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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Ladrão rouba imagem de Cristo e a devolve restaurada.
Por que outros nunca se arrependem?

Midge Saglimbene com a imagem roubada e devolvida restaurada na festa de Todos os Santos
Midge Saglimbene com a imagem roubada e devolvida restaurada
na festa de Todos os Santos



Angels & Co. é uma loja de objetos religiosos católicos mantida por Midge Saglimbene e Linda Schirillo em Monroe, uma localidade de vinte mil habitantes no estado americano de Connecticut, escreveu o site “Religión en Libertad”.

No dia 28 de outubro foi roubada no pátio de entrada da loja uma estátua do Sagrado Coração de Jesus de 1,5 m de altura e que pesava vinte quilos, a qual as proprietárias mantinham ali com muita devoção.

“Eu fiquei destruída”, disse Midge à TV local, abalada pela sensação de impotência diante do crime.

“Eu chorei, não podia acreditar, apelei à polícia”. A imagem tinha um valor aproximado de 600 dólares, mas não estava à venda, pois é um objeto de devoção das donas da loja e ficava na porta recebendo os clientes.

Midge encomendou o caso a Santo Antônio de Pádua, padroeiro das causas perdidas, e lhe pediu especialmente que a imagem aparecesse “em Todos os Santos, por favor, que seja na festa de Todos os Santos”.

Por incrível que pareça, no domingo, festa de Todos os Santos, quando ela estava em casa, tocou o telefone para avisar que a imagem voltou ao mesmo local de onde tinha sido roubada.

Mas com uma modificação, evidente à primeira vista.

Ela havia sido restaurada e brilhava com uma pintura nova.

Midge e Linda acreditam que o ladrão havia sido tocado pela imagem. “Ela estava desbotada e em alguns pontos a tinta estava solta. Agora está belíssima”.

A imagem antes e depois do roubo e da restituição.
A imagem antes e depois do roubo e da restituição.
Nada se sabe sobre o ladrão, porque a polícia – graceja o site – ainda não pôde interrogar Santo Antônio.

De fato, há um tipo de “ladrão de galinha” que se diferencia essencialmente dos autores de atentados contra imagens e igrejas que vemos agir nas cidades modernas e que não dão nenhum sinal de arrependimento.

Os primeiros agem impulsionados por paixões censuráveis, mas não por um argumento metafísico. Eles podem ser tocados pela graça e voltar atrás em seu mau caminho.

Os outros agem em nome de um princípio metafísico, um ódio que facilmente se transforma em ideologia socialista ou anarquista. Esses são soldados da Revolução Cultural anticristã e muito raramente se arrependem.

Conforme o caso, podem chegar a ser políticos importantes, ou até se inscrever astuciosamente nas fileiras do clero para galgar posições e servir melhor à Revolução Cultural dentro da Igreja.


segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Combate à pobreza supera as metas em toda a Terra

Os extremamente pobres caíram de 2,6 bilhões em 2000 para 836 milhões em 2015
Os extremamente pobres caíram de 2,6 bilhões em 2000 para 836 milhões em 2015



No ano 2000 a ONU propôs, entre os objetivos sociais a serem alcançados pelos países membros, a meta de reduzir pela metade o número dos que vivem na pobreza extrema na terra (definida como uma renda inferior a cinco reais por dia).

Para o grande jornal italiano “Il Corriere della Sera”, que comentou a meta em editorial, esta pareceu utópica.

Porém, 15 anos depois, a meta não só foi atingida, mas superada com folga. Segundo a mesma ONU, os extremamente pobres caíram de 2,6 bilhões em 2000 para 836 milhões em 2015.

O jornal acenou respeitosamente para a contradição entre os dados da ONU e os discursos do Papa Francisco I e do presidente Obama, feitos na mesma sede dessa organização mundial.

Os dois máximos representantes da ordem espiritual e temporal fizeram discursos em que pareciam desconhecer esse dado fundamental e adotar a demagogia barata das esquerdas mundiais.

O jornal italiano sublinhou os índices impressionantes da redução da pobreza extrema na China e no sudeste da Ásia, onde a queda foi de 84% do total dos extremamente pobres.

Na América Latina, a redução da pobreza extrema foi sumamente bem-sucedida: queda de 66%.

Na África, os números não foram tão bons, mas são dignos de menção: a categoria dos mais pobres diminuiu 28%.

O jornal observou que essa melhora histórica deve ser atribuída ao dinamismo do capitalismo privado, sobretudo nos “tigres asiáticos” e em países como o Brasil.

Entre 2000 e 2015: foram colossais os progressos na educação básica
Entre 2000 e 2015 foram colossais os progressos na educação básica
E os progressos econômicos não foram os únicos entre os mais pobres. 

Por exemplo, no campo sanitário reduziu-se pela metade a mortalidade infantil na África subsaariana, enquanto foram colossais os progressos na educação básica: 90% das crianças hoje vão à escola, e 80% completam todo o ciclo.

