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segunda-feira, 27 de junho de 2016

Clareza! O exemplo de uma médica católica
no Sínodo dos Bispos 2015

No Sínodo sobre a família 2015, a Dra. Anca-Maria Cernea apresentou posição admirável pela clareza que está faltando na 'Amoris Laetitiae'
No Sínodo sobre a família 2015, a Dra. Anca-Maria Cernea
apresentou posição admirável pela clareza
que está faltando na 'Amoris Laetitiae'
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




A Dra. Anca-Maria Cernea, Presidente da Associação dos Médicos Católicos de Bucareste (Romênia) durante o passado Sínodo sobre a família, em outubro de 2015, apresentou ao Papa Francisco e aos bispos uma posição admirável pela clareza e fidelidade ao ensinamento da Igreja sobre a família, aplicada às complexidades das circunstâncias atuais.

A clareza!

Hoje cada vez a grei católica sofre pela falta de clareza naquele Sínodo e pela confusão que vem suscitando a Exortação Pôs-sinodal “Amoris Laetitiae” no mundo.

Eis as palavras da corajosa médica, segundo a Sala de Imprensa da Santa Sé:

“Sua Santidade, Padres Sinodais, irmãos e irmãs, eu represento a Associação dos Médicos Católicos de Bucareste.

Eu pertenço à Igreja Católica Greco-Romena.

Meu pai era um líder político cristão, e foi preso pelos comunistas por 17 anos. Meus pais estavam prestes a se casar, mas seu casamento aconteceu 17 anos depois.

Minha mãe esperou todos esses anos pelo meu pai, embora ela nem sabia se ele ainda estava vivo.

Eles foram heroicamente fieis a Deus e a seu compromisso.

O exemplo deles mostra que a graça de Deus pode superar as terríveis circunstâncias sociais e pobreza material.

Nós, como médicos católicos, defendendo a vida e a família, podemos ver que isso, antes de tudo, é uma batalha espiritual.

A pobreza material e o consumismo não são a causa principal da crise da família.

A principal causa da revolução sexual e cultural é ideológica.

Nossa Senhora de Fátima disse que os erros da Rússia se espalhariam por todo o mundo.

Tudo começou sob uma forma violenta, o marxismo clássico, matando dezenas de milhões.

Agora ele está sendo feito sobretudo pelo marxismo cultural.

Há uma continuidade da revolução sexual de Lenin, através de Gramsci e a Escola de Frankfurt, e atualmente com os direitos gays e a ideologia do gênero.

O marxismo clássico pretendia redesenhar a sociedade, através da violenta tomada da propriedade.

Agora, a revolução é mais profunda; ela pretende redefinir a família, a identidade sexual e a natureza humana.

Essa ideologia se autodenomina progressista. Mas isso não é nada mais do que a oferta da antiga serpente, para que o homem assuma o controle, substitua a Deus, para providenciar a salvação aqui, neste mundo.

É um erro de natureza religiosa, é o Gnosticismo.

É tarefa dos pastores reconhecer isso e avisar o rebanho contra este perigo.

“Buscai, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”

A missão da Igreja é salvar almas. O mal, neste mundo, provém do pecado. Não da disparidade de renda ou “mudança climática”.

A solução é: Evangelização. Conversão.

Sem um crescente controle do governo. Sem um governo mundial.

Estes são hoje os principais agentes que impõem o marxismo cultural em nossas nações, sob a forma de controle populacional, saúde reprodutiva, direitos dos homossexuais, a educação de gênero, e assim por diante.

O que o mundo necessita hoje em dia não é a limitação da liberdade, mas a verdadeira liberdade, a libertação do pecado. Salvação.

Nossa Igreja foi suprimida pela ocupação soviética. Mas nenhum dos nossos 12 bispos traiu sua comunhão com o Santo Padre.

Nossa Igreja sobreviveu graças à determinação e exemplo de nossos bispos em resistir às prisões e o terror.

Nossos bispos pediram à comunidade para não seguir o mundo. Não cooperar com os comunistas.

Agora precisamos de Roma para dizer ao mundo: “Arrependam-se de seus pecados e voltem-se para Deus pois o Reino dos Céus está próximo”.

Não somente nós, leigos católicos, mas também muitos cristãos ortodoxos estão ansiosamente rezando por este Sínodo.

Porque, como dizem, se a Igreja Católica ceder ao espírito deste mundo, vai ser muito difícil para todos os outros cristãos a resistir a ele.”


A Romênia guardou a fé sob a perseguição comunista porque os bispos não se pactuaram com o mundo. 
É isso o que devem fazer os Papas e os bispos hoje.


segunda-feira, 20 de junho de 2016

Bons modos da rainha abalam a grosseria socialista chinesa

A rainha espantada com a falta de educação dos diplomatas socialistas.
A rainha espantada com a falta de educação dos diplomatas socialistas.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Alguns comentários simples e distintos da rainha Elizabeth II da Inglaterra abalaram Pequim e encheram os jornais.

Em poucas palavras, a soberana foi despretensiosamente dar apoio moral a uma oficial da polícia de Londres que havia sido destratada pela comitiva do presidente chinês Xi Jinping durante sua visita ao Reino Unido em outubro de 2015.

A oficial é Lucy D'Orsi e o encontro aconteceu no tradicional Garden Party que a rainha oferece nos jardins do palácio de Buckingham, a grande residência real na capital britânica, como informou Yahoo! News.

A oficial foi apresentada pelo protocolo na presença de parentes e conhecidos, além das câmaras da BBC.

Ouvindo que se tratava da responsável pela segurança dos chineses, a qual havia sido ofendida por eles, a rainha comentou distintamente: “Mas que má sorte!

E após ouvir um sucinto relato do acontecido, a soberana se referiu ao tratamento dado pelos chineses ao embaixador britânico como sendo “very rude”: “Eles foram muito mal-educados com o embaixador”.

A cena da rainha falando foi reproduzida na China pela TV BBC World. Mas foi subitamente interrompida, para o público chinês não ouvir o que ela disse.

Dois estilos humanos. Um cristão, luminoso, colorido e cheio de educação. Outro pardacento, tristonho e igualitário: o socialista.
Dois estilos humanos. Um cristão, luminoso, colorido e cheio de educação.
Outro pardacento, tristonho e igualitário: o socialista.
O governo chinês se sentiu pego e, magoado, reagiu com explicações que não explicam nada.

Mas acabou confessando assim a imensa inferioridade moral do socialo-comunismo.

