terça-feira, 17 de novembro de 2020

Cemitério submarino para os 40 mártires brasileiros

Beato Inácio de Azevedo  e companheiros, Museu Pio XII, Braga, Portugal
Beato Inácio de Azevedo  e companheiros,
Museu Pio XII, Braga, Portugal
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O que foi dos corpos dos 40 mártires brasileiros assassinados por piratas protestantes calvinistas quando viajavam para o Brasil em 1570?

A resposta é surpreendente sobre tudo quando vem da nossa época tão descatolizada. Na ilha em ao local onde foram mortos no arquipélago das ilhas Canárias há uma placa comemorativa da memória deles com o nome de todos.

Mas em 1999 uma iniciativa de mergulhadores colocou no fundo do mar 40 cruzes de pedra no local onde foram jogados os mártires já mortos, agonizantes ou vivos.

O local não é profundo e pode ser visitado por mergulhadores que nadam no chamado “cemitério submarino”. 

Na realidade, seus restos mortais não estão mais ali, mas ficou este tributo de homenagem a esses heróis da fé.

A história que hoje foi coroada com inesperado reconhecimento começou de modo trágico em 15 de julho de 1570.

O corsário francês Jaques Souri a mando do navio de guerra Le Prince interceptou o galeão Santiago, no qual viajavam rumo ao Brasil como missionários os padres jesuítas Ignacio de Azevedo e 39 companheiros, hoje todos canonizados como mártires.

Os piratas franceses apreenderam o navio e assassinaram cruelmente os jesuítas, jogando os corpos dos clérigos ao mar.

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Harmonioso convívio entre príncipes e povo em Sigmaringen

A pequena cidade alemã de Sigmaringen se aconchega ao majestoso castelo dos Hohenzollern, que se ergue no alto, como descreve simpática reportagem do “Der Spiegel”.

Nela o tempo parece ter parado. Mas não é apenas uma impressão. Os Hohenzollern ‒ família que deu os ex-imperadores da Alemanha ‒ construíram o castelo onde hoje reside a rama católica da família: os Hohenzollern-Sigmaringen.

Os senhores de Sigmaringen perderam o poder político após as jornadas revolucionárias de 1848. Mas, economicamente eles continuam a ter influência, sobre propriedades rurais e sobre o grupo de empresas Hohenzollern.

terça-feira, 27 de outubro de 2020

Servo de Deus Pe. João Baptista Reus SJ: grande santidade

Pe. João Baptista Reus S.J.
Pe. João Baptista Reus S.J.
Luis Dufaur
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[Plinio Corrêa de Oliveira fez o seguinte relato, falando a respeito do tempo em que ele era presidente da Junta Arquidiocesana da Ação Católica em São Paulo:]

Morou e morreu no seminário de São Lourenço ‒ RS, o padre jesuíta João Baptista Reus, (foto ao lado) que eu não conheci pessoalmente.

Eu fui largamente contemporâneo dele. Ele era mais velho que eu. Quando ele morreu, eu já era homem feito. Foi só um pouco antes de ele morrer que me falaram dele.

Quando morreu, me mostraram a fotografia dele. Ou eu me engano enormemente, ou esse padre foi um grande santo.

A sepultura dele no cemitério de São Leopoldo é visitada continuamente por pessoas que depositam flores, pedem graças etc.

Não há amigo nosso que vá ao Rio Grande do Sul que eu não recomende de ir à sepultura dele.

sábado, 24 de outubro de 2020

O remédio dos males: reconhecer os direitos de Cristo Rei e de sua Igreja

Cristo Rei: os Estados devem render culto público a Deus em homenagem à sua soberania universal vitral na igreja de São Miguel, Cumnor, Inglaterra
Cristo Rei: os Estados devem render culto público a Deus
em homenagem à sua soberania universal
vitral na igreja de São Miguel, Cumnor, Inglaterra





A Igreja consagra o  último domingo de outubro, à comemoração da festa de Cristo Rei.

