terça-feira, 20 de junho de 2023

Filme da Vendéia reacende polémica sobre a Revolução e a Contrarrevolução -2

Com o Sagrado Coração de Jesus no peito
Com o Sagrado Coração de Jesus no peito
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







O longa-metragem “Vencer ou morrer” focando a resistência católica e monarquista à Revolução Francesa deixou estarrecida à esquerda.

Ele constitui a primeira vez na história em que católicos assumem no cinema a defesa da França tradicional focando a luta entre os “partidários do terror jacobino” e os “contrarrevolucionários”, numa luta entre a Revolução gnóstica e igualitária e a Contra-Revolução hierárquica e anti-igualitária.

O historiador Loris Chavanette, autor de muitos livros em favor da Revolução Francesa, é um dos arautos da posição revolucionária.

E comenta que a atual polêmica por “Vencer ou morrer” acordou a velha divisão gerada pela Revolução Francesa que rachou o país em dois visões antagônicas do universo.

Os nostálgicos do antigo regime herdado da Idade Média denunciam – e o fazem no filme – um verdadeiro genocídio na Vendéia feito pelos autoproclamados defensores dos ideais igualitários que instalaram a ditadura revolucionária no país.

Até Alexis Corbière, deputado de extrema esquerda pela coalizão La France Insoumise e apologista de Robespierre, um dos cérebros sinistros do Terror, saiu nas colunas do “Le Monde” a deblaterar contra o filme.

A Revolução Francesa nunca foi um tema frio, mas hoje a esquerda política está mais unida atrás da figura de Robespierre, a quem pretende erigir um museu em sua cidade de Arras.

O grande jornal centrista de Paris “Le Figaro” deplora o renascer da “eterna guerra entre monarquistas e republicanos, entre brancos e azuis, entre os qualificados como partidários do Terror jacobino e os tachados de contrarrevolucionários”.

As tropas revolucionárias iam incendiado aldeias e campos
As tropas revolucionárias iam incendiado aldeias e campos
Durante muitas décadas os filmes sobre o tema provinham exclusivamente da esquerda. Mas, agora, tomou corpo uma reconstrução da história no campo oposto que sobressaiu com a publicação em 2008 do Livro Negro da Revolução Francesa, obra coletiva pilotada pelo dominicano Renaud Escande, e por Pierre Chaunu do Instituto.

A história da guerra de Vendée que fornece a ambientação de “Vencer ou morrer” é um caso clássico. Ela é contada à luz das atrocidades cometidas pelos exércitos republicanos em 1793.

O governo revolucionário, depois de levar a cabo um metódico extermínio de toda resistência do povo, propôs após o Terror e a queda de Robespierre, o Tratado de La Jaunaye, perto de Nantes, desmobilizando os monarquistas com promessas de garantias legais e econômicas.

O carismático líder Charette (personagem central no filme) acolheu os representantes da República, mas poucas semanas voltou a pegar em armas até ser baleado em 1796. O novo banho de sangue patenteou que o acordo era apenas uma fachada.

Na controvérsia atual os episódios conciliadores abafados ficaram esquecidos e se voltou à França terreno fértil de incessantes lutas internas entre Deus, Cristandade e monarquia e o inferno, a Revolução e a república encharcada de sangue.

Hoje, escreve o “Figaro” brigar como outrora é a regra, concordar é a exceção.

Homens e mulheres de todas as idades sacrificaram suas vidas pela Igreja e pelo rei
Homens e mulheres de todas as idades sacrificaram suas vidas pela Igreja e pelo rei
O historiador e resistente Marc Bloch definiu duas categorias de franceses: “aqueles que se recusam a vibrar com a lembrança da coroação de Reims; e aqueles que leem sem emoção o relato da festa da Federação”.

A revista cada vez mais lida de tendencia direitista “Valeurs Actuelles” constata que a imprensa de esquerda hoje mostra um ardor apaixonado pelo “romance republicano”.

Essa imprensa está enfurecida por “Vencer ou morrer” porque glorifica os gestos heroicos do líder militar contrarrevolucionário Charette.

O filme o suficiente para a esquerda sair da tocaia e mostrar na mídia o furor que caracterizou as massacres “republicanas” anti-monarquistas e anti-católicas e o genocídio dos vendeanos, camponeses amantes da Coroa e da Igreja Católica.

O jornal “Liberation” nascido nas barricadas extremistas de Maio de 1968 lhe dedicou-lhe espetacularmente a sua primeira página na véspera da estreia com uma manchete despectiva.

E explicou que o filme “não deve ser subestimado: porque é mais um indício que credencia a existência de uma ofensiva conservadora atualmente na França”, e prossegue com catilinárias insultantes.

O historiador da Revolução Thierry Lentz reconhece que “uma certa esquerda ainda não digeriu o sucesso de ‘Vencer ou morrer’”.

Poppulares de todas as classes sociais defenderam a Igreja e a monarquia
Populares de todas as classes sociais defenderam a Igreja e a monarquia
Pois, o que mais irrita essas esquerdas é que a “a direita católica transparece” e encontra lugar no grande cinema francês. Nos primeiros cinco dias foram vendidos 87.000 ingressos em 160 salas de cinema.

