terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Costumes católicos do Natal: uma arca de tesouros espirituais, culturais e até gastronómicos!

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs


Na lista de links que segue a continuação, clicando o leitor encontrará um rica explicação de cada um desses santos e deliciosos costumes católicos natalinos.











terça-feira, 24 de novembro de 2020

Dons portentosos de Frei Galvão

Frei Galvão
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








O Santo Frei Galvão tinha conhecimento até de certos fatos passados à distância. Episódio engraçado ocorreu com um negro de Itu que, estando doente, fizera a promessa de, uma vez curado, levar uma vara de frangos a Frei Galvão.

Desejando cumprir a promessa, amarrou numa vara doze frangos e se pôs a caminho de onde estava Frei Galvão.

Aconteceu que, no caminho, três dos frangos escaparam. Dois foram facilmente recuperados pelo homem, mas, por mais que este se esforçasse, não conseguia agarrar o terceiro, que era carijó. No afã de o prender, gritou:

— Pare aí, frango do diabo!

Na mesma hora o frango se atrapalhou na fuga, e foi fácil recuperá-lo.

Na hora de oferecer os frangos ao Santo, este os ia recebendo e agradecia um a um. Mas, quando chegou a vez do carijó, Frei Galvão disse que não o aceitava.

Ante o espanto do homem, explicou:

— Este, já o deste ao diabo.

O negro, confuso, levou de volta o carijó, e que este por certo morreu de velho, porque ninguém quereria se alimentar com carne que Frei Galvão recusara por ter sido entregue ao demônio.

Frei Galvão
Um dia, sendo Frei Galvão já bem idoso, tocou o sino do Recolhimento, convocando os fiéis para uma oração fora dos horários habituais.

Explicou aos que acorreram que havia rebentado em Portugal uma Revolução, e pediu que todos rezassem.

Que revolução foi essa? Muito provavelmente a de 1820.

Parecia também ter prodigioso conhecimento à distância de certas necessidades dos fiéis, levando a eles imediato socorro.

Uma jovem de São Paulo queria ingressar na vida religiosa, mas enfrentava inflexível oposição dos pais.

Um dia em que novamente lhe negaram a autorização para seguir a vocação, ela chorando se retirou ao seu quarto e rezou, pedindo a Deus que enviasse Frei Galvão em seu auxílio.

Inesperadamente chega Frei Galvão à casa e se apresenta aos pais da moça. 

Demonstrando estar ciente de tudo o que ocorrera, obteve licença para que ela ingressasse no Recolhimento da Luz.

Em outra ocasião estavam as religiosas da Luz cantando o Ofício, quando perderam o tom. Por mais que se esforçassem, não conseguiam retomá-lo.

As normas não permitiam interromper o Ofício. Seria indispensável continuarem a rezá-lo de modo recitativo, não cantado.

Eis que, nesse momento, aparece entre as freiras Frei Galvão, que entoa novamente o salmo e somente se retira depois de terem todas acertado o tom e prosseguido sem dificuldades.

O curioso é que nenhuma das Irmãs soube explicar como Frei Galvão se encontrava dentro do convento, uma vez que a portaria estava fechada e a Irmã porteira estava, com as outras, no coro.



terça-feira, 17 de novembro de 2020

Cemitério submarino para os 40 mártires brasileiros

Beato Inácio de Azevedo  e companheiros, Museu Pio XII, Braga, Portugal
Beato Inácio de Azevedo  e companheiros,
Museu Pio XII, Braga, Portugal
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








O que foi dos corpos dos 40 mártires brasileiros assassinados por piratas protestantes calvinistas quando viajavam para o Brasil em 1570?

A resposta é surpreendente sobre tudo quando vem da nossa época tão descatolizada. Na ilha em ao local onde foram mortos no arquipélago das ilhas Canárias há uma placa comemorativa da memória deles com o nome de todos.

Mas em 1999 uma iniciativa de mergulhadores colocou no fundo do mar 40 cruzes de pedra no local onde foram jogados os mártires já mortos, agonizantes ou vivos.

O local não é profundo e pode ser visitado por mergulhadores que nadam no chamado “cemitério submarino”. 

Na realidade, seus restos mortais não estão mais ali, mas ficou este tributo de homenagem a esses heróis da fé.

A história que hoje foi coroada com inesperado reconhecimento começou de modo trágico em 15 de julho de 1570.

O corsário francês Jaques Souri a mando do navio de guerra Le Prince interceptou o galeão Santiago, no qual viajavam rumo ao Brasil como missionários os padres jesuítas Ignacio de Azevedo e 39 companheiros, hoje todos canonizados como mártires.

Os piratas franceses apreenderam o navio e assassinaram cruelmente os jesuítas, jogando os corpos dos clérigos ao mar.

