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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Jornalista da BBC abandona carreira
para se tornar freira de clausura

A jornalista política da BBC Martina Purdy vai ingressar numa ordem religiosa contemplativa
A jornalista política da BBC Martina Purdy
vai ingressar numa ordem religiosa contemplativa
A jornalista política da BBC na Irlanda do Norte, Martina Purdy, uma das mais conhecidas repórteres, vai deixar sua carreira de 25 anos para ingressar numa ordem religiosa contemplativa, noticiou o jornal inglês “The Telegraph”.

Martina anunciou pelo Twitter que escolheu “uma vida completamente diferente” na congregação das Irmãs Adoradoras de Belfast.

Desde 1991 ela cobria a política norte-irlandesa e sua decisão deixou desconcertado o establishment político-midiático do país.

Martina foi à procura de algo muito mais importante: a Adoração Reparadora do Santíssimo Sacramento. “Peço orações – disse ela – ao embarcar nesse caminho com toda humildade, fé e confiança”.

A decisão da jornalista causou enorme impacto na Irlanda. Martina disse ter ficado “verdadeiramente sobrecarregada” de mensagens de apoio, mas esclareceu que não comentaria mais o assunto, pois seus pensamentos estão todos postos na vida religiosa.

Muitas pessoas custavam acreditar, até quando ela apareceu indo à Missa dominical rodeada de religiosas do Convento da Adoração de Belfast.

O instituto de freiras adoradoras, que já foi muito numeroso, estava vivendo uma severa crise após as modernizações de costumes e hábitos no período “pós-conciliar”.

Adoracão do Ssmo Sacramento
Adoracão do Ssmo Sacramento
Exemplos edificantes como o de Martina Purdy não são raros na história da Igreja, e até houve artistas ou mulheres do “jet-set” de grande destaque que abandonaram o mundo para abraçar uma vida severa de penitência e oração, até mesmo em Carmelos.

Mas casos como o dela estão se tornando mais frequentes nos nossos dias, diante da frustração da vida moderna e a retomada da disciplina e das práticas tradicionais em certas Ordens da Igreja.

Sobretudo, uma especial e crescente ação da graça divina em certas almas nesta época de caos e desagregação religiosa.


segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Meio milhão de franceses nas ruas
contra a Revolução Sexual socialista


Perto de 530.000 franceses desfilaram em 5 de outubro, em Paris e Bordeaux, contra a inseminação artificial de uma dupla de lésbicas (procriação medicamente assistida ou PMA) e o aluguel de ventres (gestação por outro ou GPA) em favor de um par de homossexuais. Essas operações atualmente são ilegais e não podem ser financiadas pelo sistema público de saúde.

Os manifestantes foram convocados pelo conjunto de organizações conhecido como “La Manif pour tous”, que já promoveu multitudinários protestos contra o “casamento” homossexual nos dois anos anteriores, segundo informou a imprensa francesa, como “La Croix”.

Falou-se de uma certa desarticulação ou desânimo em relação a movimento. Mas as passeatas mostraram tratar-se de pura torcida esquerdista visando esmorecê-lo.

O público familiar, e em sua larga maioria católico conservador, manifestou-se com a força e o número dos grandes dias, deixando atônitos muitos jornalistas, especialistas e sociólogos acostumados aos raciocínios de laboratório.

Infelizmente – e como não é novidade – a grande mídia brasileira pouco ou nada informou sobre essas colossais manifestações populares, que rumam no sentido oposto ao das esquerdas e da Revolução Sexual.

Procurando esvaziar as manifestações, Manuel Valls, primeiro ministro socialista, concedeu entrevista ao jornal “La Croix”, porta-voz oficioso da Conferência Episcopal Francesa, prometendo que os projetos questionados não serão aprovados.

Em promessa de político em apertos, quanto mais de um socialista, só um cúmplice ou um vesgo pode de fato acreditar.

Muitíssimos pais de família com seus filhos, bem como numerosas delegações vindas de todos os cantos do país, desfilaram em Paris entre a Porte Dauphine e Montparnasse.

Tal era a extensão do cortejo, que na altura da famosa cúpula dos Invalides, ele passou durante cinco horas!

Muitas faixas exibiam as razões do mal-estar popular: “Espancamento tributário das famílias: STOP”; “O ser humano não é uma mercadoria”, ou ainda “A mulher não é uma máquina de fazer bebês”.

Nada a ver com as passeatas financiadas pelo governo ou por algum grupo de pressão. Os manifestantes pagaram do próprio bolso todas as despesas de transporte e outras, chegando de ônibus alugados por grupo, de trem, ou partilhando o carro em combinações feitas através das redes sociais.

Laurence veio de Mans (Sarthe) com seus dois pequenos filhos. Ele nunca perdeu uma manifestação e disse: “As garantias de Manuel Valls (primeiro ministro) vê-se bem que é um jogo. Agora chega de palavras, nós queremos fatos”.

Um grupo de estudantes veio de Fribourg, Suíça, onde estudam filosofia e teologia. Um deles, Grégoire, de 23 anos, disse sentir-se mal diante das manobras que visam “mudar nossa moral para fundamentá-la em outras coisas que não são a ordem natural. A ‘gestação por outro’ conduz à coisificação dos homens e pode dar na eugenia”, explicou.

Os manifestantes continuam exigindo a abrogação da lei de “casamento” homossexual.

Em Bordeaux, entre os 30.000 manifestantes provenientes das regiões do sul como Aquitaine, Midi-Pyrénées, Poitou-Charentes, Limousin e Vendée, não faltavam as críticas contra o prefeito da cidade, Alain Juppé, que embora sendo pré-candidato presidencial de ‘direita’, declarou que não abolirá a lei de “casamento” homossexual.

Geoffroy, de 36 anos, pai de cinco crianças e residente em Pau, não longe de Lourdes, montou seu cartaz ironizando os ditos desse político de direita, dizendo: “Esse não vai ser meu presidente”.

