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terça-feira, 25 de abril de 2023

“O tempo passou e me formei em solidão”

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Autor: José Antônio Oliveira de Resende. Professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa, do Departamento de Letras, Artes e Cultura, da Universidade Federal de São João Del-Rei/MG.


Sou do tempo em que ainda se faziam visitas.

Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido.

Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé. Geralmente, à noite.

Ninguém avisava nada, o costume era chegar de paraquedas mesmo. E os donos da casa recebiam alegres à visita. Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um.

– Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre.

E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos. Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia.

– Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável!

A conversa rolava solta na sala. Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre.

Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando-nos e olhando a casa do tal compadre.

Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro... casa singela e acolhedora. A nossa também era assim.

Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes.

Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha - geralmente uma das filhas – e dizia:

– Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa.

Tratava-se de uma metonímia gastronômica. O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite... tudo sobre a mesa.

Juntava todo mundo e as piadas pipocavam.

As gargalhadas também.

Pra que televisão?

Pra que rua?

Pra que droga?

A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança...

Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam....

Era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade...

Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos.

E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida.

Era assim também lá em casa. Recebíamos as visitas com o coração em festa... A mesma alegria se repetia. Quando iam embora, também ficávamos, a família toda, à porta.

Olhávamos, olhávamos... até que sumissem no horizonte da noite.

O tempo passou e me formei em solidão. Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, e-mail...

Cada um na sua e ninguém na de ninguém.

Não se recebe mais em casa.

Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa:

– Vamos marcar uma saída!... – ninguém quer entrar mais.

Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas.

Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores.

Casas trancadas. Pra que abrir? O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos do leite...

Que saudade do compadre e da comadre!


terça-feira, 6 de julho de 2021

Senso cristão, familiar e patriótico impede mortes com arma de fogo na Suíça

Este soldado suíço deve guardar bem
todo este equipamento... em casa!
Luis Dufaur
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A posse de armas, inclusive para uso militar, está generalizada na Suíça, porém os crimes com arma de fogo são tão poucos que nem sequer há estatísticas sobre eles, noticiou já há muito a BBC e a situação pouco mudou, graças a Deus.

O país tem seis milhões de habitantes e há pelo menos dois milhões de armas de fogo privadas, entre as quais se incluem por volta de 600.000 fuzis automáticos e 500.000 pistolas.

A Suíça possui um sistema de defesa nacional único no mundo, que ela desenvolveu ao longo dos séculos numa autêntica tradição.

O país exige que cada homem pertença a uma milícia regional e receba treinamento durante alguns dias ou semanas durante quase toda sua vida. 

Entre 21 e 32 anos, os homens servem na tropa regular e recebem um fuzil de assalto M-57 e 24 pentes de munição, que devem conservar em casa. Posteriormente passam a fazer parte das milícias regionais que também exigem certo treino, além da posse e manutenção das armas em casa.

terça-feira, 15 de junho de 2021

Diferença de idades entre irmãos gera senso da hierarquia e da harmonia familiar

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A ordem dos nascimentos determina natural e espontaneamente uma hierarquia entre as crianças, respondeu um conjunto de cientistas consultados pelo jornal “La Nación”, de Buenos Aires.

Os investigadores noruegueses Petter Kristensen e Tor Bjerkedal, da Universidade de Oslo, constataram que o primogênito em geral possui um coeficiente intelectual superior ao dos irmãos.

O Dr. Luis Kancyper, da Asociación Psicológica Argentina (APA), defende a supremacia natural do primogênito, pelo fato de que “deve preservar as tradições e representar o modelo da responsabilidade”.

O estudo norueguês analisou 240.000 meninos noruegueses e concluiu que o fato de os maiores cuidarem dos irmãos menores “potencia sua capacidade intelectual”.

A expectativa depositada no primogênito não recai sobre os filhos intermediários, disse a especialista Stacy De Broff. Os pais são menos exigentes com eles e “por isso, muitos adotam atitudes mais relaxadas diante da vida”. Mas, ao mesmo tempo, favorecem o desenvolvimento de personalidades “voltadas para a criatividade”.

