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segunda-feira, 14 de abril de 2014

Médica ateia confere 1.400 milagres e diz: “eles existem”

A professora Jacalyn Duffin dando aula de História da Medicina
A professora Jacalyn Duffin dando aula de História da Medicina

A hematologista canadense Jacalyn Duffin estava observando no microscópio “uma célula letal de leucemia”.

Olhando para a data do exame, concluiu: “fiquei persuadida de que o paciente cujo sangue estava examinando tinha que ter morrido”.

Entretanto, o paciente estava bem vivo.

A hematologista não sabia: ela havia sido solicitada para participar na investigação de um milagre.

Ela escreveu sua incrível história pessoal. em artigo para a BBC

A doutora Duffin, 64, é também uma prestigiosa historiadora, tendo presidido a Associação Americana de História da Medicina e a Sociedade Canadense de História da Medicina. Além de ser catedrática dessa disciplina na Queen’s University de Kingston (Canadá).

O fato se deu em 1986 e foi seu primeiro contato com as canonizações da Igreja.

A amostra de medula fora tirada de uma jovem de 30 anos ainda viva. Estudava-se a veracidade do milagre no contexto do processo de canonização da primeira santa canadense, Maria Margarida d’Youville (1701-1771), fundadora das irmãs da Caridade, elevada à honra dos altares 14 anos depois.

O paradoxal do evento é que naqueles tempos em que os processos de canonização eram exigentes, a Igreja tendia a descartar o caso enquanto milagroso.

A História da Medicina é a sua especialidade
A História da Medicina é a sua especialidade
Existia a possibilidade de a cura ser atribuída à quimioterapia. Porém, “os especialistas em Roma aceitaram reconsiderar a decisão se uma testemunha ‘cega’ (sem saber do quê nem de quem se tratava) reexaminasse as amostras”, narrou a Dra. Jacalyn.

Ela lavrou um laudo sem saber para o quê. “Nunca tinha ouvido falar do processo de canonização e não podia saber que a decisão requeria tanta deliberação científica”, disse ela.

Pois a hematologista é ateia e não se interessava pela religião, nem pela do marido que é judeu.

Até que um dia ela foi convidada a testemunhar diante de um tribunal eclesiástico. Posteriormente, como seu laudo foi decisivo, convidaram-na para assistir à cerimonia na Praça de São Pedro.

“De início eu duvidei em ir, eu não queria ofender as religiosas, porque eu sou ateia e meu marido é judeu.

“Mas acabamos indo, vendo que elas estavam felizes de nos incluir na cerimônia.

“Tampouco podíamos renunciar ao privilegio de testemunhar o reconhecimento do primeiro santo de nosso país”.

Ela ganhou também um exemplar da Positio, documento decisivo de cada processo de canonização. E ali viu que estavam incluídos seus trabalhos e observações.

A ateia levou uma surpresa: “subitamente compreendi entusiasmada que meu trabalho médico estava nos arquivos vaticanos, e a historiadora que há em mim começou a querer saber de outros milagres incluídos em canonizações do passado”.

A Dra. Jacalyn analisou 1.400 milagres apresentados durante quatro séculos
A Dra. Jacalyn analisou 1.400 milagres apresentados durante quatro séculos
E foi assim que acabou estudando 1.400 milagres apresentados para a canonização de centenas de santos nos últimos quatro séculos.

Ela publicou um primeiro livro com suas conclusões: “Medical Miracles” [Milagres médicos].

Depois escreveu um segundo livro sobre dois santos mártires do século IV cuja devoção cresce notavelmente nos EUA e no Canadá: “Medical Saints. Cosmas and Damian in a Postmodern World” [Santos médicos: São Cosme e São Damião no mundo pós-moderno], publicado em 2013 pela Universidade de Oxford.

A Dra. Jacalyn ainda é ateia, mas escreveu: “os ateus honestos devem admitir que acontecem fatos cientificamente inexplicáveis” e “a hostilidade de certos jornalistas periodistas procede de seu próprio sistema de crenças: como para eles Deus não existe, logo não pode existir nada sobrenatural.

Um de seus livros: Ss Cosme e Damião, santos que foram médicos
“Mas, se os doentes atribuem sua cura a Deus pela mediação dos santos, por que é que deve prevalecer outro sistema de crenças (o incrédulo) sobre o dos doentes? “

Essa pretensão revela o abismo, socialmente admitido, entre acreditar na ciência e maravilhar-se diante do inexplicável”.

E acrescentou: “os milagres acontecem e com maior frequência do que acreditamos”.

O testemunho da Dra. Jacalyn, independente de suas convicções pessoais, é um tributo ao rigor da Igreja na hora de examinar as curas sobrenaturais.