Lendo esses dados, é-se levado a perguntar que motivação leva a CNBB, o Papa Francisco e presidentes como Obama a ficarem enfiando farpas contra o regime de propriedade privada, a livre iniciativa e a capitalização pessoal.

Não deveriam eles, que se apresentam como zelosos dos mais necessitados, humanitários e misericordiosos, elogiar esses resultados e promover o sistema que os produziu?

Mas nada ouvimos nesse sentido da parte desses líderes. Como explicar tão enorme e enigmática contradição?


segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Brasil: duas imagens de Nossa Senhora
ficam intocadas por voraz incêndio

Materiais ao redor das imagens foram destruídos, diz sargento Durval Dutra do Corpo de Bombeiros
(Foto Reprodução-TV Tapajós)



Um incêndio devorador... o empenho de esforçados bombeiros superados pelo desastre... uma família que perde tudo... nada pôde ser salvo... e, entretanto, duas pequenas imagens de Nossa Senhora com suas florezinhas em volta permanecem intocadas sobre o altarzinho familiar onde sempre estavam, mas desta vez em meio aos demais objetos carbonizados!

Aconteceu em Santarém, oeste de Pará, na área da Cohab, bairro Diamantino. O incêndio começou por volta de 4h da madrugada da quinta-feira 7 de janeiro de 2016 e quando chegaram os bombeiros já pouco puderam fazer. Veja embaixo o vídeo da TV Tapajós.

Com cada vez maior frequência e intensidade a Providência Divina vem anunciando com a linguagem dos fatos sua crescente intervenção protetora em meio a toda espécie de catástrofes.

É como se tudo se estivesse encaminhando para uma calamidade universal. E Nossa Senhora faz sentir que por maiores que sejam as catástrofes Ela fica sempre intocada.

E em consequência nos precisamos nos voltar para Ela mais do que nunca, antes mesmo da desgraça acontecer e durante a tragédia. A final Ela triunfará.

No caso de Santarém, segundo a informação de G1, e apesar da destruição causada pelo fogo e o susto aos moradores, uma cena chamou atenção da equipe do Corpo de Bombeiros: duas imagens de Nossa Senhora estavam intactas.

As imagens faziam parte de uma espécie de altar familiar e ficavam na sala da casa. A cena foi observada pelo sargento dos Bombeiros, Durval Dutra.

“Todo o teto desabou, mas em um local havia a imagem de Nossa Senhora Desatadora dos Nós e ela continua intacta. Nem as flores que estavam ao redor pegaram fogo.

“A outra imagem parece ser Nossa Senhora da Glória. É um fato constatado no local. Tudo foi destruído, menos as imagens”, relatou o sargento.

De acordo com os Bombeiros, prossegue G1, no momento em que o incêndio iniciou tinham três pessoas e um cachorro dentro da casa. Um dos moradores foi encaminhado ao hospital por inalar fumaça quando tentava salvar o animal que acabou morrendo asfixiado pela fumaça.

Ao todo, cinco viaturas de combate a incêndio se deslocaram para o local e combateram as chamas que atingiram todos os cômodos. Os Bombeiros tiveram trabalho para evitar que o fogo atingisse residências próximas.

A suspeita da família é que o incêndio tenha começado pela sala, em um ventilador e como no local funcionava um ateliê, havia muitos tecidos, revistas e livros que facilitaram para que o fogo se alastrasse rapidamente. A casa ficou parcialmente destruída. As causas do incêndio ainda serão apuradas.

No nosso blog “Luzes de Esperança” nós temos registrados outros fatos análogos que fazem pensar possantemente no milagre:


Um triste exemplo do oposto: o tsunami do Japão e a advertência de Nossa Senhora que não foi ouvida:

Japão: Nossa Senhora de Akita advertiu mas não foi ouvida


Video: Brasil: duas imagens de Nossa Senhora saem indenes de devorador incêndio





segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Boa faxineira de museu vê “obra de arte contemporânea”
e “faz limpeza”

Museu Bozen-Bolzano: a 'obra de arte'...
Museu Bozen-Bolzano: a 'obra de arte'...



Uma boa faxineira que trabalha no Museu de Arte Contemporânea de Bolzano, no norte da Itália, consagrado à aberrante “arte contemporânea”, achou que uma “obra de arte” não era mais que sujeira deixada por festeiros beberrões.

E “caprichou na limpeza”, segundo informou a BBC Brasil.

Ela achou que o trabalho – chamado Onde vamos dançar esta noite? – não passava de uma bagunça deixada numa festa realizada no local na noite anterior. A faxineira "limpou" o local como se deve e jogou fora toda a imundície.

Composta por pontas de cigarro, garrafas vazias e confetes na mais degradante desordem, a “obra” pretexta representar o hedonismo e a corrupção dos anos 1980. Mas na prática é um produto eloquente da corrupção de 2015, com um acréscimo especial.

Mau gosto, corrupção e pecado são realidades deploráveis que sempre existiram neste vale de lágrimas. Mas há uma inversão monstruosa quando se tenta não só justificar esses males, mas proclamá-los como um bem digno de “obra de arte”.

