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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Mais de 10% da população latino-americana
descendem de nobres

Casamento de Martín García de Loyola (parente de Santo Inácio)
e Beatriz Clara Coya (da família real dos Incas).
Igreja da Companhia, Cusco, Perú, século XVII
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Entre 10% e 15% da população latino-americana atual descendem de nobres espanhóis e portugueses, segundo as pesquisas genealógicas e demográficas do sociólogo colombiano Mario Jaramillo e Contreras, membro da Junta Diretiva da Real Associação de Fidalgos da Espanha (RAHE), noticiou a UOL.

Jaramillo investigou durante anos o impacto dos descendentes da nobreza espanhola e portuguesa na população latino-americana.

E defende a necessidade de se desmitificar a “lenda negra” que identifica como “delinquentes ou aventureiros sem escrúpulos” a grande maioria dos espanhóis que embarcaram nos séculos XV e XVI com destino às terras americanas.

“Foram milhares os nobres que embarcaram naquelas viagens, com a ideia de conhecer o Novo Mundo, primeiro”, e a fim de “contribuir para seu desenvolvimento político, econômico e cultural”, argumenta.

O especialista assegura que foram eles “os grandes protagonistas no descobrimento e colonização da América Latina”.

Jaramillo acrescenta que os processos americanos de independência em relação à Espanha e a Portugal no século XIX “não se entenderiam sem a participação direta de nobres”.

Por isso, ressalta ele, “os conceitos de nobreza e fidalguia são avaliados muito positivamente na América Latina”.

O sociólogo diz tratar-se de conceitos “que envolvem orgulho em boa parte da população” latino-americana.

Por isso também “poucos são os que não quiseram conhecer as origens de seus sobrenomes”.

Formado em Direito, doutor em Sociologia e com estudos posteriores na Universidade de Harvard, Mario Jaramillo foi professor em centros universitários da Colômbia, Espanha e EUA.

María de la Luz Padilla y Cervantes. Nicolás Enríquez (1735), Brooklyn Museum.
María de la Luz Padilla y Cervantes.
Nicolás Enríquez (1735), Brooklyn Museum.
Sua análise histórico-sociológica projeta luzes que ajudam a entender o assanhamento das minorias marxistas latino-americanas contra as elites locais, associadas muitas vezes à fundação, desbravamento, civilização e evangelização do nosso continente.

Na perspectiva marxista, seja a de origem soviético-chinesa, seja a pregada pela Teologia da Libertação, há uma analogia profunda.

O “sans-culotte” da Revolução Francesa degolando rei e nobres, e o bolchevista chacinando nobres e burgueses têm seus assemelhados latino-americanos.

Eles são os militantes dos “movimentos sociais” e das CEBs, contrários aos proprietários agrícolas e urbanos, aos brancos, aos missionários e aos filhos de Nossa Senhora engajados na grande obra evangelizadora e civilizadora de nosso continente outrora submerso na ignorância, na miséria, na superstição e até em práticas indígenas satânicas.

O trabalho do Dr. Jaramillo desvenda um aspecto da nossa realidade que desperta o ódio de classe do marxismo e da teologia da libertação.

Ódio que também atiça o “nós contra eles” do lulopetismo e do “socialismo do século XXI”.


segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Ante a proibição de enterrar o Bispo com sua mitra,
fiéis o ornam com uma de mitra de flores

Mons Vincent Huang Shoucheng, bispo de Mindong (Fujian), nunca aceitou as exigências do socialismo
Mons Vincent Huang Shoucheng, bispo de Mindong (Fujian),
não se dobrou ante as exigências do socialismo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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O bispo católico “clandestino” de Mindong (Fujian), D. Vicente Huang Shoucheng, um das maiores personalidades da Igreja Católica na China, morreu na sua Cúria aos 93 anos, governando até o último instante a diocese que o Papa lhe confiara, informou o site de AsiaNews.

D. Huang completou mais de 60 anos de sacerdócio, 35 dos quais passados em cárceres comuns, campos de trabalhos forçados e prisões domiciliares.

A diocese de Mindong está constituída na sua quase totalidade por católicos fiéis ao Papa e à Santa Sé, geralmente chamados de “clandestinos” porque o governo comunista não os reconhece.

Dos 90.000 católicos da diocese, mais de 80.000 são “clandestinos”.

Eles são assistidos por cerca de 45 sacerdotes, 200 religiosas e 300 leigos consagrados, além de centenas de catequistas.

Mindong padece por causa de Mons. Zhan Silu, um “bispo patriótico” ou agente do governo que pretende governar os católicos. Poucos fiéis o seguem, os sacerdotes oficiais são só uma dezena e cuidam de poucas igrejas.

Mons Vincent Huang Shoucheng, bispo fiel ao Papado, no velório na catedral de Mindong com mitra e báculo de flores
Mons Vincent Huang Shoucheng, bispo fiel ao Papado,
no velório na catedral de Mindong com mitra e báculo de flores
Mas até os católicos “patrióticos” tiveram de reconhecer a grandeza do verdadeiro bispo que acaba de falecer.

“Por causa dele – disse um sacerdote ‘clandestino’ – a Igreja de Mindong pode crescer e se renovar”.

Seus sofrimentos trouxeram grandes frutos para a evangelização. Nestes anos nasceram e cresceram centenas de comunidades e paróquias”.

D. Huang sagrou em 2008, com aprovação do Papa, seu bispo coadjutor, D. Vicente Guo Xijin, de 60 anos.

Ele agora assumiu como administrador a diocese. D. Guo também foi encarcerado pelos comunistas em três oportunidades.

O governo socialista proibiu, como de costume, que o bispo “clandestino” fosse enterrado com as insígnias episcopais – a mitra, o báculo, a cruz peitoral e o anel – e exigiu que comparecessem poucos fiéis nas cerimônias fúnebres.

Velório de Mons Vincent Huang Shoucheng em sua catedral.
Velório de Mons Vincent Huang Shoucheng em sua catedral.
Um fiel confidenciou a AsiaNews: “Para nós, Mons. Huang é bispo e vamos vesti-lo como tal. Se as autoridades quiserem, que venham tirar as insígnias episcopais diante de todo o povo”.

No velório compareceram por volta de 20.000 pessoas e os comunistas tiveram medo.

Eles procuraram um arranjo como o novo bispo, que lhes prometeu que tudo seria feito pacificamente.

E, em troca, pediu que a polícia marxista tolerasse a Cruz peitoral, o Anel episcopal e que o corpo do venerado bispo fosse ornado com flores.

Os agentes socialistas engoliram e aceitaram não atrapalhar. Mas os fiéis deram um jeitinho: compuseram uma mitra e um báculo com flores!