Cemitério submarino dos 40 mártires brasileiros em Malpique, nas Ilhas Canarias
Cemitério submarino dos 40 mártires brasileiros em Malpique, nas Ilhas Canarias
O “cemitério” a 20 metros de profundidade é um dos locais de mergulho com maior atracção para os amantes católicos dos fundos dos mares e dos heróis da fé.

As cruzes de Malpique – tal é o nome da baia – estão localizadas no sul do arquipélago espanhol de La Palma, uma das ilhas Canárias, localizada no noroeste da África nas águas do Oceano Atlântico, informou o jornal portenho “La Nación”.

Este monumento foi criado em 1999, possui 40 cruzes de pedra que representam os 40 Mártires de Tazacorte, um grupo de padres e noviços jesuítas, 32 de nacionalidade portuguesa e 8 espanhóis que foram martirizados e atirados à amurada de um navio após um ataque pirata.

Depois de matar os Mártires de Tazacorte na costa de Fuencaliente, os corsários foram para San Sebastián de la Gomera levando 28 reféns.

Visão de Santa Teresa da entrada dos 40 Mártires Brasileiros no Céu. Giuseppe Bagnasco (1807 - 1882) Jesuitas de Palermo
Visão de Santa Teresa da entrada dos 40 Mártires Brasileiros no Céu.
Giuseppe Bagnasco (1807 - 1882) Jesuítas de Palermo
Lá, o conde de La Gomera, Diego de Ayala y Rojas, pediu ao pirata francês a libertação e entrega dos sobreviventes.

Evidentemente, o crime foi praticado em ódio à fé vendo que eram sacerdotes, irmãos e noviços católicos.

Em 1742, o Papa Bento XIV os declarou mártires da fé e, em 11 de maio de 1854, o Beato Papa Pio IX declarou sua beatificação. Sua festa litúrgica é celebrada no dia 17 de julho.

Em outubro de 2014, esses mártires foram homenageados mais uma vez com uma grande cruz de pedra localizada no Farol de Fuencaliente na qual aparecem os nomes de todas as vítimas.

Atribui-se a Santa Teresa de Jesus a visão dos 40 mártires entrando no Céu.


Lista dos mártires:
Dom Inácio de Azevedo, padre português e líder da missão (n. Porto, Portugal)
Diogo de Andrade, padre (n. Pedrógão Grande, Portugal)
Bento de Castro, irmão, estudante (n. Chacim, Macedo de Cavaleiros, Portugal)
António Soares, irmão, estudante (n. Trancoso da Beira, Portugal)
Manuel Álvares, irmão, coadjutor (n. Estremoz, Portugal)
Francisco Álvares, irmão, coadjutor (n. Covilhã, Portugal)
Domingos Fernandes, irmão, estudante (n. Borba, Portugal)
João Fernandes, irmão, estudante (n. Braga, Portugal)
João Fernandes, irmão, estudante (n. Lisboa, Portugal)
António Correia, irmão, estudante (n. Porto, Portugal)
Francisco de Magalhães, irmão, estudante (n. Alcácer do Sal, Portugal)
Marcos Caldeira, irmão (n. Vila da Feira, Portugal)
Amaro Vaz, irmão, coadjutor (n. Benviver, Marco de Canavezes, Portugal)
Juan de Mayorga, irmão, coadjutor (n. Saint-Jean-Pied-de-Port, Navarra, hoje França)
Alfonso de Baena, irmão, coadjutor (n. Villatobas, Toledo, Espanha)
Esteban de Zuraire, irmão, coadjutor (n. Amescoa, Biscaia, Espanha)
Juan de San Martín, irmão, estudante (n. Yuncos, Toledo, Espanha)
Juan de Zafra, irmão, coadjutor (n. Jerez de Badajoz, Espanha)
Francisco Pérez Godói, irmão, estudante (n. Torrijos, Toledo, Espanha)
Gregório Escribano, irmão, coadjutor (n. Viguera, Logroño, Espanha)
Fernán Sanchez, irmão, estudante (n. Castela-a-Velha, Espanha)
Gonçalo Henriques, irmão, estudante (n. Porto, Portugal)
Álvaro Mendes Borralho, irmão, estudante (N. Elvas, Portugal)
Pero Nunes, irmão, estudante (n. Fronteira, Portugal)
Manuel Rodrigues, irmão, estudante (n. Alcochete, Portugal)
Nicolau Diniz, irmão, estudante (n. Bragança, Portugal)
Luís Correia, irmão, estudante (n. Évora, Portugal)
Diogo Pires Mimoso, irmão, estudante (n. Nisa, Portugal)
Aleixo Delgado, irmão, estudante (n. Elvas, Portugal)
Brás Ribeiro, irmão, coadjutor (n. Braga, Portugal)
Luís Rodrigues, irmão, estudante (n. Évora, Portugal)
André Gonçalves, irmão, estudante (n. Viana do Alentejo, Portugal)
Gaspar Álvares, irmão, estudante (n. Porto, Portugal)
Manuel Fernandes, irmão, estudante (n. Celorico da Beira, Portugal)
Manuel Pacheco, irmão, estudante (n. Ceuta, Portugal, hoje Espanha)
Pedro Fontoura, irmão, coadjutor (n. Chaves, Portugal)
António Fernandes, irmão, coadjutor (n. Montemor-o-Novo, Portugal)
Simão da Costa, irmão, coadjutor (n. Porto, Portugal)
Simão Lopes, irmão, estudante (n. Ourém, Portugal)
João Adaucto, acompanhante (n. Entre Douro e Minho, Portugal)






quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Harmonioso convívio entre príncipes e povo em Sigmaringen

A pequena cidade alemã de Sigmaringen se aconchega ao majestoso castelo dos Hohenzollern, que se ergue no alto, como descreve simpática reportagem do “Der Spiegel”.

Nela o tempo parece ter parado. Mas não é apenas uma impressão. Os Hohenzollern ‒ família que deu os ex-imperadores da Alemanha ‒ construíram o castelo onde hoje reside a rama católica da família: os Hohenzollern-Sigmaringen.

Os senhores de Sigmaringen perderam o poder político após as jornadas revolucionárias de 1848. Mas, economicamente eles continuam a ter influência, sobre propriedades rurais e sobre o grupo de empresas Hohenzollern.

Os cerca de 17.000 habitantes se dirigirem ao “seu” Príncipe com o título de “Príncipe” ou “Alteza Sereníssima” num ambiente de cortesia e respeito mútuo.

Sem a casa principesca quase nada anda no lugar, situado na margem sul das colinas da Suábia. “O Príncipe é como uma figura de pai”, diz o engenheiro de têxteis, 72, Manfred Niederdraeing.

Manfred foi influenciado por certas restrições contra os nobres, porém diz que “eles têm uma enorme vantagem: eles pensam em gerações, e não em períodos de eleições”.

Os felizes habitantes de Sigmaringen compartilham a idéia de que os políticos vão e voltam, mas que os príncipes permanecem.

Mais ainda, eles sabem que os nobres há séculos ligados à cidade se sentem responsáveis por cada habitante.


“Quando suas empresas vão mal, o velho Príncipe prefere vender parte de suas terras no Canadá para manter seus empregados”, explica Manfred.

Ninguém na região critica a Casa de Hohenzollern. “Não se pode conceber Sigmaringen sem Príncipe, ele simplesmente pertence a ela”, declara Ute Korn-Amann, jornalista local do Schäbischen Zeitung.

Na hora em que os políticos de todas as tendências decepcionam, no fundo de muitas cabeças se põe o problema se a esperança passa pela recomposição do papel social e político da nobreza. 



terça-feira, 27 de outubro de 2020

Servo de Deus Pe. João Baptista Reus SJ: grande santidade

Pe. João Baptista Reus S.J.
Pe. João Baptista Reus S.J.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs









[Plinio Corrêa de Oliveira fez o seguinte relato, falando a respeito do tempo em que ele era presidente da Junta Arquidiocesana da Ação Católica em São Paulo:]

Morou e morreu no seminário de São Lourenço ‒ RS, o padre jesuíta João Baptista Reus, (foto ao lado) que eu não conheci pessoalmente.

Eu fui largamente contemporâneo dele. Ele era mais velho que eu. Quando ele morreu, eu já era homem feito. Foi só um pouco antes de ele morrer que me falaram dele.

Quando morreu, me mostraram a fotografia dele. Ou eu me engano enormemente, ou esse padre foi um grande santo.

A sepultura dele no cemitério de São Leopoldo é visitada continuamente por pessoas que depositam flores, pedem graças etc.

Não há amigo nosso que vá ao Rio Grande do Sul que eu não recomende de ir à sepultura dele.

Veja vídeo
Servo de Deus
Pe. João Baptista Reus, SJ

Na minha caixa de relíquias, eu tenho uma relíquia indireta dele, um pano que tocou nele.

Eu osculo metodicamente cada uma das minhas relíquias, diariamente, e quando chega a vez da do padre Reus, eu osculo com uma particular piedade.


(Fonte: testemunho de Plinio Corrêa de Oliveira, 18/8/92. Sem revisão do autor)
 



sábado, 24 de outubro de 2020

O remédio dos males: reconhecer os direitos de Cristo Rei e de sua Igreja

Cristo Rei: os Estados devem render culto público a Deus em homenagem à sua soberania universal vitral na igreja de São Miguel, Cumnor, Inglaterra
Cristo Rei: os Estados devem render culto público a Deus
em homenagem à sua soberania universal
vitral na igreja de São Miguel, Cumnor, Inglaterra





A Igreja consagra o  último domingo de outubro, à comemoração da festa de Cristo Rei.