“Casamento” homossexual, ‘gestação por outro – GPA’, ‘procriação medicamente assistida – PMA’, ideologia de gênero e outras aberrações igualitárias acabaram formando um pacote de procedimentos moralmente perversos voltados contra a própria finalidade da família e repudiados pelas manifestações.

Para a imensa maioria dos presentes, a manifestação passa por cima das posições dos partidos políticos, inclusive daqueles que vêm subindo por se dizerem defensores da família. “Não podemos alugar o corpo da família”, insistia Jean-Baptiste de Scorraille, prefeito de bairro em Toulouse.

Para Constance, 19 anos, de Bayonne, “é importante mostrar com estas manifestações que a família, inclusive os jovens, estão contra este mundo que quer a mercantilização das crianças”.


Católica perante os carrascos do Islã:
“Eu sou feliz morrendo mártir”

Khiria Al-Kas Isaac respondeu aos carrascos islâmicos: "Eu sou feliz morrendo mártir".
Khiria Al-Kas Isaac respondeu aos carrascos islâmicos:
"Eu sou feliz morrendo mártir".
No Iraque, os seguidores do Alcorão prenderam a católica Khiria Al-Kas Isaac, 54, puseram-lhe uma faca no pescoço e exigiram que ela apostatasse, pronunciando a formula ritual de adesão ao Islã, noticiou “Catholic online”.

Mas Khiria lhes respondeu que preferia morrer a renegar a Fé. Os muçulmanos ficaram assustados.

E, em vez de decapitá-la, roubaram todos seus bens, antes de expulsá-la de sua casa em Qaraqosh, Iraque.

Khiria é uma das cristãs fugitivas do Iraque que se refugiaram no Kurdistão e que contam as espantosas, mas ao mesmo tempo admiráveis e heroicas, resistências às tentativas de perversão por parte dos islâmicos.

Khiria e seu marido Mufeed Wadee Tobiya foram sequestrados na manhã do dia 7 de agosto pelos observantes seguidores do Corão.

Mosul: a fé dos católicos surpreende muçulmanos orientais e laicistas ocidentais
Mosul: a fé dos católicos surpreende muçulmanos orientais e laicistas ocidentais
Seus sequestradores “falavam diferentes línguas”, pois, como ocorre com muitos jihadistas, se formaram na Europa em clima de falso ecumenismo.

Os sinceros seguidores de Maomé ameaçaram que os católicos seriam decapitados se não se pervertessem ao Islã.

Porém, quando Khiria se recusou, outras 46 mulheres fizeram o mesmo.

Elas foram separadas de suas famílias e sofreram torturas e violências durante dez dias, para apostatarem do catolicismo.

“Eu respondi logo aos terroristas: eu nasci católica e vou ficar assim até a morte. Eu prefiro morrer católica”.

“Jesus disse: 'aquele que me nega diante dos homens, eu não o reconhecerei diante de meu Pai que está no Céu”, explicou ela, relembrando o evangelho de São Mateus (10:33).
Reza do terço em Qaraqush, cidade hoje invadida pelos seguidores de Maomé
Reza do terço em Qaraqush,
cidade hoje invadida pelos seguidores de Maomé
Khiria contou que as mulheres eram golpeadas na presença das outras, para todas verem os sofrimentos que padeciam.

Porém, nenhuma delas capitulou sob as crueldades que lhes eram infligidas. “Todas nós chorávamos, mas recusávamos a nos perverter”, disse Khiria.

Um islâmico do grupo ISIS pegou-a pelas costas e disse que bateria nela ainda mais, se não virasse muçulmana.

Ela respondeu: “Eu sou uma mulher velha e doente. Eu não tive filha ou filho algum que fosse aumentar o número dos muçulmanos ou vos seguir, qual é o benefício que eu tiraria se eu me perverto?”

O covarde torturador ficou sem resposta.

No décimo dia de cativeiro, todas as mulheres foram reunidas e um discípulo de Maomé “pôs a faca em meu pescoço diante de todas as mulheres e me disse: 'converte-te ou serás morta”.

Khiria respondeu: “Eu sou feliz pelo fato de ser mártir”.

Na perseguição: a fé é a grande fonte de forças naturais e sobrenaturais.
Na perseguição: a fé é a grande fonte de forças naturais e sobrenaturais.
Os seguidores do Alcorão roubaram todos os seus bens, inclusive o dinheiro que ela tinha poupado para uma cirurgia no joelho, e a abandonaram perto do território kurdo no dia 4 de setembro, juntamente com seu marido e mais duas mulheres.

No dia seguinte, 14 homens e mulheres foram expulsos da cidade de Qaraqosh, onde moravam.

Mas não sabiam do destino dos cristãos que permaneciam presos lá, nas mãos dos chacais do Islã.

Ficou-se porém sabendo que a graça de Deus é mais forte do que qualquer artifício do inferno.


segunda-feira, 6 de outubro de 2014

“Antes morrer que nos perverter ao Islã”, dizem os católicos iraquianos


“É melhor morrer do que nos perverter” – afirmaram corajosamente, em entrevista ao jornal italiano “Corriere della Sera” –, os católicos que iraquianos que fugiram das milícias islâmicas.

A despeito de idílicas crenças e ilusões “ecumênicas”, a pérfida religião de Alá está massacrando com crueldade cristãos, além de muçulmanos considerados não suficientemente fiéis.

Os católicos, porém, manifestam uma coragem que só pode vir do Céu e que intimida os sanguinários seguidores do Corão.

Os católicos iraquianos têm em conta de “traidor” aquele que, para salvar a vida, ou propriedade e o dinheiro, pronuncia a “Shahada”, que é a declaração de conversão ao Islã.

O jornal “Corriere della Sera”, laicista e dialogante face ao islamismo, reconhece que os católicos iraquianos “demostram uma fé e uma determinação de permanecerem fiéis que, para nós europeus, pode parecer coisa do passado, uma rememoração de tempos antigos”.

Salem Elias Shannun, 57; Habib Noah, 66; Najib Donah Odish, 67, e Yohannah Kakosh, 65, contaram:

“Tentaram durante um mês. Todo dia vinham nos dizer para nos tornarmos muçulmanos. Um dia pela manhã dissemos a eles que seria melhor eles se batizarem. Então nos golpearam ainda com mais força”.