O exército vermelho montou barreiras nas estradas, mas milhares de fiéis conseguiram chegar até a Catedral, noticiou Gaudium Press.

Ali também o governo fez das suas, impedindo que entrassem mais de três mil pessoas por vez. Mas a fila fora do templo chegava a mais de dez mil fiéis aguardando pela sua oportunidade.

O governo também proibiu tirar fotos, mas isso logo se verificou impossível pelo uso geral dos celulares. Também proibiu a procissão até o jazigo. Mas uma carreata acompanhou o corpo.

Dezenas de milhares de fiéis fizeram fila para prestar as últimas homenagens ao heroico bispo.
Dezenas de milhares de fiéis fizeram fila
para prestar as últimas homenagens ao heroico bispo.
D. Huang Shoucheng nasceu em 23 de julho de 1923 em Kangcuo, perto de Fuan (Fujian).

Em 26 de junho de 1949 foi ordenado sacerdote, mas em 12 de novembro de 1955 foi preso com mais três padres pela polícia comunista.

Passou 16 anos entre a prisão e os campos de trabalhos forçados, readquirindo a liberdade em 1971.

Nesse mesmo ano, durante a Revolução Cultural de Mao Tsé-Tung, foi novamente preso, pelo delito de escrever livros catequéticos, sendo libertado somente em janeiro de 1980.

Em 1985 foi sagrado bispo coadjutor de Luoyuan, padecendo sucessivos controles policiais e prisões domiciliares, que não detiveram sua ação apostólica.

Em julho de 1990 foi encarcerado pela terceira vez, mas foi liberado em agosto de 1991 por motivos de saúde.

Em 20 de agosto de 2005 ele tomou posse como bispo da diocese de Mindong.

Aureolado com a fama de santidade, D. Huang vive hoje na lembrança de seus fiéis.

Que ele brilhe no firmamento eterno como mais um membro do exército dos santos e, mais particularmente, dos Confessores da Fé!


segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Monges fazem a melhor cerveja do mundo,
como na Idade Média

Westvleteren XII a melhor cerveja do mundo é feita por monges trapistas que levam vida de penitência.
Westvleteren XII a melhor cerveja do mundo
é feita por monges trapistas que levam vida de penitência.
Luis Dufaur
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Há perto de três anos pudemos comentar um artigo vindo da França, narrando que a cerveja Westvleteren XII, produzida pelos monges trapistas da abadia de São Sixto de Westvleteren, na Bélgica, ocupava o primeiro lugar das melhores cervejas do mundo, segundo o site americano especializado www.rateBeer.com.

Mas as modas mudam. Há pressões econômicas para transformar em puro negócio aquilo que é uma tradição religiosa de vários séculos.

Também o chamado “progressismo católico” tem uma declarada animadversão aos costumes e às tradições católicas que remontam à Idade Média, uma idade de fé em que o Evangelho penetrava todas as instituições, segundo ensinou o Papa Leão XIII.

No mês de junho do presente ano (2016), o site da revista italiana “Pane & Focolare” trouxe a notícia de que os monges trapistas de São Sixto de Westvleteren prosseguem imperturbáveis a tradição de fabrico de cerveja artesanal da mais alta qualidade.

E que, em consequência, essa cerveja monacal continua sendo votada como a melhor do mundo no referido site de apreciadores da bebida. Confira.

Os monges não querem saber de um aumento de produção ou qualquer argumento econômico que possa por em perigo o recolhimento de sua vida monástica.

A imagem representa um monge da abadia de São Sixto de Westvleteren que faz a famosa cerveja.
A imagem representa um monge da abadia
de São Sixto de Westvleteren que faz a famosa cerveja.
Continuam produzindo a melhor cerveja do mundo sem finalidade de lucro, para garantir sua sobrevivência, sem procurar notoriedade ou fama.


Os Trapistas (Ordem dos Cistercienses de Estrita Observância) possuem 171 monastérios no mundo, mas apenas oito têm o direito de usar o logo Authentic Trappist Product.

Um deles é o de São Sixto de Westvleteren, na fronteira da Bélgica com a França.

Com formato delicado e elegante, a garrafa não tem etiqueta alguma: todas as informações estão na tampinha. Ela vem sendo produzida desde 1838 somente para sustento do convento.

Tampouco produzem o ano todo, e só vendem num período limitado deste.

Quando a data se aproxima, a notícia se espalha como mancha de óleo, sem publicidade.

O Padre Joris, responsável pela produção, explicou ao jornal americano de grande tiragem USA Today por que não vão aumentar a quantia elaborada:

“Não somos produtores de cerveja. Somos monges. Produzir cerveja nos permite ser monges. Não há motivo para ganhar dinheiro.

“Se aumentássemos a produção e abríssemos franquias, esta atividade deixaria de ser parte integrante da nossa existência.

“Portanto, a produção ficará em 4.500 hectolitros por ano, com uma venda ao público limitada num período de 70 a 75 dias”.

As abadias medievais levaram ao requinte a produção de cerveja.
As abadias medievais levaram ao requinte a produção de cerveja.
Nenhuma comercialização em grande escala ou e-commerce.

No dia em que começa a venda ao público, a região é invadida, tendo sido registradas filas de carros de três quilômetros.

A polícia é mobilizada para garantir a ordem.

Os monges recomendam a seus clientes de não revenderem a cerveja com finalidades lucrativas, sobretudo evitarem a sua comercialização a preços injustos, pois a garrafinha chega a ser oferecida na Internet por 450 dólares.

Recentemente, os monges tiveram de reformar o mosteiro, danificado por obra dos anos. Para reunir os fundos necessários, criaram uma bela caixinha com os dizeres “Uma cerveja por um tijolo”, também em número limitado, solicitando ajuda para a ampliação do mosteiro e a restauração do claustro da Abadia.

Como na Idade Média, na fidelidade estrita ao “Ora et labora” do grande São Bento, fundador da família beneditina há XVI séculos!

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Seminários tradicionais enchem na França:
mas por cada padre ordenado morrem oito “modernizados”!

Num ambiente de 'Igreja jovem' sacerdotes idosos veem se extinguir o sonho de uma Igreja dessacralizada e igualitária.
Num ambiente de 'Igreja jovem' sacerdotes idosos
veem se extinguir o sonho de uma Igreja dessacralizada e igualitária.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O clero católico “modernizado” está em crise no preciso momento em que o número dos fiéis no mundo aumentou 1,5% no último ano.

Cresce assustadoramente na Europa o número das igrejas que são dessacralizadas e transformadas em hotéis, bares, mesquitas ou museus. Paróquias e até dioceses são fusionadas por falta de clero.

Dom Bernard Podvin, ex-portavoz da Conferência Episcopal da França, declarou à TV católica KTO, no final de 2014: “Carecemos de vocações... Quando em solo francês são ordenados cem sacerdotes por ano e morrem 800 no mesmo período, a conclusão é evidente. O déficit esta aí, e berrando”.