Pratica-se assim um atentado contra a própria estrutura do ser e do pensamento humano.

Museu Bozen-Bolzano: a limpeza foi feita!
Museu Bozen-Bolzano: a limpeza foi feita!
O museu – conhecido como Museion Bozen-Bolzano – refez a exibição. Os artistas de Milão Goldschmied and Chiari foram os idealizadores desse atentado à ordem do ser.

O Museu pediu desculpas pelo incidente e lamentou que “teve má sorte com a nova faxineira”.

Em fevereiro do ano passado, noticiou ainda a BBC Brasil, verificou-se em Bari, no sul da Itália, outra reação de bom senso, que a agência informativa – melhor diríamos o contrário – qualificou de acidente.

Também uma faxineira jogou fora “trabalhos” que faziam parte de uma instalação da galeria Sala Murat.

Ela tratou a “obra de arte contemporânea” como aquilo que a mesma aparentava ser: lixo. E disse que estava “apenas fazendo seu trabalho”.

Mais de um terá vontade de lhe fazer chegar um aplauso.


quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Feliz Natal e bom Ano Novo 2016!







Natal 2015: Junto ao presépio com o coração transpassado de dor




Natal 2015 na França



segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Parlamento britânico repele projeto de eutanásia

Sessão da House of Commons, a Câmara dos Deputados britânica.
Sessão da House of Commons, a Câmara dos Deputados britânica.



O Parlamento britânico recusou em última instância a tentativa de legalizar a eutanásia, ou morte assistida na Inglaterra e em Gales, após um emotivo debate pleno de casuísticas individuais e argumentações genéricas, noticiou o jornal “El Mundo”, de Madri.

Em votação final, o mal chamado “direito a morrer” foi derrotado por 330 x 118.

O projeto de lei de morte assistida foi introduzido pelo deputado trabalhista (socialista) Rob Marris. O parlamentar tergiversava dizendo que “todas as pessoas que se encontram na perspectiva dentro de seis meses, deveriam ter a opção de decidir o que querem fazer”, leia-se se suicidarem com recursos fornecidos pelos médicos. Porém, esse e outros sofismas não convenceram os deputados.

Do lado de fora do Parlamento de Westminster aconteciam duas manifestações: uma a favor da morte e outra a favor da vida.

Essa oposição pôs em relevo a polarização provocada pelo tema na sociedade britânica.

A proposta recusada previa que dois médicos e um desembargador tinham que aprovar previamente o exercício desse inexistente “direito à morte” no caso de pessoas com doenças terminais com uma previsão de menos de seis meses de vida.

Após esse visto, seria passada ao paciente uma dose de barbitúricos para que ele próprio, ou pessoas próximas, executassem o suicídio apresentado irenisticamente no texto legal.

O deputado trabalhista e médico de profissão Keir Starmer arguiu que cerca de trinta britânicos viajam todos os anos para a Suíça, recrutados por uma organização chamada eufemisticamente Dignitas, para nunca mais regressarem. No país helvético eles põem fim às suas vidas.

“O que acontece com nosso sistema médico e judicial é injusto e discriminatório, porque permite a alguns se beneficiarem do Dignitas e viajar ao exterior para decidir sobre suas vidas, enquanto aos que não dispõem de dinheiro nem de informação, não lhes é permitida a mesma opção”.

Manifestantes contra a eutanásia diante do Parlamento de Westminster.
Manifestantes contra a eutanásia diante do Parlamento de Westminster.
A demagogia intrínseca e a incongruência intelectual desse sofisma não convenceram. O ex-ministro conservador Liam Fox advertiu que “a aprovação dessa lei abriria uma caixa de Pandora que não se sabe onde pode acabar”.

O deputado advogou pela vida contra o projeto com base em valores religiosos, nas incertezas médicas a respeito dos casos apresentados, por razões de direito e de manipulações testamentárias que podem dar-se nesses casos.

Os dois principais partidos ingleses não tiveram coragem de se definir diante do projeto e deram liberdade de voto a seus representantes. Livres do compromisso partidário, os deputados votaram em função de sua reeleição e da necessidade de atender às expectativas de seus eleitores.

Nos dois blocos – Conservador e Trabalhista – houve divisão de opiniões, mas prevaleceu o bom senso, o sentimento religioso e a ciência médica.

A ‘cultura da morte’ tem sua estratégia de penetração pensada. Primeiro aduz alguma casuística de forte conteúdo sentimental e, uma vez aprovada a lei, começa a multiplicar os casos até chegar ao vale- tudo.

Em matéria de eutanásia, nos mesmos dias ela foi ampliada mais uma vez na Bélgica, noticiou Infovaticana.

Agora bastará alguém declarar-se em depressão para lhe ser inoculado o cocktail da morte, análogo ao usado em condenados à morte em certos estados americanos.


