que dizer

As hóstias de onde foram tiradas as amostras de carne e sangue com DNA humano
As hóstias de onde foram tiradas as amostras de carne e sangue com DNA humano
Luis Dufaur
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O Pe. Alejandro Pezet estava concluindo a Missa das sete da tarde em sua paróquia, a de Santa Maria no bairro de Almagro, no centro comercial de Buenos Aires, capital argentina. Era o 15 de agosto de 1996, festa da Assunção de Nossa Senhora.

No fim da distribuição da Sagrada Comunhão, uma paroquiana lhe avisou de uma hóstia jogada num candelabro nos fundos da igreja.

Quando o padre Alejandro foi ao local encontrou-a e de, acordo com o que prescreve a Igreja, a pôs num purificador, ou tigela de água, no tabernáculo da capela do Santíssimo Sacramento, aguardando sua dissolução.

Na segunda-feira 26 de agosto, quando era possível que o desfazimento estivesse concluído ou muito avançado, abriu o tabernáculo e viu com espanto que a sagrada partícula havia se tornado uma substância sangrenta.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Dois milênios após a morte de São Paulo restauradores descobriram sua mais antiga imagem

Descoberta mais antiga imagem de São Paulo
Arqueólogos no momento que desvendaram a pintura.
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Em 19 de junho de 2009 foi descoberta a mais antiga representação conhecida de São Paulo. Ela se remonta ao fim do século IV.

Segundo informou a agência Zenit, foi localizada enquanto se praticavam escavações na catacumba de Santa Tecla, na via Ostiense, não longe da basílica do Apóstolo, fora das antigas muralhas de Roma.

Os arqueólogos limpavam com raios laser uma abóbada quando descobriram um exuberante afresco.

No centro estava representado o Bom Pastor. Em volta, tinha quatro círculos com as esfinges de São Pedro, São Paulo, e mais dos apóstolos.

Os arqueólogos Fabrizio Bisconti e Barbara Mazzei forneceram todos os detalhes da descoberta. Bisconti, que é secretario da Pontifícia Comissão de Arqueologia Sacra e presidente da Academia Pontifícia do Culto dos Mártires, ponderou que “pode ser considerado o ícone mais antigo do Apóstolo encontrado até agora”.

domingo, 19 de janeiro de 2020

Nossa Senhora do Milagre e a conversão do judeu Ratisbonne, 20 de janeiro

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Um dos fatos marcantes da história religiosa do século XIX foi a aparição de Nossa Senhora ao judeu Afonso Ratisbonne e sua retumbante conversão ao catolicismo.

A aparição está intimamente ligada à série de manifestações extraordinárias ao mundo, iniciada com a Medalha Milagrosa na rue du Bac (Paris, 1820), e continuada de um modo mais destacado em La Salette (1846) e Lourdes (1858).

Ratisbonne fez-se padre
e fundou a Ordem de Sion para converter os judeus
Muito distante da fé católica vivia o jovem banqueiro Afonso Ratisbonne, natural de Estrasburgo, nascido em 1814, de riquíssima família israelita.

No dia 20 de janeiro de 1842, em viagem turística a Roma, por curiosidade meramente artística ele acedeu entrar na Igreja de Sant’Andrea delle Fratte, acompanhado de um amigo, o Barão de Bussières.

Enquanto este foi à sacristia, a fim de encomendar uma missa, o jovem judeu apreciava as obras de arte daquele templo.

Quando se encontrava diante do altar consagrado a Nossa Senhora das Graças da Medalha Milagrosa (hoje conhecido como altar da Madonna del Miracolo — Nossa Senhora do Milagre), Ela apareceu-lhe e o converteu instantaneamente de inimigo da Igreja católica em seu fervoroso apóstolo.

O quadro

O quadro da Madonna del Miracolo (Nossa Senhora do Milagre) aparece com a fronte encimada por uma coroa e por um resplendor em forma de círculo de 12 estrelas que evoca a Mulher do Apocalipse.