Dos 1.400 milagres analisados, ela concluiu que “as doenças que acabam sendo curadas por milagres foram diferentes segundo a época, mas, em todas as ocasiões, tratava-se das que mais desafiavam a ciência médica”.

domingo, 13 de abril de 2014

Acompanhando Jesus pela Via Sacra de Jerusalém


A Via Sacra ‒ também conhecida como Via Crucis, Estações da Cruz ou Via Dolorosa ‒ é uma devoção que consiste numa peregrinação feita em oração e ajudada por uma série de quadros ou imagens que representam cenas da Paixão de Cristo.

A Via Sacra mais conhecida hoje é a rezada no Coliseu de Roma, na Sexta-Feira santa, com a participação do próprio Papa.

As imagens representando as cenas da Paixão podem ser de pedra, madeira ou metal, pinturas ou gravuras.

Elas estão dispostas a intervalos nas paredes ou nas colunas da igreja.

Mas, às vezes podem se encontrar ao ar livre, especialmente nas estradas que conduzem a uma igreja ou santuário. Uma Via Sacra muito conhecida é a do santuário de Lourdes, França.

Nos mosteiros as imagens são muitas vezes colocadas nos claustros.

O exercício da Via Sacra consiste em que os fiéis percorram espiritualmente o percurso de Jesus carregando a Cruz desde o Pretório de Pilatos até o monte Calvário, meditando à Paixão de Cristo.


Dados históricos da devoção

A tradição afirma que a Virgem Santíssima costumava visitar diariamente os locais da Paixão de Cristo.

A Via Dolorosa de Jerusalém foi reverentemente sinalizada desde os primeiros tempos e foi uma meta dos piedosos peregrinos desde os dias do imperador Constantino.

São Jerônimo fala das multidões de peregrinos de todos os países que costumavam visitar os lugares santos e percorriam piedosamente a Via da Paixão de Cristo.

O desejo de reproduzir os lugares sagrados em outras terras, a fim de satisfazer a devoção daqueles que estavam impedidos de fazer a verdadeira peregrinação, apareceu muito cedo.

No século V, São Petrônio, bispo de Bolonha erigiu no mosteiro de São Estévão (Santo Stefano em italiano) um conjunto de capelas com as estações.

O mosteiro ficou familiarmente conhecido como “Hierusalem”.

Tal exercício, muito usual no tempo da Quaresma, teve forte expansão na época das Cruzadas (do século XI ao século XIII).

O romeiro inglês William Wey que visitou a Terra Santa em 1458, em 1462 descreveu a maneira usual para seguir as pegadas de Cristo em Sua jornada de dores redentores.


As 14 Estações

A Via Sacra se tornou uma das mais populares devoções católicas.

O exercício da Via Sacra tem sido muito recomendado pelos Sumos Pontífices, pois ocasiona frutuosa meditação da Paixão do Senhor Jesus.

O número de estações, passos ou etapas, da dolorosa procissão do Bom Jesus, nosso Redentor, foi definido paulatinamente chegando à forma atual, de quatorze estações, ou passos, no século XVI.

As 14 estações são as seguintes: (CLIQUE PARA VER)



1ª Estação: Jesus é condenado à morte


2ª Estação: Jesus carrega a cruz às costas


3ª Estação: Jesus cai pela primeira vez


4ª Estação: Jesus encontra a sua Mãe


5ª Estação: Simão Cirineu ajuda a Jesus


6ª Estação: A Verônica limpa o rosto de Jesus


7ª Estação: Jesus cai pela segunda vez


8ª Estação: Jesus encontra as mulheres de Jerusalém


9ª Estação: Terceira queda de Jesus


10ª Estação: Jesus é despojado de suas vestes


11ª Estação: Jesus é pregado na cruz


12ª Estação: Jesus morre na cruz


13ª Estação: Jesus morto nos braços de sua Mãe


14ª Estação: Jesus é enterrado


Em cada estação é feita uma meditação sobre o passo e o costume é rezar também um Pai Nosso, uma Ave Maria e um Glória ao Padre.

O percurso da Via Sacra não deve ter interrupções. Mas é permitido assistir a uma Missa, confessar e comungar em meio ao piedoso exercício.



A indulgência plenária

Não existe uma devoção mais ricamente dotada de indulgências do que a Via Sacra.

As indulgências estão ligadas à cruz posta sobre as imagens que devem ser canonicamente erigidas.