De fato, o desequilíbrio é evidente – comentou o site Boulevard Voltaire –, e atinge de cheio a chamada “Igreja conciliar”. Mas não é tanto assim para o setor do clero apelidado de “Igreja tradicionalista”.

Com efeito, os números dos “tradicionalistas” projetam conclusões também evidentes, porém esperançosas, que sobressaem em meio a um horizonte de devastação.

Continuando com a tendência inaugurada em tempos do Concílio Vaticano II, acrescenta o site, a França ficará logo sem padres e terá de mandá-los vir da África ou da Ásia.

Já são muitas as paróquias, inclusive em Paris, administradas por um sacerdote de outro continente.

Infografia do jornal "Le Figaro" de Paris sobre as ordenações na França
Infografia do jornal "Le Figaro" de Paris sobre as ordenações na França
Nos últimos 20 anos, o número de sacerdotes diocesanos e religiosos na França caiu de 29.000 em 1995 para 13.000 hoje, quando em 1970 eles eram quase 50.000!

A Revolução Francesa inaugurou esse sinistro processo, tendo sua continuação na crise aberta pelo pós-Concílio Vaticano II.

Em 1789, a França contava com 110.000 sacerdotes para uma população de menos de 12 milhões de habitantes. Hoje tem 13.000 para uma população de quase 67 milhões.

O site fornece dois exemplos. A região de Lozère só tem 35 padres na ativa, e apenas cinco deles têm menos de 60 anos. Na região de Creuse, na diocese de Limoges, só restam em atividade sete padres para seis paróquias. Em 2020, essas regiões provavelmente serão desertos religiosos.

A “Igreja Nova” comemora alguns resultados, decepcionantes no todo, mas que em meio ao desastre significam algo.

Em 2015, os bispos franceses ordenaram uma centena de seminaristas que estudaram em seminário vazios. A diocese de Vannes ordenou sete sacerdotes em 2016, seu recorde desde 1968!

Segundo o jornal “Le Figaro” foram 140 ordenações em 2014; 120 (68 diocesanos e 52 de ordens religiosas) em 2015; e perspectiva de 87 para 2016.

O fato notável é que os institutos que proporcionam uma formação inteiramente tradicional não param de crescer. A liturgia dita de São Pio V, em latim, a batina, o rigor da austeridade eclesiástica e o ensino da Igreja de sempre atrai vocações, recruta sacerdotes e congrega fiéis.

Seminário da Fraternidade Sacerdotal São Pedro, em Wigratzbad 2016, um dos que forma segundo os estilos tradicionais e enche de candidatos.
Seminário da Fraternidade Sacerdotal São Pedro, em Wigratzbad, 2016,
um dos que forma segundo os estilos tradicionais e enche de candidatos.
Esses sacerdotes segundo o modelo tradicional na sua grandíssima maioria foram ordenados nos últimos anos e constituem 15% do clero francês. E os seminários dos institutos tradicionalistas estão repletos.

Na linha restauradora, estão em formação 140 seminaristas, algo mais de 16% do total dos 840 seminaristas franceses.


segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Cem crianças recebem a Primeira Comunhão
sob as ameaças do Estado Islâmico

Primeira Comunhão de cem crianças em Alqosh, Iraque.
Primeira Comunhão de cem crianças em Alqosh, Iraque.
Luis Dufaur
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Há muitas décadas o catolicismo iraquiano vem padecendo a desapiedada hostilidade dos governantes muçulmanos.

O ditador Saddam Hussein nutriu uma política ambígua que com uma mão afagava os líderes religiosos cristãos e com a outra mandava os fiéis a morrer nas frentes de combate mais mortíferas.

Após um breve intervalo pacificador marcado pela presença americana, o Estado Islâmico desatou uma onda exterminadora comparável às perseguições dos primeiros séculos com imensa sequela de mártires.

Mas as massacres, depredações, profanações de igrejas, mosteiros e locais sagrados feitas pelos adeptos religiosamente estritos do Corão não conseguiram tudo o que se tinham proposto.

Exemplo característico aconteceu em Alqosh, aldeia permanentemente ameaçada pelos sequazes do Estado Islâmico.

Na igreja paroquial, por volta de cem crianças fizeram a primeira comunhão, numa missa celebrada por Mons. Basil Yaldo, bispo auxiliar muito próximo ao Patriarca Católico de Babilônia dos Caldeus D. Luis Rafael Sako, segundo noticiou “Aleteia”.

Assistiram à missa do bispo, todos os sacerdotes e religiosos da cidade e mais de setecentos católicos.

Alqosh no Iraque permanece católica malgrado os ataques do Estado Islâmico.
Alqosh no Iraque permanece católica malgrado os ataques do Estado Islâmico.
A cidadinha de Alqosh, no Curdistão iraquiano, recebeu centenas de perseguidos vítimas dos islâmicos coerentes com o ensinamento de Maomé.

O vigário de Bagdá comemorou a melhoria na frente militar, onde tropas nacionais e milícias locais assistidas por instrutores e tropas de elite ocidentais estão recuperando o terreno aos jihadistas. Esses fogem cada vez mais e a planície de Nínive está cada vez mais segura enquanto as tropas iraquianas estão fechando o cerco em torno de Mosul, cidade transformada em capital temporária do Estado Islâmico.

O Patriarca Sako pediu às crianças não abandonarem sua terra e ficar para reconstruí-la em torno de sua herança católica.

E um dos meninos lhe respondeu: “quando eu seja grande, eu vou ser padre para servir melhor”.

O Patriarca não pôde esconder sua emoção.

Em qual igreja de Ocidente, do Brasil, deu-se um fato mais bonito nestes dias que correm?


segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Chineses defendem a Cruz

Fiéis se amarram ao Cruzeiro para tentar impedir a demolição.
Fiéis se amarram ao Cruzeiro para tentar impedir a demolição.
Luis Dufaur
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A região de Wenzhou ganhou o apelativo de “Jerusalém da China” pela sua extraordinária devoção à Santa Cruz e a construção de inúmeras e até colossais igrejas, sempre coroadas por enormes cruzes vermelhas especialmente iluminadas à noite, segundo descreve o jornal espanhol “El Mundo”.

Esses templos sobressaem no horizonte e podem ser contemplados das autoestradas.

O regime não suportou esse triunfo da Cruz e, dentro do plano geral do Partido Comunista Chinês (PCC) contra o símbolo mais sagrado do Cristianismo, ordenou demoli-lo.

Soldados e operários pesadamente equipados iniciaram as demolições alegando os pretextos legais mais díspares.

Mas a tarefa do anticristianismo não está sendo fácil.