Já o benjamim é o mais mimado pelos pais e protegido pelos maiores, e “por isso sói ser mais carinhoso que o restante dos irmãos”, disse Stacy De Broff.

O senso da hierarquia se desenvolve assim natural e harmonicamente na família desde que as crianças vêm à luz.


terça-feira, 9 de março de 2021

Casal imperial viveu em perfeita castidade:
Santo Henrique II e Santa Cunegundes

Santo Henrique II e Santa Cunegundes imperadore
Santo Henrique II e Santa Cunegundes imperadore
Luis Dufaur
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Pelos fins do século décimo, nascia Cunegundes, filha dos condes de Luxemburgo e futura imperatriz.

Seu pai, o conde Sigefredo, e sua mãe, a condessa Hedwiges, soberanos de Luxemburgo, favorecidos pela fortuna, muito se esmeraram na educação dessa princesa, cuja beleza e inteligência cresciam com a idade.

Desde a sua infância, o traço característico de seu caráter foi uma constante inclinação às coisas santas.

O desejo de servir a Deus e a Maria Santíssima em perfeita castidade, brotou espontâneo de seu coração.

Deus satisfez milagrosamente esse seu santo desejo.

terça-feira, 21 de julho de 2020

Jesus Cristo, família e monarquia tradicional, um mútuo espelhar-se

Cristo Rei, Hans Memling
Cristo Rei, Hans Memling
Luis Dufaur
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Entre Jesus Cristo, a família e um regime familiar de governo – por exemplo, o monárquico tradicional – existe uma relação profunda.

O  padre Eric Iborra, da paróquia de Santo Eugênio, em Paris, lembrou brilhantemente essa relação profunda por ocasião de uma missa de réquiem pelo repouso da alma do rei Luís XVI da França, guilhotinado em 1793.

O sacerdote postou sua homilia no site da paróquia onde serve, como é costume na França.

Eis alguns excertos dessa homilia:

Imagino que vocês eram muitos, há oito dias, a pisar na grama do Champ-de-Mars [manifestação contra o “casamento” homossexual em 13.01.2013]. Numerosos também, talvez, há vinte anos, a fazê-lo em outro lugar emblemático da antiga França, a Praça da Concórdia.

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Tradição, requinte e perfeição: fórmula do sucesso tranqüilo da Patek Philippe

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As guerras e os desabamentos econômicos não abalaram a tradicional casa suíça de relógios de luxo Patek Philippe.

A casa não entrou na ciranda da globalização, das fusões e aquisições visando uma expansão ilimitada.

A Patek Philippe foi fundada em 1839 e ficou estritamente familiar. Hoje tem tantos clientes que não consegue atende-los, mas não pretende mudar.

A produção é de 42 mil relógios por ano. Cada um deles leva, em média, nove meses para ser concluído.

Os preços são dos mais altos, mas os compradores querem uma marca tradicional e um objeto que passe de pai para filho como um símbolo da continuidade familiar.

terça-feira, 12 de maio de 2020

Na mesa se decide o fracasso ou o triunfo familiar e social

Comer em família é indispensável sem invasão digital
Comer em família é indispensável sem invasão digital
Luis Dufaur
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Num lar típico de advogados bem sucedidos em Buenos Aires os pais e os filhos não tomavam as refeições reunidos. Reinavam smartphones, tablets, laptops ou TV de plasma.

Os pretextos ou alegados eram muitos: horários de trabalho ou escola, atividades diversas intensas, etc. Até que a família pensou voltar a partilhar as refeições.

Não foi fácil pois os filhos nem sabiam dialogar e cada um comia o que pediu ao delivery, explicou “La Nación”.

Então experimentaram ao vivo o que ouviram de muitos psicólogos especialistas em vida social: quando a mesa familiar não é partilhada como é natural, o desenvolvimento social crianças e adultos sofre um impacto negativo.

terça-feira, 14 de abril de 2020

Milionário atribuiu seu sucesso
a Nossa Senhora de Lourdes

O Padre Nicola Ventriglia Omi, mostra fotos de Michele Ferrero no Santuário de Lourdes
O Padre Nicola Ventriglia Omi, mostra fotos de Michele Ferrero
no Santuário de Lourdes
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No dia de São Valentim de 2015, faleceu o mais bem-sucedido empresário de doces e bombons da Itália.

