terça-feira, 26 de setembro de 2023

Provas confirmam estigmas da Serva de Deus Sor Patrocinio

Livro publica a história dos estigmas e fotos dos panos com que a religiosa os encubria
Livro publica a história dos estigmas e fotos
dos panos com que a religiosa os encobria
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Javier Paredes, professor emérito da Universidade de Alcalá, revelou em livro a descoberta de 43 luvas que Sor Patrocinio, conceicionista franciscana, usava para enxugar o sangue dos estigmas, faixas na cabeça pela Coroa de Espinhos e panos laterais.

Panos manchados pelo sangue dos estigmas de Sor Patrocinio
Panos manchados pelo sangue dos estigmas de Sor Patrocinio

Ela não queria mostrar os estigmas nem às freiras dos 19 conventos que fundou nem à rainha Isabel II de quem era confidente.

Mas após fazer incontáveis milagres e sofrer muitos ataques do demônio, o governo anticristão a torturou selvagemmente, a enviou ao exílio e a qualificou de embusteira que enganava o povo.

Ela anteviu a vinda dos Apóstolos dos Últimos Tempos e o ressurgir da Igreja.



terça-feira, 12 de setembro de 2023

A Rainha Isabel a Católica pode ser beatificada

Isabel de Castela, a Católica
Isabel de Castela, a Católica
Luis Dufaur
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A causa de canonização da Rainha Isabel de Castela, a Católica, aguarda “a oportunidade de sua beatificação”, disse o padre José Luis Rubio Willen, responsável por seu processo, a “Infocatólica”.

A causa foi aberta em 1967 em Valladolid e acumula mais de 20 volumes de documentação histórica e de narrações de favores concedidos.

Entre eles o prodígio que permitiria sua beatificação: um padre com câncer pancreático muito avançado se recuperou por um milagre atribuído a Isabel”, conforme relatou Juan Luis Vázquez Díaz-Mayordomo.

A canonização só aguarda a aprovação do Papa. Por sua vez, a Comissão Isabel la Católica continua a promover o seu culto entre os fiéis.

«Temos distribuído impressos e editado livros e vídeos, e temos realizado simpósios para a tornar mais conhecida. Nosso objetivo é que as pessoas vejam que foi uma santa, a venerem e aproveitem sua intercessão”, afirma Rubio Willen, que afirma que sua própria conversão é obra da rainha.

Pouco a pouco, continuam a chegar o relato de favores, como o enviado a Roma por um jovem com cancro do pulmão que, quando ia ser operado, os médicos descobriram que não tinha nenhum tumor.

Isabel a Católica na rendiição do rei mouro de Granada Abu Abdullah Muhammad XII. Francisco Pradilla y Ortiz (1848–1921) Senado, Madri
Isabel a Católica na rendição do rei mouro de Granada Abu Abdullah Muhammad XII.
Francisco Pradilla y Ortiz (1848–1921) Senado, Madri
A causa é muito hostilizada pois a Rainha Isabel la Católica liderou a cruzada para expulsar os últimos mouros que mantinham invadido o reino de Granada, que sempre foi parte preciosa da Espanha.

Essa cruzada no dia de hoje em que se abrem imprudentemente todas as portas da Europa é obviamente aborrecida por ser antiecuménica.

A rainha também baniu os judeus que não queriam abandonar suas falsas crenças.

Ela também assumiu os custos da expedição de Cristovão Colombo que descobriu América, mas que os comuno-tribalistas abominam pela consequente cristianização e civilização do nosso continente americano.

Por tudo isso, se a causa tiver um desfecho feliz, “a maior rainha da história universal será beatificada”, defende o eclesiástico promotor da causa.

Isabel a Católica preside a educação de seus filhos, Isidoro Lozano  (1826–1895) Museo del Prado
Isabel a Católica preside a educação de seus filhos,
Isidoro Lozano  (1826–1895) Museo del Prado
Não há outra mulher como ela embora houve outras rainhas santas. Com Isabel, a história mudou e os mapas mudaram com evangelização de América, acrescente.