Os quatro moravam na aldeia de Batnaia, cerca de 15 km a oeste de Mosul. Após passarem 22 dias com os jihadistas que ocuparam suas casas e ficarem 12 dias presos no cárcere de Hawuja, eles acabaram chegando à cidade de Erbil.

Perto dali, no hospital de Zakho, estavam se tratando três moças muçulmanas que conseguiram fugir do mercado do sexo da zona ocupada pelos muçulmanos do ISIS. Pertencentes a seitas islâmicas diferentes, elas haviam tentado o suicídio. Uma delas morreu, pois, segundo o costume do Corão, as violentadas ou desonradas devem ser mortas pela própria família.

Os cristãos, porém, inspiram temor aos fanáticos islâmicos.

“Na primeira semana que chegaram a Batnaia, eles nos deixaram em paz, sem ameaças. Pelo contrário, até nos trouxeram alimentos e água. Na nossa aldeia, de 3.000 habitantes, ficamos apenas cerca de 40.

“Eles nos diziam para telefonar aos nossos parentes a fim de convencê-los a voltar. Depois começaram a insistir que tínhamos de nos converter. Todos fomos surrados repetidamente. E, os mais jovens, de modo prolongado”, lembram os quatro.

Eles quase choravam quando descreviam a profanação da “Mar Kariakos”, a basílica local.

“O pior de todos era um iraquiano de uns 50 anos, que se fazia chamar de Abu Yakin. Era ele que mandava seus homens nos golpear. Ameaçava-nos.

“Ele ordenou que as cruzes fossem despedaçadas na igreja, que as imagens de Nossa Senhora e de Jesus Cristo fossem decapitadas e usadas como alvos para os fuzis kalashnikov”.

Mas a apostasia estava fora de discussão. O Pe. Paolo Mekko, teólogo e pároco, que não abandonou seus diocesanos na planície de Nínive, relembra textos da história da Igreja relativos aos primeiros mártires.

A graça de Deus anima seus filhos, especialmente nos momentos mais difíceis, conferindo-lhes forças para derrotar moralmente seus adversários ou a partir para o Céu, sem necessidade de recorrer aos sofismas relativistas “ecumênicos” que nada resolvem no momento decisivo.


segunda-feira, 29 de setembro de 2014

A jovem carmelita que atingiu o mais alto píncaro da santidade


No dia 1º de outubro a Igreja celebra a festa de Santa Teresinha. Neste ano temos duas razões a mais para a celebração: o transcurso do 140º aniversário de seu nascimento e 90º de sua beatificação. 



Paulo Roberto Campos

Quem nunca ouviu falar de Santa Teresinha do Menino Jesus?(1)

A jovem
Buissonnets: a casa da família da Santa
carmelita francesa é uma das santas mais conhecidas e veneradas no mundo inteiro.

Sua canonização em 1925 produziu em todo o orbe católico uma explosão de alegria.

Apenas à cidade de Lisieux — onde se encontra a residência de sua família e o convento carmelita no qual viveu e entregou sua belíssima alma a Deus — acorrem aproximadamente dois milhões de devotos todos os anos.

Primeira igreja edificada no mundo
em honra de Santa Teresinha, Tijuca, RJ
O Brasil é especialmente devoto de Santa Teresinha e vinculado a ela de modo particular, por dois motivos que muito nos honram.

O primeiro é que a primeira igreja edificada no mundo (1924) em sua homenagem encontra-se no Rio de Janeiro, no bairro da Tijuca.

Em segundo lugar, o precioso relicário — conhecido como “a urna do Brasil”  confeccionado para conter seus restos mortais — foi oferecido pelo povo brasileiro.

Multidões afluem às igrejas dedicadas a Santa Teresinha em todos os continentes.

Lisieux, Carmelo, urna doada pelo Brasil
Mas qual a origem de tão extraordinária glorificação popular?

— É a dor suportada heroicamente por amor de Deus, da qual nasce, segundo Plinio Corrêa de Oliveira, “a verdadeira glória”.

E aos que buscam sofregamente a popularidade alhures, deixo este outro comentário do Prof. Plinio:

“A popularidade é a glória dos demagogos. A glória é a popularidade dos Santos e dos heróis”. 

A Virgem de Lisieux desprezou a popularidade comum; foi exaltada às honras da celebridade mundial, é venerada como santa em todas as nações!


Com efeito, desde a mais tenra infância, a pequenina e inteligente Teresa almejou a santidade, romper com o mundo, e sofrer por amor de Deus e pela salvação das almas.

Com apenas quatro anos afirmara: “Serei religiosa em um claustro”. E, de fato, ao completar 15 anos entrou para o Carmelo.

 Em seus manuscritos autobiográficos, intitulados História de uma alma, ela
escreveu que desejava ser para Deus tudo ao mesmo tempo:

“Ser tua esposa, ó Jesus, ser carmelita, ser, por minha união contigo, a mãe das almas, isto deveria bastar-me... Não é assim... 

Sta. Teresinha, noviça no Carmelo, 
em janeiro de 1889
Estes três privilégios, Carmelita, Esposa e Mãe, são, sem dúvida, minha vocação. Entretanto, sinto em mim outras vocações. Sinto-me com a vocação de GUERREIRO, de PADRE, de APÓSTOLO, de DOUTOR, de MÁRTIR. 

Enfim, sinto a necessidade, o desejo de realizar por ti, Jesus, todas as obras mais heroicas... 

Sinto em minha alma a coragem de um Cruzado, de um Zuavo pontifício. Quisera morrer sobre um campo de batalha, pela defesa da Igreja. 

Ó Jesus! Meu amor, minha vida... como aliar estes contrastes? Como realizar os desejos de minha pobre almazinha?. 

Ah, apesar de minha pequenez, quisera esclarecer as almas como os profetas, os doutores. Tenho a vocação de ser apóstolo [...]”.(2)

Na mencionada autobiografia, ela continua entusiasmadamente descrevendo que sentia-se chamada para grandes vocações — queria tudo, até mesmo derramar seu sangue lutando por Cristo e sua Igreja.