Foi o Santo Padre Pio XI [então] gloriosamente reinante que instituiu essa solenidade a fim de reavivar entre os fiéis a lembrança da soberania de Jesus Cristo sobre as pessoas e os povos.

A verdade ensinada por Sua Santidade na Encíclica de 11 de Dezembro de 1925 não é mais do que a reprodução do que a Igreja sempre ensinou e praticou.

Pio XI veio reafirmar em pleno século XX a tradição observada sempre pela Igreja, já no tempo em que o Papa Leão III coroava Carlos Magno Imperador do Ocidente.

Já na época em que, mil anos mais tarde, o Pontífice Leão XIII ensinava na “Immortale Dei” a obrigação dos Estados renderem um culto público a Deus, em homenagem à sua soberania universal.

Mas o nosso tempo, dominado pelo laicismo, deixou de reconhecer as prerrogativas reais de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Daí provêm todos os males da sociedade atual, por ter pretendido organizar a vida individual e social como se essa realeza não existisse, e até em oposição formal a ela.

Tal a grande apostasia de nossos tempos, que produziu os frutos amargos do orgulho e do egoísmo, no lugar da Caridade, do amor de Deus e do próximo, gerou a inveja entre os indivíduos, o ódio entre as classes, as rivalidades entre as nações.

Por isso é que no mundo moderno encontraram eco a voz de um Nietzche, endeusando o super-homem no paroxismo do orgulho, a pregação de um Marx lançando as classes sociais umas contra as outras ou a palavra alucinada de um Rosenberg incensando a pretendida raça pura dos alemães.

Só a ação social católica é capaz de remediar a todos males de nossa época, fazendo Cristo reinar na sociedade.

* * *

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Nossa Senhora das Graças intacta em explosão de Beirute

Nossa Senhora da Medalha Milagrosa intacta em Beirute
Nossa Senhora da Medalha Milagrosa intacta em Beirute

Luis Dufaur
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O estouro de 2.700 toneladas de nitrato de amônio – substância usada para fabricar explosivos – no porto de Beirute no dia 4 de agosto teve a potência destrutiva de uma pequena bomba atômica.

Meia cidade foi abalada, os mortos e desaparecidos foram da ordem de 200, os feridos por volta de 6.000 enquanto foram destruídas ou danificadas 250.000 residências, sem contar a rede de serviços públicos.

Após a explosão foram descobertas diversas imagens, sobretudo de Nossa Senhora das Graças assombrosamente intactas, inclusive instaladas em nichos públicos sobre as ruas e expostas às ondas expansivas.

Destacou-se uma também dedicada à Medalha Milagrosa montada num nicho sem proteção alguma se projetando sobre a rua num primeiro andar.

Ela estava completamente intacta entre fios elétricos arrebentados e ferros retorcidos. A foto foi divulgada inicialmente na conta twitter @maronitas_es, noticiaram agências religiosas como Infocatólica.

domingo, 11 de outubro de 2020

Nossa Senhora Aparecida: luz de todas nossas esperanças

Luis Dufaur
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Na atual encruzilhada que o País atravessa, mais do que nunca necessitamos da proteção de nossa Augusta Rainha e Padroeira, cuja festa é comemorada no dia 12 de outubro.

Em 31 de maio de 1931, Nossa Senhora Aparecida foi proclamada Rainha e Padroeira do Brasil. No ano anterior, no dia 16 de julho, Ela já havia recebido do Papa Pio XI esses gloriosos títulos.

A solene proclamação ocorreu na Esplanada do Castelo, no Rio de Janeiro (então capital do País), depois de esplendorosa procissão com a milagrosa Imagem da Virgem Mãe Aparecida, com a participação de todos os bispos brasileiros, do Chefe de Estado, ministros, autoridades civis e militares, além de mais de um milhão de fiéis.

Para recordar tão grata e triunfal comemoração, transcrevemos abaixo trecho extraído de um cartão de Natal redigido por Plinio Corrêa de Oliveira, em dezembro de 1991.

