Mostrando postagens com marcador perseguição religiosa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador perseguição religiosa. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 18 de outubro de 2022

Bispo lituano narra sua odisseia de fidelidade no cárcere comunista

Dom Sigitas Tamkevicius, bispo de Kaunas conta sofrimentos e consolações na prisão comunista
Dom Sigitas Tamkevicius, bispo de Kaunas conta
sofrimentos e consolações na prisão comunista
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Dom Sigitas Tamkevicius, bispo emérito de Kaunas, Lituânia, narrou em recente livro os sofrimentos de seu cativeiro nos cárceres soviéticos comunistas, segundo noticiou a agência “Aleteia”.

“Nunca rezei tão intensamente como naqueles momentos. Jesus não me deixou sozinho”, disse, comentando a graça de celebrar a Missa na cela, às escondidas dos algozes.

O padre Sigitas foi preso em 1983, pleno regime socialista, e levado em uma caminhonete da polícia política KGB até um porão escuro que servia de cárcere. Os corredores tinham teto alto, eram estreitos, mal iluminados e sujos.

O policial que o deteve exultou quando soube que tinha preso o sacerdote jesuíta Sigitas, do Comitê de Defesa dos Crentes.

O Comitê redigia a “Crônica da Igreja Católica na Lituânia”. Ela revelava o sistema de opressão e terror antirreligioso no país e era enviada ao exterior. O governo a qualificava de propaganda soviética e só queria prender os redatores.

A “Crônica” nasceu nos anos 70, quando cinco sacerdotes decidiram distribuir textos que confortassem os católicos lituanos e dessem a conhecer ao Ocidente sua situação de opressão. Os sacerdotes informavam tudo ao bispo Dom Vicentas Sladkevicius.

Dom Sigitas Tamkevicius, foto de prisioneiro tirada pela polícia comunista
Eles não podiam de modo algum catequizar, ensinar e evangelizar. Nas poucas Missas permitidas pelo governo, este infiltrava espiões que tomavam nota dos sermões e registravam as pessoas que não fossem as anciãs habituais.

Não era possível construir nem restaurar as igrejas.

Por certo, a Secretaria de Estado do Vaticano devia receber as informações, mas sua política de distensão com o comunismo, ou Ostpolitik vaticana, estava mais preocupada em manter boas relações com os tiranos marxistas do que com o grave dano que estes causavam aos fiéis.

O Pe. Sigitas foi interrogado horas a fio por oito agentes socialistas, dia sim, dia não. Esse regime enlouquecedor se prolongou durante seis meses.

“Deus me deu forças para não delatar ninguém naquele momento terrível, nem mesmo nos momentos em que sentia maior fraqueza.

Porta de uma cela, Museu do genocídio em Vilnius
Porta de uma cela, Museu do genocídio em Vilnius
“‘Não entendo como o senhor pôde aguentar’, comentam as pessoas, achando que eu pude superar aquilo pelas minhas próprias forças”, explica.

“No cárcere, eu pude comprar uns pãezinhos e verifiquei que eram feitos de trigo. Só faltava o vinho. Pedi passas secas à minha família.

“Quando chegaram, precisei encontrar um momento oportuno, pois eu sabia que meu companheiro de cela, como a polícia comunista costumava fazer, era um criminoso comum cujas penas prometeram reduzir caso ele fornecesse informações comprometedoras sobre a minha pessoa.

“Eu ficava de costas para a porta, com uma funda de plástico amarelo para óculos sobre a mesa, onde guardava um pedaço de pão e um pequeno recipiente com passas. Aguardava que o outro estivesse dormindo.

“Então começava a espremer as passas com meus dedos até obter umas gotas de um vinho que, em casos excepcionais, é válido para a Consagração.

Monte das Cruzes, Siauliai, Lituânia
Monte das Cruzes, Siauliai, Lituânia
“Eu me lembrava de cor das orações da Missa. Após consagrar, na hora de consumir o Corpo e o Sangue de Cristo, um gozo indescritível tomava conta de mim.

“Eu experimentava uma alegria maior do que a que senti a primeira vez em que celebrei Missa na catedral de Kaunas. Deus me confortava e me consolava. Eu O sentia ali, a meu lado, de maneira inefável.

“Celebrar Missa naquelas circunstâncias me dava uma fortaleza especial; sem ela, não teria podido resistir. Em certas ocasiões, precisava celebrar deitado na cama, a altas horas da noite, com as Sagradas Espécies sobre o meu peito, convertido em altar.

“Nunca rezei tão intensamente como nesses momentos. Foi um dom de Deus. Eu não pedia a Ele para me libertar, mas punha n’Ele a minha confiança.

Nossa Senhora Porta da Aurora, Vilnius, é uma das grandes devoções dos lituanos
Nossa Senhora Porta da Aurora, Vilnius,
é uma das grandes devoções dos lituanos
“Os braços de Jesus me sustentavam; não me deixou sozinho. Ele foi sempre minha Esperança”, acrescentou o atual bispo de Kaunas.