Para o responsável pelo seu processo, a rainha “nunca trabalhou para si mesma nem para se engrandecer ou enriquecer, mas para engrandecer e distribuir suas riquezas em obras que beneficiaram grandemente todos os seus súditos, inclusive os índios, que ela queria igualar em direitos aos espanhóis”.

Sua importância foi “capital”, pois “fez uma reforma do clero secular e da vida consagrada que a tornou precursora do Concílio de Trento”.

Com tudo isso, o Pe. Rubio Willen aponta como os cristãos de hoje podem imitá-la:

“Ela sempre foi ela mesma e estava com a verdade à frente. Ela não tinha uma vida dupla, ela era uma mulher de uma peça só”.


terça-feira, 29 de agosto de 2023

12.000 valencianos bordaram um Manto para a Virgem dos Desamparados, sua padroeira

O novo manto da Virgem dos Desamparados, bordado por 12.000 valencianos
O novo manto da Virgem dos Desamparados,
bordado por 12.000 valencianos
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Enquanto as igrejas se esvaziam abandonadas por uma humanidade que esquece a religião católica e seus abençoados costumes e tradições de piedade, em Valência, Espanha, 12.000 fiéis deram comovedor exemplo filial bordando um novo manto para a padroeira da cidade a Virgen de los Desamparados, segundo relatou o jornal espanhol “La Razón”, entre outros.

Quando o manto foi apresentado para apreciação do público no Salão Nobre da Associação Mercantil foi recebido com uma aclamação.

O manto da Virgen de los Desamparados foi depois oferecido oficialmente à Virgem e benzido na Basílica da cidade na data de comemoração do Centenário da Coroação da Virgem.

A apresentação, dita “Descobrição” do manto, aconteceu após um jantar e um leilão beneficente com cerca de 400 comensais que reuniram os fundos para pagar a maravilhosa obra e mais uma coroa para Nossa Senhora denominada Coroa da Caridade.

Filas de voluntários para bordar o novo manto da Virgem dos Desamparados
Filas de voluntários para bordar o novo manto da Virgem dos Desamparados
As mais de 12.000 pessoas que participaram na prodigiosa costura deste manto histórico “choraram, ficaram comovidas” como filhos que se rejubilam com o presente que adorna a Mãe amada.

O diretor dos trabalhos, Jaime Guillem, recorda que um cego participou no bordado e até incentivava a outros dizendo: “se eu sou cego e vou bordar, com certeza você também pode fazer”.

O manto, antes da dedicação, percorreu diferentes pontos de Valência e da província, incluindo a prisão de Picassent. Os presos a receberam “cantando e rezando num dia único, de muita alegria”.

Presentação do novo manto da Virgem dos Desamparados
Presentação do novo manto da Virgem dos Desamparados

A base do manto é de seda e prata. E os bordados foram feitos com fio de ouro fino. Alfaiates supervisionaram os trabalhos para garantir que o manto encaixasse exatamente na imagem.

As doações cobriram todas as despesas do Manto e ainda sobrou para a Coroa da Caridade. As pessoas chegaram a ficar na fila por até duas horas só para participar do bordado chorando emocionadas.



terça-feira, 15 de agosto de 2023

Jovem católico impediu com sua mochila o apunhalamento de quatro crianças

Imigrante árabe tenta matar crianças e rapaz da mochila reage
Imigrante árabe tenta matar crianças e rapaz da mochila reage
Luis Dufaur
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Abdalmasih H., imigrante do Meio Oriente de 31 anos, esfaqueou selvagenmente quatro criancinhas que estavam em seus carrinhos passeando em Annecy, turística cidade dos Alpes franceses, egundo descreveu “La Nación”.

Um jovem francês de 24 anos de nome Henri que passava casualmente pela praça usou sua mochila para enfrentar o agressor e pô-lo em fuga.

Muitos franceses depositaram flores na área de jogos infantis, e a mídia, sempre acobertadora dos atentados islâmicos, desta vez se encheu de elogios a Henri, apelidado “o héroe da mochila” – “le héros au sac a dos”, em francês.

O imigrante feriu gravemente a quatro crianças de entre 22 meses e 3 anos de idade, e também a dois adultos.