* * *

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Mulher soldado repele efeminação antipatriótica da ‘linguagem inclusiva’

Lucía Herrera junto com soldados da sua unidade.
Lucía Herrera junto com soldados da sua unidade.
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A denominada “linguagem inclusiva” de tal maneira contraria a ordem natural e o bom senso que vem se prestando até a fatos, programas ou cenas cinematográficas cómicas.

Mais um caso caraterístico deu-se recentemente na Argentina.

A tendência adotada por altas autoridades políticas deram azo ao boato, depois negado, de que o governo reescreveria as marchas militares seguindo essa moda.

Uma mulher que trabalha no Hospital Militar de Salta como membro das Forças Armadas escreveu carta pública patenteado a anti-naturalidade da proposta.

Ela se sentiu ofendida por esse efeminamento antipatriótico e se definiu como soldado – nem “soldada” nem “soldade” – repelindo a linguagem “inclusiva”. A carta foi publicada na íntegra no “La Nación”.

“Meu nome é Lucía Zordán Herrera, sou um soldado de primeira classe, sim, um soldado, nem “soldada” nem “soldade”, sou um soldado.

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

São Miguel Arcanjo: modelo de combatividade

São Miguel Arcanjo, missão de San Miguel Arcángel, Califórnia
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“No dia 29 do corrente, a Santa Igreja celebrará a festa de São Miguel Arcanjo.

“Outrora, esta data era muito vivamente assinalada na piedade dos fiéis. Hoje em dia, infelizmente, poucos são os que a tomam como ocasião especial para tributar culto ao Príncipe da Milícia Celeste.

“Entretanto, o culto de São Miguel, atual para todos os povos em todos os tempos, tem títulos muito especiais para ser praticado com particular fervor em nossos dias. ....

“São Miguel é o modelo do guerreiro cristão, pela fortaleza de que deu prova atirando ao inferno as legiões de espíritos malditos.

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Cataratas que sugerem superior vocação histórica

Cataratas do Iguaçu em 360º
Veja vídeo


Clique na foto para Cataratas do Iguaçu em 360º
Girar com o mouse. Clicar no mapa à direita para mudar o ângulo

Quem, antes de descer no aeroporto da cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná, observar do avião as famosas Cataratas do Iguaçu, fica extasiado com a grandiosidade da visão panorâmica das diversas quedas-d'água.

Saindo do aeroporto, o viajante precisa percorrer alguns quilômetros para começar a ouvir o ruído das águas.

De início um tanto surdo, ele vai crescendo assustadoramente, tornando-se estrondoso junto às quedas.

Uma imagem ­entre outras - é compreensível que ocorra ao espírito do viajante, eventualmente já predisposto por aquele flash anterior: a majestosa ira divina.

De fato, se Deus quisesse representar seu furor para os homens, mediante o som, seria apropriado Ele utilizar tal ruído - prestigioso e terrificante.

terça-feira, 15 de setembro de 2020

174º aniversário da aparição de Nossa Senhora em La Salette

Há 174 anos, em 19 de setembro, Nossa Senhora apareceu em La Salette e deixou uma mensagem
Há 174 anos, em 19 de setembro, Nossa Senhora apareceu em La Salette e deixou uma mensagem
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Num 19 de setembro, há exatamente 174 anos, Nossa Senhora apareceu em La Salette.

Ela deixou uma mensagem da mais alta importância. Essa mensagem, mais conhecida como o Segredo de La Salette, encontra-se transcrita na integridade e em diversas línguas neste blog.

Enquanto Nossa Senhora falava, o magnífico panorama alpino do local se transformou. E as crianças viram nele a efetivação do que Nossa Senhora dizia.

Mas, Nossa Senhora falou também pelo olhar. E disse coisas que as palavras são insuficientes para transmitir.

Mélanie descreveu assim esse olhar de Nossa Senhora:

terça-feira, 8 de setembro de 2020

Como era Nossa Senhora de La Salette
e como era seu pranto

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No próximo dia 19 se cumpre mais um aniversário da aparição de Nossa Senhora em La Salette.