Foi o Santo Padre Pio XI [então] gloriosamente reinante que instituiu essa solenidade a fim de reavivar entre os fiéis a lembrança da soberania de Jesus Cristo sobre as pessoas e os povos.

A verdade ensinada por Sua Santidade na Encíclica de 11 de Dezembro de 1925 não é mais do que a reprodução do que a Igreja sempre ensinou e praticou.

Pio XI veio reafirmar em pleno século XX a tradição observada sempre pela Igreja, já no tempo em que o Papa Leão III coroava Carlos Magno Imperador do Ocidente.

Já na época em que, mil anos mais tarde, o Pontífice Leão XIII ensinava na “Immortale Dei” a obrigação dos Estados renderem um culto público a Deus, em homenagem à sua soberania universal.

Mas o nosso tempo, dominado pelo laicismo, deixou de reconhecer as prerrogativas reais de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Daí provêm todos os males da sociedade atual, por ter pretendido organizar a vida individual e social como se essa realeza não existisse, e até em oposição formal a ela.

Tal a grande apostasia de nossos tempos, que produziu os frutos amargos do orgulho e do egoísmo, no lugar da Caridade, do amor de Deus e do próximo, gerou a inveja entre os indivíduos, o ódio entre as classes, as rivalidades entre as nações.

Por isso é que no mundo moderno encontraram eco a voz de um Nietzche, endeusando o super-homem no paroxismo do orgulho, a pregação de um Marx lançando as classes sociais umas contra as outras ou a palavra alucinada de um Rosenberg incensando a pretendida raça pura dos alemães.

Só a ação social católica é capaz de remediar a todos males de nossa época, fazendo Cristo reinar na sociedade.

* * *

Cristo Rei exerce seu infinito poder de governo sobre o Universo
Cristo Rei, vitral da igreja de Ss Felipe e Tiago, Oxford
Fundo: região de formação de estrelas, Nuvem de Magallhães,
foto do Hubble Space Laboratory, NASA.
As advertências de Pio XI, ao instituir a solenidade de Cristo Rei, revestem-se, portanto, de uma grande atualidade.

Suas palavras dirigidas paternalmente aos católicos do mundo inteiro parecem ter sido ditas de modo particular para os brasileiros.

A desordem em que se encontra o Brasil em 1937 não é senão o fruto daquele mesmo mal apontado por Sua Santidade como causa da anarquia geral do mundo: o laicismo.

Nas discussões sobre os males provenientes da República de 1889, muitos há que deixam de lado o maior deles, fundamental, o laicismo da Constituição de 1891.

Desde a promulgação dessa Constituição, o Brasil começou a assistir a tentativa de se organizar a sua vida social abstraindo inteiramente da soberania divina de Jesus Cristo.

Cristo foi expulso das escolas, e em lugar da moral católica - a única que pode dar ao homem a razão pela qual ele é obrigado a cumprir os seus deveres - começou-se a ensinar um ridículo culto à humanidade ou uma instrução moral e cívica inócua e contraproducente.

Desses frutos do positivismo republicano ainda restam alguns vestígios em institutos correcionais, em certas bibliotecas e alguns colégios leigos que trazem nas paredes inscrições análogas ao lema da nossa bandeira, de inspiração filantrópica e humanitária inteiramente laicista.

Cristo foi expulso dos quartéis pela negação da assistência religiosa aos soldados, e a formação das classes armadas se baseou, daí por diante, exclusivamente num culto à pátria sem fundamento e sem consistência, incapaz de resistir aos assaltos feitos pela propaganda comunista para apagar duma vez esses restos de patriotismo, que fora do catolicismo dificilmente resistem à dialética da III Internacional.

Cristo foi expulso dos tribunais, onde, como já dissemos certa ocasião, a sua imagem para muitos significa não a de um Deus que se deve adorar, mas apenas uma homenagem platônica ao “maior homem que já existiu sobre a terra”, ou uma recordação sentimental da fraqueza dos juízes humanos, pela lembrança do iníquo julgamento do “meigo Nazareno”.

Como consequência, as escolas começaram a formar gerações indisciplinadas e propensas ao materialismo da época; os quartéis, a se transformar em focos de desordem e de constantes inquietações para o país; os tribunais, a absolver os maiores crimes e aviltar a dignidade da justiça.

* * *

Políptico do Juízo Final. Roger van der Weyden (1400 — 1464). Beaune, Museu do l'Hôtel-Dieu
Políptico do Juízo Final.
Roger van der Weyden (1400 — 1464).
Beaune, Museu do l'Hôtel-Dieu
Não admira que num ambiente de tal modo preparado para a germinação das ideias comunistas, que muitas vezes vinham tirar dos princípios do laicismo as consequências necessárias em que eles importam; não admira que no Brasil da República de 1889, a ação da III Internacional encontrasse um campo dos mais propícios para a pregação de suas doutrinas subversivas.