Apesar da enorme desigualdade de forças, os fiéis redobraram seu fervor e protagonizam verdadeiras batalhas campais em defesa dos Cruzeiros.

Por toda parte eles montam vigilância e organizam a resistência. Quando chegaram os demolidores da igreja de Sanjiang, na periferia de Wenzhou, os celulares dos fiéis começaram a tocar.

“Fomos avisados durante a noite. Estava chovendo e não tínhamos guarda-chuvas. Mas fomos todos, milhares de pessoas, chorando, vendo como destruíam a nossa igreja”, narrou uma testemunha.

A igreja de Sanjiang estava sobre um promontório e queria imitar as catedrais góticas da Europa. Tinha uma torre de 60 metros de altura e custou mais de cinco milhões de dólares, dinheiro doado pelos fiéis.

As autoridades socialistas mandaram arrasá-la até os fundamentos e no local plantaram árvores e flores.

A fúria socialista só se assanha contra os cristãos. Os templos budistas das redondezas não foram atingidos e até um deles está sendo ampliado. Paganismo e comunismo no fundo são filhos do mesmo pai da mentira.

Desde o início da campanha contra as Cruzes, 1.200 delas já teriam sido destruídas pelo socialismo.

O jornal oficial “Global Times” anunciou que a campanha ateia durará mais três anos, sob o pretexto de “embelezar” a província e eliminar prédios que violam as normas de segurança.

A igreja católica de Zhejiang, província de Wenzhou, demolida pelo regime. No fundo grande quadro estragado do Sagrado Coração de Jesus
A igreja católica de Zhejiang, província de Wenzhou, demolida pelo regime.
No fundo grande quadro estragado do Sagrado Coração de Jesus
É mais uma mentira do socialismo, respondem os cristãos.

A verdade é que Wenzhou já conta com cerca de 28 milhões de cristãos, além de mais de 60 milhões de adeptos de cultos sincréticos que usam os Evangelhos. Dessa maneira, os cristãos superam largamente os adeptos do marxista Partido Comunista Chinês.

Wenzhou tem nove milhões de habitantes e construiu mais de duas mil igrejas. O fato paradoxal é que ela havia sido escolhida por Mao Tsé-tung, fundador do comunismo chinês, para sediar em 1958 a “experiência” de uma “zona ateia” onde foram fechados ou confiscados todos os templos na Revolução Cultural de 1966-76.

Em Oubei a tensão é máxima. Enquanto as pequenas habitações dos comunistas exibem o rosto do presidente chinês Xi Jinping, as moradias dos cristãos são marcadas pela Cruz pintada de vermelho, com a inscrição: “Deus, meu coração te ama”.

O matutino oficial “Global Times” reconheceu em 2015 a “surpresa” do “explosivo aumento” do Cristianismo. “As igrejas [de Zhenjiang] – acrescentou farisaicamente – são muito grandes, têm cruzes exageradas. Os não crentes não se sentem cômodos”.

Wang, 60, guardião da igreja da Roca em Xiasha, nega que a cruz de sete metros no teto fosse “irregular”. “Cumpria todas as leis”, explicou.

Ele foi um das centenas de cristãos que foram bloqueados pela policia para impedir cenas de resistência passiva como as acontecidas em muitos enclaves cristãos.

Na aldeia de Ya, não distante da cidade de Huzhou – na mesma província de Zhenjiang –, várias dezenas de devotos se atrincheiraram durante semanas junto à Cruz, no alto da torre principal da igreja, para evitar o seu desmantelamento.

“O Governo tem medo do poder dos cristãos”, disse Wang.

Na igreja da Roca chegaram a um acordo, mantendo-se um pequeno cruzeiro num lago. Outros templos tiveram que cobrir o símbolo de Cristo com panos, como em Hua Ao, ou com galhos, como se no topo da igreja houvesse uma árvore.

Os fiéis reagem ostentando mais cruzes
Os fiéis reagem ostentando mais cruzes
Na aldeia de Shancang, dezenas de casas ostentam cruzes vermelhas pintadas nos muros.

Até associações cristãs de fancaria, forjadas pelo governo, se sentiram obrigadas a protestar contra ele, como o fez um de seus líderes, o pastor Joseph Gu.

O governo socialista também reagiu prendendo clérigos e advogados que foram à “Jerusalém da China” para assessorar os fiéis.

Na sua pobre moradia de Oubei, a senhora Chang conta que após a destruição da grande igreja de Sanjiang, os fiéis continuaram se reunindo na velha igreja local.

Ali eles mantêm erguido o Cruzeiro vermelho, enquanto nos muros estão escritas orações a Nosso Senhor, convidando os neófitos a comparecer.

“Se mexerem com essa Cruz, nós sairemos de novo às ruas”, adverte ela.








terça-feira, 16 de agosto de 2016

Na festa da Assunção, em Lourdes
devotos vencem moralmente terroristas do Islã

Os romeiros começaram a chegar a Lourdes na véspera da festa da Assunção.
Os romeiros começaram a chegar a Lourdes na véspera da festa da Assunção.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Sem temer a ameaça islâmica que semeia a morte na Europa, por volta de 25.000 fiéis foram até Lourdes para honrar a Assunção de Nossa Senhora, segundo noticiou a revista católica inglesa “Catholic Herald”.

O santuário de Lourdes foi intensa e prudentemente vigiado por forças militares e policiais. Da mesma maneira foram controlados locais públicos como a estação de trem. A segurança contou com cobertura aérea.

A multidão começou a se chegar à véspera da festa proveniente dos mais diversos países para comemorar a gloriosa Assunção de Nossa Senhora aos Céus em corpo e alma no 15 de agosto.

Milhares participaram da procissão das velas na noite. O percurso por motivos de segurança ficou limitado à área do santuário, aliás, enorme, que pode acolher todos eles.

O temor de atentados religiosos praticados por assassinos que obedecem aos preceitos do Corão, livro sagrado do Islã, era muito grande e justificado após o martírio do Pe. Jacques Hamel em Saint-Étienne-du-Rouvray, Normandia.

As autoridades de Lourdes se recusaram a cancelar as festas públicas como foi feito com muitos outros festivais pela França toda.

Por volta de 25.000 fiéis foram a Lourdes pela festa da Assunção.
Por volta de 25.000 fiéis foram a Lourdes pela festa da Assunção.
A decisão foi acertada e correspondida por um comparecimento extraordinário.

Uma coisa é um festival que visa o divertimento ou as mundanalidades e outra é a romaria a Lourdes para visitar a Rainha do Céu e da Terra a quem obedecem as legiões angélicas.

Obviamente houve os controles policiais de praxe, habitualmente inexistentes, mas que o furor dos inimigos de Nossa Senhora tornou inevitáveis.

