terça-feira, 6 de junho de 2023

Filme da Vendéia reacende polêmica sobre a Revolução e a Contrarrevolução -1

'Vencer oumorrer' desperta o heroismo pela França católica-aristocrática
'Vencer ou morrer' desperta o heroísmo pela França católica-aristocrática
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







O grande estatista britânico Winston Churchill distinguiu com perspicácia duas Franças: uma que estava no poder plebeia, revolucionária, vulgar. Do outro lado está a França nobre, tradicional, mas oprimida pela outra. Ele via a segunda França separada da primeira por um rio de sangue, como aliás muitas nações da Europa.

Em parte alguma essa divisão dividiu tão fundo os dois lados. A França tradicional, observava Churchill, olha com saudade a Idade Média enquanto discerne na França revolucionária uma perfídia e uma malícia incomparável.

Nós podemos comparar o desentendimento entre as duas com o “proelium magnum” que se deu no Céu entre São Miguel e os anjos bons contra Lúcifer e os demônios revoltados contra a desigualdade celeste.

É por isso que os embates civis e religiosos havidos em torno da Revolução Francesa marcaram a ferro e fogo a doutrina e a psicologia de ambos os lados.

A paixão francesa nesse embate se comunicou ao mundo, e acabou produzindo um espetáculo tremendo. A Providência tal vez permitiu acontecer para que os homens pudessem entrever algo daquela batalha tremenda que houve no Céu entre os anjos da fidelidade e da hierarquia e os demônios da revolta e do igualitarismo.

Nesse sentido, a Revolução Francesa foi a mais magnífica, suntuosa e faustosa das parábolas históricas da revolta igualitária contra a ordem católica em que até os minores lances foram parabólicos.

'Vencer oumorrer' relembra os atrozes crimes da Revolução Francesa
'Vencer ou morrer' relembra os atrozes crimes da Revolução Francesa
Mas, com essa divisão no fundo das almas, os planos de constituir uma República Universal com um governo mundial anticristão ficavam inviáveis.

Entrou então soprado por antros infernais, o que poderíamos chamar de espírito de Morfeu, o deus do sono, para abafar o fogo da polêmica que põe em seus eixos a alma dos franceses.

Foram silenciados até os nomes de musicalidade aristocrática e sonora dos brilhantes personagens que a Revolução Francesa varreu e contra os quais o espírito Morfeu inoculou implicância e tédio.

Os nomes de revolucionários ferozes como Marat, Danton e Robespierre foram envolvidos nesse sono junto com seus espantosos crimes.

Espraiou-se o que a TFP francesa denunciou com um gemido de dor em manifesto: “a França estômago”.

Essa relegava aquele nobre embate espelho a luta de São Miguel e Lúcifer nos Céus, para endeusar de modo materialista o próprio carnalidade.

A obsessão por ter um “bom apetite” virou objetivo emblemático da União Europeia, induziu à diluição da cultura francesa num caldo com costumes pagãos de invasores africanos e muçulmanos, de vagalhões “culturais” anárquicos que promovem a agenda LGBT. Nesse caldo a filha primogênita da Igreja estava desaparecendo.

Dos antros dessa imensa Revolução Cultural, emanava como um vapor tóxico: os bons não pensem mais na Revolução Francesa! E os ruins se exaltem por ela a portas fechadas ou em solenidades sem graça.

Mas eis que no auge de Morfeu um filme sem pretensões hollywoodianas entrou nos cinemas e o fogo da prefigura da batalha celeste ressurgiu como a lava de uma explosão vulcânica.




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