Mas, dirão os nossos leitores, não foi exatamente depois de revogada a velha Constituição e de expulso o laicismo da nossa Carta Magna – graças aos trabalhos dos deputados eleitos pela Liga Eleitoral Católica em 1933 – não foi neste Brasil que já tem o ensino religioso, as capelanias militares e o casamento religioso com efeitos civis, que o comunismo encontrou tanta facilidade para a sua difusão?

É precisamente a este ponto que desejávamos chegar.

Embora tenhamos abandonado o laicismo da primeira república, estamos agora colhendo os seus amargos frutos.

A Constituição de 1934 veio proporcionar ao Brasil as condições humanamente indispensáveis para que a ação social católica produza todos os resultados que são de se esperar dela na reforma das almas e das instituições.

Como condição “sine qua non”, vieram as chamadas “reivindicações católicas”, uma vez vitoriosa, remover o grande obstáculo do laicismo.

Resta, agora, a ação decidida e enérgica dos poderes públicos que devem obedecer a letra e o espírito da lei fundamental do Estado brasileiro, e resta principalmente a ação dos católicos.

Dizemos principalmente dos católicos por dois motivos.

Primeiro porque a eles cabe fruir devidamente das regalias que lhes foram dadas.

Além disso, é preciso ainda estarem de sobreaviso para não permitir que lhes possam ser arrancados novamente aqueles direitos, bem como para que sejam regulamentados convenientemente pelas Assembléias Legislativas.

Cristo Rei, Hans Memling
Cristo Rei, Hans Memling
Por tudo isso é que domingo último nos declarávamos contra os riscos de possíveis ditaduras ou quaisquer outras aventuras políticas, de que se fala por aí no atual momento.

Repetimos mais uma vez que estamos longe de dar às instituições liberal-democráticas a nossa solidariedade, mas o que nos preocupa é sobretudo manter os postulados católicos da atual Constituição.

A questão do regime para nós é secundária.

O que nos interessa, e a todo o católico deve interessar antes de mais nada, é a garantia da mais ampla liberdade de ação para a Igreja na reforma social.

Pois só a ação social católica é capaz de remediar a todos os males da nossa época, fazendo Cristo reinar na sociedade.

Ao par das medidas que em boa hora o governo deliberou tomar contra o comunismo, é preciso que os nossos homens públicos compreendam que o maior e mais profundo dos anestésicos contra o “vírus” bolchevista está em romper com toda a espécie de laicismo e reconhecer os direitos de Cristo e de sua Igreja.



terça-feira, 20 de outubro de 2020

Nossa Senhora das Graças intacta em explosão de Beirute

Nossa Senhora da Medalha Milagrosa intacta em Beirute
Nossa Senhora da Medalha Milagrosa intacta em Beirute

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








O estouro de 2.700 toneladas de nitrato de amônio – substância usada para fabricar explosivos – no porto de Beirute no dia 4 de agosto teve a potência destrutiva de uma pequena bomba atômica.

Meia cidade foi abalada, os mortos e desaparecidos foram da ordem de 200, os feridos por volta de 6.000 enquanto foram destruídas ou danificadas 250.000 residências, sem contar a rede de serviços públicos.

Após a explosão foram descobertas diversas imagens, sobretudo de Nossa Senhora das Graças assombrosamente intactas, inclusive instaladas em nichos públicos sobre as ruas e expostas às ondas expansivas.

Destacou-se uma também dedicada à Medalha Milagrosa montada num nicho sem proteção alguma se projetando sobre a rua num primeiro andar.

Ela estava completamente intacta entre fios elétricos arrebentados e ferros retorcidos. A foto foi divulgada inicialmente na conta twitter @maronitas_es, noticiaram agências religiosas como Infocatólica.

Tudo em volta não é senão destruição. Esse deveria ter sido o destino da imagem considerando sua posição relativamente elevada numa rua estreita onde a onda expansiva não tinha para onde se dissipar.

A grande mídia, sempre procurando fatos excecionais ou sensacionalistas omitiu a informação sobre esses amparos prodigiosos.

Um comentário no Twitter resume outros:

“Mais uma demonstração das tantas que nos dá a Virgem Maria, permanecendo incólume ainda no meio da destruição. Assim deve ser nossa fé. Intercede por teus filhos, oh Virgem amada”.

Um outro comentário escolhido entre muitos dizia: “Ela é, no meio da calamidade, o Auxilio dos cristãos”.