Consideremos ponto por ponto a descrição de Mélanie de Nossa Senhora naquela ocasião:

“A Santíssima Virgem era alta e bem proporcionada”.

A altura é um apanágio da majestade. Tanto é que aos príncipes que não são reis, se diz Vossa Alteza.

É evidente que não é altura física. Mas a altura física é uma imagem física da altura nos outros sentidos.

Portanto, não era necessário, mas convinha a Nossa Senhora uma altura bem proporcionada.

Porque a altura bem proporcionada é o contrário da altura esmagadora. É o que torna a altura acessível é a perfeição de suas proporções.

É o encaixe de várias coisas pequenas nEla, com graça e harmonia, que tornam essa altura variegada. É uma unidade na variedade.

Então, essa perfeição das proporções dEla.

Depois, Mélanie continua:
“Ela parecia tão leve que um sopro poderia atingi-La.

Realmente, um ente inteiramente espiritual, no qual o corpo era apenas uma dependência dominada pelo espírito; e não sujeita, portanto à lei da gravidade e à atração de terra. O sobrenatural nEla estava na sua plenitude.

terça-feira, 1 de setembro de 2020

Jesus Sacramentado intacto em igreja incendiada

O tabernáculo de madeira miraculosamente salvo das chamas, em Pandacan, Filipinas, 10-07-2020.
O tabernáculo de madeira miraculosamente salvo das chamas,
em Pandacan, Filipinas, 10-07-2020.
Luis Dufaur
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Em 10 de julho (2020) um incêndio generalizado consumiu inteiramente a multissecular igreja de madeira do Santo Niño (Menino Jesus) de Pandacan, na periferia de Manila, capital das Filipinas, segundo informaram fartamente a imprensa local e agências missionárias como UCANews.

Dá-se por perdida a milagrosa imagem do Menino Jesus, de mais de 400 anos, que se encontrava no altar-mor, logo acima do sacrário.

O incêndio foi controlado em uma hora, mas o interior da antiga igreja, feito de madeira, ardeu rapidamente, reduzindo tudo a cinzas, inclusive imagens religiosas.

Dois terremotos e um incêndio destruíram a igreja original, porém os devotos, sob a direção do Pe. Francisco del Rosario, da Missão franciscana nas Filipinas, construíram em 1732 o templo atual.

“O fogo alastrou-se rapidamente e quem lá estava só conseguiu guardar as roupas do corpo”, disse o pároco, Pe. Sanny de Claro.

Segundo ele, os bombeiros não encontraram a imagem milagrosa feita de cera, mas apenas sua coroa derretida e o cetro de metal.

Desta vez, para surpresa geral, as labaredas, que pareciam infernais e devoraram o altar-mor onde estava o tabernáculo, não destruíram o cibório nem as hóstias consagradas que estavam dentro, as quais foram resgatadas pelos bombeiros.

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Santa Teresinha (3): perfeição que tem no Santo Sudário seu modelo acabado

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CONCLUSÕES: A infância meditativa

Ela tinha o costume de subir a uma parte mais alta da casa, para ver as estrelas à noite, etc. E a “História de uma alma” ‒ que equivale a suas Memórias” ‒ fala das infinitudes que havia no pensamento dela.

Santa Teresinha tinha em si toda a doutrina contrarrevolucionária, mas não tinha a missão de explicitá-la. Ela tinha a missão de morrer pelos contrarrevolucionário, de viver, de traçar a Pequena Via que torna a Contra-Revolução acessível ao grosso dos que a seguem. Mas havia todo um firmamento de ideias nela, o qual já desde essa idade se prenuncia.

