segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

O fogo devora, o teto desaba,
e Cristo reina sobre os elementos descontrolados!

Imagem de Cristo Rei indene após feroz incêndio no Chile
Imagem de Cristo Rei indene após feroz incêndio no Chile
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Num incêndio iniciado no dia 2 de janeiro depois das 7h, a sacristia, o presbitério e um depósito da Paróquia Cristo Rei de Rancágua (Chile) ficaram completamente destruídas, segundo informou a agência ACI Digital. 

As chamas devoraram os paramentos e livros litúrgicos, os equipamentos de som.

Grande parte da cúpula e o teto do presbitério que desabou. O sacrário e algumas imagens foram resgatados pelos bombeiros.

O templo fazia parte do Lar São Joaquim do Pequeno Cottolengo, Obra Dom Orione, os idosos foram evacuados preventivamente e felizmente não houve vítimas mortais.

Entrementes, um fenômeno mudo mas eloquentíssimo, deixou pasmos a bombeiros e simples fiéis.

Na parede do presbitério tinham ficado intactas a imagem de Cristo Rei e a frase “Salve Cristo Rei do Universo”.

Nosso Senhor é Rei por natureza, pois é Deus, e Rei por conquista, pois Ele conquistou o mundo com o sacrifício do Calvário.

Muitas vezes, pessoas de pouca fé, ou tal vez tentadas, se perguntam por que Deus permite males para a Igreja como este incêndio.

Basta pensar na mensagem que a Providência deixou ilesa na parede como que nos convidando à reflexão: “Salve Cristo Rei do Universo”.

Nosso Senhor é levado seriamente em linha de conta e respeitado como monarca supremo em nossas vidas, em nossa legislação, nos costumes sociais, políticos, econômicos, eclesiásticos ou pessoais?

Ou Ele é esquecido enquanto Soberano do Céu e da Terra e a expressão Cristo Rei é apenas uma fórmula repetida sem tirar suas imensas consequências?

Não passamos por vezes junto de sua adorabilíssima imagem sem pelo menos a saudarmos, ainda que só de pensamento, como saudaríamos ao maior rei da Terra?

O que acharíamos se subitamente nos encontrarmos com a rainha Elizabeth II da Inglaterra numa carruagem dourada com toda a brilhante Guarda Real que é sua escolta, em luminosos uniformes?

É razoável ficarmos maravilhados com a surpresa. E, todos os dias que passamos diante de uma imagem de Cristo Rei, não reagimos com fervor muito maior?


Nosso Senhor sente essa frieza nossa, do mundo, de muitos na Igreja. Mas têm pena de nós.

E em Rancágua Ele nos lembrou de que Ele é esse Rei todo-poderoso contra quem nada podem as chamas de mais violento incêndio.

O pároco, Pe. Giacomo Valenza, disse à ACI que “Dom Orione dizia sempre: Ave Maria e avante. E as palavras de São Paulo dizem para todos aqueles que têm fé no Senhor, que tudo o que ocorre é para o bem”.

Eis mais um apelo de Nosso Senhor para nosso bem: levarmos bem a sério o caráter monárquico de Jesus Cristo e da sua Igreja.

E juntamente, como dizia Dom Orione, pensarmos em Maria Rainha do Céu e da Terra.

O mundo tem muitíssima necessidade dEla na quadra histórica que está passando, em que toda espécie de incêndios devoram as famílias, as sociedades e à própria estrutura monárquica da Igreja.


Costumes tradicionais do principezinho George entusiasmam

O príncipe George no Canadá, outubro 2016.
O príncipe George no Canadá, outubro 2016.
Luis Dufaur
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O príncipinho George, com pouco mais de três anos fez uma visita oficial triunfal ao Canadá.

A visita fez parte do protocolo da monarquia britânica. Elisabeth II, rainha da Grã-Bretanha, também é rainha do Canadá e o visita periodicamente.

Em virtude de sua idade, ela delegou a missão a seu neto o príncipe William que viajou com sua mulher Kate, duquesa de Cambridge e de seus dois filhos o príncipe George e a princesinha Charlotte.

E a visita fez vibrar de contentamento boa parte do planeta, especialmente pela conduta e a vestimenta do príncipe George.

A criança real compareceu nos atos de Estado usando calcas curtas de veludo, inclusive em dias cujas temperaturas estavam bastante frias.

Sua mãe apelou ao casaco, mas o menino ficou ufano com suas calcas curtas. Por que?

O rosto cheio e saudável de George afastava toda ideia de desinteresse por ele.

O pequeno príncipe jamais foi visto com calças cumpridas. E isso corresponde aos costumes tradicionais que o casal principesco respeita.