Seu emocionante relato sai a público junto com o de outros religiosos católicos que padeceram nos sórdidos cárceres marxistas.

Infelizmente, naquela época, enquanto esses Confessores da Fé sofriam horrores, quantos e quantos sacerdotes e bispos entre nós colaboravam com os seus algozes, com a Teologia da Libertação e os inimigos do catolicismo!

Os depoimentos vêm providencialmente a lume numa hora em que tudo parece conspirar contra os bons sacerdotes realmente fiéis a Jesus Cristo e à sua Santa Igreja.


terça-feira, 16 de novembro de 2021

Mons. Estevão Yang morre fiel até os 99 anos

Mons Yang Xiangtai.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







O bispo emérito de Handan Mons. Estevão Yang Xiangtai, faleceu com 99 anos, informou a agência “AsiaNews”.

Mons. Estevão nasceu em 3 de janeiro de 1923 na cidade de Gaocun, em uma família católica que o batizou imediatamente após seu nascimento.

Ele foi ordenado sacerdote pelo arcebispo local, Dom Gaetano Pollio, missionário do Pontifício Instituto para as Missões Estrangeiras (PIME).

Foi preso sucessivamente pelos revolucionários comunistas, até que em julho de 1966, durante a Revolução Cultural, não foi mais liberado e só foi julgado em outubro de 1970.

Acabou condenado a 15 anos de “reeducação” em campos de trabalho forçado prolongando numa fábrica de tijolos e, finalmente, numa fábrica de sal.

Honras fúnebres a Mons Yang Xiangtai
Honras fúnebres a Mons Yang Xiangtai
Em 15 de março de 1980 foi absolvido de todas as acusações e em 30 de novembro de 1996, foi sagrado bispo.

Em 2011, sagrou em segredo o bispo Joseph Sun Jigen para evitar que a cerimônia fosse presidida por um bispo ilegítimo.

Dom Yang nunca se submeteu ao cismático “patriotismo” das autoridades religiosas ligadas ao Partido Comunista Chinês.

Em 2015 ele apoiou os corajosos protestos do clero de Wenzhou contra a demolição de cruzes na província de Zhejiang. Cfr.: Coragem do clero de Wenzhou empolga católicos e não-católicos


Funeral de Mons. Estevão Yang Xiangtai







terça-feira, 2 de março de 2021

Bilocação do Padre Pio para assistir
ao Cardeal Mindszenty no cárcere comunista

Bilocação do Padre Pio: mosaico na cripta do Santuário, San Giovanni Rotondo.
Bilocação do Padre Pio: mosaico na cripta do Santuário,
San Giovanni Rotondo.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs









O vaticanista Andrea Tornielli publicou há alguns anos em seu site Vatican Insider, um sério testemunho da bilocação do Santo Padre Pio ao cárcere da Hungria onde padecia o Cardeal Mindszenty.

O fato lhe foi transmitido por Cesare Battisti, diretor da Casa Alívio do Sofrimento e datilógrafo da Secretaria de Estado do Vaticano. Battisti foi uma das testemunhas no processo de beatificação do santo. 

O reelato de Battisti foi incluído também no livro “Padre Pio. La sua chiesa, i suoi luoghi, tra devozione storia e opere d’arte“ (Edizioni Padre Pio da Pietrelcina.

O herói anticomunista húngaro foi adversário acérrimo da política de distensão do Vaticano com os governos comunistas, conhecida como “Ostpolitik”.

Eis um resumo do artigo de Tornielli:

Um novo elemento acaba de ser adicionado à coleção de episódios milagrosos que acompanharam a vida de São Pio de Pietrelcina.

Trata-se de um testemunho publicado em um livro apresentado no décimo aniversário da dedicação do novo santuário de San Giovanni Rotondo, onde está sepultado o corpo do capuchinho.

O testemunho diz respeito a uma bilocação que levou o Padre Pio à cela em Budapeste onde estava preso o cardeal József Mindszenty, Primaz da Hungria.

terça-feira, 21 de abril de 2020

Três imagens que escaparam da destruição
pelos pagãos em Nagasaki

A 'Virgem Milagrosa', ou Mater Boni Consilii, de Badoc, Filipinas, chegou boiando milagrosamente pelo ma num caixa
A 'Virgem Milagrosa', ou Mater Boni Consilii, de Badoc, Filipinas,
chegou boiando milagrosamente pelo mar numa caixa
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Imagens sagradas que resistem inexplicavelmente a terremotos, tsunamis, grandes e pequenos incêndios, ou atentados dolosos, vêm sendo publicadas por nós, na medida em que fontes idôneas fornecem informações sérias.

Não corremos atrás dessas informações, apenas publicamos aquelas que nos chegam pela sua repercussão ou efeito natural.