E Deus foi burilando a jovem carmelita, como se lapida a mais preciosa das pedras preciosas, para que essa belíssima alma, de dentro do claustro do convento, alcançasse graças para todas as grandes vocações — para os guerreiros, os padres, os apóstolos, os doutores, os mártires, enfim para que todos seus devotos atingissem o caminho da perfeição de modo acessível.

Sta. Teresinha em julho de 1996
Em poucas palavras, São Pio X disse tudo sobre ela: “A maior Santa dos tempos modernos”.

E o Cardeal Vico afirmou: “A virtude de Teresa impõe-se com incrível majestade: a criança torna-se um herói, a virgem das mãos cheias de flores causa espanto pela sua coragem viril!”(3)

Com sua indomável força de alma, essa santa-cruzado é exemplo de vida, modelo do católico combatente, razão pela qual devemos recorrer à sua proteção. Tenhamos a certeza de que nos atenderá, pois ela mesma manifestou:

“O que me impulsiona a ir para o Céu é o pensamento de poder acender no amor de Deus uma multidão de almas que o louvarão eternamente.”

Foto feita em novembro de 1896. Sta. Teresinha,
a primeira à direita, um ano antes de seu falecimento.
Ademais, prometeu: “Vou passar meu Céu fazendo o bem na Terra”. E ainda: “Depois de minha morte, farei cair uma chuva de rosas.” 

Então, peçamos com confiança e seremos beneficiados por essa prodigiosa chuva de favores e graças, para nós e nossas famílias, para a Santa Igreja e o Brasil — neste momento tão trágico em que vivemos.
__________________
Notas: 
1. Nascida em 1873 na cidade francesa de Alençon, entrou para o Carmelo de Lisieux em 1888, onde faleceu com apenas 24 anos, em 1897. 
2. Manuscritos Autobiográficos. Carmelo do Imaculado Coração de Maria e Santa Teresinha, Cotia, SP, 2ª. edição, 1960, p. 244. 
3. L'Esprit de Ia Bienheureuse Thérese de l'Enfant-Jésus d'apres ses écrits. Office Central de Lisieux, 1924, p. VIII.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Jovem inglês quebra mito anti-virginidade
e recebe incontáveis apoios

Phin Lyman
Phin Lyman
Os estudantes do Wellington College, na cidade britânica de Berkshire, caíram das nuvens quando Phin Lyman, um de seus colegas, escreveu no ‘The Wellingtonian’, a revista do colégio:

“Estou bastante seguro de que a maioria das pessoas que me conhece sabe que eu sou virgem. A etiqueta que colaram em mim não me preocupou muito. Porém, o fato de eu ter escolhido ativamente ficar virgem deixa pasmo e até incomoda alguns”.

Phin teve a coragem de não ser um “Maria vai com as outras” e questionou os costumes ligeiros e danosos.

As palavras do aluno do Wellington College, que está completando o ciclo escolar numa das escolas privadas mais prestigiosas do país, traspassaram os muros do colégio e ecoaram em toda a Grã-Bretanha, tendo sido reproduzidas no jornal de grande tiragem The Guardian.

A jornalista Joanna Moorhead, do referido órgão, foi entrevistá-lo. De fato, também ela e suas filhas se sentiram atraídas pela opção ‘pró-virgindade e castidade’.

“’Como é ele, mãe?’ foi a pergunta que fizeram minhas filhas quando voltei da entrevista. A resposta é que bem apessoado, inteligente e seguro. Aliás, temos que admitir, tinha que ser assim, não é?”, explicou Joanna.

Em seu artigo, Phin explica com admirável clareza que a opção de seus amigos pelas relações pré-conjugais são influenciadas pesadamente pela mídia.

Ele atribui sua coragem às suas “ideias cristãs. Afinal, trata-se de uma firme decisão pessoal; quero me preservar para uma só pessoa”.

Seu artigo encheu as manchetes dos mais importantes jornais que fazem propaganda do contrário. “Recebi cartas e e-mails de toda parte”, disse. A maioria de apoio.

“As pessoas me dizem ‘obrigado por ser honesto’, porque eu com certeza não sou o único. Quando investiguei para escrever meu artículo, achei uma pesquisa que mostrava que 27% dos homens jovens entre 15 e 24 anos nunca tiveram qualquer contato sexual, uma proporção maior que em 2002, quando era de 22%”, acrescentou.

Segundo Phin, faz-se um vazio em torno de muitos jovens como ele porque ninguém toma a iniciativa de denunciar o ‘mito’ de que os jovens são sempre impuros.

“Tudo o que se fala sobre a virgindade é que é um tabu sexual. Mas acredito que se pudéssemos falar dela, muitas pessoas diriam que estão de acordo comigo. Os pais devem ser mais abertos na hora de falar o que significa a virgindade para os jovens”, acrescentou.

O caso de Phin desmitifica falsos modelos impostos pelo marketing, por pasquins impressos e pela TV.

Phin diz a seus companheiros e aos jovens: “A todos aqueles que ainda não tiveram e se sentem pressionados porque ‘todos os demais já tiveram’, eu respondo que não é verdade. Eu prometo. Muitas vezes o pessoal mente sobre o que fez num fim de semana com sua noiva ou com seu noivo. O mais provável é que a ‘incrível’ vida sexual que teus amigos dizem ter não exista”.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Brooklyn restaura magnificamente sua co-catedral

A co-catedral de Brooklyn (NYC) São José, inteiramente restaurada no bom gosto tradicional
Após sua remodelação, a imensa e centenária igreja de São José, no Brooklyn, tradicional bairro popular de Nova York, passou a ser a co-catedral daquela diocese, noticiou o “The New York Times”.

São José não suplanta, mas complementa a mais antiga, embora muito menor, catedral-basílica de São Tiago, que já completou 190 anos.