O futuro rei deve usar as calças curtas e as meias até o joelho para respeitar a etiqueta em vigor na corte, para os nobres meninos em pequena idade.

“É tipicamente inglês vestir os meninos pequenos com calças curtas. As calças normais são para os meninos já crescidos e para os homens. O uso desse tipo de calças curtas é uma das marcas de categoria que nós temos na Inglaterra”, explicou William Hanson, entendido em proto¬colo, para a revista francesa “Voici”.

Os duques de Cambridge descendo no Canadá.
Os duques de Cambridge descendo no Canadá.
“Embora os tempos vão mudando, pôr uma calça cumprida num menino tão pequeno é considerado muito típico da classe média, para não dizer de favelado”, acrescentou Hanson.

“Aristocrata algum que se respeite quer ser tratado de favelado. Nem mesmo a duquesa de Cambridge”, completou.

O pequeno príncipe deverá aguardar até os oito anos, idade conveniente para a mudança, segundo o especialista.

O costume remonta ao século XVI.

William Hanson afirma que as “classes altas britânicas são muito fiéis às tradições, e mais ainda neste caso que marca uma distância tácita com ‘os outros’” que não foram tão bem educados.

Mas, o príncipe George revelou também um instinto natural ciente dos bons costumes.

Quando o primeiro ministro do Canadá, Pierre Trudeau, se pôs de cócoras e lhe ofereceu um cumprimento que hoje se faz entre homens proletarizados, o príncipe lhe recusou com um leve mas explícito movimento negativo com a cabeça.

E o poderoso primeiro-ministro de esquerda e chefe de governo de um dos países mais ricos do mundo, ficou com a mão estendida no ar...


quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Santo Natal e Feliz Ano Novo !

Luis Dufaur
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O Natal de Nossa Senhora em Éfeso



segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

O “Bolo dos Reis”


Luis Dufaur
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No início do mês de janeiro, as vitrines das pâtisseries de Paris se enchem de “galette des rois” ou “gateau des rois”, conta “Le Petit Journal”.

O nome, como o de tantos produtos culinários franceses não tem tradução, mas alguns tentaram “bolo dos reis”.

Ele é vendido já com uma coroa especial. Em 2014 entre 85% e 97% dos franceses diziam come-la na festa da Epifania, ou Reis.

O Bolo dos Reis com a fava
As receitas, acompanhamentos e formas são incontáveis, em geral redondas.

Quando contêm o prezado marzipã e chamado de “parisiense”. Com frutas abrilhantadas é o “bordelês”.

Existem outras receitas em Nova Orleans (EUA), Bélgica, o “bolo rei” em Portugal, a “rosca” no México, a “vassilopita” na Grécia e a “pitka” na Bulgária, para só citar algumas.

O mais típico é que a criança mais nova sentada na mesa se encarregue de cortar a “galette des rois” e distribua um pedaço a cada um.

O bolo dos reis em família: quem ganha a 'fava'?

Porque dentro do bolo, em alguma parte há uma fava também chamado “rei” e que faz a alegria da mesa.

A fava respeita a forma da humilde semente original, mas depois passou a ser substituída por pequenos objetos simbólicos imaginosos como lâmpadas douradas, ou outros.

O fato é que quem recebe o pedaço com a “fava” é chamado de “rei”, recebe a coroa que veio com o bolo e deve beber numa taça especial enquanto os demais cantam “o rei bebe, o rei bebe”, em meio ao gáudio geral.

O costume tradicional: reservar uma parte para o primeiro pobre que bater na porta
O costume tradicional católico: reservar uma parte
para o primeiro pobre que bater na porta
Nos bons tempos, aliás, partia-se a “galette” no número dos presentes mais um.

Esse pedaço extra era chamado “a parte do Bom Deus”, ou “parte da Virgem”, ou “parte do pobre”, e era destinado ao primeiro pobre que fosse bater a porta do lar.

O costume comemora a festa da Adoração do Menino Jesus pelos três Reis Magos, ou Epifania, 6 de janeiro.

A Epifania comemora precisamente a chegada dos Reis Magos Melchor, Gaspar e Balthazar, conduzidos pela miraculosa estrela.

Na Espanha, para as crianças, os Reis Magos são muito mais importantes que Papai Noel.

São eles que trazem os presentes na noite de 5 para 6 do janeiro.

Os Reis deixam os presentes sobre os sapatinhos que elas puseram na sacada, ou na lareira.