E isso porque temos a certeza de que essas proteções milagrosas são muito mais comuns do que imaginamos e do que chegamos a ter notícia.

terça-feira, 31 de março de 2020

História desvenda maravilhosa e misteriosa predileção de Deus para com o Japão

26 mártires de Nagasaki. Em convento franciscano da Senhora das Neves em Praga
26 mártires de Nagasaki. Em convento franciscano
da Senhora das Neves em Praga
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Um minucioso e demorado trabalho de arqueólogos e especialistas da História permitiu reconstituir uma das páginas mais belas do Cristianismo.

Trata-se da perseverança dos católicos japoneses durante mais de dois séculos a uma das mais desapiedadas perseguições religiosas que registra a humanidade.

E seu maravilhoso e emocionante fim com a intervenção de potencias ocidentais e a chegada de missionários da Europa.

Em post anteriores, tivemos ocasião de nos ocupar dos achados das ciências arqueológicas e históricas.

Cfr.: Descobertas capelas dos católicos japoneses perseguidos durante séculos

Arqueólogos revelam perseverança heroica dos católicos japoneses perseguidos durante séculos


O espantoso número de vítimas mortais, feridos físicos e mentais deixados pelas bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki na II Guerra Mundial é muito aquém daquele das vítimas das perseguições pagãs aos católicos no Japão.

E essa gesta foi evocada especialmente quando foram lembrados recentemente os bombardeios de Hiroshima, e especialmente Nagasaki, que eram as duas cidades de maior população católica do país.

Acrescentamos este post aos anteriores, cujos links estão acima, para completar uma visão de conjunto.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Sacerdotes australianos preferem prisão a violar o secreto da confissão

Simpósio da Fraternidade Australiana do Clero Católico: o segredo sacramental “é Lei Divina, que a Igreja não tem poder para dispensar”.
Simpósio da Fraternidade Australiana do Clero Católico: o segredo sacramental
“é Lei Divina, que a Igreja não tem poder para dispensar”.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






O Pe. Michael Whelan, pároco de St. Patrick, em Sydney, esclareceu de público que o Estado não pode constranger os sacerdotes católicos a praticarem o mais grave dos crimes. “Não estou disposto a isso”, disse.

E acrescentou que ele e outros sacerdotes estão “dispostos a ir ao cárcere” antes que romper o segredo de confissão, noticiou a agência ACIPrensa.

A Igreja não está por cima da lei, mas “quando o Estado mina a essência do que significa ser católico, resistiremos”.

O Pe. Whelan falou após a Assembleia Legislativa do Território de Canberra aprovar lei obrigando os sacerdotes a transgredir o segredo da confissão nos casos envolvendo algum abuso sexual. A norma entrará em vigor no dia 31 de março de 2019.

O território de South Australia aprovou lei similar e Nova Gales do Sul estuda norma parecida.

Em South Australia, o Administrador Apostólico da Arquidiocese de Adelaide, Mons. George O’Kelly, afirmou que “os políticos podem mudar a lei, mas nós não podemos mudar a natureza do confessionário, onde o sacerdote representa a Cristo”.

O Arcebispo da cidade por isso disse que essa lei não pode ser aplicada.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Doceiro recusa bolo a dupla LGBT, é processado, mas vence na Suprema Corte dos EUA

Clientes parabenizam Jack Phillips (de luvas) após vitória na Suprema Corte
Clientes parabenizam Jack Phillips (de luvas)
após vitória na Suprema Corte
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






A Suprema Corte dos Estados Unidos julgou em favor do confeiteiro cristão Jack Phillips, dono da confeitaria familiar “Masterpiece Cakeshop” em Lakewood, Denver, estado do Colorado, que recusou fazer um bolo de casamento para um casal homossexual por motivos religiosos.

A informação agastou tubas da mídia americana como o “The Washington Post” e foi ecoada até por órgãos da mídia brasileira como o “O Estado de S.Paulo”. 

Os ministros do Supremo discordaram por 7 x 2 da Comissão de Direitos Civis do Colorado que aceitou como válidas as queixas LGBT contra Jack Phillips. A Suprema Corte considerou que a Comissão mostrou hostilidade a uma religião.

A Suprema Corte considerou que a ideologizada Comissão violou os direitos religiosos de Phillips garantidos pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA.

A Comissão dizia que o confeiteiro violou a lei antidiscriminação do Colorado, que proíbe a qualquer um recusar serviços com base em raça, sexo, estado civil ou orientação sexual.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

O Islã martiriza mas os cristãos aumentam no Oriente Médio

No Oriente Médio o sangue dos mártires está sendo semente de cristãos
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





Há uma realidade esperançosa colocada em surdina ou muito mal contada pela grande imprensa ocidental a propósito das agressões e das invasões praticadas pelo islamismo.

Nossa grande imprensa foca espetacularmente os crimes dos muçulmanos mais obedientes ao Corão.

O efeito é desanimador: cristãos massacrados, seitas islâmicas pacíficas dizimadas e turistas desprevenidos atropelados ou apunhalados até a morte com requintes de barbárie.

Declarações intimidadoras, propostas sádicas, discursos virulentos e promessas de crueldades ainda mais atrozes enchem o noticiário sobre os avanços do Islã.