A igreja foi restaurada em todo o brilho de seu estilo tradicional e pode acolher 1.500 fiéis sentados. A diocese de Brooklyn é a sétima maior dos EUA.

Não faltaram protestos: por que algo tão grande, tão magnífico, num local tão central, com tanta despesa? As objeções vinham infeccionadas de miserabilismo progressista.

Teto da co-catedral de Brooklyn (NYC) São José, recentemente restaurada.
Contudo, razões materiais e históricas impunham sua restauração, feita com toda beleza e esplendor. A diocese, além do mais, possuía os recursos para tal.

Na restauração prevaleceu o desejo de glorificar a Nossa Senhora em todas as suas manifestações mais importantes, num ambiente onde o ouro e as ricas pinturas contribuem para elevar as almas a Deus.


segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Favelados: mais felizes que os ricos famosos

Renato Meirelles: “94% dos moradores de favela são felizes”
Renato Meirelles: “94% dos moradores de favela são felizes”

Onde está a felicidade?

Se ouvirmos a Vulgata da Teologia da Libertação ou O Capital de Karl Marx, a felicidade está entre os ricos que têm tudo o que querem, até com dano aos mais pobres.

Mas se tomarmos distância dos mitos dos laboratórios sociológicos do marxismo e das sacristias aggiornatti e ouvirmos a realidade, a resposta é bem outra.

“94% dos moradores de favela são felizes”, por exemplo, é o que, em entrevista concedida ao portal IG, revela Renato Meirelles, autor do livro Um país chamado Favela. Ele é sócio-diretor do Data Popular, instituto de pesquisa das classes mais pobres do Brasil.

Meirelles e o ativista Celso Athayde estão difundido o livro que aponta uma realidade bem concreta e bem diversa da espalhada pelas esquerdas leigas e eclesiásticas.

Um dado é concludente: enquanto artistas e ídolos famosos, frustrados após uma vida de prazeres, recorrem com frequência ao suicídio, 94% dos moradores da favela afirmam ser felizes, 74% consideram que a vida melhorou, e 66% dizem não ter vontade de sair da favela, mesmo se suas rendas dobrassem.

O livro foi baseado na pesquisa “Radiografia das favelas brasileiras”, de setembro de 2013, que ouviu dois mil moradores de 63 favelas brasileiras em 10 Estados.

Meirelles calcula que se existisse um Estado brasileiro chamado Favela, ele seria o quinto maior do País, pois contaria com 12 milhões de habitantes.

Nesse “Estado” ou “país”, os cidadãos estão convencidos que a vida melhorou. A renda per capita cresceu 54,7% nos últimos 10 anos, bem acima da média brasileira que foi de 37,9%. Mais, um terço dos habitantes ingressou na classe média, a julgar pela renda.

“A favela também se transformou num grande mercado consumidor. Em 2014, as favelas devem movimentar R$ 64,5 bilhões. É como se pegasse todo o consumo do Paraguai e somasse com o da Bolívia”, diz o livro.

'Vida feliz' com dinheiro e longe de Deus acaba em tragédia
'Vida feliz' com dinheiro e longe de Deus acaba em tragédia
Os favelados aprenderam como gerar renda, seja abrindo um salão de beleza no puxadinho de casa, seja cuidando dos filhos do vizinho, ou emprestando o cartão de crédito para um amigo. E os exemplos se multiplicam.

O que é isso? Simplesmente, livre iniciativa, propriedade privada e uma certa dose de fuga da invasão tributária, que afoga outras categorias sociais.

Só isso? Só Direito Natural?

Há um outro dado. A felicidade não está no dinheiro, nem no capricho. Está na reta ordem da alma posta diante de Deus, mesmo carecendo ou sofrendo.

Conhecer, amar e servir a Deus nesta terra para gozar de sua presença na bem-aventurança eterna, é o mais sábio dos conselhos.

E dessa alegria eterna Deus já vai antecipando primícias para aqueles que O procuram com despretensão nesta vida terrena. E isto está ao alcance de todas as classes sociais, desde que não se deixem iludir pela miragem dos “famosos” do jet-set.


segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Prefeito de Pádua instala crucifixos
e proíbe cultos islâmicos em prédios públicos

Massimo Bitonci com crucifixos para instituições da prefeitura de Pádua.
Massimo Bitonci com crucifixos para instituições da prefeitura de Pádua.
O prefeito da cidade de Pádua, Massimo Bitonci, dispôs que a municipalidade distribua um crucifixo que será afixado obrigatoriamente em cada escola e dependência governamental, noticiou Christian Action Network

“Tirem as mãos dos crucifixos ou vai ter problema”, disse o prefeito da cidade do santuário de Santo Antônio, quando uma decisão de um tribunal europeu – logo revogada – tentou banir as cruzes e os sinais católicos dos prédios públicos italianos.

Agora Massimo Bitonci se engajou numa “nova cruzada” pelos crucifixos em escolas e prédios públicos. E ao mesmo tempo interditou as orações maometanas neles.

Uma coisa puxa a outra, e as duas práticas religiosas não podiam coexistir, dada a militância dos islâmicos contra os cristãos e o respeito da dignidade do instrumento da Redenção que o Islã odeia especialmente.

“Agora, em todos os prédios e escolas haverá obrigatoriamente um belo crucifixo doado pela municipalidade. E ai de quem mexer neles”, escreveu o prefeito em sua conta de Facebook.

Acompanhando o anúncio, Bitonci postou uma foto em que ele aparece segurando um crucifixo junto a um grupo de pessoas. Em 2009, quando era senador, Bitonci promoveu a distribuição de crucifixos em Abano Terme, na mesma província de Pádua.

Ele também interditou as orações do Ramadã islâmico nos prédios públicos. O prefeito anterior havia autorizado que os maometanos se reunissem num ginásio.

