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terça-feira, 7 de janeiro de 2020

A tiara e as chaves no brasão da Cidade do Vaticano

Brasão do Estado da Cidade do Vaticano
Brasão do Estado da Cidade do Vaticano
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






O Estado da Cidade do Vaticano tem um brasão. O jornal vaticano "L'Osservatore Romano" há anos nos relembrou a origem dele, enquanto vai sendo relegado em importância, infelizmente.

Ele se compõe com duas chaves cruzadas, a tiara pontifícia sobre fundo vermelho e a inscrição “Estado da Cidade do Vaticano” e uma estrela de oito pontas.

A tiara, também conhecida como “triregno” (literalmente tríplice reinado) está composta de três coroas e leva no topo um globo com a cruz.

É a coroa própria dos Papas.

É uma coroa única no mundo.

Coroas semelhantes à tiara já foram usadas na Antiguidade, inclusive por egípcios, partos, armênios e frigios.

terça-feira, 6 de agosto de 2019

60 anos depois, padres jovens retomam a batina que padres velhos jogaram fora para dar impressão de jovens

Para o simples fiel, padre sério anda de batina
Para o simples fiel, padre sério é o que anda de batina
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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Há quase 50 anos o cardeal arcebispo de Paris, Mons. Maurice Feltin, aprovou que os padres deixassem de usar a batina em condições normais.

Sua decisão, tomada em 29 de junho de 1962, não se apresentou como doutrinária ou moral, mas pastoral, visando adaptar os costumes eclesiásticos às mutações da sociedade.

Ela significou uma mudança histórica e foi acompanhada no mesmo ano pela maioria das dioceses francesas.

O “clergyman” foi acolhido até com euforia por sacerdotes novos e “beatas” de sacristia, relembrou certa vez o colunista da revista “La Vie”, Jean Mercier em artigo sob o sugestivo título de “A veste de luz”.

Mercier insiste na “embriaguez de modernidade” daquele momento pouco anterior ao Vaticano II para se compreender que a mudança foi recebida como “verdadeira liberação”.

Aproximadamente desde o Concílio de Trento os sacerdotes usavam batina para se diferenciarem do resto dos homens.

A batina adquiriu sua forma bem conhecida no século XIX.

O entalhe foi abolido pela forma ampla de cor preta, escreve Mercier:

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

O gênio artístico da Itália: riqueza e diversidade


Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






O espírito italiano comporta duas facetas:

Uma consiste em imaginar um mundo como poderia ser. É o mundo dos sonhos.

Outra faceta se volta para a realidade concreta, dentro da qual os italianos ingressam com muito senso.

O senso da arte e o senso do comércio formam na Bella Peninsola uma composição em que não se sabe bem qual é o vencedor.

Depois de ter dado uma tacada na indústria, o peninsular cantarola.

Depois examina se o bolso está cheio e se empenha em novos negócios!

Há um duplo movimento de vivacidade, que não é o velho estilo imperial romano.

Analisando a canção e a arte italiana, elas manifestam uma forma muito particular de leveza.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Proclamação do dogma da Assunção

Assunção, detalhe iluminura s. XV.
Columbia University, UTS MS 049



“A Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso de sua vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial”

Com essas imorredouras palavras, o Santo Padre Pio XII definiu o dogma da Assunção da Santíssima Virgem ao Céu em corpo e alma, solenemente proclamado no dia 1º de novembro de 1950, pela Constituição dogmática “Munificentissimus Deus”.

A solene proclamação desse augusto dogma veio coroar séculos de devoção a Nossa Senhora enquanto tendo sido levada aos Céus em corpo ressurreto e alma.

Na difusão desta verdade e desta devoção a Idade Média deu uma contribuição fundamental.

domingo, 14 de julho de 2013

A suntuosidade do Templo foi ordenada por Deus em pessoa

São Pedro de Roma: colunas salomônicas evocam o Templo de Jerusalém.
A pompa dos templos é por vontade de Deus
e não dos homens ou sacerdotes.
Pe. David Francisquini.
Sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria, Cardoso Moreira - RJ

 
O esmero aplicado na construção do Templo de Jerusalém não consistiu apenas no impulso inicial dado pelo Rei David para que a edificação fosse monumental e digna para abrigar a Arca da Aliança.

Advertido pelo próprio Deus, ele sabia que a grandiosa empreitada caberia a seu filho Salomão, ao qual, como pai, quis facilitar e incentivar.

Soube, todavia, encontrar forças suficientes para reunir a elite e movê-la com vistas àquela edificação, a fim de que o Templo representasse também poder, grandeza e autoridade.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Bispos não podem dormir sem antes alertar contra o aborto, diz chefe do Supremo Tribunal do Vaticano


(Roma, 20 de Outubro de 2010)

Em Roma, o arcebispo Raymond L. Burke, presidente do Supremo Tribunal da Signatura Apostólica (tribunal supremo da Santa Sé), e recentemente apontado para receber a púrpura cardinalícia por S. S. Bento XVI, concedeu entrevista a Thomas McKenna, fundador e presidente da associação Ação Católica pela Fé e Família, dos EUA. http://www.catholicaction.org/

segunda-feira, 12 de abril de 2010

O gênio artístico da Itália: riqueza e diversidade

Para se compreender o espírito italiano, é necessário ter em vista que ele comporta duas vias: uma consiste em imaginar um mundo como poderia ser — o dos sonhos; outra, a realidade concreta, dentro da qual os italianos ingressam com muito senso dessa realidade.

O senso da arte e o senso do comércio formam na Bella Penisola uma composição em que não se sabe bem qual é o vencedor. Depois de ter dado uma tacada na indústria, o peninsular cantarola. Depois examina se o bolso está cheio e se empenha em novos negócios!

Há um duplo movimento de vivacidade, que não é o velho estilo imperial romano. Analisando a canção italiana, a arte italiana, elas manifestam uma forma especial de leveza, muito particular.

Enquanto o espanhol parece dar saltos para atingir o Céu, a índole italiana, marcada a fundo pela Renascença, parece ascender para atingir o ápice do que seria o Céu na Terra.

A vida alegre, a bonomia, a brincadeira, a fraternidade, a graça e arte para ornar tudo, para tornar esta vida a mais agradável possível – única no seu gênero – não corresponde ao espírito espanhol nem ao português.

O que produziu tal concepção? A matriz de todas as artes do Ocidente! Tudo que surgiu da Renascença até nossos dias se inspirou na Itália.

Constatamos a marca italiana presente no mundo inteiro.

A Itália conseguiu sem grandes batalhas – nunca se interessou muito pelo gênero –, sem formar um grande império como o antigo império romano, a influência artística, muito mais pujante que o influxo artístico do império romano.

E o império cultural italiano é muito maior do que foi o império cultural romano. A Itália é uma grande nação, com expressão enorme na história do mundo, e influência toda especial na história da Igreja.

A Igreja foi fundada para ter a sua sede em Roma. E esta sede é como um chafariz da influência italiana no universo.

As riquezas e diversidades do gênio italiano são tão extraordinárias, que é impossível contê-las apenas numa conferência.

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(Fonte: Plinio Corrêa de Oliveira, 21/02/1981. Sem revisão do autor. “Catolicismo”, fevereiro de 2010)

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