Por volta de 300 soldados especializados e fortemente armados reforçaram as forças policiais de Lourdes e adjacências. A mobilização envolveu mais de 500 homens de armas.

E não somente os atentados não afastaram os fiéis, mas ajudaram a multiplicar seu número. Os peregrinos se inscreveram em massa para a romaria e para os hotéis num número que espantou os espíritos laicistas e até as autoridades eclesiásticas.

O martírio de Saint-Étienne-du-Rouvray modificou completamente o ambiente.

“Nas últimas semanas vimos um aumento espetacular das inscrições”, disse o Pe. Lejeune, responsável pelas romarias em nível nacional. O religioso julgou necessário prevenir aos eventuais romeiros sobre os perigos de ir a Lourdes no contexto atual.

Mas os devotos de Nossa Senhora de Lourdes desafiaram a insolência e o ímpeto criminoso dos islâmicos. E esses parecem ter percebido que não era o caso de mexer com católicos de fé verdadeira.

Daniel, que foi desde Deux-Sèvres disse à TV Europe1 que muitos percebiam que havia risco de atentado. Marion, mãe de três meninos sabia “que era um lugar ideal para reproduzir o mesmo gênero de atentados. Muitíssimas pessoas correram o mesmo risco”, explicou.

Os santuários de Lourdes ocupam 52 hectares incluindo 22 locais de culto. Os mais famosos são a própria gruta das aparições e as basílicas adjacentes.

Procissão transcorreu com grande participação e segurança garantida
Procissão transcorreu com grande participação e segurança garantida
Houve quem pedira a suspensão das cerimonias, mas a recusa foi imediata. O prefeito da região de Hautes-Pyrénées, Béatrice Lagarde, que havia anulado vários eventos de verão não ousou impedir o ato de fé multitudinário aos pés de Nossa Senhora.

Ela apenas, “modificou as condições da organização para dar mais segurança, segundo explicou ao jornal local “La Dépêche du Midi”.

“Eu temia que o telefone tocasse o tempo todo para avisar das desistências. Mas, pelo contrário, não parou de soar comunicando novas inscrições”, explicou à agência AFP o Pe. Fabien Lejeusne.

Além das romarias inscritas houve muitas dezenas de outras independentes.

Após a festa da Assunção, um grupo de trabalho se aplicará a estudar a melhora da segurança a prazo meio e longo.

Mas a nossa grande fonte de segurança está no Céu e é Nossa Senhora. E Ela exerce seu reinado de um modo muito especial no santuário de Lourdes.



segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Expansão agrícola do Brasil e Argentina reduzirá 20% do número de malnutridos no mundo até 2025

Colheita de soja em Correntina.
Colheita de soja em Correntina, BA.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Dentro de dez anos, o Brasil será o maior produtor de soja do mundo e superará os EUA, apesar das dificuldades que os exportadores nacionais poderão enfrentar pela queda dos preços das commodities, diz informe da FAO sobre o futuro da agricultura no mundo até 2025, informou “O Estado de S. Paulo”.

Acresce que o Brasil terá a seu lado a Argentina, outro país com grandes possibilidades de expansão da fronteira agrícola.

A FAO aponta a necessidade de se ganhar 42 milhões de hectares de terras extras no mundo para atender às necessidades alimentares da humanidade até 2025.

E isso ocorrerá em grande parte por conta da expansão da fronteira agrícola no Brasil e na Argentina. Juntos, os dois países serão responsáveis por cerca de 20 milhões de hectares extras plantados.

“A América Latina continua sendo a maior fonte de expansão de área agrícola no mundo, com um total de aumento de 25% e com a soja liderando a maioria dessa expansão”, indicou a FAO.

No Brasil, a aquicultura pode ter uma expansão de 40% até 2025, e “as exportações de algodão devem dobrar de 700 mil toneladas para 1,5 milhões, fazendo do Brasil o segundo maior exportador do mundo”.

A respeito do açúcar, num primeiro momento, a FAO estima uma queda da participação do Brasil no mercado mundial. Mas até 2025 o País voltará a ocupar 41% do mercado. Com o real desvalorizado, o Brasil pode ser beneficiado.

Fábrica de colheitadeiras na Argentina quase faliu por maus negócios com a Venezuela. Hoje luta para satisfazer a demanda privada
Fábrica de colheitadeiras na Argentina quase faliu por maus negócios com a Venezuela.
Hoje luta para satisfazer a demanda privada nacional.
A participação do Brasil nas exportações de carne deverá chegar a 26%, “contribuindo por quase metade da expansão esperada nas vendas de carnes no mundo durante o período projetado”.

Mesmo registrando uma expansão mais lenta, os mercados emergentes devem continuar a liderar a expansão do consumo mundial. Deve, contudo, mudar o perfil do consumo, com maior atenção para o açúcar, os óleos vegetais e menos para cereais ou proteínas.

Outra consequência positiva de preços estáveis na agricultura deve ser a queda do número de famintos no planeta. A projeção é de que haja uma redução dos atuais 800 milhões de pessoas afetadas pela forme para cerca de 650 milhões em dez anos.

Isso representará uma queda de 11% para 8% na proporção da população mundial em situação de má-nutrição.

Todas as esperanças repousam no setor privado, porque nos assentamentos da reforma agrária não existe comida nem para alimentar os assentados, que vivem na dependência da cesta básica.

Quando há assentados... e quando o dinheiro da cesta básica não vai para a conta de algum funcionário ou político!


segunda-feira, 8 de agosto de 2016

No Oriente mártires adoram a Eucaristia,
a qual é entregue por religiosos à profanação no Ocidente

Crianças do campo de refugiados em Erbil (Iraque) na Missa de Primeira Comunhão. Foto cortesia Diácono Roni Momica
Crianças do campo de refugiados em Erbil (Iraque) na Missa de Primeira Comunhão.
Foto cortesia Diácono Roni Momica
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Dom Francesco Cavina, bispo de Carpi, Itália, visitou o Curdistão iraquiano, no norte de Bagdá.

Ele ficou impressionado com a gratidão dos cristãos pela proteção divina, “sobretudo por terem conservado a fé pela qual estão dispostos a morrer, pois não querem perder o verdadeiro tesouro da vida que é Cristo e a pertencença ao seu Corpo Místico que é a Igreja”, segundo narrou o bispo no seu retorno, informou o jornal italiano “Il Foglio”.

“Os cristãos experimentaram uma profunda sensação de solidão enquanto as milícias jihadistas avançavam. Sentiam-se traídos pelas instituições do governo e, mais dolorosamente ainda, por aqueles que julgavam serem amigos e que não somente os abandonavam, mas os denunciavam” aos fanáticos islâmicos. Após os cristãos abandonarem suas casas, os seguidores de Maomé as invadiram e pilharam todos os seus haveres.