Os cristãos fogem do Oriente Médio e as terras que viram a expansão da Boa-nova do Evangelho se esvaziam, deixando atrás um deserto povoado de cadáveres e igrejas explodidas ou incendiadas.

A gente diria que é o fim da Cruz de Cristo nessa imensa e histórica região.

Porém, o fato verdadeiro é que nessa região flagelada pela perseguição maometana e encharcada pelo sangue dos mártires, o número de cristãos não faz senão aumentar globalmente. Certos locais estratégicos conhecem até uma expansão insuspeitada. Mas de nada disso fala a nossa imprensa.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

“Comunistas têm medo da Virgem de Fátima”,
diz Cardeal chinês

Imagem de Nossa Senhora de Fátima peregrina em Hong-Kong. Na cidade ainda há fímbrias de liberdade. No imenso território governado pelo comunismo teria sido proibida.
Imagem de Nossa Senhora de Fátima peregrina em Hong-Kong.
Na cidade ainda há fímbrias de liberdade.
No imenso território governado pelo comunismo teria sido proibida.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





O cardeal Joseph Zen Ze-kiun, bispo emérito de Hong-Kong, fez declarações no passado 13 de maio, durante visita à Alemanha.

Ele falou sobre a Igreja católica chinesa e sobre o medo que os comunistas têm de Nossa Senhora de Fátima, noticiou InfoCatólica.

A respeito da China, o Cardeal focou a corrupção desenfreada instalada no âmago do comunismo chinês.

A degradação moral do Partido, especialmente nas mais altas cúpulas, associada à obediência absoluta aos ditadores, é desoladora.

O atual presidente Xi Jinping chegou a falar contra a corrupção na máquina estatal, mas logo que se apossou dela tudo ficou como antes ou pior.

Mas as pessoas que falam de Direitos Humanos continuam sofrendo repressão, perseguição, humilhações, e acabam condenadas em processos ecoados pela mídia estatal para desanimar as demais.

A direção comunista está em diálogo com a Santa Sé, mas não aceitará nada que não seja a submissão da Igreja ao Partido Comunista, disse.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Para-raios da Ira Divina

Raios sobre a igreja católica da Santíssima Trindade, Schwertner, Texas, 17-07-2014.
Raios sobre a igreja católica da Santíssima Trindade, Schwertner, Texas, 17-07-2014.








“Busquei entre eles um justo que se interpusesse como uma sebe, e que pugnasse contra mim em favor desta Terra, para eu não a destruir; e não o encontrei” (Ez. 22,30).

Assim exprime o Profeta Ezequiel os lamentos de Deus — que é, segundo o Salmista, lento em irar-se e cheio de clemência (Sl. 102,8) — sobre as infidelidades do povo eleito.

Com a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, a cólera divina encontrou por fim aquela “sebe” que procurava, e descarregou-se sobre Ele, o Inocente, poupando-nos a nós, os verdadeiros culpados.

Ao longo da vida da Igreja, o Divino Espírito Santo foi inspirando almas de escol a se associarem a essa missão de “para-raios” da justiça divina.

Assim nasceram as várias Ordens contemplativas, exércitos de vítimas voluntárias que se isolavam do mundo a fim de se oferecerem de modo mais eficaz em resgate dos pecadores.

Orações, clausura e penitências livremente consentidas — calibradas pela mesma inspiração do Divino Esposo — foram sempre suas armas.

Com seu holocausto contínuo, impetravam também de Deus a conversão dos mesmos pecadores, abrindo largas veredas para outro exército, o dos missionários, que iam assim colher a vasta semeadura da Graça.

Admirável exemplo de conversão obtida por uma religiosa


Em pleno século XX, quando a rejeição oficial das nações a Deus mais se patenteou, a atuação desses para-raios em meio a um dos castigos mais eloquentes do Deus Vingador sobre a humanidade pecadora — a II Guerra Mundial — constitui um exemplo entre muitos.

O livro do Frei Gereon Goldmann, O.F.M. que conta o fato
Quem no-lo conta é Frei Gereon Goldmann, O.F.M., no livro-biografia The Shadow of His Wings (San Francisco: Ignatius Press, 2008. P. 229 a 232) No ano de 1939, ainda jovem seminarista, mal concluíra os estudos de filosofia quando é obrigado a alistar-se na Wehrmacht (Nome das Forças Armadas alemãs na era nazista).

Daí passa, em pouco tempo — com a garantia de poder cumprir livremente seus deveres religiosos —, para a temida SS (Schutzstaffel: tropa especial de Hitler)

Em sua determinação inflexível de se tornar sacerdote, consegue ser recebido em audiência por Pio XII, de quem recebe autorização para ser ordenado sem ter completado os devidos estudos de teologia.

Nas circunstâncias as mais incríveis, sendo prisioneiro dos aliados na África, recebe as sagradas ordens de um bispo francês.

É então enviado como capelão a um campo de concentração no Marrocos, campo esse dominado por prisioneiros nazistas dos mais radicais.