Até o presidente Emmanuel Macron, muito criticado pelo seu laxismo diante da criminalidade islâmica foi à cidade alpina de Annecy, para agradecer a médicos, policiais, bombeiros e até a Henri!

Henri se defendia com uma mochila na mao enquanto o atacante tentava esfaqueá-lo. Mas Henri o perseguiu até se afastar.

Imigrante tenta apunhalar crianças em playgroun de Annecy
Imigrante tenta apunhalar crianças em playground de Annecy
O jovem, que estuda filosofia e administração explicou que reagiu desse modo porque era vontade de Deus que ele estivesse ali para intervir.

Como católico disse que uma força dentro dele, presumivelmente uma graça, o empurrou a reagir. “Deixei-me guiar pela Providencia e pela Virgem Maria. Pronunciei meu adeus à vida e deixei que eles decidissem o que aconteceria.

“Só sei que não foi por acaso. Em minha viagem às catedrais, encontrei esse homem e agi instintivamente. Era impensável não fazer nada”, declarou a CNEWS. “Tentei agir como todos os franceses deveriam ou iriam agir”.

Fez muito bem, mas infelizmente não são todos, neste mundo descristianizado, que reagem assim com espírito de Fé.

Momentos em que o jovem católico enfrenta assassino e o põe em fuga
Momentos em que o jovem católico enfrenta assassino e o põe em fuga
Henri tem o perfil de Instagram “Le chant des cathédrales” (“A canção das catedrais”), onde ele narra suas aventuras percorrendo a pé as 280 catedrais francesas.

O pai de Henri, François, contou que “ele não parou de correr atrás do agressor por muitos minutos, para evitar que ele voltasse e matasse ainda mais crianças. Acho que evitou a carnificina assustando-o. Realmente muito corajoso”.

François pediu que seu sobrenome não fosse publicado, para preservar a sua família aos olhos do público em um momento de choque e indignação na França provocado pela brutalidade do ataque e pelo desamparo das jovens vítimas, semelhante ao de outros casos análogos.

Catedral Notre Dame de Paris antes do incêndio
Catedral Notre Dame de Paris antes do incêndio.
O amor das catedrais vivia no jovem herói da mochila
“Atacar crianças é o ato mais bárbaro que se possa imaginar”, disse o chefe de Estado que, segundo a primeira-ministra Elisabeth Borne, quatro menores “foram submetidos a cirurgia e estão sob vigilância médica permanente”.

Abdalmasih obteve asilo na Suécia em 2013 e teria chegado à França no final de 2022.

Após ser submetido a exame psiquiátrico, o tribunal prorrogou a sua prisão preventiva. A promotoria de Annecy descartou um ato terrorista e disse que o agressor agiu sob efeito de álcool ou drogas.

Ainda que for verdade, o povo francês tende a achar que crimes com estas características são estimulados pelo Corão, ainda que os promotores do ecumenismo católico digam o contrário.


terça-feira, 20 de junho de 2023

Filme da Vendéia reacende polémica sobre a Revolução e a Contrarrevolução -2

Com o Sagrado Coração de Jesus no peito
Com o Sagrado Coração de Jesus no peito
Luis Dufaur
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O longa-metragem “Vencer ou morrer” focando a resistência católica e monarquista à Revolução Francesa deixou estarrecida à esquerda.

Ele constitui a primeira vez na história em que católicos assumem no cinema a defesa da França tradicional focando a luta entre os “partidários do terror jacobino” e os “contrarrevolucionários”, numa luta entre a Revolução gnóstica e igualitária e a Contra-Revolução hierárquica e anti-igualitária.

O historiador Loris Chavanette, autor de muitos livros em favor da Revolução Francesa, é um dos arautos da posição revolucionária.

E comenta que a atual polêmica por “Vencer ou morrer” acordou a velha divisão gerada pela Revolução Francesa que rachou o país em dois visões antagônicas do universo.

Os nostálgicos do antigo regime herdado da Idade Média denunciam – e o fazem no filme – um verdadeiro genocídio na Vendéia feito pelos autoproclamados defensores dos ideais igualitários que instalaram a ditadura revolucionária no país.