Condições para ganhar a indulgência

Concede-se indulgência plenária a quem pratique o exercício da Via Sacra. Para que este se possa realizar, requerem-se quatorze cruzes postas em série (com alguma imagem ou inscrição, se possível) e devidamente bentas. O cristão deve percorrer essas cruzes, meditando a Paixão e a Morte do Senhor (não é necessário que siga as cenas das quatorze clássicas estações; pode utilizar algum livro de meditação). Caso o exercício da Via Sacra se faça na igreja, com grande afluência de fiéis, de modo a impossibilitar a locomoção de todos, basta que o dirigente do sagrado exercício se locomova de estação a estação.

Quem não possa realizar a Via Sacra nas condições acima, lucra indulgência plenária lendo e meditando a Paixão do Senhor pelo espaço de meia-hora ao menos.

(cfr. d. Estevão Bettencourt, Catálogo das Indulgências)

Ver também: O que é uma Indulgência, e as condições para ganhar a Indulgência Plenária.


quarta-feira, 9 de abril de 2014

Tribunal Constitucional da Bolívia mantém a penalização do aborto

O Tribunal Constitucional da Bolívia recusou a despenalização do aborto pedida por um coletivo de grupos feministas, segundo noticiou o jornal parisiense “Le Monde”.

“O aborto é um crime” e “esta decisão do Tribunal Constitucional é um reconhecimento do direito à vida”, declarou o ministro Gualberto Cusi, no dia 13 de fevereiro.

O magistrado acrescentou que o acórdão “respeita o interesse da sociedade” e fundamenta-se “no argumento segundo o qual a vida deve ser respeitada desde a concepção”.

A causa foi aberta em junho de 2013 pela deputada Patrícia Mancilla, do partido do presidente socialista Evo Morales, e por grupos feministas.

O apelo abortista também visava abolir as restrições ao massacre dos inocentes que estão inscritas no Código Penal boliviano.

Talvez temendo perder votos, o governo de Evo Morales tirou o corpo da polêmica.

Assim o deu a entender o próprio presidente ao declarar confusamente que “todo aborto é um delito, é o que eu acho, mas eu quero dizer oficialmente que nós falaremos com os ministros sobre os debates que agitam a opinião pública”.

O ministro Cusi alegou: “Nós não podemos ir contra nossos princípios e valores”.

O Código Penal boliviano pune o aborto com penas de dois a seis anos de prisão para todo médico ou pessoa que o pratique.

Porém, permanece a antiga autorização para a prática desse crime em caso de violação ou quando a vida da mãe está em perigo. Nesses casos, o aborto só pode acontecer após aprovação emitida por um juiz.


segunda-feira, 7 de abril de 2014

Marcha pela vida no Peru: a maior na história do continente

Marcha pela Vida, Lima. 22.03.2014
Marcha pela Vida, Lima. 22.03.2014
A terceira Marcha pela Vida na capital do Peru foi a maior passeata pela vida na história da América Latina. A participação atingiu entre 250.000 e 300.000 pessoas, segundo fontes diversas, informou “Religión en Libertad”.

Jovens, adultos e crianças marcharam desde as 9 da manhã no dia sábado 22 de março pelas grandes avenidas Brasil e Javier Prado, chegando a atingir uma extensão de 40 quarteirões.

Poucos dias depois houve marchas análogas nas cidades de Piura, Trujillo, Iquitos, Huancayo e Arequipa. Nessa cidade mais de 100 mil pessoas participaram do VIII Gran Corso por la Vida, la Familia y la Juventud, no Dia da Criança por Nascer, informou ACI.

Para participantes espanhóis, foi uma surpresa ver o próprio Cardeal-arcebispo de Lima falando à imensa multidão, como fazem certos cardeais e bispos dos EUA e Canadá nas marchas pela vida.

A surpresa provinha do fato dos bispos espanhóis se ausentarem há vários anos das passeatas pela vida.

No Peru o aborto é ilegal, mas existe uma norma velha de 90 anos que permite o aborto “terapêutico”. A norma é tão arcaica que nunca se verificam circunstâncias para a sua aplicação.

Porém, a ministra da Saúde, Midori de Habich, anunciou que o governo aprovaria antes de junho uma “guia técnica que regula o aborto terapêutico”.

Na prática, o consenso geral vê no anúncio um pretexto para transformar sorrateiramente a ineficaz norma atual numa generalização do aborto.

Em 2009 os grupos peruanos pela vida perceberam a necessidade de se organizarem, quando o governo legalizou a pílula do dia seguinte, que provoca a morte do embrião.


segunda-feira, 31 de março de 2014

Austrália derruba lei que permitia 'casamento' homossexual

Corte Suprema de Austrália
O Supremo Tribunal da Austrália derrubou uma lei aprovada pelo governo trabalhista (socialista) que permitia “casamentos” sodomíticos entre pessoas do mesmo sexo no país.