Com efeito, esse regime, como todos os que professam a metafísica igualitária anticristã, prega a nivelação dos homens, da cultura, da moral e de todas as formas de boa educação.

No que é coerente, pois poucas coisas patenteiam tanto as desigualdades legítimas e harmônicas entre as pessoas quanto as fórmulas da boa educação.

O socialista, o comunista, o igualitário apela por princípio a expressões e gestos grosseiros ou demagógicos, à piada incessante e por vezes imoral, faz questão da linguagem vulgar quando não obscena, ostenta modos primários ou torpes, desrespeita as formalidades, a boa ordem, o bom tom e o bom gosto.

Em suma, procura banir as formas socioculturais de convívio inspiradas pela caridade cristã, impregnadas de doçura, compostura e nobre distinção.

Bastou que a rainha manifestasse suavemente uma censura discreta a esse proceder igualitário para que os líderes do comunismo tremessem no outro lado do mundo, sem conseguirem desfazer a péssima impressão causada pelos seus modos grosseiros.

E assim acabaram reconhecendo que haviam perdido a partida diante da suprema distinção e do mais requintado bom gosto da rainha, frutos vivos ainda hoje da Civilização Cristã.

Rainha Elizabeth II sobre embaixadores socialistas chineses: 'mal-educados' (BBC News)




terça-feira, 14 de junho de 2016

A conversão admirável de uma princesa

Ana de Gonzaga de Clèves, princesa palatina (1616-1684)
Ana de Gonzaga de Clèves, princesa palatina (1616-1684)

Quando se quer descansar de uma forte preocupação ou de um trabalho intelectual muito exaustivo, poucas coisas são tão apropriadas como ler algo da História.

Sobretudo se se trata da vida de uma princesa. O tema agrada, distende, ao mesmo tempo que forma o espírito e o transporta a um patamar mais elevado.

Mesmo porque, tudo quanto diz respeito a uma princesa tem repercussões de algum modo transcendentais. Que a vida de uma princesa passe por um terremoto moral, é causa de grande interesse. E, quem sabe, também de conversões.

* * *

Ana de Gonzaga de Clèves, princesa palatina, nasceu em 1616.(1) Teve importante papel político na França durante a minoridade do Rei Luís XIV.

Ao ficar viúva em 1663, se bem que já tivesse 47 anos de idade, espantou a corte francesa pela licenciosidade de seus costumes e seu pouco caso para com a Religião. Ostentava não crer na Eucaristia nem na Igreja, e zombava da fé. Diz-se que chegou, por ódio, a queimar fragmentos do Santo Lenho.

Repetiam-se seus escândalos, até o momento em que uma graça fulminante a tocou e produziu nela uma conversão espetacular. Após sua morte, em 1685, Bossuet, o grande orador sacro do século XVII, pronunciou sua oração fúnebre, na qual nos conta detalhes impressionantes dessa maravilhosa conversão.(2)

* * *

A princesa teve um sonho.(3) Relata ela: Estava “caminhando sozinha por uma floresta, quando encontrei um cego numa pequena cabana. Aproximei-me dele para perguntar-lhe se era cego de nascença, ou se assim se havia tornado por algum acidente. Ele respondeu que era cego de nascença.

— Não conheceis, pois, disse eu, o que é a luz, que é tão bela e tão atraente, e o sol que tem tanto brilho e beleza?

— Jamais gozei dessas belas coisas, disse ele, e não tenho nenhuma ideia de como elas são. Mas nem por isso deixo de crer que elas são de uma beleza esplendorosa”.

O cego pareceu então mudar de voz e de fisionomia, tomando um tom de autoridade:

— Meu exemplo, disse ele, vos deve ensinar que há coisas muito excelentes e muito admiráveis que escapam à nossa visão, e que nem por isso são menos verdadeiras nem menos desejáveis, mesmo quando não podemos nem compreendê-las nem imaginá-las”.

Então, por uma súbita iluminação, a princesa se sentiu tão esclarecida “e de tal modo transportada pela alegria de haver encontrado aquilo que há tanto tempo procurava”, que não pôde impedir-se de abraçar o cego, cujas palavras lhe haviam revelado uma luz ainda mais bela do que aquela da qual ele estava privado.

Mons. Jacques-Bénigne Bossuet (1627 – 1704) famoso pregador da Corte da França
Mons. Jacques-Bénigne Bossuet (1627 – 1704),
famoso pregador da Corte da França
E prossegue: “Inundou o meu coração uma felicidade tão doce e uma fé tão sensível, que não há palavras capazes de exprimi-la”.

Ao despertar do sonho ela se encontrou de tal modo mudada, que tinha dificuldade em acreditar que havia passado por uma tão grande transformação:

“Então, parecia-me sentir a presença real de Nosso Senhor na Eucaristia, mais ou menos como a gente vê as coisas visíveis, das quais não se pode duvidar”.

Passou assim da obscuridade à luz manifesta. As nuvens de seu espírito se dissiparam.

* * *

Esse estado durou três meses, durante os quais ela não ousou chegar-se à Mesa Eucarística, devido à lembrança de seus muitos e graves pecados, dedicando esse tempo a preparar sua confissão sacramental. Aproximou-se, por fim, o dia tão esperado da comunhão.

Deus, porém, que é Pai de todas as misericórdias, é igualmente Senhor de todas as justiças. E após ter feito miraculosamente retornar ao aprisco aquela ovelha perdida, era necessário agora que a fizesse purgar uma vida transcorrida na ofensa ao Salvador.

Quando ela se julgava pronta para a confissão e a posterior comunhão, teve uma espécie de síncope, que a deixou sem cor, nem pulso nem respiração.

Voltando, enfim, desse longo e estranho desmaio, viu-se lançada num mal ainda pior: após ter sorvido as angústias da morte, sofreu todos os horrores do inferno.

O confessor, chamado às pressas, viu-se obrigado a adiar a confissão, pois a encontrou sem forças, sem capacidade de aplicação e emitindo apenas balbucios.

“É impossível, para quem não as provou, imaginar as estranhas penas que atingiram meu espírito. Eu esperava a cada momento o retorno de minha síncope, ou seja, minha morte e minha danação eterna.

“Eu confessava não ser digna de uma misericórdia que tão longo tempo havia negligenciado; e dizia a Deus, em meu coração, que eu não tinha nenhum direito de me queixar de sua justiça; mas que — enfim, coisa insuportável! — eu não O veria jamais; eu estaria eternamente entre seus inimigos, eternamente sem amá-Lo, eternamente odiada por Ele. Eu sentia essa dor inteiramente destacada das outras penas do inferno”.