O bispo de Carpi sublinhou “que o Estado islâmico procura eliminar a presença dos cristãos do país constrangendo-os a emigrar. Os cristãos, de fato, não aceitam serem definidos como uma minoria religiosa que no máximo pode ser tolerada”, como impõe o Corão.

O bispo italiano assistiu a cenas de crianças que tendo perdido tudo participavam de Adorações do Santíssimo Sacramento, uma devoção nobilíssima que parece incrível no Ocidente, onde a fé está cada vez mais entibiada.

“O Santíssimo estava exposto sobre um altar e as crianças estavam dispostas em volta d’Ele formando círculos, com as mãos juntas e ajoelhadas no estilo oriental. Rezavam, cantavam, ficavam em silêncio. Fiquei impressionado com sua compostura e atenção. Muitos rezavam e cantavam com os olhos fechados”, completou Dom Cavina.

O arcebispo católico-siríaco de Mosul, Mons. Yohanna Petros Mouche, pediu “pessoalmente ao governo italiano um reconhecimento oficial do genocídio para nos ajudar a retornar às nossas terras e continuar a viver em nosso país”.

O cardeal Jean-Louis Tauran, presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo interreligioso, acrescentou: “Os cristãos estão sendo mortos, ameaçados, reduzidos ao silêncio ou expulsos; suas igrejas estão sendo destruídas ou correm o risco de virarem museus. O cristianismo arrisca desaparecer precisamente na terra em que se expandiu inicialmente a fé de Cristo.

“Em 1910, 20% da população do Oriente Médio eram cristãos. Agora eles são menos de 4%. Evidentemente há um plano de ação para apagar o Cristianismo do Oriente Médio e isso bem pode ser chamado de genocídio.”

Procissão de Nossa Senhora de Lourdes, na Damasco bombardeada, Síria
Procissão de Nossa Senhora de Lourdes, na Damasco bombardeada, Síria
O prelado, porém, nada disse se está cobrando dos islâmicos a indispensável reciprocidade, sem a qual o ecumenismo vira palhaçada, exigência esta que teria efeitos salvadores para as vidas de católicos e para a presença católica no Oriente Médio.

O emocionante relato do bispo de Carpi como que impõe algumas reflexões. Antes de tudo a respeito da fé ardente desses católicos martirizados.

Hoje, nas cátedras eclesiásticas, nas Missas, na mídia, nas pregações ou nos encontros diocesanos nacionais e internacionais, bispos e sacerdotes podem falar dos sofrimentos materiais e corporais dos nossos irmãos na Fé perseguidos e mortos.

Mas quantas vezes falam da religião católica atacada com sanha islâmica, que é feroz senão satânica?

Peguemos a Internet ou a mídia convencional. Onde estão os líderes religiosos católicos denunciando o ódio religioso desencadeado contra Cristo, sua Igreja e seus fiéis seguidores pelos discípulos de Maomé?

Onde estão os convites para Adorações do Santíssimo Sacramento, reza do Terço e outras formas de piedade em união de intenções com aquelas crianças, que talvez tenham perdido parte de suas famílias, cruelmente assassinadas por causa de sua Fé e sujeitas elas próprias a sádicos martírios?

Elas lá, adorando Jesus Sacramentado no que pode ser um dos derradeiros atos de sua curta existência, e nós aqui: o que ouvimos pregar em nossas igrejas?

Mais triste ainda é considerar que multidões de sequazes da furiosa religião de Maomé são acolhidas em nossos países com argumentos humanitários, enquanto esses argumentos de nada valem para as vítimas quando estas são cristãs.

Adoração do Santíssimo Sacramento, no mês de Maria, na catedral de Aleppo, cidade pesadamente bombardeada
Adoração do Santíssimo Sacramento, no mês de Maria, na catedral de Aleppo,
cidade pesadamente bombardeada
E não é só a mídia convencional ou a Internet, mas são também sacerdotes, bispos – e ficamos por aqui por respeito – que apelam para receber as hostes invasoras do Islã.

E, mais lancinante do que tudo, Nosso Senhor Jesus Cristo, verdadeiramente presente na Hóstia consagrada com Seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade, é devidamente adorado no Oriente Médio por possíveis futuros mártires de poucos anos de idade.

Entrementes, reúne-se em Roma um Sínodo com representantes de todos os episcopados do mundo, cujas mãos consagram a Hóstia todos os dias na Missa.

Muitos deles postularam nada menos do que a entrega do Santíssimo Sacramento à profanação, pela sua distribuição àqueles em situação matrimonial escandalosa: os “divorciados recasados” e outros estados pecaminosos vituperados pela Escritura e pelo Magistério de dois mil anos da Igreja.

Entramos no centenário de Fátima. Não é bem verdade que os terríveis anúncios de Nossa Senhora para a humanidade pecadora, sensual e orgulhosa, não ficam inteiramente explicáveis e inevitáveis à luz dos fatos descritos?

É de se temer mais pelo Ocidente, onde os muçulmanos ainda não andam chacinando todo o mundo pelas ruas – embora já existam atentados espantosos –, do que pelos heroicos católicos resistentes no Oriente Médio.

Estes últimos estão mais próximos da misericórdia divina, do amparo de Nossa Senhora e do próprio Céu, do que as línguas farisaicas de nossos países, igrejas e mídias.


segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Muçulmanos tornam-se cristãos e ingressam na “Igreja das Catacumbas” no Oriente… e no Ocidente!

Convertidos entram na 'Igreja das Catacumbas' para não serem mortos pelo Islã.
Convertidos entram na 'Igreja das Catacumbas' para não serem mortos pelo Islã.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



A grande mídia fala muito pouco, mas um número crescente de refugiados muçulmanos na Europa está se convertendo ao cristianismo, escreveu o jornal britânico “The Guardian”, citado pelo site “Aleteia”.

Na Áustria, por exemplo, só no primeiro trimestre de 2016 a Igreja Católica registrou 300 pedidos de batismo de adultos, 70% dos quais eram refugiados.

Os fiéis da igreja da Trindade, em Steglitz, Berlim, aumentaram há dois anos de 150 para 700, devido, segundo o pastor Gottfried Martens, às conversões de muçulmanos.

Em Liverpool, Inglaterra, a maioria das cerca de 100 a 140 pessoas que assistem à missa semanal em língua farsi é constituída por imigrantes do Irã e do Afeganistão. Um em cada quatro deles é convertido do islã, conforme levantamento realizado pelo bispo de Bradford, Dom Toby Howarth.

A conversão é uma questão delicada, porque o Corão rotula de apóstatas aqueles que se tornam cristãos e manda matá-los.