A advocacia do governo federal argumentou que a existência de diferentes leis sobre casamento nos vários Estados e territórios australianos criaria confusão.

O Supremo decidiu por unanimidade que a lei não está de acordo com a legislação federal sobre matrimônio, que define o casamento como a união entre um homem e uma mulher.

“A lei do casamento não admite a formação ou reconhecimento de casamentos entre pessoas do mesmo sexo. A lei prevê que o casamento seja celebrado na Austrália somente entre um homem e uma mulher”, disse o tribunal em comunicado emitido junto com a decisão.

Rodney Croome, diretor nacional do Australian Marriage Equality, disse que cerca de 30 duplas tiveram seus “casamentos” invalidados pela decisão judicial.

Na decisão, o tribunal definiu que o governo federal é responsável por decidir se casamentos entre pessoas do mesmo sexo podem ser legalizados.

Isso significa que nenhum Estado ou território australiano pode tomar tal decisão, disse a advogada Anne Twomey, especializada em direito constitucional.

A decisão australiana foi tomada um dia depois de o Supremo Tribunal da Índia ter derrubado uma decisão de 2009, de um tribunal inferior, que descriminalizava a homossexualidade.


segunda-feira, 24 de março de 2014

Episcopado da Nigéria elogia criminalização do “casamento” homossexual

Goodluck Jonathan, presidente de Nigéria
O presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, aprovou lei que proíbe o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Este será punido com 14 anos de prisão para cada um dos envolvidos.

“As pessoas do mesmo sexo que tiverem um contrato de casamento ou uma união civil cometem um crime e são passíveis de condenação com uma pena de 14 anos de prisão para cada”, diz a lei.

A lei também pune o relacionamento homossexual e a adoção de crianças por casais sodomíticos.

“Qualquer pessoa que se registra, opera ou participa de clubes gays, sociedades e organizações, ou direta ou indiretamente faz demonstração pública de relacionamento amoroso com alguém do mesmo sexo na Nigéria, comete um delito e é passível de condenação a uma pena de 10 anos de prisão”, acrescenta.

O projeto foi transformado em lei pelo Parlamento da Nigéria e a assinatura do presidente deu-lhe pleno valor legal.

O país teve de enfrentar interferências descabidas e ameaças do exterior, inclusive econômicas.

O secretário de Estado americano, John Kerry, mais uma vez manifestou seu desacordo com a decisão interna, soberana e democrática da Nigéria, alegando que a lei vai contra a democracia e a Constituição nigeriana, que ele no mesmo momento estava desconhecendo.

D. Inácio Kaigama, arcebispo de Jos,
presidente da Conferência Episcopal da Nigária
Em grande parte da África subsaariana, o sentimento moral e a recusa do vício homossexual estão muito enraizados. A nova legislação nigeriana é muito popular e poderia ter sido ainda mais drástica.

De sua parte, a Conferência dos Bispos Católicos da Nigéria (CBCN) emitiu comunicado elogiando a aprovação da lei pelo presidente Jonathan. O comunicado foi difundido pelo “Catholic News Service of Nigeria”.

Para o episcopado nigeriano, a lei foi um passo certo na direção certa visando proteger a dignidade da pessoa humana. O episcopado também elogiou o presidente pelo corajoso gesto, praticado a despeito das pressões de órgãos e ONGs internacionais.

D. Inácio Kaigama, Arcebispo de Jos e presidente da Conferência Episcopal, assinou o documento em nome dos bispos e de todos os católicos do país.

Ele sublinhou que o governo nigeriano agiu em consonância com a moral e os valores éticos dos nigerianos e das culturas africanas que prezam a santidade do matrimonio enquanto união entre um homem e uma mulher.

“Vossa decisão e a de vosso governo em concordância com o Congresso Nacional, de não se curvar diante da pressão internacional que promove práticas imorais e antiéticas como o “casamento” de pessoas do mesmo sexo e outros vícios ligados a isso, é ainda mais corajosa e é uma clara sinalização da capacidade de nosso grande país de se erguer com sobranceria na proteção de nossas mais amadas instituições culturais do casamento e proteção da dignidade da pessoa humana”.

Prometendo ao Presidente as orações e o apoio dos bispos da CBCN, o arcebispo concluiu:
“Nós vos aplaudimos por vossa valente e sábia decisão, e rezamos para que Deus continue a vos abençoar e proteger, inclusive a vosso governo, contra a conspiração que no mundo desenvolvido tenta fazer de nosso país um terreno para o ‘dumping’ de práticas imorais, e que continuamente tenta minar os planos de Deus para o homem em matéria de criação e moralidade, em seus próprios países”.


segunda-feira, 10 de março de 2014

Pesquisas mostram que bebês têm senso moral

Novos testes psicológicos confirmaram: bebês de poucos meses já evidenciam possuir senso moral e noção instintiva do bem e do mal, informou a “Folha de S.Paulo”.

