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| Nossa Senhora do Carmo. Espanha |
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Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs |
Continuamos com a história dos carmelitanos “filhos dos profetas” no Novo Testamento, como anunciamos no post anterior.
Na segunda metade do século XII, um grupo de cruzados adotou a vida eremita no Monte Carmelo, ao redor da “fonte de Elias” se consagrando a Nossa Senhora à imitação do grande profeta do Antigo Testamento.
O primeiro superior geral no Novo Testamento foi São Bertoldo de Malefaida. O segundo, São Brocardo († 1220), inspirou a Regra Carmelita aprovada por Santo Alberto, Patriarca de Jerusalém, no início do século XIII.
Mas, os carmelitanos só têm como fundador a Santo Elias. Na Basílica de San Pedro, entre as estátuas dos santos fundadores, está a de Santo Elias como pai e chefe do Carmo.
Sete papas – Sisto IV, João XXII, Júlio III, São Pio V, Gregório XIII, Sisto V e Clemente VIII – em respectivas Bulas, dizem que os Carmelitas “preservam a sucessão hereditária dos santos profetas Elias e Eliseu e dos outros pais que moravam perto da fonte de Elias no santo monte Carmelo”.
Sisto V autorizou o culto de Elias e Eliseu como patronos da Ordem, dias de festa em sua honra e Ofícios em sua memória (cf. RP Cornelio a Lapide SJ, Commentaria in Scripturam Sacram, In librum III Regum - cap. XVIII, Ludovicus Vivès Bibliopola Editor, Paris).
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