Imaculada Conceição: Nossa Senhora nos pede amar esse privilégio divino exclusivo que A põe por cima de todos







Quanto mais nós admiramos uma pessoa, mais nós devemos amá-la.

E quanto mais nós a amamos, mais nós devemos ser propensos a admirar as qualidades que Ela tem.

Por causa disso, nos veneramos Nossa Senhora como Mãe ao mesmo tempo sumamente amável e sumamente admirável.

Nossa Senhora aparece fazendo-se admirar pelo título que Ela proclama.

Ela disse a Santa Bernadette Soubirous: “Eu sou a Imaculada Conceição”.

Quer dizer, uma criatura que está numa condição inteiramente superior a todas as outras. Porque concebida sem pecado original e gozando de uma predileção toda especial de Deus.

De outro lado, Ela pratica milagres dos mais estupendos, numa continuidade e numa importância sem igual história da igreja. E isto é porque Ela quer. Então Ela se apresenta muito à nossa admiração.

Mas, de outro lado, Ela se apresenta ao nosso amor pela sua caridade, pela sua bondade, pelo interesse na nossa salvação eterna, e pela felicidade dos homens na vida terrena.

Há aí, portanto, esses dois qualificativos que se unem. Aquilo que um falso espírito seudo-democrático e pagão gostaria de separar.

E o princípio de autoridade, na sua mais alta expressão.

Os privilégios d’Ela na sua mais alta categoria e realização não afastam do amor, mas pelo contrário convidam ao amor.

A devoção a Nossa Senhora de Lourdes nos comunica este amor à hierarquia sublime, à desigualdade harmônica.

Ela nos dá indiretamente uma lição de anti-igualitarismo.

Quer dizer, uma lição do oposto do mal que corre pelo mundo em forma de Revolução imoral que ataca a família e a sociedade.


(Fonte: Plinio Corrêa de Oliveira, 7/2/65, sem revisão do autor)


Acompanhe online o que está acontecendo agora na própria gruta de Lourdes pela Webcam do santuário.


segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Eslovenos conseguem referendo
para revogar “casamento” homossexual

Za otroke gre!manifesta na praça pública.
Za otroke gre!manifesta na praça pública.



O Tribunal Constitucional da Eslovênia deu ganho de causa aos defensores do casamento e dos direitos das crianças na Eslovênia (na ex-Iugoslávia).

Ele declarou a constitucionalidade de um referendo para revogar a lei que equipara o casamento natural e religioso à união de casais do mesmo sexo e lhes concede um inexistente “direito” de adotar crianças, noticiou a agência Infocatólica.

O referendo havia sido solicitado por 48.146 cidadãos que assinaram em apenas 4 dias a petição proposta pela coalisão cívica Za otroke gre! (“Pelas crianças!”).

Os ativistas LGBT apoiados por ONGs como a Anistia Internacional se opunham à consulta popular alegando ser “discriminatória e contrária aos direitos humanos”.

O referendo terá lugar em dezembro. Numa consulta análoga em 2012 sobre um novo Código de Família, quase 55% dos votantes recusou a equiparação do matrimônio natural com as uniões do mesmo sexo.

Levando as assinaturas para a Corte Constitucional
Levando as assinaturas para a Corte Constitucional
As iniciativas populares devem enfrentar ricos grupos de pressão que promovem em nível internacional o mal chamado “casamento” homossexual e que estão interferindo com seus recursos na Eslovênia.

Para os lobbies LGBT, na Eslovênia se trava uma “batalha” de grande efeito psicológico. Pois se trata da primeira nação pós-comunista e eslava da Europa Central que poderia abandonar a identidade básica da família natural baseada no casamento de um homem e uma mulher.

Esses grupos de pressão de fundo anarco-socialista têm muita entrada nos principais meios de comunicação e exigem das famílias e das iniciativas como Za otroke gre! uma difícil e esforçada campanha.

Mas quando os defensores da família voltam seu olhar implorando o auxílio divino, além de aplicar todos seus esforços por essa causa sagrada, a relação de forças se inverte, embora não seja perceptível com os olhos do corpo.

Os resultados dos defensores da família na Eslovênia falam por si.


segunda-feira, 23 de novembro de 2015

“Prisioneiros do Estado Islâmico rezavam o terço
e não renegavam a fé”

A sé do Arcebispado Siriaco Católico em Mosul incendiada pelos seguidores do Corão.
A sé do Arcebispado Siriaco Católico em Mosul incendiada pelos seguidores do Corão.



O padre Mourad, libertado no dia 11 de outubro 2015, conta a sua experiência junto com outros 250 reféns


O monge e sacerdote siro-católico Pe. Jacques Mourad, prior do mosteiro de Mar Elia, contou em entrevista à emissora cristã Noursat TV – Tele Lumière a experiência que viveu no cativeiro depois de ser sequestrado pelos milicianos do Estado Islâmico. Ela foi reproduzida pela agência Zenit.


Em 21 de maio deste ano 2015, um grupo de homens armados o raptou, juntamente com um ajudante, na periferia de Qaryatayn, cidade de população cristã e sunita que, dois meses antes, tinha caído em mãos dos extremistas islâmicos.