Por outro lado, nos círculos eclesiásticos católico-progressistas há muito medo de falar sobre o assunto, para não ofender o “ecumenismo”! Muitas almas que procuram Jesus Cristo são afastadas das igrejas como cães sarnentos para evitar complicações com o bispo ou o imã local!

Uma vez que massas islâmicas invadem a Europa, chegou a hora de os religiosos com verdadeira fé tomarem a iniciativa e pregar-lhes o Evangelho com ensinamentos e exemplos de vida.

Isso já aconteceu quando os bárbaros invadiram Europa através de quase todas as suas fronteiras. Muitos religiosos – pregadores ou monges – foram martirizados nessa épica e santa obra de evangelização ordenada por Jesus Cristo.

Mas, por fim, o continente europeu ficou pacificado sob o signo da Cruz, e os bárbaros saíram de sua situação miserável para integrar ou formar os países que são fulcros de civilização cristã e ocidental.

Zonoobi, marceneiro iraniano de Shiraz, chegou na Alemanha com sua mulher e dois filhos. Meses depois ficou cristão.
Zonoobi, marceneiro iraniano de Shiraz,
chegou na Alemanha com sua mulher e dois filhos. Meses depois ficou cristão.
O cardeal suíço Kurt Koch, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, numa conferência inter-religiosa no Instituto Woolf da Universidade de Cambridge, disse: “Nós temos a missão de converter a todos os que pertencem a religiões não cristãs”.

“Precisamos converter, acima de tudo, os que usam da violência, porque, quando uma religião usa a violência para converter os outros, estamos diante do abuso da religião”, acrescentou o purpurado.

Bastou o uso da palavra “converter” para que se desencadeasse um grande tumulto. O diretor da sala de imprensa do Vaticano interveio para “esclarecer” que o Cardeal, ao dizer “converter”, pretendia dizer outra coisa e que tudo era invenção da imprensa.

Contudo, o que o cardeal tinha ecoado era o ensinamento de Cristo: “convertei-vos para serem apagados os vossos pecados”. (Atos dos Apóstolos 3, 19) .

O mesmo que o Espírito Santo clamou pela boca dos profetas: “Convertei-vos! Renunciai a todas as vossas faltas! Que não haja mais em vós o mal que vos faça cair. Repeli para longe de vós todas as vossas culpas, para criardes em vós um coração novo e um novo espírito. (...) Convertei-vos, e vivereis!” (Ezequiel, 18,30-32).

Positivamente, não há apenas o fanatismo jihadista, mas também o ecumenista!
“The Guardian” cita Johannes, um iraniano que mora em Viena e que narrou ao jornal como e por que se converteu. Nascido em família muçulmana, ele se chamava Sadegh.

Na universidade, Johannes começou a se interrogar sobre as raízes do Islã. E afirma: “Descobri que a história do Islã era totalmente diferente do que eu tinha aprendido na escola. Comecei a pensar que talvez fosse uma religião que se estabeleceu pela violência.

“Mas uma religião que dá os seus primeiros passos com a violência não pode levar as pessoas à liberdade e ao amor. Jesus Cristo disse que quem fere com espada, com espada perece. Isso realmente mudou a minha forma de pensar”.

Johannes começou a se converter no Irã, mas logo percebeu que lhe seriam infligidas as cruéis penas que o Islã prescreve contra os “apóstatas”: torturas e morte.

A Conferência Episcopal Austríaca alertou para o perigo de conversões insinceras, fingidas, para tirar um visto no país. Fingimentos sempre houve, como foi o caso de Simão o Mago nos tempos apostólicos (Atos 8:9-24), e requerem cautela.

Mártires na Síria. Vale mais do que nunca o dito: 'O sangue dos mártires é semente de cristãos'.
Mártires na Síria. Vale mais do que nunca o dito: 'O sangue dos mártires é semente de cristãos'.
Mas esse não é o caso geral. Na Alemanha, o responsável da igreja da Trindade, que só batiza muçulmano, depois de três meses de catequese, narrou: “Muitos são mesmo atraídos pela mensagem cristã, que muda a sua vida”. Os que nunca mais põem os pés na igreja depois da suposta conversão chegam a cerca de 10%, explicou.

As conversões sinceras como a de Johannes acontecem até em países onde pareceria impossível. Na Arábia Saudita, por exemplo, o número de cristãos está crescendo, apesar da proibição de quaisquer cultos que não o Islã oficial.

É um crescimento em segredo, sob o medo da execução capital, mas real. A organização Open Doors (Portas Abertas), criada para defender os cristãos perseguidos em todo o mundo, revelou o fenômeno entre os sauditas.

O exemplo citado é o de Mohammed (nome fictício), que se converteu ao Cristianismo depois de obter informações na internet. Ele conheceu cristãos de fora das fronteiras do reino saudita e, tendo viajado para outro país do Oriente Médio, pela primeira vez na vida entrou numa igreja e começou a estudar a Bíblia.

Depois de alguns dias, perguntado sobre quem era Jesus, ele respondeu: “É meu salvador, é meu Deus”. Recebeu o batismo antes de voltar para casa, sem que ninguém soubesse.

Nabil Qureshi escreveu o livro Buscar Alá, encontrar Jesus. Quando jovem ele viveu no Ocidente, onde era continuamente alertado contra os “riscos de contaminação” dos cristãos.

Perseguição e guerra na Síria reafervora católicos.
Perseguição e guerra na Síria reafervora católicos.
“Os primeiros versos do Alcorão que memorizávamos na mesquita proclamam que Deus não é pai nem filho. Já o recitávamos aos seis anos de idade. Também aprendemos que Maomé foi o maior mensageiro de Deus e que nunca viveu neste planeta nenhum homem mais perfeito do que ele. Não é difícil entender como eu me tornei um ferrenho opositor da Trindade”, ri ele hoje.

Mas Qureshi discutia com seu amigo cristão David. Não faziam ecumenismo, mas sim polêmica e briga de bom nível teológico. Num certo momento, o seguidor de Maomé acabou concluindo:

“A visão cristã de Jesus é muito mais coerente do que a visão dos muçulmanos sobre o Nazareno. Eles podem ver que o islã foi construído sobre bases muito fracas do cristianismo. E podem parar de afastar as pessoas de Jesus, passando a anunciar o Evangelho. Foi o que aconteceu comigo. É o que pode acontecer com eles”.
Dom Bechara Boutros Raï, Patriarca de Antioquia dos Maronitas, havia explicado em 2012: “Constatamos, entre os muçulmanos, conversões secretas ao Cristianismo”.

Dom Raï falou do futuro advento de uma “primavera cristã”.

No Marrocos, triplicou em quinze anos a presença cristã. Os neófitos pertencem principalmente às classes médias altas, que veem no Cristianismo uma religião oposta ao Islã, demasiado restritivo e associado à ignorância.