* * *

Nisso ela vê uma galinha conduzindo seus pintainhos. Um deles, porém, afasta-se da mãe.

“Ao mesmo tempo, parecia-me que eu via vir um enorme cachorro, extremamente horrível, o qual se aproximou do pintainho, e num instante o abocanhou. Corri imediatamente até ele, para lhe arrancar o pintainho; enquanto eu procurava abrir-lhe a boca, ouvi alguém que dizia: ‘Está feito. Ele já foi engolido’. — Não, disse eu, ele ainda não foi engolido.

Com efeito, parecia-me que eu abria a garganta do cachorro e dali retirava esse pequeno animal, que tomei entre minhas mãos para acalentá-lo; pois ele me parecia todo eriçado e quase morto.

Ouvi ainda alguém que dizia: ‘É preciso devolvê-lo ao cachorro, pois ele ficará desagradado de que lhe tirem a presa’.

– Não, respondi eu, não o devolverei jamais”.

Nesse momento, a princesa retornou do desmaio. E ouviu alguém que lhe dizia:

“— Se tu, que és má, não queres entregar esse pequeno animal que salvaste, por que achas que Deus, infinitamente bom, vos entregaria ao demônio após te haver retirado de seu poder? Confia e tem coragem”.

Ela então sentiu como se um anjo lhe houvesse dito que Deus não a abandonaria, acompanhada daquela paz que supera toda inteligência.

A partir daí sua vida na corte foi extremamente edificante, até que uma dolorosíssima enfermidade a tomou e a conduziu ao termo da existência terrena. Suas últimas palavras, já moribunda, foram:

“— Eu me vou para ver como Deus me tratará; mas espero em suas misericórdias”.

——————–

1. Era filha de Carlos de Gonzaga, duque de Nevers, Rethel, Mântua et Montferrat, e de Catarina de Lorena. Desposou em 1645 o príncipe Eduardo, conde palatino do Reno, filho de Frederico V, duque da Baviera, passando a ser conhecida como princesa palatina. É o mesmo título com o qual ficou depois famosa sua sobrinha, Elisabeth Carlota, esposa do duque de Orléans, irmão de Luíz XIV.
2. Bossuet, Oraison Funèbre d’Anne de Gonzague de Clèves, princesse palatine, in Oraisons Funèbres, Flammarion Éditeur, Paris, 1935.
3. Os trechos entre aspas assim se encontram no texto de Bossuet, e reproduzem o relato deixado pela própria princesa por ordem de seu confessor, o famoso abbé de Rancé, reformador da Trapa.



segunda-feira, 13 de junho de 2016

Milagre de Nossa Senhora da Escada
nas origens de Barueri – SP

Nossa Senhora da Escada, Barueri - SP
Nossa Senhora da Escada, Barueri - SP
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O início do aldeamento de Barueri remonta ao ano de 1560.

Em 18 de agosto desse ano, a Fazenda Baruery foi doada por Jerônimo Leitão. Acusado por proteger índios, o fazendeiro doou as terras aos jesuítas, entre eles o Beato José de Anchieta SJ, o Apóstolo do Brasil.

O santo jesuíta de posse de uma carta de sesmaria, fundou, em 11 de novembro de 1560, o Aldeamento de Baruery, com índios Guaianazes (do litoral de São Vicente) e Guaicurús (do Planalto de Piratininga).

Uma capela foi erguida onde existe o bairro da Aldeia de Barueri, e a primeira missa realizada por Anchieta data de 21 de novembro de 1560.

Foi quando o Bem-aventurado considerou Nossa Senhora da Escada como padroeira do aldeamento.

A imagem da santa, esculpida em cerâmica, foi trazida de Portugal. Com a fundação do vilarejo de Sant’Ana de Parnayba, em 1580, a harmonia entre índios e jesuítas ficou ameaçada pelas constantes investidas dos bandeirantes, que capturavam índios para utilizar como mão-de-obra.

Para reconstituir a população que estava sendo dizimada, o padre Affonso Gago, no início do século XVII, começou a fazer expedições pelo sul do país, trazendo para Baruery, índios Carijós. Baruery era a mais importante aldeia jesuítica do Brasil.

Em 1632, com a saída de João de Almeida (que comandou o aldeamento por 22 anos) surgiram lamentáveis desacordos com a Câmara de vereadores da Vila São Paulo.

A Câmara era constituída, na época, por ex-bandeirantes, com histórico de muitas investidas contra missões jesuíticas.

A capela foi fechada e os jesuítas foram expulsos.

Uma violenta represália por parte de oficiais, liderados por Antônio Raposo Tavares depredou a capela e jogou no rio móveis e utensílios.

Capela de Nossa Senhora da Escada, Barueri.
Estado atual.
Alguns índios conseguiram fugir. Na correria, acabaram encurralados em um barranco, onde a morte era certa.

Quando tudo estava perdido, os índios viram Nossa Senhora da Escada, indicando-lhes um caminho feito por uma escada de embira, por onde escaparam.

Neste ataque, em julho de 1633, os bandeirantes atiraram as imagens da igreja no rio Tietê que passa por Baruery, Santana de Parnaíba e Pirapora do Bom Jesus.

Noventa e dois anos depois, em 6 de agosto de 1725, José de Almeida Naves, que tinha um sítio em Pirapora do Bom Jesus, achou uma das imagens atiradas no rio durante o assalto à capela de Nossa Senhora da Escada. De Barueri até Pirapora há 30 quilômetros.



Capela Nossa Senhora da Escada - Barueri


Produzido por Maria José V.Martins - curso de pedagogia UFSCAR-sl. 1 (G4) pólo Jandira

Origem da devoção a Nossa Senhora da Escada

Apresentação de Nossa Senhora.
Nossa Senhora menina sobe a escada do Templo
Paolo Uccello (1397 — 1475)
A devoção à Nossa Senhora da Escada desenvolveu-se inicialmente no Oriente na Festa da apresentação de Maria ao templo.

Ela começou a ser celebrada no século VII, porém só no século XIV entrou para o calendário da Igreja no Ocidente.

É comemorada no dia 21 de Novembro.

Segundo alguns Evangelhos Apócrifos Nossa Senhora, ainda criança (por volta dos três anos), foi apresentada por seus pais no Templo de Jerusalém, como exigia a Lei.

Ela subiu a escadaria do altar e no terceiro degrau dançou, manifestando sua alegria diante de Deus.

