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terça-feira, 18 de agosto de 2026

Mártires esquecidos da perseguição comunista
na nossa era

Beato padre Václav Drbola, martirizado pelo socialismo
Beato padre Václav Drbola, martirizado pelo socialismo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Foram beatificados os padres Jan Bula e Václav Drbola, assassinados entre 1951 e 1952 pelo regime comunista na Checoslováquia.

Eles foram torturados pela polícia comunista e forçados a confessar uma falsa participação numa montagem da polícia secreta socialista para “justificar” a brutal repressão contra o clero e os fiéis católicos.

Numa homenagem, o Cardeal Michael Czerny enfatizou que os mártires “transformaram o tribunal em púlpito e a prisão em altar” e “o ódio sombrio e a frieza da forca foi o lugar de seu encontro final com o Senhor”, noticiou “Infovaticana”. 

Jan Bula foi preso em 30 de abril de 1951 e condenado à morte, apesar de já estar encarcerado quando ocorreu o ataque do qual foi acusado. Ele foi enforcado em 20 de maio de 1952, na prisão de Jihlava.

Václav Drbola sofreu um destino semelhante. Também preso sob falsos pretextos e acusado dos mesmos atos, foi executado em 3 de agosto de 1951.

No referido discurso, o Cardeal Czerny insistiu que o martírio de ambos os sacerdotes não foi resultado de fanatismo ideológico, mas de total dedicação a Cristo e à Igreja.

O padre Jan Bula preferiu morrer fiel a Cristo antes que aderir ao socialismo
O padre Jan Bula preferiu morrer fiel a Cristo
antes que aderir ao socialismo
“Não foi uma morte buscada por fanatismo, mas uma vida oferecida por amor”, afirmou o Prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral.

O cardeal explicou que a força dos dois sacerdotes não provinha de uma extraordinária resistência humana, mas de uma vida profundamente unida à oração, à Eucaristia e à confiança em Deus.

Durante décadas, a memória de muitos sacerdotes perseguidos pelo comunismo na Europa Oriental foi silenciada ou relegada à esfera privada devido à pressão dos regimes ateus impostos após a guerra.

A beatificação de Jan Bula e Václav Drbola traz agora uma atenção renovada a essa perseguição sistemática contra a Igreja Católica, especialmente intensa em países como a Checoslováquia, a Hungria, a Polónia e a Roménia.

O Cardeal Czerny afirmou que o testemunho de ambos os sacerdotes demonstra que “nenhuma violência pode sufocar a vida de Deus” naqueles que permanecem fiéis a Cristo.

Num dos momentos mais impactantes da conferência o prefeito do Vaticano descreveu como o regime comunista pretendia destruir a fé do povo checo eliminando os seus sacerdotes, mas acabou por transformá-los na semente de novos cristãos.


terça-feira, 17 de agosto de 2021

A menina mártir da Eucaristia

A menina chinesa que inspirou Mons. Fulton Sheen
A menina chinesa que inspirou a Mons. Fulton Sheen
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








O arcebispo Fulton J. Sheen foi um apologeta católico de fama mundial na era da TV nascente. Numa entrevista em rede nacional de televisão meses antes da sua morte, em 1979, perguntaram-lhe:

‘Bispo Sheen, o senhor inspirou milhares de pessoas em todo o mundo. Quem inspirou o senhor? Foi acaso um Papa?’

O arcebispo surpreendeu dizendo que sua maior inspiração não foi um Papa, nem um Cardeal, nem outro bispo, e nem sequer um sacerdote ou monja. Foi uma menininha chinesa.

O arcebispo relatou que o martírio pela Eucaristia dessa menina foi a maior fonte de inspiração em sua vida.

Aconteceu assim: quando os comunistas se apossaram da China pela metade do século XX, prenderam um sacerdote em sua própria reitoria e invadiram a igreja.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Católicos da Síria: heroísmo até o martírio:
o testemunho de uma moça católica

Mireille no I Congresso Internacional sobre Liberdade Religiosa, Madri.



Mireille Al Farah, jovem síria que vive na Espanha e que não pode voltar a seu país desde que começou a enganosa Primavera árabe, contou seu drama no I Congreso Internacional sobre Libertad Religiosa realizado em Madri. Ela chora durante a comunhão, rezando pelos católicos perseguidos em seu país.

“Os pais de família nunca saem juntos à rua, para que os filhos não fiquem inteiramente órfãos” em caso de atentado mortal, relatou.

Ela contou que antes da investida islâmica, os católicos sírios “manifestávamos publicamente nossa fé, vivíamos sem medo, até que de um dia para o outro nos deparamos com a atual situação: atentados, sequestros, violações, você está em sua casa e te cai um obus de morteiro...

“Os bombardeios são diários. Com as tecnologias GPS eles sabem localizar os bairros cristãos e selecionar as vítimas. Eu perdi treze parentes, um deles foi meu primo Shami, que morreu quando um tiro de morteiro caiu sobre ele”.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O exemplo edificante dos católicos do Sudão crucificados por fidelidade à Igreja

Ainda que possam ser hostilizados por todos os lados, os católicos tem o auxílio especial da graça que os anima na fidelidade e os convida a serem cada vez mais fervorosos. Um exemplo edificante é dado pelos católicos do Sudão muito sofridos e muito esquecidos no Ocidente.

Bandos de guerrilheiros fazem incursões nas regiões cristãs do Sudão e, mais recentemente crucificaram vários deles, informou “The Catholic Herald” de Grã Bretanha. Um deles foi cravado numa árvore e mutilado. Outros seis foram pregados em madeiros, jogados no chão e mortos. Os cadáveres foram recuperados perto da aldeia de Nzara. As testemunhas descreveram uma “cena de crucifixão grotesca”.

Dom Eduardo Hiiboro Kussala, bispo de Tombura-Yambio (foto), contou que os guerrilheiros irromperam na igreja de Nossa Senhora da Paz em Ezo, sul do país, durante uma novena e profanaram a Hóstia, o altar e o prédio anexo escravizando 17 pessoas na maioria jovens.

Um deles foi crucificado na árvore e outros 13 estão desaparecidos segundo a associação ‘Ajuda à Igreja que Sofre’ que socorre os cristãos perseguidos.


O bispo diocesano explicou que o ataque se deu na festa da Assunção de Nossa Senhora. “Os atacantes claramente queriam fazer mal ao povo porque sabiam que estava rezando”.

Os guerrilheiros pertencem ao Exército de Resistência do Senhor (Lord's Resistance Army) considerado terrorista pelos EUA e que pratica um culto sincretista ao fundador, o qual diz ser porta-voz do Espírito Santo.

O prelado encaminhou uma denúncia ao governo de Khartum. Porém as chances de ser atendido de modo eficaz são mínimas. Khartum está nas mãos de muçulmanos fanáticos que praticam análogos crimes contra os cristãos.

Os católicos fizeram três dias de oração e penitência. Na principal cerimônia, 20.000 fiéis peregrinaram mais de três quilômetros, revestidos de saco e portando cinzas.

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