Até Alexis Corbière, deputado de extrema esquerda pela coalizão La France Insoumise e apologista de Robespierre, um dos cérebros sinistros do Terror, saiu nas colunas do “Le Monde” a deblaterar contra o filme.

A Revolução Francesa nunca foi um tema frio, mas hoje a esquerda política está mais unida atrás da figura de Robespierre, a quem pretende erigir um museu em sua cidade de Arras.

O grande jornal centrista de Paris “Le Figaro” deplora o renascer da “eterna guerra entre monarquistas e republicanos, entre brancos e azuis, entre os qualificados como partidários do Terror jacobino e os tachados de contrarrevolucionários”.

As tropas revolucionárias iam incendiado aldeias e campos
As tropas revolucionárias iam incendiado aldeias e campos
Durante muitas décadas os filmes sobre o tema provinham exclusivamente da esquerda. Mas, agora, tomou corpo uma reconstrução da história no campo oposto que sobressaiu com a publicação em 2008 do Livro Negro da Revolução Francesa, obra coletiva pilotada pelo dominicano Renaud Escande, e por Pierre Chaunu do Instituto.

A história da guerra de Vendée que fornece a ambientação de “Vencer ou morrer” é um caso clássico. Ela é contada à luz das atrocidades cometidas pelos exércitos republicanos em 1793.

O governo revolucionário, depois de levar a cabo um metódico extermínio de toda resistência do povo, propôs após o Terror e a queda de Robespierre, o Tratado de La Jaunaye, perto de Nantes, desmobilizando os monarquistas com promessas de garantias legais e econômicas.

O carismático líder Charette (personagem central no filme) acolheu os representantes da República, mas poucas semanas voltou a pegar em armas até ser baleado em 1796. O novo banho de sangue patenteou que o acordo era apenas uma fachada.

Na controvérsia atual os episódios conciliadores abafados ficaram esquecidos e se voltou à França terreno fértil de incessantes lutas internas entre Deus, Cristandade e monarquia e o inferno, a Revolução e a república encharcada de sangue.

Hoje, escreve o “Figaro” brigar como outrora é a regra, concordar é a exceção.

Homens e mulheres de todas as idades sacrificaram suas vidas pela Igreja e pelo rei
Homens e mulheres de todas as idades sacrificaram suas vidas pela Igreja e pelo rei
O historiador e resistente Marc Bloch definiu duas categorias de franceses: “aqueles que se recusam a vibrar com a lembrança da coroação de Reims; e aqueles que leem sem emoção o relato da festa da Federação”.

A revista cada vez mais lida de tendencia direitista “Valeurs Actuelles” constata que a imprensa de esquerda hoje mostra um ardor apaixonado pelo “romance republicano”.

Essa imprensa está enfurecida por “Vencer ou morrer” porque glorifica os gestos heroicos do líder militar contrarrevolucionário Charette.

O filme o suficiente para a esquerda sair da tocaia e mostrar na mídia o furor que caracterizou as massacres “republicanas” anti-monarquistas e anti-católicas e o genocídio dos vendeanos, camponeses amantes da Coroa e da Igreja Católica.

O jornal “Liberation” nascido nas barricadas extremistas de Maio de 1968 lhe dedicou-lhe espetacularmente a sua primeira página na véspera da estreia com uma manchete despectiva.

E explicou que o filme “não deve ser subestimado: porque é mais um indício que credencia a existência de uma ofensiva conservadora atualmente na França”, e prossegue com catilinárias insultantes.

O historiador da Revolução Thierry Lentz reconhece que “uma certa esquerda ainda não digeriu o sucesso de ‘Vencer ou morrer’”.

Poppulares de todas as classes sociais defenderam a Igreja e a monarquia
Populares de todas as classes sociais defenderam a Igreja e a monarquia
Pois, o que mais irrita essas esquerdas é que a “a direita católica transparece” e encontra lugar no grande cinema francês. Nos primeiros cinco dias foram vendidos 87.000 ingressos em 160 salas de cinema.