Recebida, ali, pelo sacerdote foi educada no Templo, em que permaneceu servindo ao Senhor até sua adolescência, segundo uma antiga tradição.

A cena de Maria menina na escada do Templo deu-lhe o titulo que invocamos: Nossa Senhora da Escada.

Como a primeira missa foi celebrada em Barueri no dia da apresentação de Nossa ao Templo (21 de Novembro de 1560) os padres Jesuítas dedicaram a capela do aldeamento à Maria sob o titulo de Nossa Senhora da Escada.

Proclamada padroeira da Barueri em 1956 Nossa Senhora protege com seu manto maternal toda a cidade.


segunda-feira, 16 de maio de 2016

Milagres de Nossa Senhora e do Santíssimo Sacramento
no terremoto do Equador

Nossa Senhora de Monserrate saiu indene do terremoto, Montecristi
Nossa Senhora de Monserrate saiu indene do terremoto, Montecristi
Luis Dufaur
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Uma imagem de Nossa Senhora de Monserrate emergiu intacta das ruínas da torre de uma igreja a ela consagrada na cidade de Montecristi, no Equador, durante o terremoto de abril, emocionando os fiéis.

Não só a imagem, mas também seu vestido de ouro e sua pequena coroa – símbolo de sua realeza – saíram totalmente intactos.

Nossa Senhora de Monserrate chegou a Montecristi no século XVI, trazida por missionários espanhóis e já tinha sobrevivido a assaltos de piratas e a investidas de governos anticlericais.

Agora, o jornal “The New York Times” conta que ela está atraindo mais fiéis que os milhares que nos meses de novembro vão venerá-la em sua festa.

A imagem de Nossa Senhora de Monserrate tornou-se um símbolo da proteção divina que nunca desfalece.

“Ela é a mãe que cuidou de nós no terremoto”, dizia o pároco Pe. Ángel Toaquiza. “E que ela tenha ficado intacta foi necessário nada menos que um milagre”, acrescentou.

Da igreja nada ficou e o número dos mortos atingiu várias centenas.

Voluntários nos escombros da torre da Basílica em Montecristi
Voluntários nos escombros da torre da Basílica em Montecristi
O ofício pelos defuntos era rezado na rua, aos pés da imagem inexplicavelmente salva.

Ela teria sido enviada pelo imperador Carlos V e deveria ter seguido para Lima, no Peru.

Mas Nossa Senhora teve outros planos.

O navio inexplicavelmente não conseguia sair do porto, até que o capitão decidiu deixar a imagem na cidade.

Muitos milagres lhe eram atribuídos antes do terremoto.

Incontáveis testemunhos da proteção de Nossa Senhora de Montserrate a seus devotos no colossal abalo telúrico falam apenas dos mais recentes.

Durante o mesmo terremoto, na cidade de Playa Prieta, a 200 km de Guayaquil, a superiora das Siervas del Hogar de la Madre, Irmã Estela Morales, de 40 anos, não pensou em salvar sua vida, mas em resgatar o Santíssimo Sacramento presente no sacrário da capela da comunidade, noticiou ACI Prensa.

E foi precisamente isso que a salvou. Esqueceu-se de si e pensou sobretudo em Jesus Cristo, presente verdadeiramente nas Sagradas Espécies. E Jesus cuidou dela.

Assim ficou o convento das irmãs 'Siervas del Hogar de la Madre' de Playa Prieta. Sor Estela saiu viva das ruínas com o Santíssimo Sacramento
Assim ficou o convento das irmãs 'Siervas del Hogar de la Madre' de Playa Prieta.
Sor Estela saiu viva das ruínas com o Santíssimo Sacramento
“Quando ela já tinha o Senhor entre suas mãos – conta um relatório da comunidade – tudo desabou em volta dela, e ela mesma foi cair no andar de baixo. Ela pensou em resgatar o Senhor antes que salvar sua própria vida, e o Senhor a resgatou”.

Outras 10 religiosas ficaram presas entre os escombros. As irmãs Merly, Guadalupe e Mercedes ficaram desaparecidas durante muito tempo sob o entulho.

O socorro demorou pelo acúmulo de ruínas. Elas se animavam entre si rezando e cantando, sobretudo quando parecia que a morte tinha chegado e se sentiam afogadas pela falta de oxigênio.

Mas no terremoto faleceu a Irmã Clare Crockett, bem como as noviças Jazmina, Mayra, Maria Augusta, Valeria e a postulante Catalina.

A imagem de Nossa Senhora da Luz, em Tarqui, Manta, intocada pelo terremoto.
A imagem de Nossa Senhora da Luz, em Tarqui, Manta,
intocada pelo terremoto.
Na paróquia de Tarqui, em Manta, uma das zonas costeiras mais afetadas pelo sismo, a imagem de Nossa Senhora da Luz também permaneceu intacta em sua redoma de vidro depois do funesto terremoto de 7,8 graus de 16 de abril, segundo informou a agência ACI Digital.

A urna da Virgem Maria, padroeira das Oblatas de São Francisco de Sales, não sofreu qualquer dano, apesar de a escola em que estava ter ficado totalmente destruída.

A Irmã Maria del Carmen Gómez, da comunidade de Manta, explicou que

“não foi somente a Virgem que permaneceu intacta dentro da sua urna, mas também Jesus Sacramentado. Estava num pequeno oratório na entrada do colégio e foi sepultado.

Os paramentos litúrgicos usados para a celebração eucarística e outra imagem menor de Nossa Senhora da Luz ficaram intactos”.

Fato análogo aconteceu na paróquia da Virgem do Rosário, na mesma localidade. O templo foi gravemente atingido, mas a imagem de Nossa Senhora que estava na entrada permaneceu em seu lugar.

O fato fez com que os habitantes da cidade refletissem muito.

Também em Tarqui, na paróquia da Virgem do Rosário, a imagem entronizada na fachada ficou em seu lugar enquanto tudo caía.
Também em Tarqui, na paróquia da Virgem do Rosário,
a imagem entronizada na fachada
ficou em seu lugar enquanto tudo caía.
Ainda hoje, como talvez nunca antes, os inimigos da Fé na Presença Real de Cristo na Eucaristia estrebucham, desrespeitando-a e entregando- a para pessoas indignas. Também o inferno ruge contra a devoção a Nossa Senhora.

Até quando durará esta ofensiva satânica?

Será preciso que o mundo caia em ruínas, como nessas cidades equatorianas, para que os homens reconheçam a majestade de Jesus Cristo e de sua Mãe, a Corredentora, que é também a Medianeira de todas as graças e a onipotência suplicante?