É normal que o fato seja comemorado com um bolo. É o denominado Roscón de Reyes com forma de coroa, e introduz uma variedade grande em relação à galette des rois francesa.


segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

O fogo calcinou tudo,
mas o Sagrado Coração de Jesus ficou em pé

Estátua do Sagrado Coração de Jesus, única que sobrou, e em pé, após incêndios florestais em Sevier County, Tennessee (EUA), novembro 2016
Estátua do Sagrado Coração de Jesus, única que sobrou, e em pé,
após incêndios florestais em Sevier County, Tennessee (EUA), novembro 2016
Luis Dufaur
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Jornalistas da rede de TV CNN coletavam fotos das ruínas causadas por pavorosos incêndios florestais que atingiram Gatlinburg e outras cidades vizinhas no estado de Tennessee, EUA.

Foram contabilizados pelo menos treze mortos, mais de cem feridos, por volta de 1.400 edificações destruídas, em consequência do incêndio que um qualificou de “apocalipse”.

Mas a equipe ficou atônita diante de uma casa no condado de Sevier reduzida a cinzas fumegantes.


Entre os restos calcinados se mantinha de pé uma imagem do Sagrado Coração de Jesus, manifestamente envolvida pelas chamas, mas que seguia apontando para as chamas de amor de Seu Coração que nunca se extinguem.

Os cinegrafistas constataram que a imagem era a única coisa que tinha sobrado da casa.

Na mesma semana, Isaac McCord, funcionário do parque temático local Dollywood, encontrou uma página parcialmente queimada de uma Bíblia. Nela podia se ler um versículo do livro de Joel:

“19. Clamo a vós, Senhor, porque o fogo devorou a erva do deserto, a chama queimou todas as árvores do campo;” (Joel 1,19)

Muitos julgaram ver no fato um sinal da realização próxima da advertência do profeta Joel, acompanhada de um apelo à penitência e à conversão:

Detalhe da imagem do Sagrado Coração que resistiu miraculosamente
Detalhe da imagem do Sagrado Coração que resistiu miraculosamente
“1. Tocai a trombeta em Sião, dai alarme no meu monte santo! Estremeçam todos os habitantes da terra, eis que se aproxima o dia do Senhor,

2. dia de trevas e de escuridão, dia nublado e coberto de nuvens. (...)

12. Por isso, agora ainda - oráculo do Senhor -, voltai a mim de todo o vosso coração, com jejuns, lágrimas e gemidos de luto.

13. Rasgai vossos corações e não vossas vestes; voltai ao Senhor vosso Deus, porque ele é bom e compassivo, longânime e indulgente, pronto a arrepender-se do castigo que inflige”. (Joel 2, 1-13)

Matéria para meditação no centenário das aparições e anúncios de Nossa Senhora em Fátima em 2017 que está chegando.


O canal KLTV entrevistou a Travis Cogdill filho dos moradores da casa onde foi encontrada a imagem do Sagrado Coração de Jesus impertérrita entre a devastação do incêndio.

Seus pais moraram 43 anos na casa que desapareceu. O incêndio chegou furiosamente. Seu pai é um veterano da guerra do Vietnã, mas ele nunca viu fogo igual.

Eles só puderam pegar alguns objetos de estimação e um objeto da árvore familiar do Natal. Não houve tempo para mais nada. Perderam tudo menos a vida.

Travis, voltou depois ao local, e encontrou seu pai apontando para o que – segundo ele – importa verdadeiramente: a imagem do Sagrado Coração de Jesus ainda permanece em pé.

Em meio às devastações, o amor ardente desse Coração sagrado continua derramando suas bênçãos doces, harmoniosas, ordenadoras e hierarquizantes, para os homens que se debatem atingidos por desgraças a que até podem envolvê-Lo a Ele próprio com satânico – mas impotente – furor.


Vídeo: O fogo tudo calcinou, mas o Sagrado Coração de Jesus ficou em pé




quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Imaculada Conceição: “um cavaleiro vai entronizá-la no topo do Kremlin”, previu São Maximiliano Kolbe

Imaculada Conceição, Sevilha. No fundo: o Kremlin na noite
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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No segredo de La Salette encontramos uma descrição que parece se aplicar a nossos dias onde campeia o pecado, o crime, a desordem e a impiedade.

Em consequência desse estado de revolução profunda contra a ordem da Criação adviriam imensas calamidades regeneradoras e purificadoras da Igreja e da ordem temporal.

Mensagem de todo análoga encontramos em Fátima, onde Nossa Senhora acrescentou profeticamente que a Rússia espalharia seus erros – quer dizer o comunismo – e se transformaria no flagelo do mundo.

Porém, após colossais eventos que incluiriam a desaparição de nações, a Rússia haveria de se converter e o Imaculado Coração de Nossa Senhora triunfará, e a humanidade será restaurada.

Uma confirmação colateral mas preciosa a estas grandes profecias foi feita pelo Padre Maximiliano Maria Kolbe O.F.M. Conv. (1894 – 1941). Ele nasceu na Polônia, país onde exerceu o principal de seu apostolado, e foi canonizado em 1982.