O psicólogo canadense Paul Bloom, de Yale, em seu mais recente livro, intitulado Just Babies (“Bebês Justos” ou “Apenas Bebês”), resume décadas de pesquisas que apontam nesse sentido.

Bloom, sua colega (e mulher) Karen Wynn e outros pesquisadores reuniram evidências em favor da ideia de que os seres humanos já vêm equipados com um “senso moral” desde o berço.

Eles citam diversos testes, inclusive no laboratório de psicologia da Universidade Yale, nos EUA.

Num deles, crianças de apenas um ano assistiam a um show de marionetes no qual um dos bonecos jogava uma bola para dois companheiros.

O primeiro deles, com a devida cortesia, devolvia a bola para o primeiro boneco; o segundo agarrava a bolinha e saía correndo. Um dos meninos que assistiam ao espetáculo não teve dúvidas: deu um peteleco na cabeça do personagem “malvado”.

No experimento das marionetes, bebês de apenas três meses (os quais não têm coordenação motora suficiente para agarrar coisas, quanto mais para dar bordoadas no boneco malvado) já mostram sua aparente preferência pelo personagem bonzinho, dirigindo seu olhar preferencialmente para ele.

Crianças um pouco mais velhas, embora nem sempre recorram ao expediente de fazer justiça com as próprias mãos, em geral costumam “recompensar” o boneco gentil e punir o malvado quando têm essa oportunidade.

Por exemplo, se os pesquisadores fingem que cada boneco ganhou um doce depois do show, as crianças decidem tirar o doce do personagem que não devolveu a bola.

Boa parte dos avanços nessa área de pesquisa tem acontecido porque os cientistas descobriram maneiras engenhosas de medir as reações (o grau de surpresa ou interesse, por exemplo) de seres humanos que ainda não conseguem se expressar ou mesmo se mexer de forma controlada.

Além da direção do olhar e do tempo que os bebês passam olhando para algo (que costuma denotar surpresa, interesse e preferência), os pesquisadores também usam medidas como o ritmo dos coraçõezinhos de seus “voluntários” e a intensidade com que eles chupam chupetas com sensores, entre outros truques.

Os resultados mostram que, antes de um ano de idade, as crianças costumam preferir personagens de desenho animado que ajudam os outros aos que atrapalham ou simplesmente ficam de braços cruzados.

Com pouco mais de um ano, oferecem espontaneamente ajuda (para carregar coisas ou abrir portas, por exemplo) a adultos desconhecidos.

Outros estudos também mostram que o preconceito racial demora muito mais para se desenvolver – embora, desde cedo, os bebês prefiram pessoas que falam a mesma língua de seus pais.

Para Bloom, o conjunto dessas descobertas sugere que a maioria das crianças nasce com noções incipientes do certo e do errado, provavelmente para facilitar o aprendizado das interações sociais da nossa espécie.

Dessa maneira fica cada vez mais claro que a moral não é fruto de uma mera imposição cultural desta ou daquela religião. Pelo contrário, o senso moral, a distinção entre o Bem e o mal, a Verdade e o erro, o Belo e o feio, está inscrito no mais profundo da natureza humana.

As religiões apenas oferecem uma formulação a esse instinto moral fundamental, mais ou menos perfeita, ou até errada segundo os casos.

Precisamente, a perfeição da moral e da religião católica se evidencia também na feliz promoção e estímulo do desenvolvimento natural dessa noção anterior a qualquer conceito ou teoria.

A chamada “ideologia do gênero”, baseada no desconhecimento desse instinto moral fundamental, mostra-se mais uma vez como uma violência contra a natureza humana.


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Retorno de costumes tradicionais ameniza a vida do lar

Ilustração do Le Figaro Madame "O triunfo da dona de casa" - É melhor que ir no shopping, não é? - Sim! - Sim! Na mesa: bolos e suco feitos em casa.
Ilustração do Le Figaro Madame "O triunfo da dona de casa"
- É melhor que ir no shopping, não é?
- Sim!
- Sim!
Na mesa: bolos e suco feitos em casa.


Como deixar brilhante a prataria com bicarbonato de sódio, preparar um inesquecível mil folhas ou tricotar um cachecol único?

Esses temas voltaram de forma palpitante entre as mulheres do III Milênio na França, amantes das lojas de grife, profissionais graduadas em universidades.