Se essa hora tremenda chegar para a humanidade, os exemplos da proteção do Céu àqueles que no Equador foram seus filhos fiéis na adversidade se verificarão em maior escala e de modo surpreendente.


segunda-feira, 9 de maio de 2016

Centenário de Fátima: cresce a preocupação
pelos pedidos de Nossa Senhora não atendidos

Luis Dufaur
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Quanto mais se avizinha o centenário das aparições de Fátima, mais cresce o sentimento de que se aproxima o cumprimento das terríveis advertências feitas por Nossa Senhora em 1917 caso o mundo não obedecesse ao seu apelo à penitência.

É de toda evidência que esse apelo não foi atendido. A partir de então os costumes morais se degradaram até atingir um ponto inimaginável, e a corrupção invadiu todas as esferas oficiais, civis e eclesiásticas.

Nossa Senhora fez também um pedido muito específico e incontornável, com condições claramente definidas: além da penitência e emenda dos costumes, a consagração nominal da Rússia ao Imaculado Coração de Maria, a ser feita pelo Papa com o concurso de todos os bispos do mundo.

Esse pedido não foi atendido, como aliás observou, entre outros, o Pe. Gabriele Amorth, exorcista oficial de Roma, a diocese do Papa.

É claro que o centenário de Fátima não significa necessariamente o cumprimento dos castigos anunciados, mas é uma circunstância que convida a pensar neles e no meio de afastá-los mediante a penitência e a efetivação da consagração da Rússia nas condições fixadas por Nossa Senhora.

Neste contexto histórico e moral, o Santuário de Fátima, em Portugal, registrou em 2015 a maior afluência de peregrinos desde que iniciou a contagem do número: 6,7 milhões.

Os devotos vieram de 162 países. A casa dos pastorzinhos mais visitada foi a de Lúcia – 336.299 pessoas – mais que as dos santos Jacinta e Francisco.

No Dia Nacional da Universidade Católica Portuguesa, o bispo de Leiria-Fátima, Dom Antônio Marto, disse que a mensagem de Fátima “depois das Escrituras” é a “denúncia mais forte e impressionante do pecado do mundo” e “convida toda a Igreja e o mundo a um sério exame de consciência”, informou a agência Zenit.

A declaração veio de encontro à preocupação de inúmeros fiéis. Infelizmente, as personalidades eclesiásticas evitavam falar dos horizontes espantosos que se abririam caso o mundo não fizesse penitência, abandonasse os maus costumes, e a Rússia não fosse consagrada.

Bispo de Fátima: a mensagem de Fátima é a
“denúncia mais forte e impressionante do pecado do mundo”
Em lugar disso, pregadores e grandes eclesiásticos preferiam se referir a Nossa Senhora de Fátima e sua mensagem de modo meigo ou neutro, evitando a grave urgência de abandonar o pecado e abrir os olhos do povo para a Rússia enquanto instrumento da cólera divina.

O bispo de Leiria-Fátima acrescentou que a mensagem de Fátima não visa só ao benefício espiritual pessoal dos devotos, mas tem “um alcance histórico e mundial: situa-se no centro das preocupações mundiais e dos acontecimentos históricos mais trágicos do século XX”.

O prelado exemplificou com “os dois grandes conflitos: a primeira e a segunda Guerra Mundial; os totalitarismos estalinista e nazista; a ‘mentira sistemática’ na hora de reescrever a história; um programa de negação de Deus”.

E lembrou as “dezenas de milhões de vítimas feitas em nome da pureza radical da ideologia, da revolução ou da raça, elevadas à categoria de novas divindades”.

Entretanto, o bispo não mencionou o flagelo do comunismo, que se abateria como instrumento de Deus sobre a Terra se a humanidade não abandonasse os maus costumes.

Tampouco mencionou o incumprimento da consagração da Rússia ao Coração Imaculado de Maria, condição que Nossa Senhora colocou para haver paz no mundo.

E é precisamente essa cada vez mais longínqua paz que preocupa mais e mais os homens, enquanto a imoralidade cresce a ponto de ter coonestações, até do divórcio, na mais alta esfera da Igreja Católica.

Em boa medida, a crise que vive o Brasil é devida à difusão dos “erros da Rússia” que estão sendo veiculados por partios e movimentos comunistas ou cripto-comunistas e clérigos "progressistas".

Em 1917, Nossa Senhora quis prevenir o mundo, e portanto o Brasil, contra esses erros. Mas, a indispensável reforma dos costumes não aconteceu e a imoralidade na família e na política só piorou.

Confira: Exortação pós-sinodal Amoris laetitia: primeiras reflexões sobre um documento catastrófico


segunda-feira, 2 de maio de 2016

Neozelandeses confirmam bandeira tradicional ligada à monarquia e ao Cruzeiro do Sul

A Nova Zelândia votou pela bandeira tradicional ligada a Elizabeth II, rainha do país
A Nova Zelândia votou pela bandeira tradicional ligada a Elizabeth II, rainha do país
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Num referendo, a Nova Zelândia preferiu conservar a bandeira nacional ligada à sua tradição britânica e à Coroa de Elizabeth II, que também é rainha do país.

A nova proposta de bandeira incluía uma nota ecológica e esportiva, pois ostentava como símbolo principal a samambaia, muito presente na vegetação original da ilha e símbolo da seleção nacional de rúgbi conhecida como All Blacks, que é um orgulho nacional, noticiou o site 20minutes.fr.

O primeiro-ministro John Key achava que tendo vencido largamente as ultimas eleições nacionais, poderia abolir o símbolo dos britânicos fundadores do país.

A proposta embutia matreiramente um significado fortemente esquerdista.

Mas os neozelandeses mostraram um bom senso conservador e preferiram a “relíquia colonial”, como a chamava o primeiro-ministro, e qualificaram o novo modelo de bom “para prato de mesa numa praia feia”.
O projeto recusado de modernização da bandeira
O projeto recusado de modernização da bandeira
56,61% dos eleitores aprovaram a bandeira tradicional, e 43,16% o modelo recusado.

A bandeira tradicional, além da Cruz da Grã Bretanha num canto – ou Union Jack –, ostenta as cinco estrelas que formam o Cruzeiro do Sul.