Em Roma, no dia 11 de fevereiro de 1937, São Maximiliano Kolbe, durante solene encerramento da Academia da Imaculada, na presença de cardeais, bispos, nobres, professores e representantes das maiores ordens religiosas fez profecia que impressionou profundamente aos presentes:

“Aguardemos cheios de fé o dia em que um cavaleiro da Imaculada vai hastear bem alto acima do Kremlin em Moscou o estandarte branco da Imaculada”.

São Maximiliano Maria Kolbe O.F.M. Conv. (1894 – 1941)
Seus historiadores duvidam que ele tivesse conhecimento da Mensagem de Fátima, que viria a ser vertida ao papel pela irmã Lúcia poucos anos depois.

A primeira redação do Segredo de Fátima é datada de 31 de agosto de 1941, portanto poucos dias depois do martírio de São Maximiliano em Auschwitz no dia 14 de agosto do mesmo ano.

Esta confirmação inspirada pela graça ao santo sacerdote polonês foi rodeada de circunstâncias que a crítica histórica pesquisou e revelou com grande número de pormenores dignos de fé.

Essa é a matéria deste post.


Alguns dados da vida de São Maximiliano Kolbe

Ele fundou junto com seis jovens frades a Milícia da Imaculada em 16 de outubro de 1917, em Roma.

A Milícia da Imaculada tinha como lemas “Ela te esmagará a cabeça” (Gen III, 15) e “Sozinha, venceste todas as heresias no mundo inteiro”.

As finalidades dessa Milícia eram a conversão dos pecadores, dos hereges, dos cismáticos, dos judeus, e especialmente dos maçons, e a santificação de todos.

Isso se faria pelo oferecimento total de seus membros como instrumentos das mãos imaculadas de Maria, em sinal do qual levariam sempre a Medalha Milagrosa.

Os meios a empregar seriam, a penitência, o oferecimento a Deus dos cansaços e sofrimentos, a oração à Imaculada com a jaculatória:

“Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vos, e por todos aqueles que a vós não recorrem, e principalmente os inimigos da Santa Igreja”.

Em seu apostolado, os frades da Imaculada usariam sobretudo da imprensa e da Medalha Milagrosa.


A previsão do santo

São Maximiliano Kolbe encerrou um Congresso da Academia da Imaculada, na festa de Nossa Senhora de Lourdes, 11 de fevereiro de 1937, no salão da basílica dos XII Apóstolos em Roma.

O evento foi noticiado pelo quotidiano “L’Osservatore Romano”, de 15-16 de fevereiro de 1937.

Na ocasião, o santo afirmou na presença de cardeais, bispos, nobres, professores e representantes das maiores ordens religiosas:

“A Imaculada é a vencedora do demônio, é a Mãe de Deus, sempre unida a Deus, cheia de graça, a obra-prima da graça que contém em si toda forma de perfeição e santidade que as criaturas humanas podem atingir.

Nossa Senhora de Fátima.
Fundo: Queda dos anjos rebeldes, Pieter Bruegel
“A Imaculada é Aquela cujo amor ilimitado e cheio de veneração anseia pela glória de Deus, combate as batalhas de Deus para derrotar o mal, pelo triunfo do bem, esmaga a cabeça do monstro infernal e destrói todas as heresias do mundo.

“Rezemos à Imaculada, confiemos na Imaculada, Ela é a vencedora, aguardemos cheios de fé o dia em que um cavaleiro da Imaculada vai hastear bem alto acima do Kremlin em Moscou o estandarte branco da Imaculada”.

Segundo Frei Vittorio Di Lillo, que estava presente no local, as palavras do santo foram interrompidas nesse momento por um estrondoso aplauso.

Nos dias anteriores e posteriores a dito Congresso, São Maximiliano Kolbe havia confidenciado a sacerdotes conhecidos a mesma previsão profética, e em termos idênticos.

Porém, ele tinha acrescentado que “uma prova de sangue seria necessária para a realização desse grande acontecimento”.

O próprio frei Di Lillo deixou o seguinte testemunho escrito:

“Segundo o testemunho de frei Quirico Pignalberi, frei Maximiliano (durante sua visita a Piglio, nos dias 5 e 6 de fevereiro do mesmo ano, 1937) afirmou que ‘no próprio centro de Moscou a estátua da Imaculada seria levantada no alto, mas antes que isso tivesse lugar deveria acontecer uma prova de sangue…’

São Maximiliano, acrescenta Frei Di Lillo, ‘repetiu para mim essa frase sobre a prova de sangue vários dias depois em Roma após a conclusão da Academia da Imaculada no convento dos Santos Apóstolos, 11 de fevereiro’.