As “novas fadas do lar” derrotaram as “working girls”, que nos anos 80 e 90 teriam morrido de vergonha em manifestar qualquer interesse pelo ambiente doméstico.

Segundo Le Figaro Madame, toda uma geração feminina jovem e bem-sucedida se delicia com as artes domésticas. Os produtos com ar “vintage”, ou de uma outra época, fazem furor no país que chegou a ser a pátria de Maio de 68.

A tendência veio dos EUA, onde o movimento das retro wives (algo como esposas que retrocedem no tempo) está florescendo. O fenômeno foi longamente analisado com preocupação pelo cotado jornal The New York Times, habitualmente púlpito midiático do feminismo mais ao vento.

Numerosos blogs americanos (The Glamourous Housewife, The Vintage Wife…) assumem com uma ponta de provocação a sede de perfeição doméstica, na cozinha e no vestuário.

Velhas feministas e fechados sociólogos de universidade quebram a cabeça para entender o que está acontecendo. Eles anunciaram a libertação da mulher por via do micro-ondas e outras inovações. E agora tudo vira de ponta cabeça.

O retorno triunfal do home-made (feito em casa) começou de fato pela cozinha. Ficou de bom tom nos anos 2000 preparar tudo em casa e com as próprias mãos, das massas às sobremesas, para manter a categoria de dona de casa moderna. Um verdadeiro cúmulo para os surpresos pela tendência...

A Internet, diz a revista francesa, encheu-se de uma legião de ‘cozinheiras petulantes’ como Keda Black, Julie Andrieu, Trish Deseine e Alix Lacloche, que vieram dar um tom de juventude à imagem da mãe dedicada ao forno.

A “folie pâtissière” (“loucura pelos pasteis”) veio coroar o fenômeno, diz Le Figaro Madame, pois “as mãos na farinha é o que há de mais tradi (tradicionalista)” .

Hoje, pode-se assistir a cursos do gênero “mil-folhas passo a passo” sem o menor medo de parecer uma alienada. Diante da banalização do jantar moderno, veio o desejo de passar a um nível superior.

E as novas rainhas do lar, diz a revista, deram o golpe final com o interesse pelo tricô e pela costura, mais duas colunas da sabedoria caseira.

O site We Are Knitters (Nós somos tricoteiras), com seus conjuntos e tutores com segredos para aprender a tricotar e confeccionar cachecóis ou peças sublimes com agulhas de madeira de lei e lãs peruanas, é um exemplo brilhante.

Outras jovens blogueiras convidam a remendar e reformar vestidos, bolsas ou joias pelo puro prazer de fazer “maison”.

Para as velhas feministas, trata-se de uma vil submissão, mas segundo sondagem do Salon Créations & savoir-faire do último mês de novembro, 89 % das francesas acham que fazer uso das próprias mãos serve para “descarregar as tendências negativas”.

A jornalista Valérie de Saint Pierre, autora da reportagem, declara-se totalmente contra a nova tendência. Porém, encerra confessando: “Eu porém, sem dúvida, fiquei fora da moda”.


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Tradição familiar das gôndolas subsiste com orgulho em Veneza

Cada góndola é feita à medida do gondoleiro
Cada góndola é feita à medida do gondoleiro

As gôndolas negras deslizam pelos canais de Veneza ostentando os sinais de um pequeno, mas requintado grupo de artesãos que mantêm vivos os métodos tradicionais de construção, informou a “Folha de S.Paulo”.

Cerca de 700 anos atrás, existiam 7.000 delas em Veneza, mas seu uso cotidiano foi suplantado pelo de barcos mais modernos. Restam 433, primordialmente turísticas.

O construtor de gôndolas Roberto Tramontin explica que uma gôndola demora dois meses para ser construída, leva 280 peças de madeiras diversas, como limoeiro, carvalho, mogno, nogueira, cerejeira, abeto, lárix e olmo, e custa cerca de € 38 mil (R$ 123 mil).

A madeira é tratada durante até um ano antes de ser modelada na forma cilíndrica ligeiramente assimétrica, o que permite a um único gondoleiro conduzir a embarcação em linha reta.

Os construtores de gôndolas praticam durante vários anos, antes de começar a construí-las sob medida para o peso do gondoleiro.

Quem viajou de gôndola terá observado que ela é torta, em geral enviesada para um lado. Mas quando o gondoleiro ocupa seu lugar, ela fica perfeitamente equilibrada.

Acresce-se que o gondoleiro rema de um só lado: o direito. Isso faria a gôndola girar em torno de si. O viés à esquerda compensa essa tendência, e a pequena barca de sonho vai numa reta perfeita pelos estreitos canais.