Nascido em 1924, Michele Ferrero possuía uma fortuna calculada em 20,5 bilhões de euros, a maior do país e a quarta da Europa.

Embora megamilionário, Ferrero era muito diferente do “jet-set”: um ativo devoto de Nossa Senhora de Lourdes, a quem atribuía a vertiginosa ascensão de sua empresa, segundo a Fundação Cari Filii.

Esse filho de chocolateiros da pequena cidade de Alba não se fez rico com malabarismos ou manobras confusas. Ele continuou com a tradição familiar, aplicando muito trabalho e inteligência, mas depositando suas esperanças em Nossa Senhora.

Em 1964, melhorando uma fórmula de seu pai, Ferrero criou Nutella. Lançou também o ovo de chocolate Kinder e as linhas Ferrero Rocher e Mon Cheri.

terça-feira, 2 de abril de 2019

Mãe: amor, afeto, bondade e misericórdia

Mãe. Robert Walter Weir (1803 – 1889)
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A palavra família indica uma pluralidade de pessoas.

Mas há outra palavra, de especial significado, que indica uma só pessoa: mãe.

Mãe é a quintessência da família, porque é a quintessência do amor, a quintessência do afeto; e, nessas condições, a quintessência da bondade e da misericórdia.

Assim, a alma da criança em contato com a mãe começa a compreender o que é a bondade que não se cansa, o que é a graça, o favor, o amor que não se exaure.

E também aquela forma de afeto que inclina a mãe a jamais achar tedioso estar com o filho.

Carregar seu filho nos braços, brincar com ele, soltá-lo no chão, vê-lo correr de um lado para outro, ser importunada por ele incontáveis vezes durante o dia com perguntinhas, com brinquedinhos.

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Em mais de 200 cidades,
argentinos dizem NÃO ao aborto

Marcha pela vida e contra o aborto, Buenos Aires.
Marcha pela vida e contra o aborto, Buenos Aires.
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Perto de dois milhões de argentinos em pelo menos 204 cidades das 24 províncias (estados) manifestaram contra os projetos de despenalização do aborto, durante o mês de março.

Em Buenos Aires, o amplo espaço reservado para a manifestação nos parques de Palermo e avenidas que o atravessam foi desbordado pela multidão especialmente na famosa e imensa Avenida del Libertador, informou “La Nación”.

As mobilizações nas capitais das províncias tiveram uma adesão popular até maior proporcionalmente.

Em Córdoba, por exemplo, compareceram mais de 60.000 pessoas e em Santa Fé, por volta de 40.000, segundo o “Clarin”.

O site Infobae fez uma extensa lista dos locais de onde se reuniram os manifestantes que inclui as maiores cidades desde o extremo norte do país nas fronteiras do Brasil, Paraguai e Bolívia até Ushuaia na Terra do Fogo.

As marchas foram convocadas por diversos grupos religiosos, médicos e organizações pela vida.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

China, EUA, Brasil na onda do crescimento da religião no mundo

China: as igrejas lotam desafiando a perseguição socialista e os cristãos são mais numerosos que os membros do Partido Comunista
China: as igrejas lotam desafiando a perseguição socialista
e os cristãos são mais numerosos que os membros do Partido Comunista
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: O mundo que vai ficando cada vez mais religioso



Na China após a revolução maoísta, que teria deixado cem milhões de mortos no esforço de extinguir as religiões e a cultura do passado, deveria se verificar o oposto do crescimento da religião que se está dando no mundo todo.

Porém, com uma fímbria incerta de liberdade, o Cristianismo cresce vertiginosamente, e dentro de muito poucas décadas será o mais numeroso do planeta.

As cruzes das igrejas preenchem o horizonte visual das regiões mais dinâmicas, apesar das violências policiais.