Nicolas de Villiers, presidente da produtora diz que o filme já é um fenômeno: “Nosso objetivo final era 100.000 lugares, chegamos a 87.000 em cinco dias. Uma média de 345 espectadores por sala dá para dizer que há fervor em torno do filme”. Houve espectadores que percorreram até 200 quilômetros para encontrar uma sala que exibisse o longa. E o aplauso ao final das sessões, foi a mais bela homenagem consagratória.

O site EcranLarge.com diz: “vendo “Vencer ou morrer” é quase de se desejar que o inferno realmente exista para ver com prazer ali queimarem os reacionários sejam líderes ou prosélitos”.

O ator Francis Renaud, protagonista no filme, ficou impressionado com a violência de certas reações: “Esperávamos críticas – faz parte do jogo – mas não tamanha onda de ódio e inverdades”, lamentou.

Segundo ele, a descida às chamas é mais maliciosa pelo fato de ser o primeiro longa-metragem rodado em dezoito dias com orçamento modesto, mas que encontrou seu público, contrariamente ao que fazem hoje a maioria dos filmes de bandeira revolucionária.

No “Le Monde”, os deputados de extrema esquerda Alexis Corbière e Matthias Tavel conclamam a que “os autênticos republicanos façam soar os sinos de guerra e se faça uma ampla mobilização de estudiosos, intelectuais e profissionais da cultura para erguer um baluarte contra o obscurantismo e a falsificação da história nacional”.

Tropas revolucionárfias massacram católicos em Lucs-sur-Boulogne. Vitral em Lucs-sur-Boulogne
'Colunas infernais' massacram católicos. Vitral em Lucs-sur-Boulogne
Eles acrescentam que olham com horror para o que está acontecendo nos EUA desde o filme “A Paixão de Cristo” e o aparecimento de parques temáticos com cenografias bíblicas, a proibição do ensino científico (leia-se o evolucionismo de Darwin), ao expurgo das bibliotecas escolares e a proibição do aborto.

Os deputados conclamaram para o alistamento dizendo que “estamos determinados a bloquear esta ofensiva ao lado de todas as inteligências que queiram contribuir para ela. Porque defender a Revolução Francesa é defender fundamentalmente a longa ação do povo pela sua emancipação” leia-se o comunismo extremo que eles postulam nas eleições.


terça-feira, 6 de junho de 2023

Filme da Vendéia reacende polêmica sobre a Revolução e a Contrarrevolução -1

'Vencer oumorrer' desperta o heroismo pela França católica-aristocrática
'Vencer ou morrer' desperta o heroísmo pela França católica-aristocrática
Luis Dufaur
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O grande estatista britânico Winston Churchill distinguiu com perspicácia duas Franças: uma que estava no poder plebeia, revolucionária, vulgar. Do outro lado está a França nobre, tradicional, mas oprimida pela outra. Ele via a segunda França separada da primeira por um rio de sangue, como aliás muitas nações da Europa.

Em parte alguma essa divisão dividiu tão fundo os dois lados. A França tradicional, observava Churchill, olha com saudade a Idade Média enquanto discerne na França revolucionária uma perfídia e uma malícia incomparável.

Nós podemos comparar o desentendimento entre as duas com o “proelium magnum” que se deu no Céu entre São Miguel e os anjos bons contra Lúcifer e os demônios revoltados contra a desigualdade celeste.

É por isso que os embates civis e religiosos havidos em torno da Revolução Francesa marcaram a ferro e fogo a doutrina e a psicologia de ambos os lados.

A paixão francesa nesse embate se comunicou ao mundo, e acabou produzindo um espetáculo tremendo. A Providência tal vez permitiu acontecer para que os homens pudessem entrever algo daquela batalha tremenda que houve no Céu entre os anjos da fidelidade e da hierarquia e os demônios da revolta e do igualitarismo.

Nesse sentido, a Revolução Francesa foi a mais magnífica, suntuosa e faustosa das parábolas históricas da revolta igualitária contra a ordem católica em que até os minores lances foram parabólicos.

'Vencer oumorrer' relembra os atrozes crimes da Revolução Francesa
'Vencer ou morrer' relembra os atrozes crimes da Revolução Francesa
Mas, com essa divisão no fundo das almas, os planos de constituir uma República Universal com um governo mundial anticristão ficavam inviáveis.