Ali tem de se defrontar com ferrenha oposição do líder desses prisioneiros, que lhe prepara todo tipo de sabotagens.

Quando as forças pareciam lhe faltar, e já os intentos de mudar de prisão se concretizavam, conheceu Soeur Jeanne, religiosa francesa que obtivera licença papal para uma vida solitária nas montanhas de Khenifra.

Sigamos sua própria narração:

“Nos três dias que estive com ela, padeci fome continuamente, eu, que acreditava saber muito bem o que eram as privações!

“Ela cuidava dos nativos enfermos, entrando de manhã até a noite em suas fétidas choças para tratar feridas espantosas e chagas infectadas.

“Todas as noites, ajoelhava-se durante três horas, tão imóvel como uma estátua de pedra, diante de Jesus Sacramentado…

“Eu não podia crer no que meus olhos estavam vendo. Graças a uma licença papal, tinha o privilégio de guardar o Santíssimo Sacramento em sua pequenina capela, e um sacerdote-eremita, que vivia em uma montanha ainda mais alta, descia a cada três ou quatro meses para renovar as Sagradas Espécies.

“Depois, voltava a ficar sozinha durante meses, dedicada a seu trabalho e com o Senhor no Sacrário.

“O que vi e ouvi era incrível. Sua cama, uma tábua; sua comida, uma sopa aguada; contudo era feliz como uma criança, e estava muito mais forte e robusta que eu!

“Reuni-me com ela pela primeira vez em sua solidão — pouco depois que me tornara capelão do campo nazista — numa ocasião em que me sentia abatido por causa da intensa oposição e da perseguição que padecia, e porque não lograva alcançar progressos visíveis.

“Quando lhe anunciei que pensava partir para outro campo onde o trabalho fosse mais fácil e mais gratificante, replicou-me quase violentamente que eu ia voltar ao acampamento nazista.

‘Não posso, Soeur Jeanne. É demais para mim. Fiz todo o possível, e fracassei em meu intento de levar Cristo a esse acampamento’.

“Surpreendeu-me então, agarrando-me pelo hábito e fixando-me nos olhos, enquanto dizia com uma voz que cortava os ossos e chegava até a medula: ‘Padre, em nome de Deus, volte ao acampamento imediatamente!’.

Quando me recuperei da surpresa que me tinha produzido semelhante ‘ordem’ — pois fora dada de tal modo que sabia não poder desobedecê-la — fez-me escrever em um pedaço de papel o nome do pior inimigo da Igreja. ‘Deixe o resto em minhas mãos, Padre’, finalizou.

“Fiz o que me pedia; dei-lhe o nome de Kroch, um fanático nazista, acérrimo perseguidor da Igreja francesa e de seu povo, e retornei ao campo”.

Frei Gereon retomou seus labores apostólicos no acampamento. Passados três meses, quando já nem se lembrava daquele encontro, foi avisado de que o temível nazista queria falar-lhe:

“Se Kroch que tratar comigo, diga-lhe que venha pela manhã, à vista de todo mundo, e não na escuridão da noite!”.

No dia seguinte, quando esperava sua vez na fila para receber a pequena ração de pão, Kroch se aproximou e, sem tentar ocultar seu pedido aos circunstantes, perguntou-lhe se podia confessá-lo.

“Eu era católico, Padre. Fui até coroinha; minha mãe era uma mulher piedosa, e se sentiria feliz se soubesse que voltei para a Igreja”.

Frei Gereon conhecia parte de sua história: durante muitos anos, antes mesmo da guerra, tinha sido um líder da juventude ateia, e desempenhara um papel de dirigente na Alemanha nazista.

“Apesar de sentir-me comovido por aquele pedido, sua readmissão na Igreja não era um assunto simples. Devia fazer penitência pública por seus vários erros conhecidos.

“Um domingo após o outro, durante vários meses, permaneceu de pé junto ao altar, um pobre penitente, um reconhecido pecador.

“Por fim, chegou o dia em que, diante de centenas de homens que, retendo o fôlego, escutavam o que ele tinha a dizer, reconheceu sua culpa e sua vergonhosa história…, de um rapaz piedoso a um dos mais acérrimos inimigos da Igreja.

“Contou novamente a história de seu regresso à Igreja e pediu perdão. Por fim, recebeu a absolvição sacramental e a Comunhão.

“Os homens rodeavam o altar com lágrimas nos olhos; depois, foram muitos os que esperaram pacientemente sua vez diante do confessionário para dar por encerradas suas vidas de pecado”.

Lembrando-se então da religiosa, Fr. Gereon conclui:

“Em sua solidão de Khenifra, a boa Soeur Jeanne tinha colocado junto ao sacrário o papel com o nome de Kroch e, noite após noite, tinha passado seis horas rezando por sua conversão”.
Mídia e governos laicos desprezam a vida religiosa contemplativa. A perseguição atual às carmelitas "maravilhosas" de Nogoyá, Argentina

Elas contam como Jesus chamou a cada uma



O mundo oficial moderno — leia-se mídia e governos laicos — manifesta desprezo pela vida religiosa contemplativa.