A igreja cristã mais alta supera o maior monumento erigido ao pai da Revolução Cultural em Changsha, berço histórico de Mao Tsé-Tung. O Partido Comunista se esvazia é já tem menos inscritos que o Cristianismo.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Mais de 10% da população latino-americana
descende de nobres

Casamento de Martín García de Loyola (parente de Santo Inácio)
e Beatriz Clara Coya (da família real dos Incas).
Igreja da Companhia, Cusco, Perú, século XVII
Luis Dufaur
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Entre 10% e 15% da população latino-americana atual descendem de nobres espanhóis e portugueses, segundo as pesquisas genealógicas e demográficas do sociólogo colombiano Mario Jaramillo e Contreras, membro da Junta Diretiva da Real Associação de Fidalgos da Espanha (RAHE), noticiou a UOL.

Jaramillo investigou durante anos o impacto dos descendentes da nobreza espanhola e portuguesa na população latino-americana.

E defende a necessidade de se desmitificar a “lenda negra” que identifica como “delinquentes ou aventureiros sem escrúpulos” a grande maioria dos espanhóis que embarcaram nos séculos XV e XVI com destino às terras americanas.

“Foram milhares os nobres que embarcaram naquelas viagens, com a ideia de conhecer o Novo Mundo, primeiro”, e a fim de “contribuir para seu desenvolvimento político, econômico e cultural”, argumenta.

O especialista assegura que foram eles “os grandes protagonistas no descobrimento e colonização da América Latina”.

Jaramillo acrescenta que os processos americanos de independência em relação à Espanha e a Portugal no século XIX “não se entenderiam sem a participação direta de nobres”.

Por isso, ressalta ele, “os conceitos de nobreza e fidalguia são avaliados muito positivamente na América Latina”.

O sociólogo diz tratar-se de conceitos “que envolvem orgulho em boa parte da população” latino-americana.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Clareza! O exemplo de uma médica católica
no Sínodo dos Bispos 2015

No Sínodo sobre a família 2015, a Dra. Anca-Maria Cernea apresentou posição admirável pela clareza que está faltando na 'Amoris Laetitiae'
No Sínodo sobre a família 2015, a Dra. Anca-Maria Cernea
apresentou posição admirável pela clareza
que está faltando na 'Amoris Laetitiae'
Luis Dufaur
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A Dra. Anca-Maria Cernea, Presidente da Associação dos Médicos Católicos de Bucareste (Romênia) durante o passado Sínodo sobre a família, em outubro de 2015, apresentou ao Papa Francisco e aos bispos uma posição admirável pela clareza e fidelidade ao ensinamento da Igreja sobre a família, aplicada às complexidades das circunstâncias atuais.

A clareza!

Hoje cada vez a grei católica sofre pela falta de clareza naquele Sínodo e pela confusão que vem suscitando a Exortação Pôs-sinodal “Amoris Laetitiae” no mundo.

Eis as palavras da corajosa médica, segundo a Sala de Imprensa da Santa Sé:

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Estônia: grandes campanhas
pela família de acordo com a lei natural

Estonianos enviam grande mensagem aos políticos: a família é a base da nossa nação
Estonianos enviam grande mensagem aos políticos:
a família é a base da nossa nação



A Fundação para a Proteção da Família e da Tradição (SAPTK) da Estônia fez uma manifestação simbólica diante do Parlamento nacional – o Riigikogu – e na principal praça da capital com a intenção de enviar ao governo uma forte mensagem em defesa do casamento e da família, noticiou a agência “LifeSiteNews”. 

O ato amplifica a voz daqueles que não aceitam a aprovação da Lei de Parceria Registrada, fórmula burocrática para enfiar o “casamento” homossexual na legislação estoniana.

O gesto simbólico constituiu em estender uma imensa bandeira de 600 metros quadrados com o símbolo da família usado nas manifestações de massa de Paris – Manif pour tous – contra o “casamento” sodomítico.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Os fariseus e os saduceus do nosso tempo

“O tributo a César”, quadro de James Tissot. Os fariseus tentam fazer com que Jesus Cristo caia em contradição.
“O tributo a César”, quadro de James Tissot.
Os fariseus tentam fazer com que Jesus Cristo caia em contradição.
Roberto de Mattei
(1948 - )
professor de História,
especializado nas ideias
religiosas e políticas no
pós-Concilio Vaticano II.