O médico Abdul al Halim explicou que o credo muçulmano é a religião de Estado e por isso “somos forçados a rezar como se fôssemos uma associação secreta. Tivemos até que nos dividir em dois grupos para não chamar a atenção”. E ainda assim seu número triplicou!

Segundo o Patriarcado Latino de Jerusalém, as conversões ao Cristianismo no Egito repetem o mesmo esquema: não há números exatos porque “quem se converte sofre o risco de processos judiciais ou mesmo de morte, caso a conversão se torne pública”.

Há, portanto uma “Igreja das catacumbas”, segundo esse Patriarcado, “para se proteger das vinganças das comunidades de origem dos novos cristãos”, leia-se dos muçulmanos.

O Pe Gottfried Martens batiza família iraniana em Berlim. Ex-muçulmanos constituem maioria dos 900 paroquianos.
Um pastor batiza família iraniana em Berlim.
Ex-muçulmanos constituem maioria dos 900 paroquianos.
Mas como isso pode ser possível quando assistimos a tantos maus exemplos vindos também do clero e de seus hierarcas?

O Patriarcado Latino de Jerusalém explica: o fator que desencadeia o processo de crescimento da Igreja é o mesmo dos primórdios do Cristianismo.

Na perseguição, disse, quando a conversão parece mais improvável e mais perigosa, a mensagem de Cristo vai abrindo o caminho. E é justamente nisto que pensam os cristãos: eles são perseguidos, mas não obstante são encorajados a estender a sua Igreja, que cai, mas se levanta toda vez”.

Não era hora de uma grande cruzada de orações por esses irmãos na Fé que estão se convertendo sob a ameaça de violências, saques e morte cruel por parte do Islã?

Onde estão os pregadores convidando os fiéis a rezarem e oferecerem sacrifícios gratos a Deus pelos novos irmãos na Fé que estão ingressando na Santa Igreja Católica Romana, a única verdadeira, desafiando cruéis punições e até a perda da vida?

Veja também: Cristianismo cresce no Irã, apesar a perseguição fundamentalista

“Igreja jovem” progressista definha na Espanha.
Renascem conventos segundo a Igreja imortal

Igreja abandonada na Espanha.
Igreja abandonada na Espanha.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



A prática religiosa está em queda livre na Espanha. A sangria é vertiginosa: desde 1º de janeiro de 2015, 341 casas ou mosteiros fecharam as portas por escassez de vocações ou pela ancianidade de seus membros, que foram constrangidos a se aglutinarem em poucas residências, informou o jornal digital espanhol Infocatólica.

Isso quer dizer que a cada 36 horas uma casa de almas consagradas desapareceu em algum lugar da católica Espanha em 2015.

Em geral, essas casas ficam sem uso, aguardando quem as alugue ou aproveite em qualquer atividade, inclusive profana, escandalosa, incompatível com o catolicismo, ou até mesmo templo de abominação.

Algumas foram invadidas por vândalos e “sem-teto”, que as depredaram. Em poucos casos foram reaproveitadas para atividades católicas, como escolas, mas sem presença do instituto fundador.

Em certas ocasiões, o abandono dos conventos implicou quase a morte de pequenos povoados que viviam em torno deles.

Para certas Ordens religiosas especialmente deturpadas pela crise “pós-conciliar”, significou também fechar grandes casas nas cidades importantes.

Convento conceicionista abandonado na diocese de Siguenza-Guadalajara
Convento conceicionista abandonado na diocese de Siguenza-Guadalajara
Alguns institutos tentaram “importar” religiosas de outros continentes, especialmente da África, da Ásia e da América Latina.

Mas a experiência não foi muito positiva, gerou problemas antes desconhecidos, e no máximo apenas tornou mais lento o desfecho final.

Com o fim de conventos, mosteiros e casas, acabaram também escolas, orfanatos, asilos para anciãos e outras obras de caridade de grande valor.

O doutor em estatística e especialista em bases de dados Giuseppe Mineo, estudou o caso a fundo e fez a lista dos 341 imóveis que ficaram como ruínas da Igreja. Ele diz: “Isto está aumentando, essa sangria está longe de se deter, vai agudizar-se nos próximos meses e anos”.

270 dessas casas pertenceram a conventos de freiras, e 71 a sacerdotes ou frades.

O triste recorde foi batido pelas Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, que passaram o cadeado da morte em 23 de suas residências em Madri, Canárias, Mallorca, Castela a Mancha, Castela e Leão, Catalunha, Galícia, Andaluzia, Comunidade Valenciana, Murcia e País Basco.

No período analisado, as Filhas da Caridade desistiram de mais de uma casa por mês. E isso na era em que se se faz qualquer absurdo para aproximar a Igreja dos mais necessitados!


As dominicanas, considerando todas suas diversas famílias (irmãs da Anunciata, missionárias, recoletas…), perderam 14 residências. As franciscanas fecharam 16.

Nesse total estão incluídas as Franciscanas da Imaculada, até havia pouco em plena expansão, mas que sofreram polêmica intervenção do Vaticano por suas tendências tradicionais.

A crise atingiu ferozmente as congregações de vida ativa e as dedicadas à beneficência. As de vida contemplativa foram tocadas por esse bafo do inferno em medida inversamente proporcional à modernização dos claustros.

Convento de la Trinidad de Cuéllar (Segovia), transformado em residência e depois à venda
Convento de la Trinidad de Cuéllar (Segovia), transformado em residência e depois à venda.
O flagelo não teve igual, nem mesmo com os desmandos comunistas da Guerra Civil (1936-939).

No ano e meio compulsado desapareceram 71 casas de congregações religiosas masculinas, inclusive dedicadas à educação. Os jesuítas puseram fim a 5 de suas comunidades na Espanha.

Os conventos masculinos de vida contemplativa foram mais resistentes à catástrofe. Nem beneditinos, nem cistercienses, nem cartuxos nem ordem alguma similar fechou comunidades.

O que geralmente não se computa nesses balanços são as novas casas e mosteiros, ou os antigos que foram recuperados por comunidades religiosas antigas ou novas e que diante do desastre decidem voltar aos costumes tradicionais e, ali sim, atraem jovens vocações em número notável e edificante.

Uma enorme mudança está em curso: enquanto religiosos de ambos os sexos – que se jactavam de “modernos” e da “Igreja jovem” – se extinguem numa ancianidade sem glória, novas vocações se voltam para aquilo que eles recusaram e a bênção de Deus desce as sobre suas iniciativas.


Votos religiosos no convento de Ladywell Convent (1962)




Profissão dos primeiros votos de Maria Imelda, no convento das Escravas do Imaculado Coração de Maria (Massachusetts, EUA) 08.09.2014.