Era uma criança altamente meditativa. No fim da vida, quando estava madura para o Céu, e portanto quando tinha atingido a santidade a que a havia destinado o desígnio da Providência, ela contava que quando tinha por volta dos dez anos ‒ quer dizer, um pouquinho mais velha do que está aqui ‒ ia com a irmã a um belvedere lá dos Buissonnets, e tinham conversas em que ela recebia tantas ou mais graças do que as que receberam Santo Agostinho e Santa Mônica no famoso colóquio da hospedaria de Óstia, pouco antes de Santa Mônica morrer. Portanto, quando a santidade de Santa Mônica estava consumada, e ela estava para ir para o Céu.

No fundo, nota-se isso no olhar dela. Não se pode descrever um olhar.

Se se perguntasse a São Pedro o que lhe disse o olhar de Nosso Senhor, o que poderia ele responder? Responderia:

“Ele disse algo por onde eu chorei a vida inteira. As lágrimas mais amargas e mais doces que jamais se choraram, depois das de Nossa Senhora, chorei-as eu”.

E não teria outra coisa para dizer, pois o olhar é algo de inefável. Ou se vê aqui esse olhar e se sente, ou não se o vê, e não posso fazer nada.

terça-feira, 18 de agosto de 2020

Santa Teresinha (2): perfeição que tem no Santo Sudário seu modelo acabado

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Continuação da postagem anterior: Santa Teresinha e a “infância espiritual”(1)




5ª) O sorriso

Numa parte mais delicada da análise, percebemos que a boca é reta, com os lábios finos e muito firmes. É uma firmeza na qual não existe uma gota de amargura.

Pelo contrário, há um certo sorriso indefinível. Falam tanto do sorriso da Gioconda, mas isto é que é sorriso! Ela não está nem um pouco sorridente, mas há um sorriso indefinível nos lábios dela. Há qualquer coisa nela que sorri, sem que se possa propriamente dizer que ela está sorrindo.

Tem-se a impressão de que o fotógrafo disse a ela para sorrir, e ela, para não desatender a ele, esboçou qualquer coisa vagamente à maneira de sorriso.

Há algo de sorriso espalhado no rosto dela: está um pouco nos olhos, um pouco nos lábios, está numa afabilidade geral da pessoa. Ela está numa posição muito afável e muito acolhedora, numa posição de muito boa vontade em relação a todo mundo.

No entanto, é uma atitude risonha que indica ao mesmo tempo força de alma e caráter, no sentido próprio da palavra.

É o contrário dessas imagens sulpicianas de Santa Teresinha que se encontram por aí: derramando rosas, e sorrindo não se sabe de que jeito. Não têm nada deste sorriso.

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Santa Teresinha e a “infância espiritual”(1)

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A família Martin foi uma das muitas famílias católicas que se inscreveram nas confrarias de oração para atender os pedidos de reparação e penitência feitos por Nossa Senhora em La Salette.

Santa Teresinha do Menino Jesus também fez parte delas.

No inicio de outubro, a festa desta grande santa que quis se fazer “pequena” é ocasião propícia para estas postagens em dias sucessivos.

A personalidade de Santa Teresinha numa fotografia

A esta magnífica fotografia de Santa Teresinha do Menino Jesus falta apenas o relevo, para se dizer que ela está viva.

Para comentar essa alma, procurarei explicitar as a impressões que esta fotografia produz.

Primeira impressão

A primeira impressão, ao olhar para ela, é a seguinte:

Que menina! A primeira explicitação, o primeiro jorro, deve ser assim.

Ela é ainda menininha, cheia de vida, de frescor, saltitante, e com essa espécie de extroversão própria de uma menina ainda na infância.

Aí se vê a beleza de uma alma de criança, na delicadeza, na fragilidade, na louçania da natureza feminina. Como essa fotografia é bem apanhada, e como pegou bem essa menina!

terça-feira, 4 de agosto de 2020

Etiqueta e protocolo em ambiente aristocrático tranqüilizam as crianças

Luis Dufaur
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O Alvear Palace Hotel de Buenos Aires inaugurou um curso intensivo de etiqueta, protocolo e boa educação para 30 crianças de 8 a 13 anos.

Elas se sentam adequadamente em mesas com louça de porcelana, copos de cristal e talheres de prata.