Chega mesmo, quando tem oportunidade, a mover aberta perseguição contra ela, como no recente caso das Carmelitas Descalças da cidade de Nogoyá, Argentina.

A partir de denúncias de uma egressa, noticiadas de modo sensacionalista, o convento foi invadido pela polícia e a superiora indiciada por “privação ilegítima da liberdade”. Cfr. Clarín

Terá esse mundo oficial poder para, aproveitando-se da crise pela qual passa a Santa Igreja, destruir esse último reduto, essa “sebe” que ainda refreia os raios da cólera divina?

O Justo Juiz, pela pena do mesmo profeta, já deixou consignada a sentença:

“Por isso derramei a minha indignação sobre eles, consumi-os no fogo da minha ira, fiz que o seu proceder recaísse sobre as suas cabeças, diz o Senhor Deus” (Ez. 22,31).

Religiosas de Nogoyá contam como foi a invasão do convento pela polícia

impulsionada por falsas denúncias de laicistas e eclesiásticos "modernizados"



segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

China: sacerdotes, freiras e fiéis lutam com coragem
para recuperar propriedades da Igreja

Religiosas corajosas pedem devolução dos bens da Igreja em Anyang
Religiosas corajosas pedem devolução dos bens da Igreja em Anyang
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




No distrito de Hexi (Tianjin), onde a Igreja Católica teve grande número de propriedades confiscadas pela reforma agrária e pela Revolução Cultural, sacerdotes, freiras e fiéis tentaram uma manifestação pela devolução de um desses bens, aliás muito simbólico, informou Infocatólica.

O ato começou diante da sede do governo comunista do distrito, mas os católicos foram imediatamente presos pela polícia, tendo algumas freiras sido espancadas.

A diocese de Anyang, dona das propriedades, sofreu muito com a reforma agrária. Esta resultou em estrondoso fracasso, ficando a China obrigada a importar imensa quantidade de alimentos para a população.

O país socializado enfrenta agora graves crises sociais, econômicas e financeiras. Por isso, o governo central abriu uma fímbria de oportunidade para que os legítimos donos recuperem suas propriedades, desde que as utilizem para fins sociais.

O critério não faz justiça inteira aos herdeiros das terras e de prédios confiscados, porém deveria aplicar-se de cheio à Igreja Católica, que visa usar as propriedades com finalidades caritativas ou apostólicas eminentemente sociais.

O socialismo foi obrigado a reconhecer que a diocese de Anyang é a legítima proprietária do prédio ocupado pelo governo local.

Mas face à Igreja verdadeira, o comunismo não respeita sequer suas próprias leis, e não restituiu o prédio.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

O padre que salvou um tesouro cultural iraquiano
com um terço na mão

Frei Najeeb-Michaeel O.P., exibe um dos documentos salvos
Frei Najeeb-Michaeel O.P., exibe um dos documentos salvos
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




No dia 6 de agosto de 2014, enquanto os obedientes adeptos do Corão do ISIS (abreviatura em inglês de Estado Islâmico do Iraque e do Levante) avançavam sobre a cidade crista de Qaraqosh – hoje felizmente recuperada – o frade dominicano iraquiano Najeeb Michaeel se afastava a toda da cidade.

Ele conduzia um carro e era acompanhado por um camião que ele tinha fretado. Nos dois veículos ia um tesouro que acabou sendo salvo das garras da destruição dos fanáticos islâmicos: 3500 manuscritos orientais dos séculos X a XIII, contou ele para o jornal “Clarin”.

O sacerdote os tinha tirado de Mosul, que viraria capital dos seguidores de Maomé, inimigos de toda forma de cultura.

A pequena caravana fez um longo caminho entre o pó e o terror. Conseguiu passar por três controles: um dos próprios muçulmanos do ISIS e dois das milícias curdas, essas mais amigáveis.

Por fim, chegou a Erbil, no Curdistão, onde essa valiosa parte da memória da Mesopotâmia ficou a salvo até os presentes dias.

O Pe. Najeeb Michaeel renovou assim, em pleno III milênio, com uma velha e admirável tradição da Igreja Católica.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Sete jovens católicas escapam do Estado Islâmico
pela intercessão milagrosa da Virgem Maria

Nossa Senhora da Salvação
Nossa Senhora da Salvação
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Sete estudantes universitárias católicas de Kirkuk, no Iraque, atribuem a Nossa Senhora o milagre de terem se salvado depois das oito horas terríveis que passaram escondidas debaixo de suas camas.

Ela ali ficaram enquanto terroristas do autodenominado “Estado Islâmico” usaram o quarto delas, eles próprios, como esconderijo durante um ataque à cidade acontecido sexta-feira passada, 21 de outubro.

“A Virgem Maria estava com elas“, afirmou em 23 de outubro o padre Roni Momika da diocese siro-católica de Mosul, à CNA, edição em inglês da Agência Católica de Informações (ACI).