‘Eu lembro, continua, claramente que nessa ocasião ele apontou que a prova de sangue era necessária. Eu fiquei bastante perturbado por uma previsão tão categórica, mas ele insistiu que acabaria dando certo’.

Esta predição sobre a ereção de uma estátua da Imaculada na Praça Vermelha ou no topo do Kremlin ele a fez também para outros frades.

Todos eles sublinham que o santo sempre mencionava que ‘uma prova de sangue seria necessária para a realização’ desse grande evento.

Falou-se que essa ‘prova de sangue’ poderia ter sido o martírio de São Maximiliano, processos e tribulações sofridos por sua Milícia durante a II Guerra Mundial.

Porém, passaram mais de 40 anos (frei Di Lillo escreveu isto em 1984) e a Imaculada infelizmente, ainda não foi entronizada na cidadela de Moscou [N.R.: nem 77 anos depois: 2014]

O Santo teria querido significar que a ‘prova de sangue’ ainda está para vir? O tempo di-lo-á, concluiu o religioso cronista e testemunha destes anúncios proféticos. (Cfr. Pe. Vittorio Di Lillo, Incontri con Padre Massimiliano, pp. 64-65).

(Fonte: Fr. Peter M. Daimian Fehlner FI, “Roman Conferences of St. Maximilian M. Kolbe”, Academy of the Immaculate, 2004)


segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Costumes católicos do Natal: la “bûche de Noël” na França


Luis Dufaur
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Durante séculos, na noite de Natal as famílias francesas acendiam um pedaço de lenha de árvores frutíferas como cerejeira, ameixeira, macieira ou oliveira, ou de madeiras nobres ou comuns. Ficou conhecida como a “bûche de Noël”.

A família aquecida por esse fogo se reunia para a Ceia de Natal entoando canções, conta “Le Petit Journal”.

Os restos das achas de lenha dos anos passados ficavam ornando a lareira para simbolizar que enquanto o tempo passa, a chama do Natal e sua benção perduram eternamente.

Segundo as regiões a “bûche de Noël” era aspergida com sal (em Poitou-Charentes), vinho (Provence), água benta, azeite, leite ou ainda mel enquanto a família fazia as orações.

A “bûche de Noël” era tida em conta de benta, sobre tudo se o pároco a tinha abençoado. Ela protegia a casa e seus habitantes.

Pela mesma razão, suas cinzas eram dispersas nos estábulos, nos vinhedos, nas hortas ou nos campos para protegê-los das doenças e atrair abundantes colheitas.

Também lhes eram atribuídas o poder de afastar as raposas do galinheiro e as bruxas e fantasmas das moradias, dar mais força às sementes, proteger do raio e consolar os moribundos na agonia.

Se as cinzas fossem jogadas nos poços ou córregos afastavam as serpentes e as más línguas ! Simbolicamente também eram postas no esquife do defunto.

Na região da Borgonha, na véspera do Natal, as crianças nas aldeias e cidadinhas iam cantando de casa em casa, batiam a porta, entravam e recebiam doces, frutos secos, bombons, flores secas e outras deliciosas iguarias.

Os presentes não estavam ligados ao papai Noel que elas desconheciam, mas à famosa acha de lenha que elas encontravam coberta de ingênuas delícias.

A acha na Borgonha devia arder toda a noite do Natal, a fim de que se a Virgem e a Sagrada Família fossem bater à porta na noite pedindo alojamento, eles pudessem entrar e se aquecer, sendo bem acolhidos.

Com o tempo, as velhas lareiras foram se apagando. Entraram novos sistemas de aquecimento. Mas eis que a “bûche de Noël” continuou a fazer bem!

E ela se transformou numa obra prima da pâtisserie francesa, a sobremesa indispensável nos lares da França nos dias abençoados do Natal.

É difícil saber quem fez esse prodígio, embora quiçá foram muitos e em muitas partes guiados pelo instinto católico, a tradição e o bom gosto.

Fala-se porém de um aprendiz de pastelaria de Paris que trabalhava numa chocolateria do aristocrático bairro de Saint Germain des Prés que teria tido a ideia.

Os palacetes do bairro eram habitados por nobres muito ligados a seus castelos muitas vezes erigidos em bosques e em continuo contato com a agricultura e as tradições locais. E esses nobres não encontravam na refinada Paris suas rústicas mais abençoadas “bûches de Noël”.

Então o aprendiz concebeu um doce com forma de acha para aplacar a saudade inspirada pela fé.

Segundo outros, o famoso bolo foi inventado em Lyon por volta de 1860. E ainda outros defendem que Pierre Lacam, pasteleiro e sorveteiro do príncipe Carlos III de Mônaco, teria concebido a primeira requintada “bûche” em 1898.