Assistem a palestras de comportamento em sociedade, enquanto garçons de luvas brancas servem água, sucos e delicados sanduíches.

A professora Karina Vilella ensina como uma pessoa educada deve pegar os talheres, cumprimentar, dizer “por favor”, agradecer, ser pontual, etc.

As crianças aprendem a montar uma “mesa inglesa” e uma “mesa francesa” e o modo de distribuir nelas os convidados.

terça-feira, 28 de julho de 2020

O “croissant”: símbolo do Islã,
esmagado pelos padeiros de Viena

Meia-lua comemora a vitória sobre o Crescente islâmico
Meia-lua comemora a vitória sobre o Crescente islâmico
Luis Dufaur
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Uma delícia que todo o mundo conhece é a meia-lua, ou croissant em seu célebre nome francês.

Não há padaria ou confeitaria que não os ofereça muitas vezes com peculiaridades “da casa” que os tornam mais atraentes e deliciosos, dentro de sua relativa simplicidade.

O ritual dos croissants quase não tem limites e não conhece classes sociais.

Pode se degustar em um dos “templos” modernos de um fast food em qualquer parte do mundo, na praça de alimentação de um shopping center, numa padaria da periferia urbana, numa mesinha de uma padaria choisie ou chic ou no ambiente luxuoso de um hotel cinco estrelas de Paris, Londres ou Nova Iorque, para citar poucos exemplos.

Em geral virá acompanhando de uma xícara fumegante de café com leite, um bom cappuccino, um chocolate vienense ou um modesto café encomendado às presas.

Poderá ser crocante ou amanteigado. Parecerá mais rechonchudo ou macio, mais seco ou perfumado, recheado ou não na sua nobre simplicidade.

Em qualquer caso, simples ou caprichado, terá sempre algo de invariável: sua forma de lua crescente. Seu nome deriva do francês “croissant” porque eles o popularizaram no mundo.

E quem vai a Paris e não prova um croissant não esteve em Paris. Todos sabem disso.

terça-feira, 21 de julho de 2020

Jesus Cristo, família e monarquia tradicional, um mútuo espelhar-se

Cristo Rei, Hans Memling
Cristo Rei, Hans Memling
Luis Dufaur
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Entre Jesus Cristo, a família e um regime familiar de governo – por exemplo, o monárquico tradicional – existe uma relação profunda.

O  padre Eric Iborra, da paróquia de Santo Eugênio, em Paris, lembrou brilhantemente essa relação profunda por ocasião de uma missa de réquiem pelo repouso da alma do rei Luís XVI da França, guilhotinado em 1793.

O sacerdote postou sua homilia no site da paróquia onde serve, como é costume na França.

Eis alguns excertos dessa homilia:

Imagino que vocês eram muitos, há oito dias, a pisar na grama do Champ-de-Mars [manifestação contra o “casamento” homossexual em 13.01.2013]. Numerosos também, talvez, há vinte anos, a fazê-lo em outro lugar emblemático da antiga França, a Praça da Concórdia.

quinta-feira, 16 de julho de 2020

Nossa Senhora do Carmo vitoriosa até o Fim dos Tempos

Nossa Senhora do Carmo. Espanha
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Continuamos com a história dos carmelitanos “filhos dos profetas” no Novo Testamento, como anunciamos no post anterior.


Na segunda metade do século XII, um grupo de cruzados adotou a vida eremita no Monte Carmelo, ao redor da “fonte de Elias” se consagrando a Nossa Senhora à imitação do grande profeta do Antigo Testamento.

O primeiro superior geral no Novo Testamento foi São Bertoldo de Malefaida. O segundo, São Brocardo († 1220), inspirou a Regra Carmelita aprovada por Santo Alberto, Patriarca de Jerusalém, no início do século XIII.

Mas, os carmelitanos só têm como fundador a Santo Elias. Na Basílica de San Pedro, entre as estátuas dos santos fundadores, está a de Santo Elias como pai e chefe do Carmo.