O padre fazia parte da comunidade fundada pelo sacerdote jesuíta romano Paolo Dall’Oglio, desaparecido no norte da Síria em 29 de julho de 2013, quando estava em Raqqa.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Os fariseus e os saduceus do nosso tempo

“O tributo a César”, quadro de James Tissot. Os fariseus tentam fazer com que Jesus Cristo caia em contradição.
“O tributo a César”, quadro de James Tissot.
Os fariseus tentam fazer com que Jesus Cristo caia em contradição.
Roberto de Mattei
(1948 - )
professor de História,
especializado nas ideias
religiosas e políticas no
pós-Concilio Vaticano II.




A crítica aos “fariseus” é recorrente nas palavras do Papa Francisco. Em numerosos discursos entre 2013 e 2015, ele falou sobre a “doença dos fariseus” (7 de setembro de 2013), “que acusam Jesus de não respeitar o sábado” (1° de abril de 2014); sobre a “tentação da suficiência e do clericalismo, que codificam a crença em normas e instruções, como faziam os escribas, os fariseus e os doutores da lei do tempo de Jesus” (19 de setembro de 2014).

No Angelus de 30 de agosto, ele disse que, como com os fariseus, “existe também para nós o perigo de nos considerarmos retos, ou, pior, melhor do que os outros, pelo simples fato de observarmos as regras, os costumes, mesmo se não amamos o próximo, se somos duros de coração, se somos soberbos, orgulhosos”. Em 8 de novembro de 2015 ele contrapôs a atitude dos escribas e dos fariseus, fundadas na “exclusão”, à de Jesus, fundada na “inclusão”.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Adesão do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira à sólida e corajosa Declaração de Dom Athanasius Schneider sobre o Sínodo

Dom Athanasius Schneider [Foto PRC]
Dom Athanasius Schneider emitiu sobre o relatório final do Sínodo dos Bispos uma oportuna declaração na qual tece, com base em sólidos argumentos, comentários sobre os números 84 a 86 do Relatório. Tais considerações, amparadas na perene doutrina católica, as quais o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira assume, lançam um vigoroso alerta contra o conteúdo desse Relatório.


A XIV Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos realizada de 4 a 25 de outubro último, dedicada ao tema “A vocação e a missão da família, na Igreja e no mundo contemporâneo” apresentou um Relatório Final com algumas propostas pastorais submetidas ao Papa Francisco.

O documento é apenas de natureza consultiva, não possuindo um caráter magisterial formal.

Dom Athanasius Schneider [foto acima], Bispo auxiliar de Astana (Cazaquistão) emitiu sobre esse documento uma oportuna declaração para o site “Rorate Coeli”, sob o título “O Relatório Final do Sínodo abre a porta dos fundos a uma prática neomosaica” na qual tece, com base em sólidos argumentos, comentários sobre os números 84 a 86 do referido Relatório.

Tais considerações, amparadas na perene doutrina católica, as quais o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira assume, lançam um vigoroso alerta contra o conteúdo desse Relatório:

  • Tal conteúdo cede à pressão ideológica da cultura dominante que visa extinguir a indissolubilidade do casamento pela difusão da anticultura do divórcio e concubinato;
  • Omite qualquer repreensão aos divorciados recasados no civil, que vivem more uxorio, pelo seu estado de vida gravemente pecaminoso, e os isentam do pecado de adultério, mediante argumentos que tendem a diminuir sua responsabilidade subjetiva;
  • Induz, portanto, pessoas que vivem em situações irregulares a permanecer em tais uniões e a profanar o Sacramento do Matrimônio;
  • Escandaliza os fiéis e a sociedade como um todo pela sugestão de admitir pessoas que violam publicamente o sexto Mandamento, às funções de leitor na missa, catequista, padrinho ou membro do conselho paroquial;
  • Pela sua ambiguidade abre a porta dos fundos para a admissão à Sagrada Comunhão dos divorciados recasados civilmente, o que acarretará a profanação do maior dos sacramentos, a Sagrada Eucaristia;
  • Inaugura uma cacofonia, uma confusão magisterial e pastoral, em contradição com ensinamentos e práticas perenes e bimilenárias da Igreja Católica.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Reinado recorde de Elizabeth II: grande triunfo da família

Elizabeth II comemorou o reinado cristão mais longo da história com uma festa familiar
Elizabeth II comemorou o reinado cristão mais longo da história
com uma festa familiar



No dia 9 de setembro, Elizabeth II, Rainha da Inglaterra, atingiu a marca do mais longo reinado do mundo cristão, iniciado no dia 6 de fevereiro de 1952 com a súbita morte de seu pai, o rei Jorge VI.

A então princesa herdeira estava em viagem protocolar pela África quando recebeu a dolorosa notícia da morte de seu amado progenitor.