O lado vencedor também julgava que mudar a bandeira seria um desrespeito às gerações passadas, que combateram e morreram pelo Império Britânico sob a bandeira tradicional.


segunda-feira, 25 de abril de 2016

Milagre eucarístico de Legnice:
para médicos, hóstia é tecido humano

A hóstia que devia se dissolver começou a transudar sangue e formar tecido (foto acima). Embaixo ampliação.
A hóstia que devia se dissolver começou a transudar sangue
e formar carne com aparência de humana (foto acima).
Embaixo ampliação.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



O bispo de Legnica, na Polônia, Mons. Zbigniew Kiernikowski, proclamou oficialmente um prodígio do Santíssimo Sacramento acontecido na igreja de São Jacinto dessa cidade.

Ele autorizou os fiéis venerarem a hóstia ensanguentada que, segundo o decreto episcopal, “tem as características que definem um milagre eucarístico”, informou o site “Religión en Libertad”.

A cidade de Legnica (em alemão: Liegnitz, em polonês: Legnicy) fica na região da Baixa Silésia, no sudoeste da Polônia.

O milagre aconteceu na Missa de Natal de 2013, quando uma hóstia consagrada caiu no chão durante a distribuição da Sagrada Comunhão no santuário de San Jacinto.

A hóstia foi recolhida e colocada num recipiente com água (“vasculum”) para se dissolver, como mandam as sapienciais normas canônicas nesses casos, nem muitas vezes respeitadas nos dias de hoje.

Porém, uma vez na água, apareceu na hóstia uma mancha vermelha de textura singular, que fazia pensar em tecido humano.

O então bispo de Legnica, Mons. Stefan Cichy, instituiu uma comissão para investigar o acontecido com a sagrada forma.

Em fevereiro de 2014, com a permissão da diocese, um fragmento da hóstia com aspecto de tecido ensanguentado foi retirado e colocado sobre um corporal. Depois foram recolhidas amostras para serem analisadas em laboratórios de diferentes institutos forenses.

Os médicos dos Departamentos de Medicina Legal consultados verificaram que os fragmentos recolhidos contêm células de músculo estriado transversal semelhantes às do músculo cardíaco.

O bispo de Legnice proclama o milagre eucarístico no santuário de São Jacinto.
O bispo diocesano proclama o milagre eucarístico
no santuário de São Jacinto.
Segundo o “Catholic Herald”, os testes foram realizados no Departamento de Medicina Legal, em Wroclaw (em alemão: Breslau), no início de 2014.

Outro estudo foi realizado posteriormente pelo Departamento de Medicina Legal da Universidade de Medicina da Pomerania, em Szczecin (em alemão: Stettin, em português: Estetino), acrescentou a revista britânica.

Esse laboratório concluiu que “na imagem histopatológica, nos fragmentos (da Hóstia) foram achadas partes fragmentadas de músculo estriado transversal. É mais semelhante ao músculo cardíaco.

“Os testes também determinaram que o tecido é de origem humana, e verificou-se nele sinais de agonia”.

Considerando a relevância dos pareceres médico legais, em janeiro de 2016 D. Kiernikowski encaminhou o caso ao Vaticano, submetendo-o à consideração teológica da Congregação para a Doutrina da Fé.

Essa importantíssima Congregação vaticana declarou-se favorável à exposição da hóstia miraculosa à veneração pública, e recomendou que se explicassem bem os fatos aos fiéis.

A hóstia fica exposta numa capela do santuário sob a responsabilidade do pároco, Pe. Andrzej Ziombrze.

No documento de proclamação do milagre, o bispo afirma: “Espero que isso sirva para aprofundar a adoração da Eucaristia e tenha um impacto inconfundível na vida das pessoas que se aproximam da relíquia. Vemos isso como um exemplo maravilhoso, uma expressão particular da bondade e do amor de Deus”.

O texto completo do decreto do bispo, vertido para o inglês, pode ser lido AQUI:

Médicos forenses tiraram amostras, analisaram em laboratórios e concluíram 'é tecido muscular humano' como o de um coração de um homem em agonia.
Médicos forenses tiraram amostras, analisaram em laboratórios
e concluíram: 'é tecido muscular humano'
como o de um coração de um homem em agonia.
A esperança do bispo é de grande importância para a nossa época, quando se pretende entregar a Eucaristia a pecadores públicos, esquecendo que n’Ela estão verdadeira, real e substancialmente presentes o Corpo, o Sangue, a alma e a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo.

No site da paróquia onde ocorreu o milagre há mais fotos e explicações, mas só em língua polonesa.

Obedecendo às instruções do bispo, um livro aberto recolhe no santuário o testemunho das graças recebidas e “outros eventos milagrosos”.

É significativo que o milagre tenha acontecido na igreja consagrada a São Jacinto (1185-1257), chamado de “Apóstolo do Norte”.

O santo foi um religioso dominicano polonês do século XIII, grande pregador da Eucaristia e da Adoração do Santíssimo Sacramento.

Em 1240, hordas de mongóis pagãos invadiram o mundo eslavo em fase de conversão, devastando cidades, campos e pilhando as igrejas.

Atacaram então a cidade de Kiev, hoje capital da Ucrânia, onde São Jacinto rezava diante do Santíssimo Sacramento.

Percebendo que a cidade iria cair nas mãos dos bárbaros, ele tirou do sacrário o cibório contendo as sagradas hóstias do sacrário com a intenção de fugir e assim salvar as sagradas espécies.

O documento do bispo certificando o milagre.
O documento do bispo certificando o milagre.
Nessa hora o santo ouviu uma voz, proveniente de uma imagem de Nossa Senhora feita em alabastro:

– “Jacinto, você vai fugir e deixar-me sozinha? Leve-me com você”.

– “Querida Mãe, sua estátua é muito pesada, como poderei levá-la?”, disse ele.

– “Meu Filho vai torná-la ligeira, leve-me”, replicou Nossa Senhora.

E, com efeito, a estátua ficou leve como uma pluma. São Jacinto colocou então o cibório com o Santíssimo Sacramento e a estátua da Virgem sob a sua capa dominicana.

Acompanhado por outros religiosos, conseguiu milagrosamente cruzar o grande rio Dnieper que corta a cidade e atravessar o acampamento dos bárbaros mongóis sem ser detectado.

São Jacinto fundou mosteiros dominicanos na Ucrânia e na sua Polônia natal, onde faleceu na cidade de Cracóvia.

Mas sua influência não se esgotou nos tempos medievais.

Três séculos depois, quando os protestantes apareceram para negar a Presença Real de Jesus Cristo na Eucaristia e se revoltarem furiosamente contra a devoção a Nossa Senhora, o nome e as imagens do religioso, cujo processo de canonização ainda estava em andamento em Roma, multiplicaram-se piedosa e assombrosamente em ícones, pinturas e esculturas.