Sete papas – Sisto IV, João XXII, Júlio III, São Pio V, Gregório XIII, Sisto V e Clemente VIII – em respectivas Bulas, dizem que os Carmelitas “preservam a sucessão hereditária dos santos profetas Elias e Eliseu e dos outros pais que moravam perto da fonte de Elias no santo monte Carmelo”.

Sisto V autorizou o culto de Elias e Eliseu como patronos da Ordem, dias de festa em sua honra e Ofícios em sua memória (cf. RP Cornelio a Lapide SJ, Commentaria in Scripturam Sacram, In librum III Regum - cap. XVIII, Ludovicus Vivès Bibliopola Editor, Paris).

Nossa Senhora do Carmo, guia da luta dos profetas

Nossa Senhora do Carmo, Filipinas. Fundo: Monte Carmelo
Nossa Senhora do Carmo, Filipinas. Fundo: Monte Carmelo
Luis Dufaur
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No 16 de julho a Igreja comemora a festa de Nossa Senhora do Carmo.

Sua invocação Virgem Flor do Carmo é a mais antiga e remonta a oito séculos antes de seu feliz natalício.

Como pode ser que a Mãe de Deus fosse venerada oitocentos anos antes de nascer?

A história é maravilhosa e intimamente ligada à montanha do Carmelo em Terra Santa.

Para aparentemente complicar mais as coisas, arqueólogos e historiadores registram que civilizações pagãs também cultuavam uma virgem que daria à luz o salvador do mundo.

Na elevação onde fica a cidade de Chartres, França, sede de uma das mais belas catedrais de Nossa Senhora, em tempos pré-cristãos, os bruxos dos pagãos druidas, ditos charnuts, tinham essa crença e a chamavam “Virgo Paritura” (“A virgem que dará a luz”).

De onde viera essa noção e quem a levou?

terça-feira, 14 de julho de 2020

Forte como um guerreiro, bondosa como a melhor das mães

S.Francisco de Assis, Ouro Preto: forte como guerreiro, bondosa como mãe
São Francisco de Assis, Ouro Preto:
forte como guerreiro, bondosa como mãe
Luis Dufaur
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A foto apresenta uma vista noturna da igreja de São Francisco de Assis, de Ouro Preto, obra de Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.

Considerada por muitos a obra-prima do genial escultor mineiro, sua construção teve início em 1766.

O jogo de luzes, em contraste com o negrume da noite, causa a impressão de que o edifício acabou de descer do céu.

Impressão sugerida por uma ousada verticalidade desse conjunto rijamente fixado no solo granítico, acentuada pela sua leveza aristocrática, forte, banhada por nota de superior pureza.

As paredes brancas, enriquecidas pela obra de cantaria, convergem para a esplêndida porta principal, ponto monárquico do edifício, a partir da qual, como num jorro de chafariz, vai-se em linha reta até a cruz no alto.

terça-feira, 7 de julho de 2020

São Inácio de Loyola e a sacralização da Cavalaria


Luis Dufaur
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Em 31 de julho, a Santa Igreja celebra a festa de Santo Inácio de Loyola, fundador dos jesuítas, ordem com pronunciada estruturação militar segundo os padrões da época: a Companhia de Jesus.

* * *

“Santo Inácio de Loyola desejou fundar uma cavalaria que se opusesse à degradação da Cavalaria, como esta se encontrava em sua época no século XVI.

“Ele desejou a restauração da ideia de luta pelo Rei Sagrado contra o herege, seu adversário. Era a volta da sacralização da Cavalaria.

“Essa foi a ideia de Santo Inácio: uma arqui-sublimação da Cavalaria.

“Por isso ele concebeu sua ordem religiosa em termos militares.

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Tradição, requinte e perfeição: fórmula do sucesso tranqüilo da Patek Philippe

Luis Dufaur
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As guerras e os desabamentos econômicos não abalaram a tradicional casa suíça de relógios de luxo Patek Philippe.