Mas o prefeito acenou para o cancelamento da concessão, porque os “ginásios só devem ser usados para esportes e educação da juventude. A nova administração não mais autorizará esse tipo de atividades (orações muçulmanas) nos ginásios municipais” caso haja transgressões aos regulamentos municipais, como perturbação da paz pública ou problemas de segurança.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Maiores inteligências (Q.I.) do mundo acreditam em Deus

Garry Kasparov: Grande Mestre e ex-campeão mundial de xadrez,
considerado o maior enxadrista de todos os tempos
Sempre pareceu evidente: o ateísmo emburrece. Mas os negadores de Deus clamavam ufanamente que “todas as pessoas cultas são ateias”.

Ou até que as “pessoas que acreditam em Deus o fazem por ignorância”.

Era uma espécie de legenda urbana, um boato pertinaz que não cessava nem mesmo olhando para os rostos dos ateus mais empedernidos e expressivos.

Mas agora está disponível o catálogo das pessoas com mais alto coeficiente de inteligência (Q.I.) já verificado no mundo.

E basta olhar para os dez primeiros, para constatar que o verdadeiro é o oposto.

O site “Examiner.com” publicou a lista das dez pessoas com maior Q.I. do planeta e nela encontramos pessoas das mais diversas procedências, estudos e idades.

A única constante é que todas acreditam em Deus, embora não todas professem a mesma religião.

O site concluiu de modo bem-humorado que as inteligências mais brilhantes não recusam a existência de uma Inteligência Criadora (Intelligent Designer).


segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Bilocação do Padre Pio para assistir
ao Cardeal Mindszenty no cárcere comunista

Bilocação do Padre Pio: mosaico na cripta do Santuário, San Giovanni Rotondo.
Bilocação do Padre Pio: mosaico na cripta do Santuário,
San Giovanni Rotondo.

O vaticanista Andrea Tornielli publicou no site Vatican Insider, um sério testemunho da bilocação do Santo Padre Pio ao cárcere da Hungria onde padecia o Cardeal Mindszenty.

O herói anticomunista húngaro foi adversário acérrimo da política de distensão do Vaticano com os governos comunistas, conhecida como “Ostpolitik”.

Eis um resumo do artigo de Tornielli:

Um novo elemento acaba de ser adicionado à coleção de episódios milagrosos que acompanharam a vida de São Pio de Pietrelcina.

Trata-se de um testemunho publicado em um livro apresentado no décimo aniversário da dedicação do novo santuário de San Giovanni Rotondo, onde está sepultado o corpo do capuchinho.

O testemunho diz respeito a uma bilocação que levou o Padre Pio à cela em Budapeste onde estava preso o cardeal József Mindszenty, Primaz da Hungria.

A bilocação é um fenômeno místico extraordinário que faz com que uma pessoa esteja em dois lugares ao mesmo tempo. O Padre Pio teve este dom, que poucos recebem. Testemunhas oculares descreveram e até dialogaram com ele simultaneamente em locais diversos.

O episódio já era conhecido e ficou imortalizado em um dos mosaicos da cripta do santuário dedicado ao Padre Pio. Mas o depoimento a seguir descreve detalhes nunca antes publicados.

O livro Padre Pio. La sua chiesa, i suoi luoghi, tra devozione storia e opere d’arte (Padre Pio: a sua igreja, os seus lugares, entre a devoção, história e arte, Edições Padre Pio de Pietrelcina) foi escrito por Stefano Campanella, diretor da Teleradio Padre Pio e autor de inúmeros ensaios sobre o santo.

Nele está o relato de Angelo Battisti, diretor da Casa Alívio do Sofrimento e datilógrafo da Secretaria de Estado do Vaticano. Battisti foi uma das testemunhas no processo de beatificação do santo religioso.

O Cardeal Mindszenty durante o processo iníquo que o condenou.
O Cardeal Mindszenty durante o processo iníquo que o condenou.
O Cardeal József Mindszenty, arcebispo de Esztergom, Primaz e Regente da Hungria, foi encarcerado pelas autoridades comunistas em dezembro de 1948 e condenado à prisão perpétua no ano seguinte.

Ele foi falsamente acusado de conspirar contra o governo socialista. Passou oito anos no cárcere e em prisão domiciliar até ser libertado durante a revolta popular de 1956.

Então se refugiou na delegação comercial dos EUA em Budapeste, até 1973, ano em que Paulo VI impôs sua saída e sua renúncia à arquidiocese.

Naqueles anos de prisão teria acontecido a bilocação, que levou o Padre Pio até a cela do cardeal.

Eis como Battisti descreveu a miraculosa cena:

“O capuchinho estigmatizado, enquanto se encontrava em San Giovanni Rotondo, foi até ele para levar-lhe o pão e o vinho destinados a se tornarem o corpo e o sangue de Cristo, isto é, a realidade do oitavo dia [Domingo de Páscoa].

“Nesse caso, a bilocação adquire ainda mais o significado da antecipação do oitavo dia, ou seja, da Ressurreição, quando o corpo é liberado dos limites do espaço e do tempo.

“Simbólico é também o número de registro do detento impresso em seu pijama de presidiário: 1956 é o ano da libertação do Cardeal.

“Como é sabido – conta Battisti –, o cardeal Mindszenty foi preso, colocado na cadeia e vigiado o tempo todo. Com o passar do tempo, crescia fortemente o seu desejo de poder celebrar a Santa Missa.

“Uma manhã, apresentou-se diante dele o Padre Pio, com tudo que ele precisava. O Cardeal celebra sua Missa e Padre Pio lhe serve [como acólito]; depois se falaram e, no final, Padre Pio desaparece com tudo que havia levado.

“Um padre vindo de Budapeste me falou confidencialmente sobre o fato, perguntando se eu poderia obter uma confirmação do Padre Pio. E eu disse a ele que se eu tivesse perguntado uma coisa dessas, Padre Pio teria me expulsado aos xingos”.

Santo Padre Pio de Pietrelcina, capuchino.
Santo Padre Pio de Pietrelcina, capuchino.
Mas, numa noite de março em 1965, no final de uma conversa, Battisti perguntou ao frade estigmatizado:

“Padre, o Cardeal Mindszenty reconheceu Padre Pio?”

— Depois de uma primeira reação de irritação, o santo de Gargano respondeu:

— “Que diabos, nós nos encontramos e conversamos, e você acha que não teria me reconhecido?”