São Jacinto foge de Kiev em chamas salvando a Eucaristia e a imagem de Nossa Senhora. Leandro Bassano (1557-1622), igreja de São João e São Paulo, Veneza
São Jacinto foge de Kiev em chamas salvando a Eucaristia e a imagem de Nossa Senhora.
Leandro Bassano (1557-1622), igreja de São João e São Paulo, Veneza
Foi então que os Papas aprovaram a difusão de sua devoção. Ele foi canonizado no dia 17 de abril de 1594 pelo Papa Clemente VIII. O Papa Inocêncio XI nomeou-o padroeiro da Lituânia.

Os devotos de São Jacinto sublinham que o bispo diocesano aprovou o milagre eucarístico acima descrito no dia 17 de abril de 2016, aniversário da canonização do santo.

Ele é apresentando com uma grande estátua da Virgem numa mão e um belo ostensório eucarístico na outra, atravessando miraculosamente o rio e o acampamento dos bárbaros.

São Jacinto é mundialmente cultuado pelos seus milagres e pelo exemplo heroico de arriscar sua vida para não permitir que a Eucaristia fosse objeto de sacrilégio ou profanação por aqueles que não são dignos.


MILAGRES EUCARISTICOS - VEJA MAIS EM:


segunda-feira, 11 de abril de 2016

Romenos apoiam em massa
a proteção da família na Constituição

Romenos apoiam em massa defesa da família na Constituição.
Romenos apoiam em massa defesa da família na Constituição.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Na Romênia, no tempo recorde de um mês e meio, uma iniciativa cidadã para promover uma emenda constitucional que proteja a família reuniu 2 milhões de assinaturas, equivalente a 10% da população nacional!, divulgou Infocatólica.

O total poderá crescer ainda mais até o vencimento do prazo, em 24 de maio. A meta inicial era conseguir 500.000 assinaturas em seis meses, porque assim o prescreve a legislação romena.

A coalizão pela família Coalitia pentry Familie visa evitar interpretações enviesadas do artigo 48 da constituição romena, como aliás aconteceu em outros países.

Para isso ela pede que o artigo reze:

“A família está fundamentada no matrimônio livremente consentido entre um homem e uma mulher, na igualdade deles e no direito e dever dos pais de garantir o crescimento, a educação e a instrução dos filhos.”

A proposta deverá ser apresentada por um grupo parlamentar, ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado por uma maioria de 2/3, e ratificada em referendo.

O partido que assumir a apresentação da proposta sabe que, como aconteceu na Polônia e na Hungria, terá de enfrentar uma agressiva pressão da União Europeia, que vai querer passar por cima da soberania popular.

Mas o povo romeno parece determinado a defender a família, livrando-se dos restos da imoralíssima legislação imposta pela ocupação soviética e ainda vigente em grande medida em países como a Rússia.


segunda-feira, 4 de abril de 2016

Bom senso de faxineira: “obra de arte” no lixo

A artista romena Menze-Kuhn com sua 'obra de arte' no templo evangélico 'Philippuskirche'
A artista romena Menze-Kuhn com sua 'obra de arte' no templo evangélico 'Philippuskirche'
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Uma empregada de limpeza da igreja Philippuskirche de Mannheim, Alemanha, jogou no lixo boa parte da amostra “Moradia 6/2016” da artista romena Menze-Kuhn, que versava sobre os refugiados que invadem a Europa.

A “obra de arte” consistia em diversas mantas térmicas de sobrevivência – muito parecidas com papel alumínio – enrugadas e espalhadas pelo chão diante do altar, conforme noticiou o jornal portenho “Clarin”.

O pastor evangélico Gerd Frey-Seufert responsável pela amostra pediu desculpas em nome da empregada.

Ele a justificou alegando que ela “não identificou se tratar de uma obra de arte e se limitou a cumprir com o que acreditava ser seu serviço”.

A artista também não teve muito trabalho para recompor sua “obra de arte”. Foi até a lixeira e a recompôs acrescentando mais algumas “peças” que colheu ali.

Não foi difícil refazer a 'obra de arte' até com outros objetos da lixeira
Não foi difícil refazer a 'obra de arte' até com outros objetos da lixeira
Aliás, não é a primeira e, estou seguro, não ter sido a última vez que uma “obra de arte contemporânea” vai parar no depósito de matérias desprezíveis na Alemanha por obra do pessoal de manutenção.

Em 2011, a “obra” “Quando o teto começa a gotejar” do “artista” Martin Kippenberger teve o mesmo destino.

Em dezembro de 2010, um visitante caiu dentro de outra obra, chamada “O espírito da luz”, de Otto Piene, tal vez um buraco escuro.

Sem dúvida, são gestos que simbolizam a decadência moral e estética da chamada “arte moderna”.


segunda-feira, 28 de março de 2016

Mais imagens de Nossa Senhora saem indenes de calamidades.
Um aviso e um conforto

Imagem de Nossa Senhora Aparecida ficou intacta em Dracena, SP, 22 fevereiro 2016
Imagem de Nossa Senhora Aparecida ficou intacta em Dracena, SP, 22 fevereiro 2016
Luis Dufaur
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O incêndio numa casa de madeira no bairro Santa Clara, em Dracena (SP), constituiu uma surpresa para o Corpo de Bombeiros, chamado para apagar o fogo.

A casa e tudo o que ela continha, como móveis e objetos em geral, ficou queimada ou carbonizada. Mas, dentro dela, intacta e no lugar onde estava, foi achada uma imagem de Nossa Senhora Aparecida.

O bombeiro Anderson Batista junto à Imagem intocada pelo fogo em Dracena SP
O bombeiro Anderson Batista
junto à Imagem intocada pelo fogo em Dracena SP
A parede de madeira contígua à imagem estava totalmente queimada, segundo informou o Portal Regional (do Jornal Regional de Dracena/SP).

O bombeiro Anderson Batista se emocionou com a cena, e comentou: “Quando entrei no quarto, encontrei a imagem de Nossa Senhora Aparecida intacta, sem nenhum trinco e muitos menos derretida... (foi) um milagre, pois a temperatura era muito alta para uma simples imagem resistir”.

Essa foi também a opinião de muitos moradores que puderam ver o estado da casa e da imagem.

O tenente Avanço, do Posto de Bombeiros, disse que não havia ninguém dentro da casa e que foram queimados vários objetos, entre os quais o guarda-roupas e uma geladeira.