Por fim, um outro exemplo: “desconhecemos as inumeráveis intercessões levadas a cabo. É um símbolo de esperança que nos lembra que não estamos sós nas tribulações”.


Enquanto se dava a explosão, numa igreja do bairro cristão de Ashrafieh, um dos mais antigos da cidade, se celebrava uma missa.

Os fiéis nada podiam saber quando o altar mor em cujo centro está uma imagem de Nossa Senhora das Graças se iluminou intensa e surpreendentemente. 

O abalo cortou a força que iluminava internamente o nicho, o reboco desse caiu sobre a imagem e quando tudo rumava ao desastre, a situação se recompôs e a imagem voltou a ser iluminada pela luz própria sem parecer danificada.

A cena foi filmada pois estava sendo transmitida também pela Internet, especificou Aleteia. 

Os espantados fiéis sem compreender ainda o ‘terremoto’ e o ‘estampido’ após verem o inexplicável jogo de acende-e-apaga se encomendaram a Nossa Senhora clamando: “Oh Mãe, salvai o Líbano!”.




domingo, 11 de outubro de 2020

Nossa Senhora Aparecida: luz de todas nossas esperanças

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Na atual encruzilhada que o País atravessa, mais do que nunca necessitamos da proteção de nossa Augusta Rainha e Padroeira, cuja festa é comemorada no dia 12 deste mês.

Em 31 de maio de 1931, Nossa Senhora Aparecida foi proclamada Rainha e Padroeira do Brasil. No ano anterior, no dia 16 de julho, Ela já havia recebido do Papa Pio XI esses gloriosos títulos.

A solene proclamação ocorreu na Esplanada do Castelo, no Rio de Janeiro (então capital do País), depois de esplendorosa procissão com a milagrosa Imagem da Virgem Mãe Aparecida, com a participação de todos os bispos brasileiros, do Chefe de Estado, ministros, autoridades civis e militares, além de mais de um milhão de fiéis.

Para recordar tão grata e triunfal comemoração, transcrevemos abaixo trecho extraído de um cartão de Natal redigido por Plinio Corrêa de Oliveira, em dezembro de 1991.

* * *

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Mulher soldado repele efeminação antipatriótica da ‘linguagem inclusiva’

Lucía Herrera junto com soldados da sua unidade.
Lucía Herrera junto com soldados da sua unidade.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






A denominada “linguagem inclusiva” de tal maneira contraria a ordem natural e o bom senso que vem se prestando até a fatos, programas ou cenas cinematográficas cómicas.

Mais um caso caraterístico deu-se recentemente na Argentina.

A tendência adotada por altas autoridades políticas deram azo ao boato, depois negado, de que o governo reescreveria as marchas militares seguindo essa moda.

Uma mulher que trabalha no Hospital Militar de Salta como membro das Forças Armadas escreveu carta pública patenteado a anti-naturalidade da proposta.

Ela se sentiu ofendida por esse efeminamento antipatriótico e se definiu como soldado – nem “soldada” nem “soldade” – repelindo a linguagem “inclusiva”. A carta foi publicada na íntegra no “La Nación”.

“Meu nome é Lucía Zordán Herrera, sou um soldado de primeira classe, sim, um soldado, nem “soldada” nem “soldade”, sou um soldado.

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

São Miguel Arcanjo: modelo de combatividade

São Miguel Arcanjo, missão de San Miguel Arcángel, Califórnia
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






“No dia 29 do corrente, a Santa Igreja celebrará a festa de São Miguel Arcanjo.

“Outrora, esta data era muito vivamente assinalada na piedade dos fiéis. Hoje em dia, infelizmente, poucos são os que a tomam como ocasião especial para tributar culto ao Príncipe da Milícia Celeste.

“Entretanto, o culto de São Miguel, atual para todos os povos em todos os tempos, tem títulos muito especiais para ser praticado com particular fervor em nossos dias. ....

“São Miguel é o modelo do guerreiro cristão, pela fortaleza de que deu prova atirando ao inferno as legiões de espíritos malditos.

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Cataratas que sugerem superior vocação histórica

Cataratas do Iguaçu em 360º
Veja vídeo


Clique na foto para Cataratas do Iguaçu em 360º
Girar com o mouse. Clicar no mapa à direita para mudar o ângulo

Quem, antes de descer no aeroporto da cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná, observar do avião as famosas Cataratas do Iguaçu, fica extasiado com a grandiosidade da visão panorâmica das diversas quedas-d'água.

Saindo do aeroporto, o viajante precisa percorrer alguns quilômetros para começar a ouvir o ruído das águas.

De início um tanto surdo, ele vai crescendo assustadoramente, tornando-se estrondoso junto às quedas.

Uma imagem ­entre outras - é compreensível que ocorra ao espírito do viajante, eventualmente já predisposto por aquele flash anterior: a majestosa ira divina.