Entrou então soprado por antros infernais, o que poderíamos chamar de espírito de Morfeu, o deus do sono, para abafar o fogo da polêmica que põe em seus eixos a alma dos franceses.

Foram silenciados até os nomes de musicalidade aristocrática e sonora dos brilhantes personagens que a Revolução Francesa varreu e contra os quais o espírito Morfeu inoculou implicância e tédio.

Os nomes de revolucionários ferozes como Marat, Danton e Robespierre foram envolvidos nesse sono junto com seus espantosos crimes.

Espraiou-se o que a TFP francesa denunciou com um gemido de dor em manifesto: “a França estômago”.

Essa relegava aquele nobre embate espelho a luta de São Miguel e Lúcifer nos Céus, para endeusar de modo materialista o próprio carnalidade.

A obsessão por ter um “bom apetite” virou objetivo emblemático da União Europeia, induziu à diluição da cultura francesa num caldo com costumes pagãos de invasores africanos e muçulmanos, de vagalhões “culturais” anárquicos que promovem a agenda LGBT. Nesse caldo a filha primogênita da Igreja estava desaparecendo.

Dos antros dessa imensa Revolução Cultural, emanava como um vapor tóxico: os bons não pensem mais na Revolução Francesa! E os ruins se exaltem por ela a portas fechadas ou em solenidades sem graça.

Mas eis que no auge de Morfeu um filme sem pretensões hollywoodianas entrou nos cinemas e o fogo da prefigura da batalha celeste ressurgiu como a lava de uma explosão vulcânica.




terça-feira, 9 de maio de 2023

Árvore cai sobre Nossa Senhora, e não acontece nada!

Imagem de Nossa Senhora das Graças ficou intacta, mesmo com a queda da árvore
Imagem de Nossa Senhora das Graças ficou intacta, mesmo com a queda da árvore
Luis Dufaur
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Nas proximidades da Maternidade Cândida Vargas, em João Pessoa, os passantes ficaram assombrados. Após um dia intenso de chuvas, uma grande árvore que fica em frente à unidade de saúde caiu direto sobre um nicho que continha uma imagem de Nossa Senhora das Graças no estacionamento do Hospital, como informou “Mais PB”.

Todo o espanto se concentrou no fato que o grande tronco da árvore se dividiu em dois – ou já o estava – caindo cada parte de um e outro lado da imagem, mas ela ficou ufanamente em pé.

Apenas o vidro protetor do nicho foi danificado.

Os galhos atingiram dois carros – um no teto e outro na porta – mas segundo a Prefeitura, a queda da árvore não causou danos às pessoas que atuam na unidade e nem nos frequentadores.

Nossa Senhora está sempre nos protegendo até quando menos o imaginamos, ou até quando menos percebemos que Ela nos está salvando. É preciso apenas maior atenção nossa e agradecimento.


Em João Pessoa, para espanto de muito incrédulo




terça-feira, 2 de maio de 2023

Tradição familiar das gôndolas
subsiste com orgulho em Veneza

Cada góndola é feita à medida do gondoleiro
Cada góndola é feita à medida do gondoleiro
Luis Dufaur
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As gôndolas negras deslizam pelos canais de Veneza ostentando os sinais de um pequeno, mas requintado grupo de artesãos que mantêm vivos os métodos tradicionais de construção, informou a “Folha de S.Paulo”.

Cerca de 700 anos atrás, existiam 7.000 delas em Veneza, mas seu uso cotidiano foi suplantado pelo de barcos mais modernos. Restam 433, primordialmente turísticas.

O construtor de gôndolas Roberto Tramontin explica que uma gôndola demora dois meses para ser construída, leva 280 peças de madeiras diversas, como limoeiro, carvalho, mogno, nogueira, cerejeira, abeto, lárix e olmo, e custa cerca de € 38 mil (R$ 123 mil).

A madeira é tratada durante até um ano antes de ser modelada na forma cilíndrica ligeiramente assimétrica, o que permite a um único gondoleiro conduzir a embarcação em linha reta.