No mesmo dia, na cidade de Assis (SP), o telhado da Capela do Centro Comunitário Santa Edwiges desabou, destruindo o espaço. Porém, entre estruturas de aço e as telhas sobressaia uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, que ficou de pé no altar, sem sofrer qualquer dano, como noticiou ACIDigital.

Imagem de Nossa Senhora Aparecida incólume entre os escombros, Assis, SP.
Imagem de Nossa Senhora Aparecida incólume entre os escombros, Assis, SP.
O zelador do Centro Comunitário, Silvério Gandolfo Neto, contou que as demais imagens que estavam no local se quebraram, e que a única a resistir foi a de Nossa Senhora Aparecida.

“Emociona porque a gente é católico e tem fé”, expressou o zelador. No momento do desabamento não havia ninguém no local, fato que, para os moradores, também foi um milagre, pois evitou vítimas.

O espaço tem capacidade para 500 pessoas. “Nós não adoramos imagem, mas sabemos que Nossa Senhora, Mãe de Jesus, está com a gente”, afirmou a aposentada Florinda Gandolfo.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o desabamento do telhado pode ter sido causado pelo alto volume de chuvas.


quinta-feira, 24 de março de 2016

A Paixão de Cristo revive na Paixão da Igreja





Em face do drama em que se encontra a Santa Igreja, muitas almas procuram, então, assumir uma posição de indiferença, parecida com a de numerosos contemporâneos de Nosso Senhor, que acreditavam que Ele era Homem-Deus, mas que, durante a Via Sacra, vendo-O passar, em vez de se compadecer por seus lancinantes sofrimentos, achavam entretanto melhor não considerá-los, mas pensar em outras coisas.

A evidência dos fatos deixa patente que a partir do Concílio Vaticano II penetrou na Igreja, em proporções impensáveis, a “fumaça de Satanás”, de que falou Paulo VI, a qual se foi dilatando dia a dia mais, com a terrível força de expansão dos gazes.

Para escândalo de incontáveis almas, o Corpo Místico de Nosso Senhor Jesus Cristo entrou no sinistro processo da como que autodemolição, a que aludiu aquele mesmo Pontífice, em Alocução de 7 de dezembro de 1968.

A História narra os inúmeros dramas que a Santa Igreja Católica, Apostólica, Romana sofreu nos vinte séculos de sua existência.

Oposições que germinaram fora dEla, e de fora mesmo tentaram destruí-La.

Tumores formados dentro dEla, extirpados, contudo, pela própria Esposa de Cristo; mas que, já então de fora para dentro, tentaram destruí-la com ferocidade.

Quando, porém, viu a História, antes de nossos dias, uma tentativa de demolição da Igreja, já não mais articulada por um adversário, mas qualificada de como que autodemolição em altíssimo pronunciamento de repercussão mundial?

A atitude normal de um católico vendo a Igreja, sua Mãe, passar por essa crise deve ser antes de tudo de profunda tristeza, porque é lamentável que isso seja assim. É um perigo para incontáveis almas que a Igreja seja afligida por tal crise.

Crucificação, catedral de Lille, França.
Crucificação, catedral de Lille, França.
E, por essa razão, pode-se ter a certeza de que, quando Nosso Senhor, do alto da cruz, viu todos os pecados que haveriam de ser cometidos contra a obra da Redenção que Ele consumava de modo tão profundamente doloroso, sofreu enormemente, em vista de tal gênero de pecados, cometidos em nossos dias.

E, evidentemente, todos esses pecados produziram sofrimentos verdadeiramente inenarráveis no Sapiencial e Imaculado Coração de Maria, que pulsava de dor no peito da Santíssima Virgem enquanto Ela estava de pé, junto à Cruz.

Considerando quanto Nosso Senhor e sua Santíssima Mãe sofreram por causa do que agora está se passando, é impossível não se ficar consternado, muito mais do que em qualquer Sexta-Feira Santa anterior, porque, talvez, este seja dos pontos mais agudos da Paixão e que se mostra em toda a sua hediondez, nas atuais circunstâncias da vida da Igreja.

* * *

O homem contemporâneo é um adorador do prazer, do gáudio, da diversão, e tem horror ao sofrimento.

Ora, está-se aqui em presença de um padecimento agudíssimo. Pode-se compreender, pois, embora tal atitude não seja justificável, a posição de tantas almas que evitam pensar nisso e considerar a fundo o que está se passando para não sofrer em união com Nosso Senhor esta situação trágica, como trágica foi a Paixão.

Em face do drama em que se encontra a Santa Igreja, muitas almas procuram, então, assumir uma posição de indiferença, parecida com a de numerosos contemporâneos de Nosso Senhor, que acreditavam que Ele era Homem-Deus.



Mas que, durante a Via Sacra, vendo-O passar, em vez de se compadecer por seus lancinantes sofrimentos, achavam entretanto melhor não considerá-los, mas pensar em outras coisas.

E eis a prova: Nosso Senhor pregou maravilhas e fez milagres portentosos que devem ter impressionado pelo menos uma parte considerável do povo que O cercava.

Não seria concebível que essa parte, santamente impressionada, tenha se mantido numa atitude tão quieta, inerte, diante do que se passava.

E que a única pessoa que fez algo em prol do Redentor, durante a parte inicial da Via Sacra, tenha sido a Verônica com o seu véu, no qual ficou estampada, depois, a face sagrada do Salvador. Verdadeiramente, mais ninguém tomou tal atitude a não ser ela.

As santas mulheres e Nossa Senhora juntaram-se mais adiante a Nosso Senhor e foram até o alto do Calvário.

A Virgem Santíssima está acima de todo elogio. As santas mulheres, que A acompanharam, merecem um elogio que participa do louvor a que Nossa Senhora fez juz. Mas, fora disso, inércia.

Por ocasião da Semana Santa, o que mais se deve pedir a Nossa Senhora, é que Ela nos liberte desse estado de espírito, de tal mentalidade.

Se nosso Redentor está sofrendo, devo querer padecer aquilo que O atormenta. E sofrerei isso meditando nas dores dEle. Esse é o meu dever, dada a união que Ele condescendeu misericordiosamente em estabelecer entre Si mesmo e mim.

E o que não for isso não pode deixar de ser qualificado senão de abominável.

Os dias em que vivemos são de gravidade, de tristeza, mas na última fímbria do horizonte aparece uma alegria incomparavelmente maior do que qualquer gáudio terreno: a promessa de um sol que nascerá – o Reino de Maria, anunciado, no ano de 1917, por Nossa Senhora, em Fátima.




(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, in CATOLICISMO, maio 2013)