Quem quer que seja o inventor, em forma de sorvete ou bolo, a “bûche de Noël” aparece nas pâtisseries da França nas proximidades do Natal avidamente procurada pelos espíritos amantes da família, da tradição e da Cristandade.

Na Córsega ela é forçosamente feita na base de castanhas. Mas, as fórmulas e apresentações são infinitas. Dependem da preferência das famílias, dos padeiros, dos patisseiros de cada região, cidade, rua ou loja.


segunda-feira, 28 de novembro de 2016

A multiforme inspiração do Espírito Santo
nos panettones de Natal

Christmas pudding inglês
Christmas pudding inglês
Luis Dufaur
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No Natal, os britânicos preparam o tradicional “pudding”, oriundo da Idade Média e que segundo instrução da Igreja Católica, “deve ser feito no domingo 25, após a Trindade.

“Ele é preparado com 13 ingredientes para representar Cristo e os 12 Apóstolos, e em cuja massa todos os membros da família devem dar uma mexida durante a preparação, um de cada vez, de leste a oeste, a fim de homenagear os Reis Magos e sua suposta jornada nessa direção”.
Por sua vez, os belgas degustam os chamados “cougnoles” ou “cougnous”, pães do tipo brioche cujo tamanho varia entre 15 e 80 cm, com a forma de um presépio que acolhe uma imagenzinha do Menino Jesus.

Christstollen alemão.
Christstollen alemão.
Os alemães preparam o “Christstollen”, bolo muito denso perfumado com especiarias e recheado com frutos cristalizados e passas, cozinhado numa forma especial.

Os espanhóis no Natal preferem o “turrón”, uma massa feita com amêndoas e mel. Ele tem muitas variantes: com chocolate, nozes, frutas secas, etc.

Os franceses comemoram com a “bûche”, literalmente pedaço de lenha, que suscita todo ano um verdadeiro concurso para ver quem é o “pâtissier” que concebe a variante mais criativa.

Bûche de Noël francesa.
Bûche de Noël francesa.
Porém, nesse ponto os italianos acabaram passando na frente de todos os outros com o universalmente conhecido e cobiçado “panettone”.

De onde vem ele?

Discute-se fortemente na Itália sobre a sua origem. Todos concordam que nasceu na região de Milão.

Segundo uma versão, o panettone nasceu pelo fim do século XV num banquete oferecido pelo tempestuoso duque Ludovico Sforza, dito “o Mouro”.

O ajudante de cozinha de nome Toni, encarregado de vigiar o forno durante a preparação da sobremesa, teria dormido. E quando acordou ela estava queimada!

Para se salvar da ira do colérico duque, ele então apanhou tudo o que estava sobrando na cozinha e misturou, para produzir um pão “enriquecido” que fez as delícias de todos.

Essa obra-prima passou para a posteridade como o “pão de Toni”, que acabou dando em “panettone”.

O Panettone famoso vem da região de Milão. Quem o inventou?
O Panettone famoso vem da região de Milão. Quem o inventou?
Mas há outra versão: um certo Ughetto degli Atellani, jovem nobre que queria casar com Algisa, filha do padeiro Toni, teria conseguido ser contratado pela padaria, onde concebeu o famoso pão de Natal para conquistar a moça.

Outra versão ainda é aquela segundo a qual Sóror Ughetta – cujo nome significa passa – teria comprado com suas últimas moedas algumas passas e frutas cristalizadas para acrescentar a seu pão de Natal, a fim de levar um sorriso às irmãs de seu convento.

O fato histórico incontestável é que, entre outras coisas, na Idade Média nasceu o costume de comemorar o Natal com um pão que fosse melhor que o quotidiano.

Até 1395, os fornos de Milão só podiam cozer esse pão no período natalino. Com frequência o “panettone” era marcado com uma cruz.

Mas tem o “panettone” glacé e com amêndoas de Turim.

E também o “pandoro”, de Verona, que é muito alto, pesa perto de um 1 kg, com sabor de baunilha, uma miga muito leve e que é servido num pacote feito com açúcar cristalizado que se come também.

Em Veneza, o “panettone” vem acompanhado de um creme de frutas cristalizadas.

E, além do mais, há o “pandolce” de Genova, um pouco mais compacto; o “panforte” de Siena, feito com especiarias e sem farinha, com a massa consolidada com mel, pimenta e canela.

O pandoro de Verona
O pandoro de Verona
O sul da Itália aplicou sua inspiração ao panettone, que vinha do Norte, e acrescentou delícias inéditas nas regiões frias: laranja, limão, pistache, bergamota e o licor limoncello.