Nicolas de Villiers, presidente da produtora diz que o filme já é um fenômeno: “Nosso objetivo final era 100.000 lugares, chegamos a 87.000 em cinco dias. Uma média de 345 espectadores por sala dá para dizer que há fervor em torno do filme”. Houve espectadores que percorreram até 200 quilômetros para encontrar uma sala que exibisse o longa. E o aplauso ao final das sessões, foi a mais bela homenagem consagratória.

O site EcranLarge.com diz: “vendo “Vencer ou morrer” é quase de se desejar que o inferno realmente exista para ver com prazer ali queimarem os reacionários sejam líderes ou prosélitos”.

O ator Francis Renaud, protagonista no filme, ficou impressionado com a violência de certas reações: “Esperávamos críticas – faz parte do jogo – mas não tamanha onda de ódio e inverdades”, lamentou.

Segundo ele, a descida às chamas é mais maliciosa pelo fato de ser o primeiro longa-metragem rodado em dezoito dias com orçamento modesto, mas que encontrou seu público, contrariamente ao que fazem hoje a maioria dos filmes de bandeira revolucionária.

No “Le Monde”, os deputados de extrema esquerda Alexis Corbière e Matthias Tavel conclamam a que “os autênticos republicanos façam soar os sinos de guerra e se faça uma ampla mobilização de estudiosos, intelectuais e profissionais da cultura para erguer um baluarte contra o obscurantismo e a falsificação da história nacional”.

Tropas revolucionárfias massacram católicos em Lucs-sur-Boulogne. Vitral em Lucs-sur-Boulogne
'Colunas infernais' massacram católicos. Vitral em Lucs-sur-Boulogne
Eles acrescentam que olham com horror para o que está acontecendo nos EUA desde o filme “A Paixão de Cristo” e o aparecimento de parques temáticos com cenografias bíblicas, a proibição do ensino científico (leia-se o evolucionismo de Darwin), ao expurgo das bibliotecas escolares e a proibição do aborto.

Os deputados conclamaram para o alistamento dizendo que “estamos determinados a bloquear esta ofensiva ao lado de todas as inteligências que queiram contribuir para ela. Porque defender a Revolução Francesa é defender fundamentalmente a longa ação do povo pela sua emancipação” leia-se o comunismo extremo que eles postulam nas eleições.


terça-feira, 6 de junho de 2023

Filme da Vendéia reacende polêmica sobre a Revolução e a Contrarrevolução -1

'Vencer oumorrer' desperta o heroismo pela França católica-aristocrática
'Vencer ou morrer' desperta o heroísmo pela França católica-aristocrática
Luis Dufaur
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O grande estatista britânico Winston Churchill distinguiu com perspicácia duas Franças: uma que estava no poder plebeia, revolucionária, vulgar. Do outro lado está a França nobre, tradicional, mas oprimida pela outra. Ele via a segunda França separada da primeira por um rio de sangue, como aliás muitas nações da Europa.

Em parte alguma essa divisão dividiu tão fundo os dois lados. A França tradicional, observava Churchill, olha com saudade a Idade Média enquanto discerne na França revolucionária uma perfídia e uma malícia incomparável.

Nós podemos comparar o desentendimento entre as duas com o “proelium magnum” que se deu no Céu entre São Miguel e os anjos bons contra Lúcifer e os demônios revoltados contra a desigualdade celeste.

É por isso que os embates civis e religiosos havidos em torno da Revolução Francesa marcaram a ferro e fogo a doutrina e a psicologia de ambos os lados.

A paixão francesa nesse embate se comunicou ao mundo, e acabou produzindo um espetáculo tremendo. A Providência tal vez permitiu acontecer para que os homens pudessem entrever algo daquela batalha tremenda que houve no Céu entre os anjos da fidelidade e da hierarquia e os demônios da revolta e do igualitarismo.

Nesse sentido, a Revolução Francesa foi a mais magnífica, suntuosa e faustosa das parábolas históricas da revolta igualitária contra a ordem católica em que até os minores lances foram parabólicos.

'Vencer oumorrer' relembra os atrozes crimes da Revolução Francesa
'Vencer ou morrer' relembra os atrozes crimes da Revolução Francesa
Mas, com essa divisão no fundo das almas, os planos de constituir uma República Universal com um governo mundial anticristão ficavam inviáveis.

Entrou então soprado por antros infernais, o que poderíamos chamar de espírito de Morfeu, o deus do sono, para abafar o fogo da polêmica que põe em seus eixos a alma dos franceses.

Foram silenciados até os nomes de musicalidade aristocrática e sonora dos brilhantes personagens que a Revolução Francesa varreu e contra os quais o espírito Morfeu inoculou implicância e tédio.

Os nomes de revolucionários ferozes como Marat, Danton e Robespierre foram envolvidos nesse sono junto com seus espantosos crimes.

Espraiou-se o que a TFP francesa denunciou com um gemido de dor em manifesto: “a França estômago”.