Os construtores de gôndolas praticam durante vários anos, antes de começar a construí-las sob medida para o peso do gondoleiro.

Quem viajou de gôndola terá observado que ela é torta, em geral enviesada para um lado. Mas quando o gondoleiro ocupa seu lugar, ela fica perfeitamente equilibrada.

Acresce-se que o gondoleiro rema de um só lado: o direito. Isso faria a gôndola girar em torno de si. O viés à esquerda compensa essa tendência, e a pequena barca de sonho vai numa reta perfeita pelos estreitos canais.

Camadas de verniz preto são aplicadas, mas a ornamentação é limitada desde que um dos doges – espécie de duques soberanos eletivos que governavam a cidade em seus tempos de glória – decretou no século 18 que as gôndolas estavam enfeitadas demais.

É preciso notar que a gôndola era para uso popular e corriqueiro.

Os nobres, eclesiásticos, ricos-homens e pessoas constituídas em dignidade tinham barcos semelhantes, mas muito mais pomposos, com dourados e tapetes flutuantes que acompanhavam seu deslizar sobre as águas.

O mais rico e belo desses navios particulares era o Bucentauro de ouro, destinado aos doges. Ele exigia muitos remadores e levava uma pequena corte e músicos.

Uma réplica navega hoje no Grande Canal nos dias de festa.

Réplica do Bucentauro numa festividade em Veneza
Réplica do Bucentauro numa festividade em Veneza
“Trabalho ao velho estilo. Tudo é feito à mão”, diz Lorenzo Della Toffola, 48, construtor da oficina San Trovaso, que produz uma ou duas embarcações por ano, usando as técnicas do passado.

A arte que cerca as gôndolas deve ser preservada, apesar das mudanças de comportamento, diz Giorgio Orsoni, prefeito de Veneza.

Os gondoleiros precisam possuir uma gôndola para obterem uma licença, e os que não herdam o negócio de seus pais compram, no começo de carreira, um barco usado e só depois financiam um novo.

A família é o veículo da tradição e a propriedade é o fundamento sólido da transmissão cultural.


terça-feira, 25 de abril de 2023

“O tempo passou e me formei em solidão”

Luis Dufaur
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Autor: José Antônio Oliveira de Resende. Professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa, do Departamento de Letras, Artes e Cultura, da Universidade Federal de São João Del-Rei/MG.


Sou do tempo em que ainda se faziam visitas.

Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido.

Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé. Geralmente, à noite.

Ninguém avisava nada, o costume era chegar de paraquedas mesmo. E os donos da casa recebiam alegres à visita. Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um.

– Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre.

E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos. Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia.

– Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável!

A conversa rolava solta na sala. Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre.

Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando-nos e olhando a casa do tal compadre.

Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro... casa singela e acolhedora. A nossa também era assim.

Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes.

Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha - geralmente uma das filhas – e dizia:

– Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa.

Tratava-se de uma metonímia gastronômica. O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite... tudo sobre a mesa.

Juntava todo mundo e as piadas pipocavam.

As gargalhadas também.

Pra que televisão?

Pra que rua?

Pra que droga?

A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança...

Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam....

Era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade...

Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos.

E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida.

Era assim também lá em casa. Recebíamos as visitas com o coração em festa... A mesma alegria se repetia. Quando iam embora, também ficávamos, a família toda, à porta.

Olhávamos, olhávamos... até que sumissem no horizonte da noite.

O tempo passou e me formei em solidão. Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, e-mail...

Cada um na sua e ninguém na de ninguém.

Não se recebe mais em casa.

Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa:

– Vamos marcar uma saída!... – ninguém quer entrar mais.

Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas.

Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores.

Casas trancadas. Pra que abrir? O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos do leite...

Que saudade do compadre e da comadre!


terça-feira, 11 de abril de 2023

Imagens católicas vencem tornados e incêndios nos EUA

Nossa Senhora e o Menino Jesus preservados de tornado fora da igreja da Resurreição, Kentucky
Nossa Senhora e o Menino Jesus preservados de tornado
fora da igreja da Ressurreição, Dawson Springs, Kentucky
Luis Dufaur
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Há regiões dos EUA flageladas periodicamente por violentos fenômenos naturais como tornados e furacões. Procurando ilustração do fato relatado logo a continuação, encontramos fotos de outros casos de proteções prodigiosas de imagens católicas que acrescentamos neste artigo.