Confirmando assim a bilocação ao cárcere, que teria acontecido alguns anos antes.

“Então — acrescenta Battisti — ele tornou-se triste e acrescentou: ‘O diabo é feio, mas o haviam deixado mais feio que o diabo’”, se referindo aos maus tratos que sofria.

O que demonstra que o Padre o havia socorrido desde o início de sua prisão, porque não se pode conceber, humanamente falando, como o Cardeal foi capaz de resistir a todo o sofrimento a que foi submetido e que ele descreve em suas memórias.

O Padre Pio então concluiu: “Lembre-se de orar por esse grande confessor da fé, que tanto sofreu pela Igreja”.


segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Arcebispo católico exorta soldados ucranianos
a combater com Cristo pela pátria

Metropolita (arcebispo) greco-católico de Lviv, D. Ihor Voznyak.
Metropolita (arcebispo) greco-católico de Lviv, D. Ihor Voznyak.

O Metropolita (arcebispo) greco-católico de Lviv, D. Ihor Voznyak, deu a conhecer uma carta de apoio aos militares ucranianos em serviço ativo, na qual ele sublinha:

“Nós testemunhamos o advento de uma nova geração de heróis, prestes a sacrificar suas vidas e a esquecer todo conforto e sossego, heróis que são os primeiros a responder ao clamor de ajuda vindo de sua terra.

“Estou me dirigindo a vós, bravos defensores de nossa nação! Para muitos ucranianos, vossa fortaleza, vossa paciência e vossa prudência têm sido um modelo de como se deve amar o próprio país, de como não fugir aos deveres para com ele, e de como orgulhar-se da própria história, de sua origem, e preparar-lhe um futuro resplandecente...

“Estou vendo com entusiasmo como vós, a mais jovem geração de ucranianos, se transformou para todo o nosso povo em verdadeiro rochedo, que não será quebrado pelo medo, pela intimidação e pelas ameaças.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Filhos de pais não praticantes
pedem o Batismo na França


Se encontrardes belas e saborosas maçãs num espinheiro, sabei que não foi esse áspero arbusto que as produziu, mas sim um milagre de Deus. Se do ovo de uma serpente virdes sair um formoso e cantante rouxinol, sabei que não foi a serpente que o gerou, mas sim um outro milagre divino.
Estes pensamentos nos ajudam a entender como, neste século que parece realizar a profecia de Nosso Senhor “quando virdes estabelecida no lugar santo a abominação da desolação [...] a tribulação será tão grande como nunca foi vista desde o começo do mundo” (Mt 24, 15-21), é possível desabrochar de modo inesperado entre crianças e adolescentes, filhos de pais não religiosos, uma tendência a pedir o batismo.

O fenômeno é notório na França, e o conhecido jornal “La Croix” dedica-lhe extensa reportagem em seu caderno Religião e Espiritualidade (19-4-14). Logo na epígrafe lemos: “É cada vez maior o número de crianças de mais de sete anos que empreendem um caminho de fé, para surpresa de seus familiares”.

Alguns dados extraídos dessa reportagem, constituem o cerne deste artigo. Vamos a eles.

“‘Para me tornar melhor’. ‘Porque eu sentia necessidade de crescer com fé’. ‘Para dar um sentido a minha existência e pôr a minha vida nas mãos de Deus’. É por meio dessas palavras que Alexandre, Vitória e M’Ballou testemunham o seu percurso.

“Juntamente com dez outros de seus companheiros das capelanias [pastorais escolares] de Vanves et de Malakoff (Hauts-de-Seine), esses três adolescentes de 14 a 19 anos se preparam para se tornarem cristãos. Seu desejo de serem batizados não tem origem em suas tradições familiares.

“Impossível enumerar, entre as 12 mil crianças de 7 a 12 anos e os 5 mil adolescentes de 12 a 18 anos, batizados por ano, quantos empreenderam um caminho inteiramente pessoal, no qual os pais absolutamente não intervieram, fossem estes não-crentes, praticantes de outra religião, ou simplesmente afastados da Igreja.

Os responsáveis constatam que o fenômeno toma grande vulto. “Com uma mãe não batizada e um pai ateu, aos 14 anos Alexandre, bom aluno do curso colegial, escolheu abraçar a fé católica, para surpresa dos pais.

“Ao assistir um batismo, M’Ballou, que se prepara hoje em dia para um concurso de enfermagem, sentiu desejo de se aproximar da Igreja. ‘Eu cresci livre mas sem fé, entre uma mãe católica e um pai muçulmano. Eu me dei conta que a fé me fazia falta’, conta a jovem, hoje com 19 anos.

“Para Vitória, 17 anos, olhar claro e blusão de couro preto, em sua casa nunca se pôs o problema da religião. ‘Meus pais são divorciados. Minha mãe é batizada, mas nunca foi ao Catecismo, e meu pai tem a imagem da Ceifadora [representação da morte] tatuada no braço: a religião de nenhum modo é de seu gosto’.

Desde a idade dos 6 anos, a menina vem pedindo regularmente para ser batizada, mas sem sucesso. Até que ‘aos 15 anos, eu me zanguei verdadeiramente’ e então sua mãe telefonou para a capelania.

“Em Colommiers (Aude), Benjamin confessa sentir um certo ‘orgulho’ vendo seu filho Maxime, 10 anos, preparar-se para a celebração. ‘Foi por meio do escotismo que ele desejou frequentar o catecismo, ser batizado e fazer a Primeira Comunhão. De nosso lado, nem minha esposa nem eu somos crentes e praticantes. É sua primeira escolha de adulto. Eu o vejo crescer, ele traça seu caminho, torna-se autônomo’.”

Que neste século de incredulidade e torpezas possam germinar graças tão insignes quanto inesperadas, só pode ser atribuído a uma ação do Divino Espírito Santo, a rogos de Maria Santíssima.

“O vento sopra onde quer; ouves-lhe a voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece com aquele que nasceu do Espírito” (Jo 3,8).