Ficou para a história a lancinante imagem da jovem e delicada princesa descendo sozinha do avião que a depositou em Londres. No pé da escada aguardavam-na o mítico Sir Winston Churchill com todo o ministério vestido de rigoroso preto.

O contraste entre a fragilidade e a delicadeza da nova rainha e a severidade e o ambiente lúgubre dos políticos é impressionante.

Quem diria que aquela princesinha, que se tinha tornado rainha no mesmo instante do falecimento do rei seu pai, haveria de reinar durante mais de 63 anos, sete meses e dois dias, que foi o recorde alcançado por sua tataravó, a rainha Vitória, no século XIX?

Quem teria dito que em meio aos vagalhões que derrubam um governo após outro, ela haveria de entrar corajosamente no III milênio como o chefe de Estado mais amado e o reinado mais longo e solidamente alicerçado do mundo?

Quando um presidente democrático consegue chegar a dois anos de governo sem ficar submerso no vitupério popular, comemora o fato como uma vitória homérica, faz espalhafatosas declarações pela mídia e se mantém com frequência bem longe do público.

Mas com índices de popularidade entre 70% e 80 %, a rainha Elizabeth II comemorou o mais longo reinado do mundo cristão com uma digna e simples festa de família.

Em seu castelo de Buckingham – um dos maiores do mundo, guardado pela sua prestigiosa guarda e atendido por um escolado e tradicional conjunto de servidores fiéis – não houve festa rumorosa, nem pompa e circunstância para comemorar a data.

Elizabeth II retorna logo a Londres após a súbita morte de seu pai. Quem teria dito que ela entraria no III milênio como o chefe de Estado mais amado e o reinado mais longo e solidamente alicerçado do mundo?
Elizabeth II retorna logo a Londres após a súbita morte de seu pai.
Quem teria dito que ela entraria no III milênio
como o chefe de Estado mais amado e o reinado mais longo
e solidamente alicerçado do mundo?
Apenas um jantar íntimo com seus familiares. A rainha preferiu assim. No fim das contas foi um evento familiar, e a rainha não está em competição com a sua augusta tataravó, da qual descende, mas em profunda harmonia.

Inumeráveis pessoas no mundo todo, monarquistas ou não, contaram regressivamente os dias e as horas, como se tratasse de um acontecimento pessoal.

Naquele dia a rainha cumpriu pontualmente suas obrigações de Estado, inaugurando uma linha de trem na Escócia.

À noite, jantou em seu castelo de Balmoral com membros da família, entre eles o príncipe William e a duquesa de Cambridge, Kate Middleton, os felizes pais dos bisnetos reais de Elizabeth II.

O relógio do Big-Ben de Londres tocou precisamente às 17h30 (13h30, horário de Brasília) para marcar o evento.

Aos 89 anos, a rainha Elizabeth II agradeceu o carinho recebido de seus súditos na ocasião e a todas as pessoas que lhe enviaram “mensagens comoventes de grande amabilidade” para parabenizá-la.

Nos palácios de Buckingham e de Windsor, na Inglaterra, e Holyroodhouse, na Escócia, houve exposições de fotografias e vídeos emblemáticos de seu reinado, bem como o oferecimento aos entusiastas, de souvenirs e louças de porcelana comemorativas da exibição Longest reigning monarch.

Uma moeda comemorativa também foi lançada pela Royal Mint, a Casa da Moeda britânica.

Em Londres, o Parlamento realizou uma sessão especial em homenagem à monarca com muitos aplausos e mensagens solenes. Mas a rainha discretamente fugiu dessas homenagens a que todo presidente pernibambo teria acorrido apressadamente para ganhar votos ou vantagens.

A rainha no dia da coroação.
A rainha no dia da coroação.
A rainha na festa da coroação meio século depois.
A rainha na festa da coroação meio século depois.

Quando em 1952, aos 25 anos, Elizabeth II recebeu a coroa de Santo Eduardo na catedral de Westminster, todos os presentes bradaram três vezes “Deus Salve a Rainha”, salvas de tiros foram disparadas enquanto a multidão vibrava e enxugava as lágrimas.

Naquela ocasião, aproximadamente três milhões de pessoas ocuparam as ruas de Londres para poder ver a nova rainha coroada seguir na carruagem dourada até o palácio de Buckingham. Mais alguns milhões assistiram à coroação pela TV em preto e branco, que estava então começando a se espalhar.

Quantos bilhões teriam assistido à coroação se esta se realizasse hoje?

O recorde do reinado de Elizabeth II foi um grande triunfo dos valores familiares e cristãos numa época em que até na Igreja altos prelados reunidos em Roma tentam equiparar a dignidade do matrimônio e da família à condição imoral das uniões perversas e intrinsecamente desordenadas.


A coroação de Elizabeth II. Apanhado histórico pela BBC



segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Católicos protegeram a catedral de Mar del Plata
assaltada pela intolerância LGBT

Agitadores iniciam agressão sacrílega contra catedral defendida por católicos
Agitadores iniciam agressão sacrílega contra catedral defendida por católicos



Uma longa coluna de feministas, militantes LGBT e de partidos de extrema esquerda tentou profanar a bela catedral da cidade de Mar del Plata na Argentina, informou a imprensa argentina.

