segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O mundo maravilhoso das feiras de Natal, lampejo do Céu

Bremen
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Longe da banalidade comercial de hoje, o sorriso sobrenatural do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo enchia de alegria suave e de aconchego as praças de cidades e aldeias, de palácios e choupanas da Idade Média.

A tradição, embora deformada, pervive até hoje.

Trata-se das feiras de Natal que ainda dominam em cidades alemãs, austríacas, alsacianas, etc., na Europa.

Elas constituem um eco saudoso, requintado em épocas posteriores, do Natal medieval.

Cheiro de ervas, amêndoas torradas, vinho, cravo, canela, incenso e resina de pinheiro.

Enfeites natalinos que falam não ao corpo mas à alma nos fazem reviver as profundas alegrias da infância.

Feira de Natal, Frankfurt
Alegrias que a festa do nascimento do Menino Jesus reaviva em toda alma reta.

Luz de vela, utensílios de madeira: tudo relembra o aspecto material rude da Gruta de Belém.

Ao mesmo tempo, parece ecoar a insondável luz sobrenatural da graça, do cântico dos anjos, da alegria ingênua e enlevada dos pastores, do maravilhamento entusiasmado dos Reis do Oriente diante do Menino Deus.

As feiras de Natal da Alemanha começam no Advento, período litúrgico tradicional das quatro semanas antes do Natal.

Dresde erige uma “pirâmide” de Natal de 14 metros de altura que não é outra coisa senão um bolo de frutas típico (Christstollen), pesando quatro toneladas.

Nuremberg

A mais antiga feira, porém, é a de Nuremberg.

A de Colônia, muito famosa, na realidade é só de 1820.

Mas como que querendo estabelecer uma ligação com o imponderável da Idade Média a cidade tem seis feiras natalinas, uma delas ao lado de sua catedral gótica, a maior da Alemanha.

Em Augsburgo, a especialidade é o pão de mel. Lá, o imenso pinheiro de Natal fica pequenino ao lado das torres da igreja, que medem 150 metros.

Em dezembro, cerca de dois milhões de pessoas passam pela feira natalina a respirar uma pontinha do charme medieval que nelas paira impalpavelmente.

Passau
Quanto mais autênticas, mais querem se parecer com os mercados medievais. Pode se encontrar um porco sendo assado em um espeto de madeira, pessoas com roupas longas, sapatos de couro de ovelha e chapéus de uma outra era. E se alguém perguntar, a resposta é uma só: o Sr., a Sra. está em um mercado de Natal medieval.

Iluminados por fogueiras acessas no chão ao invés da chata moderna lâmpada, o cheiro de madeira queimada domina o local.

Mergulhadas num ambiente que fala de fé e lógica, as pessoas compram artigos forjados no fogo, como facas e utensílios de cozinha.

Em Siegburg, um grupo de saltimbancos-trovadores anuncia o fim da feira todos os dias, com um show de fogo e instrumentos medievais.

domingo, 11 de dezembro de 2011

O presépio católico e a graça do Natal

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






O Natal é comemorado em toda a face da Terra.

Mas, cada povo o comemora a seu próprio modo.

Por quê?

A Igreja Católica, vivendo na alma de povos diferentes, produz maravilhosas e diversas harmonias. Ela é inesgotável em frutos de perfeição e santidade.

Ela é como o sol quando transpõe vidros de cores diferentes. Quando penetra num vitral vermelho, acende um rubi; num fragmento de vitral verde, faz fulgurar uma esmeralda!

O gênio da Igreja passando pelos povos alemães produz algo único; passando pelo povo espanhol faz uma outra coisa inconfundível e admirável, e depois mais aquilo e aquilo outro num outro povo, num outro continente, numa outra raça.

No fundo é a Igreja iluminando, abençoando por toda parte. É Deus que na Sua Igreja realiza maravilhas da festa de Natal.

Canta a liturgia : “Puer natus est nobis, et Filius datur est nobis...”