Camadas de verniz preto são aplicadas, mas a ornamentação é limitada desde que um dos doges – espécie de duques soberanos eletivos que governavam a cidade em seus tempos de glória – decretou no século 18 que as gôndolas estavam enfeitadas demais.

É preciso notar que a gôndola era para uso popular e corriqueiro.

Os nobres, eclesiásticos, ricos-homens e pessoas constituídas em dignidade tinham barcos semelhantes, mas muito mais pomposos, com dourados e tapetes flutuantes que acompanhavam seu deslizar sobre as águas.

O mais rico e belo desses navios particulares era o Bucentauro de ouro, destinado aos doges. Ele exigia muitos remadores e levava uma pequena corte e músicos.

Uma réplica navega hoje no Grande Canal nos dias de festa.

Réplica do Bucentauro numa festividade em Veneza
Réplica do Bucentauro numa festividade em Veneza
“Trabalho ao velho estilo. Tudo é feito à mão”, diz Lorenzo Della Toffola, 48, construtor da oficina San Trovaso, que produz uma ou duas embarcações por ano, usando as técnicas do passado.

A arte que cerca as gôndolas deve ser preservada, apesar das mudanças de comportamento, diz Giorgio Orsoni, prefeito de Veneza.

Os gondoleiros precisam possuir uma gôndola para obterem uma licença, e os que não herdam o negócio de seus pais compram, no começo de carreira, um barco usado e só depois financiam um novo.

A família é o veículo da tradição e a propriedade é o fundamento sólido da transmissão cultural.


segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Santa Catarina de Bolonha:
sorriso de desdém para as coisas desta vida

Santa Catarina de Bolonha: corpo incorrupto no altar
Santa Catarina de Bolonha: corpo incorrupto no altar
Tive a oportunidade de ver algo singular e raro: uma santa canonizada em carne e osso. E isso, sem que houvesse qualquer aparição ou fenômeno místico.

Ela estava sentada num troneto sobre um altar. Era Santa Catarina de Bolonha.

Ela morreu há mais de 5 séculos, entretanto seu cadáver conserva-se absolutamente intacto até hoje numa igreja em Bolonha, na Itália.

Durante a II Guerra Mundial, por causa do perigo de bombardeios, o corpo da santa foi transportado para um porão da igreja; e ali, devido à umidade, a cor dele mudou, adquiriu tonalidade verde-azeitona. Entretanto, a carnatura está perfeita.

A fisionomia da santa é distendida. Apesar de estar com olhos fechados, a fisionomia tem muita expressão. O mais expressivo manifesta-se nos lábios: longos, finos e cerrados, externando um meio sorriso que é, ao mesmo tempo, de afabilidade e acolhida.

Um sorriso de quem, com muita suavidade, mas muito de cima e com enorme transcendência, sorri com desdém para as coisas desta vida. Como quem diz:

"Olhe, tudo isso não é nada, tudo passa, não tem importância.

"As coisas terrenas passam, só a eternidade fica.

"Eu passei por tudo, sofri todas as dores, tive todas as provações.

"Agora sorrio para tudo isso.

"Porque aquilo que foram mares encapelados, precipícios temíveis, montanhas inescaláveis, tudo isso ficou para trás.

"Percebo hoje que tudo que passou foi nada. A vida não é nada, só a eternidade é séria."

Nela se vê ao mesmo tempo a bondade, mas também lucidez, ordem, estabilidade e decisão extraordinária. Eis a santa que vi em carne e osso!

Hoje se fala tanto de experiência, e esta foi para mim uma experiência raríssima. Só não compreendo por que tantas pessoas não se dispõem a ver esta santa em Bolonha.

Plinio Corrêa de Oliveira ("Catolicismo", agosto 2008)

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Israel pasmo: fiel católica é objeto de um milagre

Teresa Daoud

 A cura do câncer, com fortes sinais de milagre, de Teresa Daoud – devota católica de nacionalidade israelense – abalou Israel, escreveu The Blaze.

Ela contou o caso todo ao Canal 2 de Israel, que também entrevistou seus médicos e analisou o caso clínico.

Teresa sofria de um câncer maligno na perna, o qual se desenvolvia rapidamente. Os médicos decidiram então amputar-lhe a perna.

A cirurgia foi adiada três vezes por razoes burocráticas. Ela interpretou os adiamentos como um sinal de que devia confiar mais na oração do que na intervenção médica.

O Dr. Jacob Bickels, chefe do Departamento de Oncologia Ortopédica do Hospital Ichilov, em Tel Aviv, disse: “Era claro para mim que ela ia morrer em pouco tempo. Ela é uma mulher instruída, inteligente, lúcida, e quando uma pessoa assim toma uma decisão sabendo bem das consequências, nós a respeitamos”.