A crítica aos “fariseus” é recorrente nas palavras do Papa Francisco. Em numerosos discursos entre 2013 e 2015, ele falou sobre a “doença dos fariseus” (7 de setembro de 2013), “que acusam Jesus de não respeitar o sábado” (1° de abril de 2014); sobre a “tentação da suficiência e do clericalismo, que codificam a crença em normas e instruções, como faziam os escribas, os fariseus e os doutores da lei do tempo de Jesus” (19 de setembro de 2014).

No Angelus de 30 de agosto, ele disse que, como com os fariseus, “existe também para nós o perigo de nos considerarmos retos, ou, pior, melhor do que os outros, pelo simples fato de observarmos as regras, os costumes, mesmo se não amamos o próximo, se somos duros de coração, se somos soberbos, orgulhosos”. Em 8 de novembro de 2015 ele contrapôs a atitude dos escribas e dos fariseus, fundadas na “exclusão”, à de Jesus, fundada na “inclusão”.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Adesão do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira à sólida e corajosa Declaração de Dom Athanasius Schneider sobre o Sínodo

Dom Athanasius Schneider [Foto PRC]
Dom Athanasius Schneider emitiu sobre o relatório final do Sínodo dos Bispos uma oportuna declaração na qual tece, com base em sólidos argumentos, comentários sobre os números 84 a 86 do Relatório. Tais considerações, amparadas na perene doutrina católica, as quais o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira assume, lançam um vigoroso alerta contra o conteúdo desse Relatório.


A XIV Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos realizada de 4 a 25 de outubro último, dedicada ao tema “A vocação e a missão da família, na Igreja e no mundo contemporâneo” apresentou um Relatório Final com algumas propostas pastorais submetidas ao Papa Francisco.

O documento é apenas de natureza consultiva, não possuindo um caráter magisterial formal.

Dom Athanasius Schneider [foto acima], Bispo auxiliar de Astana (Cazaquistão) emitiu sobre esse documento uma oportuna declaração para o site “Rorate Coeli”, sob o título “O Relatório Final do Sínodo abre a porta dos fundos a uma prática neomosaica” na qual tece, com base em sólidos argumentos, comentários sobre os números 84 a 86 do referido Relatório.

Tais considerações, amparadas na perene doutrina católica, as quais o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira assume, lançam um vigoroso alerta contra o conteúdo desse Relatório:

  • Tal conteúdo cede à pressão ideológica da cultura dominante que visa extinguir a indissolubilidade do casamento pela difusão da anticultura do divórcio e concubinato;
  • Omite qualquer repreensão aos divorciados recasados no civil, que vivem more uxorio, pelo seu estado de vida gravemente pecaminoso, e os isentam do pecado de adultério, mediante argumentos que tendem a diminuir sua responsabilidade subjetiva;
  • Induz, portanto, pessoas que vivem em situações irregulares a permanecer em tais uniões e a profanar o Sacramento do Matrimônio;
  • Escandaliza os fiéis e a sociedade como um todo pela sugestão de admitir pessoas que violam publicamente o sexto Mandamento, às funções de leitor na missa, catequista, padrinho ou membro do conselho paroquial;
  • Pela sua ambiguidade abre a porta dos fundos para a admissão à Sagrada Comunhão dos divorciados recasados civilmente, o que acarretará a profanação do maior dos sacramentos, a Sagrada Eucaristia;
  • Inaugura uma cacofonia, uma confusão magisterial e pastoral, em contradição com ensinamentos e práticas perenes e bimilenárias da Igreja Católica.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Reinado recorde de Elizabeth II: grande triunfo da família

Elizabeth II comemorou o reinado cristão mais longo da história com uma festa familiar
Elizabeth II comemorou o reinado cristão mais longo da história
com uma festa familiar



No dia 9 de setembro, Elizabeth II, Rainha da Inglaterra, atingiu a marca do mais longo reinado do mundo cristão, iniciado no dia 6 de fevereiro de 1952 com a súbita morte de seu pai, o rei Jorge VI.