O sacrílego atentado foi evitado corajosamente por jovens católicos da cidade. A coluna agressora fazia parte do XXX Encuentro Nacional de Mujeres, assembleia que se reúne todos os anos em diferentes cidades financiada pelo governo nacionalista bolivariano de Cristina Kirchner.

Os manifestantes vinham depredando casas e lojas e pichando-as com dizeres expressivos como “nem pátria nem patrão” além de palavrões e slogans pelo aborto.

Segundo os jornais portenhos, após as 22 horas do dia 11 de outubro em meio às festividades de Nossa Senhora de Luján, padroeira da Argentina, a coluna se afastou do percurso aprovado pelas autoridades e partiu para o assalto da catedral.

Mas, os jovens católicos estavam ali prevendo a tentativa sacrílega. Ela já tinha sido tentada outros anos em edições de dito Encontro, mas os católicos das respectivas cidades conseguiram impedi-lo.

Homens e mulheres do Partido Revolucionário Marxista Leninista e diversas agrupações feministas, abortistas e LGBT iniciaram as violências. Proferindo horríveis blasfêmias, insultando aos católicos que rezavam em pé nos degraus da catedral e atrás de uma bela grande que delimita o terreno sagrado.

Algumas das mulheres se despiram e exibiram seus bustos nus pichados com dizeres ofensivos e blasfemos.

Os militantes da Revolução Cultural jogavam pedras, garrafas, rojões e lixo contra os católicos. Os homens notadamente, após muito trabalho conseguiram derrubar boa parte de grade da catedral.

Mas os católicos resistiram firmemente e os invasores não puderam atingir o prédio sagrado.

Após derrubar a grade, agressores LGBT ofendem aos católicos que não arredam.
Após derrubar a grade, agressores LGBT ofendem aos católicos que não arredam.
A polícia e a tropa de choque da Infantaria Naval, corpo ativo nessa cidade porque é um porto importante, demorou em chegar e teve que travar uma verdadeira batalha campal contra os baderneiros enfurecidos.

Pelo menos 16 deles foram presos por “danos e resistência à autoridade” e seis das feministas furiosas resultaram machucadas.

O secretario da Segurança, Fernando Telpuk, e outros representantes do setor do governo defensor dos Direitos Humanos e dirigentes do partido nacionalista pro-socialista de Cristina Kirchner, compareceram no local, aparentemente mais para garantir os agressores do que aos agredidos.

Para as líderes das agitadoras foi uma inciativa “pacifica” e se despirem provocativamente exibindo os bustos pichados, e sujar os prédios vizinhos “é uma tradição” do movimento.

Para elas, o crime máximo seria dos católicos acusados de “ultradireita”. Também a polícia foi vituperada pelas ativistas LGBT que reclamavam mais aborto e o fim de um supostamente generalizado crime de “feminicído”, que na hora só servia de pretexto fantasioso.

A polícia denunciou que os agitadores jogaram até excrementos humanos contra as forças da ordem que revidaram com gás lacrimogêneo, bombas de fumaça e balas de goma.

O furor critianofóbico avança de mãos dadas com a esquerda política. Mas quando encontra no caminho católicos determinados a defender sua fé e a Igreja, acaba sendo frustrado.

Os católicos não têm os recursos materiais de que dispõem as esquerdas amparadas pelos governos populistas amigos do PT, mas têm algo que vale muito mais: o apoio do Céu. E com isso e seu sacrifício pessoal podem estar certos da vitória.


Cenas do ataque cristianofóbico







A polícia dispersa os provocadores





Feministas e extremistas de esquerda derrubam a grade da catedral




segunda-feira, 19 de outubro de 2015

China: Cruzes derrubadas voltam multiplicadas por mil

Enquanto o governo chinês tira as cruzes pela força, os cristãos colocam mais cruzes por toda parte.
Enquanto o governo chinês tira as cruzes pela força,
os cristãos colocam mais cruzes por toda parte.



Enquanto uma dúzia de paroquianos católicos chorava e cantava hinos em reparação ao sacrilégio que estava sendo cometido, funcionários socialistas serravam a Santa Cruz no alto da igreja católica de Dafei, informou a agência Associated Press.

Mais de 100 agentes da tropa de choque reforçavam a polícia e os funcionários estatais contra os pacíficos paroquianos que queriam proteger o símbolo da Fé.

“Nós não violamos a lei. Não fazemos oposição ao governo, somos cidadãos comportados”, lamentava um paroquiano que se identificou somente como Chen, temendo retaliações das autoridades.

Os dirigentes socialistas da província de Zhejiang, no sudeste da China, receberam um ultimato superior para arrancar as cruzes de torres, tetos e paredes de cerca de 4.000 igrejas que povoam os panoramas daquela dinâmica região.