Teresa Daoud rezando na igreja
Teresa ia rezar na igreja católica de sua cidade. É uma igrejinha singela, precedida por uma grande escadaria, que agora ela pode subir com naturalidade. Dentro há apenas um grande cruzeiro, a imagem de Nossa Senhora de Fátima, um quadro de São Charbel Macklouf e um humilde presépio.

Miraculosamente, segundo a mídia israelense, quando ela estava no quinto mês da doença, as chapas evidenciaram que o câncer havia desaparecido completamente.

“Se alguém tivesse me contado esta história, eu teria dito que os dois, a doente e o doutor, estavam mal da cabeça. É impossível”, declarou o Dr. Jacob ao Channel 2 de Israel.

Professor em alta tecnologia médica, o Dr. Jacob mostrou com chapas como o câncer, que se espalhava de modo violento, tinha desaparecido pura e simplesmente sem nenhum tratamento.

“Eu sentia dores em meu pé e em meu tornozelo, mas de início tentei ignorar”, explicou Teresa. Os médicos mandaram fazer radiografias e acharam um câncer do tamanho de uma laranja.

A biópsia revelou tratar-se de um tumor maligno que crescia velozmente.

Video: Israel pasmo: israelense católica é objeto de um milagre



A emissão do Canal 2 de Israel é em língua árabe.
Legendas em hebraico.
O post sintetiza as frases principais

“Para mim foi um choque”, disse Teresa à TV, “mas eu comecei a pensar na minha vida sem a perna”.

Após consultas com especialistas em oncologia de Israel e dos EUA, a resposta clínica era unânime: amputar.

Teresa voltou ao seu lar em Ussfiya, uma aldeia árabe perto de Haifa, e rezou intensamente por sua cura.

Três meses depois, ela voltou ao Hospital Ichilov para mais uma consulta com o Dr. Jacob Bickels.

As novas radiografias confirmaram que o câncer tinha desaparecido. “Eu tive um choque quando eu vi o resultado, não podia acreditar. Eu perguntei ao doutor se não era uma confusão” – disse ela.

Antes e depois
“Eu perguntei a ela o que tinha acontecido. Ela sorriu largamente e disse: ‘eu rezei’. Eu lhe ordenei tirar novas radiografias e o tumor havia se reduzido de modo impressionante” – contou o Dr. Jacob.

“Eu jamais tinha visto ou ouvido algo como isto. Eu sei que um câncer desse tipo não retrocede”, explicou o médico.

Para ter certeza plena, Teresa foi objeto de mais uma biópsia, que foi realizada pelo próprio chefe do Departamento de Oncologia Ortopédica.

“Este fenômeno não é possível e não há literatura clínica alguma nesse sentido”, concluiu o especialista.

“Cada vez que rezo, eu sinto paz e segurança. Eu tinha medo, mas estava em paz”, explicou Teresa.

“O efeito das coisas que acontecem na alma humana sobre as coisas que acontecem em seu corpo é uma área onde nós não entendemos praticamente nada”, acrescentou o Dr. Jacob Bickels. “Na minha opinião, isto é o que explica o caso de Teresa”.

“Eu sou um homem prático. Eu sou um cirurgião de câncer. Eu não procuro soluções nos céus, mas a única coisa que nós fizemos por Teresa foi demorar. Ela de fato não foi tratada” – concluiu.

“É um presente de Deus”, concluiu Teresa, por sua vez, para a televisão israelense.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Imaculada Conceição: a grande confirmação das aparições de Lourdes

O 8 de dezembro é uma das grandes datas do santuário de Lourdes.

É a festa da Imaculada Conceição, que está no cerne da devoção a Nossa Senhora de Lourdes.

Nossa Senhora ali apareceu a 11 de fevereiro de 1858 ― a máxima festa de Lourdes ― para confirmar esse dogma, proclamado solenemente alguns anos antes pelo Bem-aventurado Papa Pio IX, para entusiasmo da Cristandade e humilhação da iniqüidade anti-católica.

Uma procissão excepcional é organizada para as 21:00 horas.

Ninguém falta a ela e o cortejo com velas se põe em marcha, saindo da Gruta sagrada, percorrendo toda a esplanada e culminando ao chegar diante das basílicas.

As Ave-Marias são rezadas nas línguas dos grupos mais numerosos.

Após cada mistério, canta-se o bem conhecido hino Ave, Ave, Ave Maria, cuja letra difere, nas diversas línguas.

Mas na hora do estribilho Ave, Ave, Ave Maria, a multidão estremece erguendo as velas em uníssono.