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

A tiara e as chaves no brasão da Cidade do Vaticano

Brasão do Estado da Cidade do Vaticano
Brasão do Estado da Cidade do Vaticano
Luis Dufaur
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O Estado da Cidade do Vaticano tem um brasão. O jornal vaticano "L'Osservatore Romano" há anos nos relembrou a origem dele, enquanto vai sendo relegado em importância, infelizmente.

Ele se compõe com duas chaves cruzadas, a tiara pontifícia sobre fundo vermelho e a inscrição “Estado da Cidade do Vaticano” e uma estrela de oito pontas.

A tiara, também conhecida como “triregno” (literalmente tríplice reinado) está composta de três coroas e leva no topo um globo com a cruz.

É a coroa própria dos Papas.

É uma coroa única no mundo.

Coroas semelhantes à tiara já foram usadas na Antiguidade, inclusive por egípcios, partos, armênios e frigios.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Costumes católicos do Natal: uma arca de tesouros espirituais, culturais e até gastronómicos!

Luis Dufaur
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Na lista de links que segue a continuação, clicando o leitor encontrará um rica explicação de cada um desses santos e deliciosos costumes católicos natalinos.











quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Imaculada Conceição: ensinamentos sobre a glória de Nossa Senhora

Imaculada Conceição, São Francisco da Penitência, Rio de Janeiro
Imaculada Conceição, São Francisco da Penitência,
Rio de Janeiro
Luis Dufaur
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Continuação do post anterior: Imaculada Conceição: Pio IX e a glória do dogma




O dogma da Imaculada Conceição ensina que Nossa Senhora foi concebida sem pecado original desde o primeiro instante de seu ser.

Ela em momento algum teve qualquer nódoa do pecado original.

A lei inflexível pela qual todos os descendentes de Adão e Eva, até o fim do mundo, teriam o pecado original, se suspendeu em Nossa Senhora.

E naturalmente na humanidade santíssima de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Nossa Senhora não ficou sujeita às misérias a que estão sujeitos os homens.

Não ficou sujeita aos impulsos, inclinações e tendências más que os homens tem.

Tudo nEla corria harmonicamente para a verdade, para o bem; tudo nEla era o movimento para Deus.

Nossa Senhora foi exemplo perfeito da liberdade da razão iluminada pela fé.

Ela queria inteiramente tudo o que era perfeito e não encontrava em si nenhuma espécie de obstáculo interior.

domingo, 1 de dezembro de 2019

Imaculada Conceição: Pio IX e a glória do dogma

O Beato Pio IX proclama o dogma da Imaculada Conceição. Franceso Podesti (1800–1895), Museus Vaticanos
O Beato Pio IX proclama o dogma da Imaculada Conceição.
Franceso Podesti (1800–1895), Museus Vaticanos
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Em 8 de dezembro de 1854 rodeado o bem-aventurado Papa Pio IX se levantou para definir o dogma da Imaculada Conceição no esplendor da basílica de São Pedro.

Nesse momento o Santo Padre sobre quem teria descido um discreto mas perceptível raio de luz sobrenatural proclamou com voz solene e cadenciada:


”41. ... depois de implorarmos com gemidos o Espírito consolador.

“Por sua inspiração, em honra da santa e indivisível Trindade,

“para decoro e ornamento da Virgem Mãe de Deus,

“para exaltação da fé católica, e

“para incremento da religião cristã,

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Na festa da Medalha milagrosa: aparições a Santa Catarina Labouré

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Santa Catarina Labouré, no dia 21 de abril de 1830, transpôs os umbrais do noviciado das Filhas da Caridade, na Rue du Bac, em Paris.

Ela chegou, sem sabé-lo, conduzida pela mão de São Vicente de Paula.

Primeira aparição: Nossa Senhora mostra que o mundo caminha para um desastre

Na noite anterior ao dia da festa de São Vicente, 19 de julho, Catarina ouviu uma voz que a acordava. Assim contou ela:

“Enfim, às onze e meia da noite, ouvi que me chamavam pelo nome: ‘Minha irmã! Minha irmã!’ Acordando, corro a cortina e vejo um menino de quatro a cinco anos vestido de branco que me diz: ‘Vinde à Capela; a Santíssima Virgem vos espera’.