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terça-feira, 12 de março de 2024

Mais de 140.00 franceses recusam vitrais “século XXI” em Notre Dame

Vitrais que o arcebispo de Paris e o presidente laicista querem eliminar. Os franceses defendem esse tesouro
Vitrais que o arcebispo de Paris e o presidente laicista querem eliminar.
Os franceses defendem esse tesouro
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Mais de 140.000 franceses enviaram abaixo assinado ao presidente Emmanuel Macron para que desista de seu projeto de substituir seis grandes vitrais em estilo gótico, refeitos no século XIX pelo genial Viollet-le-Duc, noticiou “El País”

Macron falou de vitrais com uma “marca do século XXI” concordando com proposta avançada pelo atual arcebispo Mons. Laurent Ulrich.

O arcebispo não pode mexer na estrutura da catedral pela lei e tratados internacionais.

Então deseja uma monstruosa decoração que instalaria o caos estético e teológico no interior da sagrada catedral.


Caos esse que já está devastando a Igreja em outras áreas morais e religiosas.

A reconstrução de Notre Dame está na reta final e será reaberta no dia 8 de dezembro deste ano, festa da Imaculada Conceição.

O abaixo assinado foi lançado pelo historiador de arte e jornalista Didier Rykner para salvar os vitrais projetados pelo genial arquiteto francês Eugène Viollet-le-Duc, responsável pela restauração da catedral em meados do século XIX.

Os vitrais em perigo não foram afetados pelo incêndio.

“Os vitrais de Viollet-le-Duc s fiéis às origens góticas da catedral”, escreve o  Didier Rykner, fundador da revista La Tribune de l’Art.

A ideia de adicionar uma “marca do século 21”, por todos entendida como uma marca da feiúra, não provém apenas do presidente, mas do arcebispo de Paris, Mons. Ulrich, que em carta expressou ao predsidente o seu “desejo” de que o Estado encomendasse “uma série de seis vitrais para as capelas do lado sul da nave”.

As críticas focaram ao muito criticado presidente Macron quem logo do início da restauração tentou passar um projeto que deformaria a catedral, mas que foi massivamente repudiado.

“Quem deu ao chefe de Estado o mandato para modificar uma catedral que não pertence a ele, mas a todos?”, perguntam os signatários da petição, que a cada dia acrescenta novos apoios.

A lei e os tratados internacionais exigem que a restauração de monumentos históricos seja feita “à l’identique” (idêntico ao anterior).

Mas Mons. Ulrich, empenhado na autodemolição da Igreja, finge desconhecer as leis. Seus cúmplices “laicistas” também fingem se arrender ao pedido do eclesiástico demolidor.




terça-feira, 31 de maio de 2022

Rússia mira a Coroa de Espinhos mas essa fica em Paris

Veneração da Sagrada Coroa de Espinhos em Saint-Germain l'Auxerrois, catedral provisória de Paris durante a restauração de Notre Dame, 16-2-2022
Veneração da Sagrada Coroa de Espinhos em Saint-Germain l'Auxerrois,
catedral provisória de Paris durante a restauração de Notre Dame, 16-2-2022
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Poucos dias antes da invasão russa da Ucrânia, o número dois da Igreja Ortodoxa Russa, o Metropolita Hilarion de Volokolamsk, foi a Paris para pedir que a sagrada Coroa de Espinhos de Nosso Senhor Jesus Cristo, conservada na catedral de Notre-Dame no momento do incêndio de 2019 fosse levada a Moscou em empréstimo, segundo informou “La Vie”.

Logo correu a suspeita de que esta joia sagrada do tesouro da Igreja Católica da França poderia se tornar um instrumento da geopolítica internacional de Putin em meio à guerra.

E até poderia não ter sido devolvida alegando pretextos com base na guerra de invasão da Ucrânia.

De fato, o início da invasão que já estava em avançado estado de preparação poderia ter impedido o regresso da Sagrada Relíquia posta a interrupção natural das comunicações e transportes.

O falso espírito ecumênico poderia ter levado a uma horrível perda.

Patrick Chauvet, arcipreste de Notre-Dame de Paris e, como tal, “responsável” oficial da relíquia apelou a argumentos enganosos: “Na espiritualidade ortodoxa russa, a veneração das relíquias é central. Faz parte de sua piedade popular, e em cada veneração desta relíquia em Notre-Dame de Paris há sempre muitos fiéis ortodoxos presentes”.