A casa não entrou na ciranda da globalização, das fusões e aquisições visando uma expansão ilimitada.

A Patek Philippe foi fundada em 1839 e ficou estritamente familiar. Hoje tem tantos clientes que não consegue atende-los, mas não pretende mudar.

A produção é de 42 mil relógios por ano. Cada um deles leva, em média, nove meses para ser concluído.

Os preços são dos mais altos, mas os compradores querem uma marca tradicional e um objeto que passe de pai para filho como um símbolo da continuidade familiar.

terça-feira, 16 de junho de 2020

Enterrado como rei

Confraria de Les Charitables leva o busto de Santo Eloi em procissão
Confraria de Les Charitables leva o busto de Santo Eloi em procissão
Luis Dufaur
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Na cidade de Béthune, no norte da França, há 800 anos a Irmandade dos Charitables de Saint-Éloi dá cristã sepultura aos mortos em que ninguém quer tocar.

Não faz diferença entre ricos e pobres. Não há pompas fastuosas nem imponentes cortejos, mas apenas uma confraria medieval, que hoje usa roupas que evocam os tempos napoleónicos, segundo descreveram “Le Figaro”, “Clarín” e ainda outros grandes órgãos de imprensa impressionados com o caso. Como o britânico “The Guardian” , os franceses “Le Point”  e “La Croix international”

Na cidade, quase 90% dos enterros é feita pela Irmandade e “é exceção quando uma família não recorre a nós”, diz o seu Robert Guénot.

Guénot, com 72 anos de idade, não temeu enfrentar a pandemia, que é apenas mais uma das que passaram pelos oito séculos de história dos Caridosos de Santo Elói.

terça-feira, 9 de junho de 2020

São Miguel Arcanjo: Príncipe da Milícia celeste,
poderoso escudo contra a ação diabólica

Luis Dufaur
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A invicta combatividade em defesa do Deus onipotente por parte do glorioso São Miguel, é assim descrita no Apocalipse:

“Houve uma batalha no Céu: Miguel e os seus Anjos guerrearam contra o Dragão.

“O Dragão batalhou, juntamente com os seus Anjos, mas foi derrotado e não se encontrou mais um lugar para eles no Céu” (Apoc. 12, 7-8).

E o Profeta Daniel refere-se a São Miguel nos seguintes termos:

“Naquele tempo, surgirá Miguel, o grande Príncipe, constituído defensor dos filhos do seu povo [isto é, o povo fiel católico, herdeiro, no Novo Testamento, do povo de Israel], e será tempo de angústia como jamais houve” (Dan. 12, 1).

terça-feira, 2 de junho de 2020

Esplendor e elevação nos trajes nobres


Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




As vestes das cortes diferenciavam-se por uma sapiencial gradação, desde as que se usavam nas grandes cerimônias até às vestes para os afazeres ou despachos quotidianos.

A etiqueta e o protocolo respeitavam essa variedade de circunstâncias.


Exemplos de roupa de corte para a vida diária são as de veludo verde com guarnições douradas, portada pelo imperador russo Alexandre I, e as do mesmo imperador no tempo em que era príncipe herdeiro, em vermelho coral [foto].

Seguiam a moda da França nos tempos de Luís XVI. Também servem como exemplo as roupas de caça oferecidas por Luís XV a Cristian VII, rei da Dinamarca, em 1768.

Não só os grandes nobres participavam desse deslumbramento.

Beneficiavam-se também os membros dos diversos graus da nobreza e da burguesia européia, e ainda as incipientes nobrezas americanas.

Um exemplo é a robe parée encomendada em Paris por uma dama canadense em 1780 [foto ao lado].

O esplendor das cortes descia para todas as classes sociais, numa cascata de beleza e dignidade que as elevava.

Um exemplo comezinho disso são as librés concedidas a criados e funcionários dos palácios, como a libré da casa real francesa, em uso quatro anos antes que a Revolução Francesa, movida pelo ódio contra toda hierarquia e nobreza, a abolisse em nome da igualdade.