A indignação popular é grande, e até as associações cristãs que aceitaram o controle do Partido Comunista para não serem hostilizadas, agora se mobilizaram contra o poder socialista, denunciando a campanha como anticonstitucional e humilhante.

No sentir geral, a campanha contra a Cruz é atribuída a Xi Jinping, presidente da China e chefe supremo do Partido Comunista.

Para Yang Fenggang, especialista em religiões da China na Universidade de Purdue, nos EUA, o partido cometeu um grave erro de cálculo.

Ele achava que eliminando as cruzes esfriaria a expansão cristã e reforçaria o controle da ditadura. Porém, está se dando o contrário e a região está entrando numa perigosa instabilidade religiosa.

Os agentes da demolição socialista encontram inesperada resistência. Os paroquianos organizam vigílias e tentam bloquear as entradas das igrejas até com caminhões. Em outras igrejas, eles re-erguem as cruzes em atitude desafiante.

“As autoridades estão especialmente preocupadas porque os cristãos têm um forte senso de identidade e podem se transformar numa poderosa força social”, ponderou Zhao Chu, comentarista independente.

Ele acresce que o Partido Comunista está desafiando um inimigo que hoje é maior que ele próprio. Segundo Yang, os cristãos somam por volta de 100 milhões e aumentam aceleradamente, enquanto o Partido Comunista tem por volta de 88 milhões de aderentes, e em diminuição.

O próprio Partido oficial é ateu e anti-religioso, mas está cheio não só de cristãos, mas também de budistas, muçulmanos e seguidores de outras crenças. A cúpula da ditadura teme que especialmente os cristãos venham a mudar o Partido por dentro.

O comunismo tentou apagar a religião durante a Revolução Cultural das décadas de 1960 e 1970. Mas o imenso vazio espiritual que ele criou funciona agora como um motor moral que leva os chineses a procurarem a Cruz de Cristo.

Pequim exige que todos os grupos religiosos se submetam a seu controle, enquanto trabalha para nomear bispos sem ouvir o Vaticano.

O governo pode se gabar de suas relações com o “progressismo” católico no exterior e de certos gestos conciliadores provenientes da diplomacia vaticana. Mas essas amizades não impressionam muito os fiéis, e nem sequer os pagãos que se aproximam do Evangelho.

A própria Igreja Patriótica Católica – uma dependência burocrática do governo que pretende mandar nos católicos –, temendo o aumento da animosidade contra o Partido, protestou contra a remoção das Cruzes de algumas igrejas em Zhejiang e pediu o término das oposições populares.

Yang acha que as autoridades podem perder sua influência junto às associações colaboracionistas, as quais estão de fato se parecendo com o sempre foram: um instrumento astuto da repressão.

“Agora essa ponte está sendo incendiada”, acrescentou Yang.

Católicos de Dafei rezam enquanto cruz da igreja (ver sombra)
está sendo arrancada pelos agentes socialistas.
O medo, a frustração e o furor são mais palpáveis no grande município de Wenzhou, na costa leste. Com 9 milhões de habitantes e cerca de de 2.000 igrejas, Wenzhou é tido como bastião do cristianismo e do espírito de livre iniciativa no leste do país.

Cada uma de suas cidades se destaca pelo fabrico de algum artigo: botões, sapatos, produtos para animais de estimação, brinquedos. E cada cidade tem uma ou duas igrejas.

Vinte e quatro líderes católicos publicaram uma carta aberta muito firme denunciando a ilegalidade da campanha do governo contra as Cruzes.

Nas aldeias, a população desobedece às ordens socialistas e se recusa a tirar as Cruzes. O governo envia então equipes de demolição que cumprem sua missão, mas pouco depois as Cruzes estão reinstaladas em seus lugares.

“Foi um ataque surpresa. Não os deixamos entrar, mas eles arrebentaram os cadeados. Exigimos o documento autorizando, mas eles nada mostraram. Eles nos expulsaram da igreja”, disse Tu, um dos paroquianos.

“Nós todos chorávamos. Nossos corações estavam em pedaços, mas éramos impotentes para resistir, e só rezávamos e cantávamos hinos”.

Em Dafei, a equipe de demolição montou andaimes para atingir a Cruz, enquanto os policiais impediam que um fotógrafo e um vídeo-jornalista da Associated Press pudessem documentar o atentado. Despercebido do esquema de repressão, um repórter presente conseguiu filmar as cenas.

Enquanto a cruz caía, os fiéis cantavam: “Ele recorre ao amor da Cruz, da Cruz, para conquistar os homens”.

Sintoma eloquente da reação religiosa, um dos líderes cristãos de Zheijiang, cujo nome não foi revelado, explicou a decisão dos fiéis ao jornal britânico The Guardian:

“Cada vez que derrubarem uma Cruz, levantaremos uma nova. Estamos pensando em fazer bandeiras e roupas com a Cruz estampada. Faremos a Cruz florescer em toda a China”, noticiou Infocatolica.






Cristãos resistem à violência socialista para tentar salvar as Cruzes