<table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"><tbody><tr><td style="text-align: center;"><a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEieu64nBPLbTeS--M5Sb6kCjHmBB5jc6kzpln4g_nnHQH1s9CAuY5yVQYniWNQ0I6en7B1PnqqhohIODAgiEsBVeXiF8wPm0MNQFSuLQlLWxKIYJKez14MSPv3a6e5Innw3RVS8RC0_SHkVPRJX5RXMZ8XdMwaHP8Ji_dvMevavyR1FLQJk4PxFhtrC/s1280/Venera%C3%A7%C3%A3o%20da%20Sagrada%20Coroa%20de%20Espinhos%20em%20Saint-Germain%20l'Auxerrois,%20catedral%20provis%C3%B3ria%20de%20Paris%20durante%20a%20restaura%C3%A7%C3%A3o%20de%20Notre%20Dame,%2016-2-2022.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"><img alt="Veneração da Sagrada Coroa de Espinhos em Saint-Germain l'Auxerrois, catedral provisória de Paris durante a restauração de Notre Dame, 16-2-2022" border="0" data-original-height="854" data-original-width="1280" height="428" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEieu64nBPLbTeS--M5Sb6kCjHmBB5jc6kzpln4g_nnHQH1s9CAuY5yVQYniWNQ0I6en7B1PnqqhohIODAgiEsBVeXiF8wPm0MNQFSuLQlLWxKIYJKez14MSPv3a6e5Innw3RVS8RC0_SHkVPRJX5RXMZ8XdMwaHP8Ji_dvMevavyR1FLQJk4PxFhtrC/w640-h428/Venera%C3%A7%C3%A3o%20da%20Sagrada%20Coroa%20de%20Espinhos%20em%20Saint-Germain%20l'Auxerrois,%20catedral%20provis%C3%B3ria%20de%20Paris%20durante%20a%20restaura%C3%A7%C3%A3o%20de%20Notre%20Dame,%2016-2-2022.jpg" title="Veneração da Sagrada Coroa de Espinhos em Saint-Germain l'Auxerrois, catedral provisória de Paris durante a restauração de Notre Dame, 16-2-2022" width="640" /></a></td></tr><tr><td class="tr-caption" style="text-align: center;">Veneração da Sagrada Coroa de Espinhos em Saint-Germain l'Auxerrois, <br />catedral provisória de Paris durante a restauração de Notre Dame, 16-2-2022</td></tr></tbody></table>
Veneração da Sagrada Coroa de Espinhos em Saint-Germain l'Auxerrois,
catedral provisória de Paris durante a restauração de Notre Dame, 16-2-2022
Há verdade nisso a nível popular, mas não a nível da hierarquia do Patriarcado de Moscou, militante ativo do comunismo primeiro e das insídias de Vladimir Putin hoje.

O Patriarcado de Moscou há décadas pedia que a Santa Coroa de Espinhos fosse a Moscou.

Mas a diocese parisiense sempre recusou até que o Papa Francisco se encontrou com o Patriarca de Moscou, Cirilo, estranhamente em Cuba.

O papa pediu comemorar esse encontro que foi focada na importância dos santuários e relíquia sagrada coroa de espinhos.

A Sagrada Coroa de Espinhos está sob os cuidados da Ordem dos Cavaleiros do Santo Sepulcro de Jerusalém que só pode ser transportada quando escoltada por esses cavaleiros, explicou Mons. Patrick Chauvet. Desde o incêndio em Notre-Dame de Paris está transitoriamente no Louvre.

Mas estranhamente, o Mons. acrescentou: “se os líderes russos quiserem vir buscar esta relíquia, eu os receberei imediatamente, (...) pode ser um instrumento de paz”, como se não houvesse perigo algum e se a Rússia trabalhasse inocentemente pela paz.

A Santa Coroa de Espinhos ficou finalmente em Paris.

Ali foi venerada publicamente como sempre acontece em todas as Semanas Santas, mas não em Notre Dame onde as obras de restauração avançam de modo impressionante.



terça-feira, 23 de março de 2021

Entusiasmo impulsiona restauração de Notre Dame
como na Idade Média

Já foram escolhidos os oito carvalhos de dois séculos para a agulha de Notre Dame
Já foram escolhidos os oito carvalhos de dois séculos para a agulha de Notre Dame
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Com presteza e exigência já foram escolhidos os oito majestosos carvalhos da floresta de Bercé, centro-oeste da França, velhos de dois séculos, cuja preciosa madeira apresentou as melhores qualidades para sustentar a futura agulha de Notre Dame de Paris, noticiou “Clarin”.

São árvores incomuns, com mais de 20 metros de altura em seu tronco útil e um metro de diâmetro, selecionadas pelos arquitetos-chefes Philippe Villeneuve e Rémi Fromont.

Esses carvalhos vão garantir as fundações de uma estrutura de cerca de 300 toneladas.

Foram procuradas com drones que elaboraram os perfis de cada uma em 3D.

As árvores deviam ser ligeiramente curvas para acompanhar as abóbadas e se juntar às colunas do transepto.