De fato, se Deus quisesse representar seu furor para os homens, mediante o som, seria apropriado Ele utilizar tal ruído - prestigioso e terrificante.

terça-feira, 15 de setembro de 2020

174º aniversário da aparição de Nossa Senhora em La Salette

Há 174 anos, em 19 de setembro, Nossa Senhora apareceu em La Salette e deixou uma mensagem
Há 174 anos, em 19 de setembro, Nossa Senhora apareceu em La Salette e deixou uma mensagem
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Num 19 de setembro, há exatamente 174 anos, Nossa Senhora apareceu em La Salette.

Ela deixou uma mensagem da mais alta importância. Essa mensagem, mais conhecida como o Segredo de La Salette, encontra-se transcrita na integridade e em diversas línguas neste blog.

Enquanto Nossa Senhora falava, o magnífico panorama alpino do local se transformou. E as crianças viram nele a efetivação do que Nossa Senhora dizia.

Mas, Nossa Senhora falou também pelo olhar. E disse coisas que as palavras são insuficientes para transmitir.

Mélanie descreveu assim esse olhar de Nossa Senhora:

terça-feira, 8 de setembro de 2020

Como era Nossa Senhora de La Salette
e como era seu pranto

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






No próximo dia 19 se cumpre mais um aniversário da aparição de Nossa Senhora em La Salette.

Consideremos ponto por ponto a descrição de Mélanie de Nossa Senhora naquela ocasião:

“A Santíssima Virgem era alta e bem proporcionada”.

A altura é um apanágio da majestade. Tanto é que aos príncipes que não são reis, se diz Vossa Alteza.

É evidente que não é altura física. Mas a altura física é uma imagem física da altura nos outros sentidos.

Portanto, não era necessário, mas convinha a Nossa Senhora uma altura bem proporcionada.

Porque a altura bem proporcionada é o contrário da altura esmagadora. É o que torna a altura acessível é a perfeição de suas proporções.

É o encaixe de várias coisas pequenas nEla, com graça e harmonia, que tornam essa altura variegada. É uma unidade na variedade.

Então, essa perfeição das proporções dEla.

Depois, Mélanie continua:
“Ela parecia tão leve que um sopro poderia atingi-La.

Realmente, um ente inteiramente espiritual, no qual o corpo era apenas uma dependência dominada pelo espírito; e não sujeita, portanto à lei da gravidade e à atração de terra. O sobrenatural nEla estava na sua plenitude.

terça-feira, 1 de setembro de 2020

Jesus Sacramentado intacto em igreja incendiada

O tabernáculo de madeira miraculosamente salvo das chamas, em Pandacan, Filipinas, 10-07-2020.
O tabernáculo de madeira miraculosamente salvo das chamas,
em Pandacan, Filipinas, 10-07-2020.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Em 10 de julho (2020) um incêndio generalizado consumiu inteiramente a multissecular igreja de madeira do Santo Niño (Menino Jesus) de Pandacan, na periferia de Manila, capital das Filipinas, segundo informaram fartamente a imprensa local e agências missionárias como UCANews.

Dá-se por perdida a milagrosa imagem do Menino Jesus, de mais de 400 anos, que se encontrava no altar-mor, logo acima do sacrário.

O incêndio foi controlado em uma hora, mas o interior da antiga igreja, feito de madeira, ardeu rapidamente, reduzindo tudo a cinzas, inclusive imagens religiosas.

Dois terremotos e um incêndio destruíram a igreja original, porém os devotos, sob a direção do Pe. Francisco del Rosario, da Missão franciscana nas Filipinas, construíram em 1732 o templo atual.

“O fogo alastrou-se rapidamente e quem lá estava só conseguiu guardar as roupas do corpo”, disse o pároco, Pe. Sanny de Claro.

Segundo ele, os bombeiros não encontraram a imagem milagrosa feita de cera, mas apenas sua coroa derretida e o cetro de metal.

Desta vez, para surpresa geral, as labaredas, que pareciam infernais e devoraram o altar-mor onde estava o tabernáculo, não destruíram o cibório nem as hóstias consagradas que estavam dentro, as quais foram resgatadas pelos bombeiros.

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Santa Teresinha (3): perfeição que tem no Santo Sudário seu modelo acabado

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







CONCLUSÕES: A infância meditativa

Ela tinha o costume de subir a uma parte mais alta da casa, para ver as estrelas à noite, etc. E a “História de uma alma” ‒ que equivale a suas Memórias” ‒ fala das infinitudes que havia no pensamento dela.

Santa Teresinha tinha em si toda a doutrina contrarrevolucionária, mas não tinha a missão de explicitá-la. Ela tinha a missão de morrer pelos contrarrevolucionário, de viver, de traçar a Pequena Via que torna a Contra-Revolução acessível ao grosso dos que a seguem. Mas havia todo um firmamento de ideias nela, o qual já desde essa idade se prenuncia.