Um incrédulo poderia perguntar: mas no que vai dar tudo isto? Não tem futuro. Acabará engolido pelas ondas da modernidade.

A resposta é: o Senhor não é o Deus das obras inacabadas. Se Ele começou a edificar, chegará ao fim, ainda que tenha de remover montanhas e convulsionar os mares, produzir terremotos e ativar vulcões.

Aos que têm fé, cumpre acompanhar o fenômeno, favorecê-lo quanto lhe for possível, e sobretudo esperar com toda certeza a vitória final de Deus.


segunda-feira, 21 de julho de 2014

Mais de 3 mil médicos e estudantes de Medicina poloneses prometem não praticar abortos

Jovens contra o aborto na Polônia
Jovens contra o aborto na Polônia

Mais de três mil médicos e estudantes de Medicina poloneses assinaram em Cracóvia uma declaração em que se comprometem a não praticar abortos nem fornecer receitas para anticoncepcionais, noticiou a agência “Infocatolica”

O juramento hipocrático, pilar da deontologia médica desde o século IV antes de Cristo, é inteiramente claro sobre a incompatibilidade entre o exercício da Medicina e o aborto.

Ele deveria bastar para impedir o massacre dos inocentes e os atentados contra a concepção.

“Eu não darei droga letal a ninguém, caso isso me seja solicitado, não aconselharei tal procedimento; e similarmente, não darei a uma mulher um pessário [diafragma] que lhe provoque um aborto” – diz o original grego do juramento.

Porém, esse juramento, tradicional entre os médicos dos países civilizados, foi calcado aos pés pelas legislações ocidentais “modernas”, contrárias à concepção e à vida.

Mas, em muitos países, as novas gerações de médicos se recusam mais do que as gerações precedentes, a eliminar seres humanos. E fazem questão de condenar a prática do aborto e de outros procedimentos que visam impedir a concepção.

Por isso, ministros, deputados e chefes de governo europeus avançam medidas para impedir que os médicos ajam de acordo com as exigências da Medicina e obedeçam à sua reta consciência.

Em resposta às pressões políticas e ideológicas imorais, mais de 3.000 médicos e estudantes de Medicina poloneses enfatizaram seu compromisso com a genuína ciência médica que respeita e promove toda vida humana.

Na Polônia, o aborto é visto como semelhante aos extermínios de massa nazistas
Na Polônia, o aborto é visto como semelhante aos extermínios de massa nazistas
Numa declaração assinada em Cracóvia, eles se comprometeram a não praticar abortos nem inseminações artificiais (que também exigem a destruição de embriões). Também recusaram fornecer receitas para anticoncepcionais, em concordância com a doutrina católica.

Obviamente, os ambientes da cultura da morte, que incluem os partidos de esquerda, criticaram iradamente a declaração.

O presidente da Comissão de Saúde do Parlamento polonês, Tomasz Latos, lembrou a esses críticos que os médicos signatários da declaração estão amparados pelo direito à objeção de consciência.

Esse direito está sendo cada vez mais desconhecido e desrespeitado nos países da União Europeia (UE), da qual a Polônia faz parte, constrangendo e atropelando a consciência dos médicos retos.

Portanto, prevê-se também na Polônia uma acirrada polemica entre os médicos sérios e católicos e os inimigos da vida e do catolicismo.


segunda-feira, 14 de julho de 2014

Onda de conversões de adultos no Vietnã

Católicos na capital Hanoi
Católicos na capital Hanoi

No Vietnã, o vazio gerado pelo ateísmo comunista produz efeitos análogos aos verificados na China, atraindo muitas almas para a Igreja Católica

Em Ho Chi Minh City, antiga Saigon, a maior cidade do país, 680 mil de 9 milhões de habitantes são católicos e seu número cresce assustadoramente para o regime socialista. A conversão de Tô Hai, “prócer” do comunismo vietnamita e célebre compositor nacional, causou sensação recentemente. Confira: Líder vietnamita repudia socialismo e entra na Igreja Católica

Há na diocese 670 sacerdotes, mais de 5.000 religiosos e religiosas, mais de 7.000 catequistas e todo ano mais de 6.000 adultos pedem o batismo, segundo noticiou o site “Religión en Libertad”.

Em 2012, por exemplo, foram batizados 6.736 adultos, provenientes do ateísmo, do budismo ou do culto aos antepassados. O número anual de batismos de bebês é o triplo.

Para efeitos de comparação, em dioceses grandes como Los Angeles e New York, a Igreja Católica batiza anualmente entre 1.300 e 1.600 adultos.

As dioceses católicas no Vietnã (7 milhões de fiéis para um total de 90 milhões de habitantes) não concedem dispensas para celebrar matrimônios de católicos com não católicos.

Há conversões insinceras em número minoritário. Porém, a fé sincera de um dos cônjuges tende a tocar o coração do outro.

Por exemplo, Teresa Nguyen Thuy Kieu abandonou o budismo em 2005 porque admirava a firmeza católica de seu noivo.

Religiosas no Vietnã
Religiosas no Vietnã
Hoje ela é uma militante da Legião de Maria que ensina o catecismo duas tardes por semana, acompanha adultos em processo de conversão e tenta ir à missa todos os dias, embora tenha que manter sua loja e dois filhos pequenos.

Teresa já teve seu “batismo de sangue” com os médicos socialistas do governo que rotineiramente tentam fazer as grávidas abortarem. No caso de seu segundo bebê, o médico lhe anunciou que ele nasceria com deficiência e tentou que ela o abortasse.

Sendo agora católica e sabendo que abortar é assassinar uma criança, recusou a tentação e confiou o caso a Deus e à oração. A criança nasceu prematuramente, mas hoje, com quase um ano, está forte e cheia de saúde.

O exemplo de Teresa Kieu de tal modo impressionou sua família, que sua mãe, sua cunhada e seus 11 sobrinhos pediram o batismo.

O socialismo olha para os católicos com menosprezo, desdém e desconfiança, mas essa oposição dos sem-Deus não consegue conter a onda de conversões suscitadas pela graça divina.