O de Nápoles é feito com laranjas cristalizadas de Amalfi e limoncello.

Em Siracusa, ele vem com chocolate, pistaches, laranjas cristalizadas da Sicília e passas de Pantelleria. Todos eles em geral têm preços acessíveis.

Foi só no mundo católico que a ação multiforme da graça do Espírito Santo inspirou uma tão larga variedade de pães simples, mas deliciosos, próprios a elevar os espíritos e fortalecer o corpo nos gaudiosos dias do nascimento do Redentor.

Procure-se entre os amargados protestantes ou nos decaídos países pagãos e veja se eles criaram uma variedade análoga de uma gostosura pura e inocente, tão de acordo com o espírito sobrenatural do Natal católico.


segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Sagrado Coração de Jesus: a imagem da certeza

Imagem que pertenceu a Dona Lucília Corrêa de Oliveira, artesanal francesa, de grande piedade e expressão, reflete a bondade do Sagrado Coração, era o analogado primário de todas as devoções dela.
Imagem que pertenceu
a Dona Lucília Corrêa de Oliveira,
artesanal francesa, de grande piedade e expressão,
reflete a bondade do Sagrado Coração,
era o analogado primário de todas as devoções dela.
Luis Dufaur
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O que essa imagem do Sagrado Coração de Jesus torna patente aos nossos olhos?

Quando a pessoa é tocada por uma graça, ela apresenta muito bem a certeza de que Nosso Senhor Jesus Cristo é Deus.

Nosso Senhor está tão bem representado, tão ereto; o busto e o porte d’Ele tão varonis, tão sérios, próprios a quem pensa em tudo com seriedade para ver a realidade das coisas.

É a própria imagem da certeza.

O conjunto revela a amplitude das grandes visões do universo e de tudo quanto existe.

O cabelo d’Ele divide a cabeça em duas partes, parecendo marcar uma simetria universal no mundo onde tudo se pode ver em dois aspectos afins, mas distintos, e que constituem uma harmonia superior.

O cabelo cai ao longo da cabeça e sobre os ombros mansamente, lisamente; em uma ordem perfeita, impecável, suave.

Tão acolhedora e tão afável, que não há um fio que não esteja bem posto.

O olhar dirigido ao observador é cheio de convicções e de reflexões, que se acumularam num prodigioso depósito de certezas, comunicando-se estas às outras que Ele vai deduzindo.

Tudo isso se passa num plano tão alto, tão extraordinário, que Ele se manifesta ao mesmo tempo como verdadeiro rei e verdadeiro mestre.

Rei por excelência é Ele. Não porque tem o hábito de mandar, nem porque os outros reconhecem n’Ele o direito de mandar, mas por sua própria essência.

É rei na sua essência, independente do que os demais pensem ou não pensem, queiram ou não queiram.

Mestre por excelência é Ele, que ensina uma verdade perfeita, total, a respeito da qual não há nada a dizer, senão: “Sim, adoro-Vos!



(*) Excertos da conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em 14 de março de 1993. Sem revisão do autor.


segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Sete jovens católicas escapam do Estado Islâmico
pela intercessão milagrosa da Virgem Maria

Nossa Senhora da Salvação
Nossa Senhora da Salvação
Luis Dufaur
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Sete estudantes universitárias católicas de Kirkuk, no Iraque, atribuem a Nossa Senhora o milagre de terem se salvado depois das oito horas terríveis que passaram escondidas debaixo de suas camas.

Ela ali ficaram enquanto terroristas do autodenominado “Estado Islâmico” usaram o quarto delas, eles próprios, como esconderijo durante um ataque à cidade acontecido sexta-feira passada, 21 de outubro.

“A Virgem Maria estava com elas“, afirmou em 23 de outubro o padre Roni Momika da diocese siro-católica de Mosul, à CNA, edição em inglês da Agência Católica de Informações (ACI).

O padre, que exerce o seu ministério nos campos de refugiados de Ankawa, em Erbil, norte do Iraque, esteve em contato por telefone celular com duas das meninas enquanto elas se escondiam debaixo das camas.

As duas jovens lhe relataram detalhadamente o que estava acontecendo.

“Os homens do Estado Islâmico entraram na casa das nossas alunas“, disse o padre.

Quando as jovens ouviram os militantes, foram rapidamente para baixo de quatro camas em um dos quartos – e lá permaneceram enquanto os terroristas usavam o mesmo quarto para comer, rezar, esconder-se das Forças Armadas iraquianas e tratar dois dos seus homens que tinham sido feridos.

O pe. Momika orientou as meninas a não se esquecerem da sua fé e a “rezarem à Virgem Maria, que irá em seu auxílio“.