Era uma criança altamente meditativa. No fim da vida, quando estava madura para o Céu, e portanto quando tinha atingido a santidade a que a havia destinado o desígnio da Providência, ela contava que quando tinha por volta dos dez anos ‒ quer dizer, um pouquinho mais velha do que está aqui ‒ ia com a irmã a um belvedere lá dos Buissonnets, e tinham conversas em que ela recebia tantas ou mais graças do que as que receberam Santo Agostinho e Santa Mônica no famoso colóquio da hospedaria de Óstia, pouco antes de Santa Mônica morrer. Portanto, quando a santidade de Santa Mônica estava consumada, e ela estava para ir para o Céu.

No fundo, nota-se isso no olhar dela. Não se pode descrever um olhar.

Se se perguntasse a São Pedro o que lhe disse o olhar de Nosso Senhor, o que poderia ele responder? Responderia:

“Ele disse algo por onde eu chorei a vida inteira. As lágrimas mais amargas e mais doces que jamais se choraram, depois das de Nossa Senhora, chorei-as eu”.

E não teria outra coisa para dizer, pois o olhar é algo de inefável. Ou se vê aqui esse olhar e se sente, ou não se o vê, e não posso fazer nada.

terça-feira, 18 de agosto de 2020

Santa Teresinha (2): perfeição que tem no Santo Sudário seu modelo acabado

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Continuação da postagem anterior: Santa Teresinha e a “infância espiritual”(1)




5ª) O sorriso

Numa parte mais delicada da análise, percebemos que a boca é reta, com os lábios finos e muito firmes. É uma firmeza na qual não existe uma gota de amargura.

Pelo contrário, há um certo sorriso indefinível. Falam tanto do sorriso da Gioconda, mas isto é que é sorriso! Ela não está nem um pouco sorridente, mas há um sorriso indefinível nos lábios dela. Há qualquer coisa nela que sorri, sem que se possa propriamente dizer que ela está sorrindo.

Tem-se a impressão de que o fotógrafo disse a ela para sorrir, e ela, para não desatender a ele, esboçou qualquer coisa vagamente à maneira de sorriso.

Há algo de sorriso espalhado no rosto dela: está um pouco nos olhos, um pouco nos lábios, está numa afabilidade geral da pessoa. Ela está numa posição muito afável e muito acolhedora, numa posição de muito boa vontade em relação a todo mundo.

No entanto, é uma atitude risonha que indica ao mesmo tempo força de alma e caráter, no sentido próprio da palavra.

É o contrário dessas imagens sulpicianas de Santa Teresinha que se encontram por aí: derramando rosas, e sorrindo não se sabe de que jeito. Não têm nada deste sorriso.

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Santa Teresinha e a “infância espiritual”(1)

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




A família Martin foi uma das muitas famílias católicas que se inscreveram nas confrarias de oração para atender os pedidos de reparação e penitência feitos por Nossa Senhora em La Salette.

Santa Teresinha do Menino Jesus também fez parte delas.

No inicio de outubro, a festa desta grande santa que quis se fazer “pequena” é ocasião propícia para estas postagens em dias sucessivos.

A personalidade de Santa Teresinha numa fotografia

A esta magnífica fotografia de Santa Teresinha do Menino Jesus falta apenas o relevo, para se dizer que ela está viva.

Para comentar essa alma, procurarei explicitar as a impressões que esta fotografia produz.

Primeira impressão

A primeira impressão, ao olhar para ela, é a seguinte:

Que menina! A primeira explicitação, o primeiro jorro, deve ser assim.

Ela é ainda menininha, cheia de vida, de frescor, saltitante, e com essa espécie de extroversão própria de uma menina ainda na infância.

Aí se vê a beleza de uma alma de criança, na delicadeza, na fragilidade, na louçania da natureza feminina. Como essa fotografia é bem apanhada, e como pegou bem essa menina!

terça-feira, 4 de agosto de 2020

Etiqueta e protocolo em ambiente aristocrático tranqüilizam as crianças

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






O Alvear Palace Hotel de Buenos Aires inaugurou um curso intensivo de etiqueta, protocolo e boa educação para 30 crianças de 8 a 13 anos.

Elas se sentam adequadamente em mesas com louça de porcelana, copos de cristal e talheres de prata.

Assistem a palestras de comportamento em sociedade, enquanto garçons de luvas brancas servem água, sucos e delicados sanduíches.

A professora Karina Vilella ensina como uma pessoa educada deve pegar os talheres, cumprimentar, dizer “por favor”, agradecer, ser pontual, etc.

As crianças aprendem a montar uma “mesa inglesa” e uma “mesa francesa” e o modo de distribuir nelas os convidados.