“Um Menino nasceu para nós, e o Filho de Deus nos foi dado.

“Cujo império repousa sobre seus ombros e o seu nome é o Anjo do Grande Conselho”.


“Cantai a Deus um cântico novo, porque fez maravilhas”.

Aquele Menino nos foi dado — e que Menino! Então, cantemos a Deus um cântico novo.

O Natal do católico é sereno, cheio de significado, e ao mesmo tempo elevado como o interior de uma igreja!

A vitalidade inesgotável da festa natalina é sobrenatural, produz na alma católica uma paz profunda, uma sede insaciável de heroísmo, e um voltar-se completamente para as coisas do Céu.

No Natal, a graça da Igreja brilha de um modo especial na alma de cada católico. E de cada povo que conserva algo de católico na face da Terra inspirando incontáveis formas de comemorar o nascimento do Redentor!

Porque a Igreja é a alma de todos os Natais da Terra!


Vídeo: A Igreja Católica: alma do Natal



quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Foi mesmo um milagre de Nossa Senhora de Fátima, dizem pescadores

Os pescadores na igreja do Senhor dos Navegantes
A Igreja do Senhor dos Navegantes foi pequena demais para acolher as cerca de duas mil pessoas que quiseram testemunhar o milagre dos caxineiros que estiveram mais de dois dias numa balsa de salvamento.

A cada palavra que D. Jorge Ortiga, arcebispo de Braga, proferia, os olhos dos pescadores não continham as lágrimas.

José Manuel Coentrão, o mestre da embarcação ‘Virgem do Sameiro’, foi o que mais se emocionou durante a homilia. Sentado ao lado dos colegas, João Vareiro, Manuel Oliveira e Prudenciano Pereira, na primeira fila, e com as mulheres sentadas atrás, ouviu o arcebispo, de olhos postos no chão.

“Guardem sempre este acontecimento na vossa memória. Só vós sabeis o que simboliza este milagre nas vossas vidas. Sentiram em vós a salvação e a presença de Deus em hora de aflição extrema”, referiu D. Jorge Ortiga.

Primeiro Papai Noel em São Luís do Maranhão quase foi morto com trabucos

Natal: Papai Noel hoje foi muito banalizado
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Em 1863, o caricaturista laicista Thomas Nast, do tablóide Harper’s Weekly de Nova Iorque inventou o Papai Noel para tirar São Nicolau, bispo católico, das festas de Natal. Hoje é um figurino banalizado.

Mas, como foi recebido no Brasil? De início ele foi achado muito estranho.

Em São Luís do Maranhão, por volta de 1890, no fim da ceia de Natal numa distinta família, um homem gordo, de barbas brancas, roupa e gorro vermelho com um grande saco às costas irrompeu sem aviso pela janela.

Os homens não duvidaram: puxaram os trabucos e renderam o invasor num canto.

São Nicolau: o santo dos presentes maravilhosos de Natal
A professora Maria Barbara de Andrade, filha do poeta Joaquim de Sousa Andrade se interpôs dizendo: “Não o matem! É o Papai Noel! Eu o contratei!”.

Os homens abaixaram as armas, abraçaram o Papai Noel e lhe serviram vinho.

Por certo, o Papai Noel não causou boa impressão, mas a pressão da moda e a descatolização crescente da sociedade acabou aceitando-o em todo o País empurrando para fora a tradicional figura de São Nicolau.


domingo, 4 de dezembro de 2011

Rosário salva pescadores portugueses

"A última onda", Emilio Ocón y Rivas, detalhe
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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José Manuel Coentrão, mestre da embarcação ‘Virgem do Sameiro’, um dos protagonistas do naufrágio que emocionou todo o país e muito em particular as Caxinas, zona entre Vila do Conde e Póvoa de Varzim, falou ontem, pela primeira vez, sobre o sucedido, um relato pleno de emoção e coragem.

Foram 60 horas à deriva no alto mar, muita fé, muitas preces e um desespero que parecia não ter fim.