O padre, que exerce o seu ministério nos campos de refugiados de Ankawa, em Erbil, norte do Iraque, esteve em contato por telefone celular com duas das meninas enquanto elas se escondiam debaixo das camas.

As duas jovens lhe relataram detalhadamente o que estava acontecendo.

“Os homens do Estado Islâmico entraram na casa das nossas alunas“, disse o padre.

Quando as jovens ouviram os militantes, foram rapidamente para baixo de quatro camas em um dos quartos – e lá permaneceram enquanto os terroristas usavam o mesmo quarto para comer, rezar, esconder-se das Forças Armadas iraquianas e tratar dois dos seus homens que tinham sido feridos.

O pe. Momika orientou as meninas a não se esquecerem da sua fé e a “rezarem à Virgem Maria, que irá em seu auxílio“.

De fato, tanto o sacerdote quanto as meninas consideram um milagre que os combatentes não as tenham visto.

“Quando os militantes do EI entraram no nosso quarto e não nos viram, nós sentimos que a Virgem Maria fechava os olhos deles“, declarou uma das alunas.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Mais de 300.000 iranianos se converteram ao cristianismo

Missa de Natal no Irã
Missa de Natal no Irã
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




No país dos aiatolás e berço da revolução islâmica xiita há um constante gotejar silencioso de novos cristãos, atraídos do maometanismo, escreveu o site Actuall.

A mídia iraniana não pode falar disso, porque as represálias do governo seriam ferozes. O estranho é que a mídia ocidental não faça sequer menção do fato e passe a imagem de um Islã coeso no fanatismo, que impera absolutamente em seus feudos mais importantes.

A realidade é que no Irã está havendo uma autêntica revolução silenciosa: milhares de muçulmanos xiitas estão se convertendo ao Cristianismo.

A conversão é considerada crime pela lei religiosa do Islã ou Sharia. Mas os novos cristãos preferem desafiar a censura social, familiar, a marginalização, e inclusive o assassinato religioso.

O especialista em Cristianismo no mundo árabe, o libanês Camille Eid, registra um incremento simultâneo das conversões “na Europa e nos países de maioria muçulmana”.

Numa entrevista para a revista “Tempi”, o autor do livro Cristãos vindos do Islã garante que os casos conhecidos podem ser “a ponta do iceberg, posto que em alguns países a renúncia ao Islã está proibida por lei e não existem registros; mas, apesar de tudo isso, também nesses países as conversões ao Cristianismo estão aumentando”.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Ante a proibição de enterrar o Bispo com sua mitra,
fiéis o ornam com uma de mitra de flores

Mons Vincent Huang Shoucheng, bispo de Mindong (Fujian), nunca aceitou as exigências do socialismo
Mons Vincent Huang Shoucheng, bispo de Mindong (Fujian),
não se dobrou ante as exigências do socialismo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





O bispo católico “clandestino” de Mindong (Fujian), D. Vicente Huang Shoucheng, um das maiores personalidades da Igreja Católica na China, morreu na sua Cúria aos 93 anos, governando até o último instante a diocese que o Papa lhe confiara, informou o site de AsiaNews.

D. Huang completou mais de 60 anos de sacerdócio, 35 dos quais passados em cárceres comuns, campos de trabalhos forçados e prisões domiciliares.

A diocese de Mindong está constituída na sua quase totalidade por católicos fiéis ao Papa e à Santa Sé, geralmente chamados de “clandestinos” porque o governo comunista não os reconhece.

Dos 90.000 católicos da diocese, mais de 80.000 são “clandestinos”.

Eles são assistidos por cerca de 45 sacerdotes, 200 religiosas e 300 leigos consagrados, além de centenas de catequistas.

Mindong padece por causa de Mons. Zhan Silu, um “bispo patriótico” ou agente do governo que pretende governar os católicos. Poucos fiéis o seguem, os sacerdotes oficiais são só uma dezena e cuidam de poucas igrejas.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Cem crianças recebem a Primeira Comunhão
sob as ameaças do Estado Islâmico

Primeira Comunhão de cem crianças em Alqosh, Iraque.
Primeira Comunhão de cem crianças em Alqosh, Iraque.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Há muitas décadas o catolicismo iraquiano vem padecendo a desapiedada hostilidade dos governantes muçulmanos.

O ditador Saddam Hussein nutriu uma política ambígua que com uma mão afagava os líderes religiosos cristãos e com a outra mandava os fiéis a morrer nas frentes de combate mais mortíferas.

Após um breve intervalo pacificador marcado pela presença americana, o Estado Islâmico desatou uma onda exterminadora comparável às perseguições dos primeiros séculos com imensa sequela de mártires.

Mas as massacres, depredações, profanações de igrejas, mosteiros e locais sagrados feitas pelos adeptos religiosamente estritos do Corão não conseguiram tudo o que se tinham proposto.

Exemplo característico aconteceu em Alqosh, aldeia permanentemente ameaçada pelos sequazes do Estado Islâmico.