A então princesa herdeira estava em viagem protocolar pela África quando recebeu a dolorosa notícia da morte de seu amado progenitor.

Ficou para a história a lancinante imagem da jovem e delicada princesa descendo sozinha do avião que a depositou em Londres. No pé da escada aguardavam-na o mítico Sir Winston Churchill com todo o ministério vestido de rigoroso preto.

O contraste entre a fragilidade e a delicadeza da nova rainha e a severidade e o ambiente lúgubre dos políticos é impressionante.

Quem diria que aquela princesinha, que se tinha tornado rainha no mesmo instante do falecimento do rei seu pai, haveria de reinar durante mais de 63 anos, sete meses e dois dias, que foi o recorde alcançado por sua tataravó, a rainha Vitória, no século XIX?

terça-feira, 31 de março de 2015

461 sacerdotes britânicos pedem ao Sínodo
uma “clara e firme proclamação” da doutrina
e da pastoral milenar da Igreja

461 sacerdotes ingleses pediram ao Sínodo sobre a Família,
uma “clara e firme proclamação” da doutrina e da
pastoral tradicional da Igreja sobre o casamento e a família.



461 sacerdotes da Inglaterra e de Gales assinaram uma carta aberta solicitando ao Sínodo sobre a Família, a realizar-se em outubro de 2015, uma “clara e firme proclamação” da doutrina e da pastoral milenar da Igreja sobre o casamento e a família.

A carta aberta foi publicada no semanário Catholic Herald, um dos mais antigos (1888) e mais respeitados daquele país ().

Eis o texto completo do documento:

Senhor,

Após o Sínodo Extraordinário dos Bispos em Roma, em outubro de 2014, surgiu muita confusão a respeito do ensinamento moral católico. Nesta situação, nós queremos, enquanto sacerdotes católicos, reafirmar a nossa fidelidade inabalável às doutrinas tradicionais relativas ao casamento e ao verdadeiro significado da sexualidade humana, fundamentadas na Palavra de Deus e ensinadas pelo Magistério da Igreja durante dois milênios.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Dezenas de milhares de italianos manifestam pela família sem ligar para as agressões LGBT

Bologna: violências, insultos, agressões. A estrema esquerda  e a agenda LGBT parecem não ter outros argumentos
Bologna: violências, insultos, agressões. A estrema esquerda
e a agenda LGBT parecem não ter outros argumentos

Centenas de pessoas que se manifestavam em silêncio pela família foram agredidas verbal e fisicamente por militantes da agenda homossexual e agitadores anarquistas em diversas cidades da Itália noticiou a agência “LifeSiteNews”.

O fato se repetiu nas cidades de Bolonha, Turim, Gênova, Aosta e Rovereto. Os católicos manifestavam segundo o método dos “Sentinelle in Piedi” (sentinelas de pé), popularizado na França na onda das “Manif pour tous” contra o “casamento” homossexual e a agenda socialista pró-LGBT.

Essas manifestações aconteceram em 100 cidades italianas com a participação de 10.000 pessoas.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Jovens católicos franceses
acham “demodés” bispos e políticos modernizados

Uma nova geração de jovens católicos engajados na defesa da instituição familiar e na vigência da moral na sociedade vem causando consternação na Conferência Episcopal Francesa, segundo a revista “Figaro Magazine”.

O episcopado francês está com a consciência pesada – escreveu o vaticanista Jean-Marie Guénois, do grupo do “Figaro” – pois ele se engajou há décadas com o socialismo e o comunismo sob o pretexto de conquistar a classe operária.

Porém, após modernizar-se a ponto de quase não se identificar com seu passado, no fim do século XX percebeu que tinha perdido sua influência sobre a classe operária que tende para a extrema direita.

O novo problema é que o episcopado, que tentou dar à luz a uma “Igreja jovem” dessacralizada e igualitária, perdeu agora a adesão da juventude!

Porém, segundo Guénois, muitos e dos mais importantes bispos do país, que sempre procuram ler os “sinais dos tempos”, sequer deram a impressão de ter percebido a imensa transformação.