Em só dois dias de Natal de 2022 pelo menos 37 tornados atingiram os estados de Arkansas, Illinois, Kentucky, Mississippi, Missouri e Tennessee, nos EUA, deixando pelo menos 74 mortos, 1.000 casas arrasadas e cerca de 28.000 residências e empresas sem energia.

Nossa Senhora foi Rainha na igreja da Rainha dos Mártires, na cidade de Dayton, Ohio, em 2019
Nossa Senhora foi Rainha
na igreja da Rainha dos Mártires,
na cidade de Dayton, Ohio, em 2019
O jornal local Evansville Courier & Press divulgou a fotografia de uma imagem de Nossa Senhora segurando o Menino Jesus, em pé quase sem danos, junto às ruínas da igreja católica da Ressurreição na cidade de Dawson Springs, Kentucky.

A incolumidade da imagem surpreendeu a mídia, pois o tornado atingiu 160 km/h e na vizinha cidade de Earlington fez descarrilar 27 vagões.

Tina Casey, diretora de comunicações da Diocese de Owensboro, à qual a igreja pertence, disse à Catholic News Agency que “as janelas e portas [da igreja] estão quebradas e não há mais telhado” “provavelmente com perda total”. Cfr. ACIPRENSA.

A ferocidade destrutiva dos tornados na próspera região havia sido sentida mais recentemente em maio de 2019.

E mais uma vez, Nossa Senhora quis se manifestar Rainha na igreja que a cultua como Rainha dos Mártires na cidade de Dayton, no estado de Ohio, enquanto a torre do sino ruía a seus pés, segundo informou o “Arlington Catholic Herald”.

“Todos os prédios aqui foram danificados” narrou Don Tomczak, voluntário da paróquia.

“A coisa incrível é que a estátua de Nossa Senhora toda rodeada de entulho não foi tocada. Foi o nosso milagre”.

O desastre em Illinois evocou fato incrível recente em Washington
O desastre em Illinois evocou
fato incrível recente em Washington
Em Illinois em 2013, a família católica de Annmarie Klein achou um milagre sobreviver ao tornado que reduziu a zero sua casa.

E mostrava a foto de uma imagem de Nossa Senhora também intacta após outro tornado em Washington, segundo o Daily Herald.

No início de 2022, em várias cidades do estado de Colorado pelo menos 991 casas haviam sido destruídas e três pessoas ficaram desaparecidas enquanto 33.000 tiveram que evacuar a região com as roupas do corpo, informou o jornal britânico “Daily Mail”.

Imagem integra após incêndio florestal em Louisville, 01-01-2022
Imagem integra após incêndio florestal
em Louisville, 01-01-2022
Ruas inteiras ficaram reduzidas a pilhas de cinzas fumegantes. Uma nevada contribuiu a apagar o fogo, mas prejudicou a recuperação das vítimas.

O “Wall Street Journal” de New York noticiou que a fúria dos incêndios se espalhou pelas florestas vizinhas com o vento soprando para longe as faíscas acessas.

Por exemplo, em Louisville e Superior os 21.000 e 13.000 moradores respectivamente ficaram presos num inferno.

Foi uma surpresa num lar arrasado pelo fogo encontrar praticamente intocada uma imagem de Nossa Senhora das Graças. Cfr. SCMP. 

O tronco da árvore desviou centímetros e a imagem ficou em pé, em Texas
O tronco da árvore desviou centímetros
e a imagem ficou em pé, em Texas
E para completar, um desastre análogo em Corpus Christi, Texas, em 2016, havia derrubado uma grande árvore num jardim familiar sobre uma estátua de Nossa Senhora.

Mas essa ficou em pé como se nada tivesse acontecido porque o grande tronco virou os centímetros necessários para não a destruir. A dona de casa falou em milagre, noticiou ABC11.