Na igreja paroquial, por volta de cem crianças fizeram a primeira comunhão, numa missa celebrada por Mons. Basil Yaldo, bispo auxiliar muito próximo ao Patriarca Católico de Babilônia dos Caldeus D. Luis Rafael Sako, segundo noticiou “Aleteia”.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Chineses defendem a Cruz

Fiéis se amarram ao Cruzeiro para tentar impedir a demolição.
Fiéis se amarram ao Cruzeiro para tentar impedir a demolição.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




A região de Wenzhou ganhou o apelativo de “Jerusalém da China” pela sua extraordinária devoção à Santa Cruz e a construção de inúmeras e até colossais igrejas, sempre coroadas por enormes cruzes vermelhas especialmente iluminadas à noite, segundo descreve o jornal espanhol “El Mundo”.

Esses templos sobressaem no horizonte e podem ser contemplados das autoestradas.

O regime não suportou esse triunfo da Cruz e, dentro do plano geral do Partido Comunista Chinês (PCC) contra o símbolo mais sagrado do Cristianismo, ordenou demoli-lo.

Soldados e operários pesadamente equipados iniciaram as demolições alegando os pretextos legais mais díspares.

Mas a tarefa do anticristianismo não está sendo fácil.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

No Oriente mártires adoram a Eucaristia,
a qual é entregue por religiosos à profanação no Ocidente

Crianças do campo de refugiados em Erbil (Iraque) na Missa de Primeira Comunhão. Foto cortesia Diácono Roni Momica
Crianças do campo de refugiados em Erbil (Iraque) na Missa de Primeira Comunhão.
Foto cortesia Diácono Roni Momica
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Dom Francesco Cavina, bispo de Carpi, Itália, visitou o Curdistão iraquiano, no norte de Bagdá.

Ele ficou impressionado com a gratidão dos cristãos pela proteção divina, “sobretudo por terem conservado a fé pela qual estão dispostos a morrer, pois não querem perder o verdadeiro tesouro da vida que é Cristo e a pertencença ao seu Corpo Místico que é a Igreja”, segundo narrou o bispo no seu retorno, informou o jornal italiano “Il Foglio”.

“Os cristãos experimentaram uma profunda sensação de solidão enquanto as milícias jihadistas avançavam. Sentiam-se traídos pelas instituições do governo e, mais dolorosamente ainda, por aqueles que julgavam serem amigos e que não somente os abandonavam, mas os denunciavam” aos fanáticos islâmicos. Após os cristãos abandonarem suas casas, os seguidores de Maomé as invadiram e pilharam todos os seus haveres.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Muçulmanos tornam-se cristãos e ingressam na “Igreja das Catacumbas” no Oriente… e no Ocidente!

Convertidos entram na 'Igreja das Catacumbas' para não serem mortos pelo Islã.
Convertidos entram na 'Igreja das Catacumbas' para não serem mortos pelo Islã.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



A grande mídia fala muito pouco, mas um número crescente de refugiados muçulmanos na Europa está se convertendo ao cristianismo, escreveu o jornal britânico “The Guardian”, citado pelo site “Aleteia”.

Na Áustria, por exemplo, só no primeiro trimestre de 2016 a Igreja Católica registrou 300 pedidos de batismo de adultos, 70% dos quais eram refugiados.

Os fiéis da igreja da Trindade, em Steglitz, Berlim, aumentaram há dois anos de 150 para 700, devido, segundo o pastor Gottfried Martens, às conversões de muçulmanos.

Em Liverpool, Inglaterra, a maioria das cerca de 100 a 140 pessoas que assistem à missa semanal em língua farsi é constituída por imigrantes do Irã e do Afeganistão. Um em cada quatro deles é convertido do islã, conforme levantamento realizado pelo bispo de Bradford, Dom Toby Howarth.

A conversão é uma questão delicada, porque o Corão rotula de apóstatas aqueles que se tornam cristãos e manda matá-los.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

“Prisioneiros do Estado Islâmico rezavam o terço
e não renegavam a fé”

A sé do Arcebispado Siriaco Católico em Mosul incendiada pelos seguidores do Corão.
A sé do Arcebispado Siriaco Católico em Mosul incendiada pelos seguidores do Corão.



O padre Mourad, libertado no dia 11 de outubro 2015, conta a sua experiência junto com outros 250 reféns


O monge e sacerdote siro-católico Pe. Jacques Mourad, prior do mosteiro de Mar Elia, contou em entrevista à emissora cristã Noursat TV – Tele Lumière a experiência que viveu no cativeiro depois de ser sequestrado pelos milicianos do Estado Islâmico. Ela foi reproduzida pela agência Zenit.


Em 21 de maio deste ano 2015, um grupo de homens armados o raptou, juntamente com um ajudante, na periferia de Qaryatayn, cidade de população cristã e sunita que, dois meses antes, tinha caído em mãos dos extremistas islâmicos.

O padre fazia parte da comunidade fundada pelo sacerdote jesuíta romano Paolo Dall’Oglio, desaparecido no norte da Síria em 29 de julho de 2013, quando estava em Raqqa.