De fato, tanto o sacerdote quanto as meninas consideram um milagre que os combatentes não as tenham visto.

“Quando os militantes do EI entraram no nosso quarto e não nos viram, nós sentimos que a Virgem Maria fechava os olhos deles“, declarou uma das alunas.

O padre Georges Jahola, da diocese siro-católica de Mosul foi levá-las a local seguro.
O padre Georges Jahola, da diocese siro-católica de Mosul foi levá-las a local seguro.
O ataque a Kirkuk fez parte de uma ofensiva mais ampla dos exércitos curdo e iraquiano para retomar a cidade de Mossul, nas mãos do Estado Islâmico desde 2014.

O pe. Momika explicou que as sete meninas estão entre os mais de 100 refugiados que frequentam a universidade de Kirkuk após terem sido expulsos daquela cidade.

Muitas das meninas são da própria Mossul e de cidades próximas como Bartella, Alqosh e Telskuf. Todas, antes da invasão dos terroristas, estudavam na Universidade de Mossul.

Suas famílias vivem hoje em campos de refugiados em Erbil, mas, para continuarem os estudos, elas foram matriculadas na Universidade de Kirkuk e passaram a morar em casas bancadas pela Igreja na cidade, evitando assim o alto perigo de ir e vir todos os dias entre os acampamentos e a universidade.

Após o extraordinário período de pavor vivido pelas jovens na sexta-feira,os padres George Jahola e Petros, da diocese siro-católica de Mosul, ordenados sacerdotes juntamente com o pe. Momika no dia 5 de agosto deste ano, foram a Kirkuk já na manhã seguinte para buscá-las e levá-las a salvo de volta para Erbil.


segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Hábito e disciplina atraem vocações,
mosteiros “aggiornati” esvaziam

Jovens querem vida religiosa séria e tradicional
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Os conventos de religiosas se modernizaram no período pós-conciliar adotando o figurino da “Igreja nova” e “jovem”.

Porém, na maioria dos casos acabaram se desertificando por causa de renúncias, apostasias, e falta de vocações.

Nos EUA, segundo a imprensa americana católica ou laica, a média da idade das freiras é cada vez mais alta e as vocações são largamente insuficientes.

Porém, algo mudou a fundo nos últimos anos.

Conventos como os das dominicanas de Santa Cecília em Nashville, Tennessee, assistem a uma explosão de noviças com um média de idade de 23 anos.

Freiras modernizadas envelhecem e não atraem vocações
A questão é que as dominicanas de Nashville usam os hábitos tradicionais e seguem uma disciplina de vida estrita marcada pela oração, o ensino e o silêncio.

E essa é uma nota comum da nova onda de mosteiros em crescimento.

Na capela de Santa Cecília, o dia começa no mais estrito silêncio às 5:30 da manhã.

Nessa hora só se ouve o fru-fru dos hábitos, mas na capela há mais de 150 moças ajoelhadas, rezando e cantando.

Há algumas freiras idosas do antigo período “jovem e aggiornato” em cadeira de rodas.

Hábito diz: "somos esposas de Cristo"
O que está acontecendo?

As refeições também são em silêncio, com as religiosas sentadas lado a lado em longas mesas, vestindo hábitos completos e véu, servidas pelas noviças.

A Irmã Joana de Arco já foi jogadora de basquete, se doutorou na Notre Dame Law School, e foi voluntária na África.

Mas só no mosteiro de estrita observância se sentiu à vontade. “Deus pediu-me: entrega-me tua vida!”, conta ela.

Elas acham que o hábito completo branco das dominicanas “é maravilhoso, é uma lembrança continua de sermos esposas de Cristo”, como diz a Irmã Mara Rose McDonnell.

“O hábito fala aos outros que existe uma realidade além deste mundo. É o Céu. Nós todas estamos voltadas para o Céu”, acrescenta.

A Irmã Anna Joseph Van Acker explica: “nossa geração está sedenta de ortodoxia”.

A maioria delas visitou vários conventos.

Mas como diz a irmã Joana de Arco “eu desmaiei quando as vi com seus hábitos, com aquela alegria, ouvindo ou cantando. Ô! Foi algo cativante, mas tão cativante!”, exclama.

Os bispos católicos imploram religiosas dominicanas para cuidarem de escolas paroquiais.

Mais de 100 delas ensinam em 34 escolas de 13 Estados.

Elas produzem uma forte e positiva impressão nos alunos porque não batem com o estereotipo de freira desbotada.


As 300 dominicanas de Santa Cecília com seus longos hábitos, seu regime disciplinar, seu incessante ritmo de silencio e orações, estão fazendo do conservadorismo o novo polo de fervor e seriedade na Igreja Católica.