Essa relegava aquele nobre embate espelho a luta de São Miguel e Lúcifer nos Céus, para endeusar de modo materialista o próprio carnalidade.

A obsessão por ter um “bom apetite” virou objetivo emblemático da União Europeia, induziu à diluição da cultura francesa num caldo com costumes pagãos de invasores africanos e muçulmanos, de vagalhões “culturais” anárquicos que promovem a agenda LGBT. Nesse caldo a filha primogênita da Igreja estava desaparecendo.

Dos antros dessa imensa Revolução Cultural, emanava como um vapor tóxico: os bons não pensem mais na Revolução Francesa! E os ruins se exaltem por ela a portas fechadas ou em solenidades sem graça.

Mas eis que no auge de Morfeu um filme sem pretensões hollywoodianas entrou nos cinemas e o fogo da prefigura da batalha celeste ressurgiu como a lava de uma explosão vulcânica.




terça-feira, 9 de maio de 2023

Árvore cai sobre Nossa Senhora, e não acontece nada!

Imagem de Nossa Senhora das Graças ficou intacta, mesmo com a queda da árvore
Imagem de Nossa Senhora das Graças ficou intacta, mesmo com a queda da árvore
Luis Dufaur
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Nas proximidades da Maternidade Cândida Vargas, em João Pessoa, os passantes ficaram assombrados. Após um dia intenso de chuvas, uma grande árvore que fica em frente à unidade de saúde caiu direto sobre um nicho que continha uma imagem de Nossa Senhora das Graças no estacionamento do Hospital, como informou “Mais PB”.

Todo o espanto se concentrou no fato que o grande tronco da árvore se dividiu em dois – ou já o estava – caindo cada parte de um e outro lado da imagem, mas ela ficou ufanamente em pé.

Apenas o vidro protetor do nicho foi danificado.

Os galhos atingiram dois carros – um no teto e outro na porta – mas segundo a Prefeitura, a queda da árvore não causou danos às pessoas que atuam na unidade e nem nos frequentadores.

Nossa Senhora está sempre nos protegendo até quando menos o imaginamos, ou até quando menos percebemos que Ela nos está salvando. É preciso apenas maior atenção nossa e agradecimento.


Em João Pessoa, para espanto de muito incrédulo




terça-feira, 2 de maio de 2023

Tradição familiar das gôndolas
subsiste com orgulho em Veneza

Cada góndola é feita à medida do gondoleiro
Cada góndola é feita à medida do gondoleiro
Luis Dufaur
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As gôndolas negras deslizam pelos canais de Veneza ostentando os sinais de um pequeno, mas requintado grupo de artesãos que mantêm vivos os métodos tradicionais de construção, informou a “Folha de S.Paulo”.

Cerca de 700 anos atrás, existiam 7.000 delas em Veneza, mas seu uso cotidiano foi suplantado pelo de barcos mais modernos. Restam 433, primordialmente turísticas.

O construtor de gôndolas Roberto Tramontin explica que uma gôndola demora dois meses para ser construída, leva 280 peças de madeiras diversas, como limoeiro, carvalho, mogno, nogueira, cerejeira, abeto, lárix e olmo, e custa cerca de € 38 mil (R$ 123 mil).

A madeira é tratada durante até um ano antes de ser modelada na forma cilíndrica ligeiramente assimétrica, o que permite a um único gondoleiro conduzir a embarcação em linha reta.

Os construtores de gôndolas praticam durante vários anos, antes de começar a construí-las sob medida para o peso do gondoleiro.

Quem viajou de gôndola terá observado que ela é torta, em geral enviesada para um lado. Mas quando o gondoleiro ocupa seu lugar, ela fica perfeitamente equilibrada.

Acresce-se que o gondoleiro rema de um só lado: o direito. Isso faria a gôndola girar em torno de si. O viés à esquerda compensa essa tendência, e a pequena barca de sonho vai numa reta perfeita pelos estreitos canais.

Camadas de verniz preto são aplicadas, mas a ornamentação é limitada desde que um dos doges – espécie de duques soberanos eletivos que governavam a cidade em seus tempos de glória – decretou no século 18 que as gôndolas estavam enfeitadas demais.

É preciso notar que a gôndola era para uso popular e corriqueiro.

Os nobres, eclesiásticos, ricos-homens e pessoas constituídas em dignidade tinham barcos semelhantes, mas muito mais pomposos, com dourados e tapetes flutuantes que acompanhavam seu deslizar sobre as águas.

O mais rico e belo desses navios particulares era o Bucentauro de ouro, destinado aos doges. Ele exigia muitos remadores e levava uma pequena corte e músicos.

Uma réplica navega hoje no Grande Canal nos dias de festa.

Réplica do Bucentauro numa festividade em Veneza
Réplica do Bucentauro numa festividade em Veneza
“Trabalho ao velho estilo. Tudo é feito à mão”, diz Lorenzo Della Toffola, 48, construtor da oficina San Trovaso, que produz uma ou duas embarcações por ano, usando as técnicas do passado.

A arte que cerca as gôndolas deve ser preservada, apesar das mudanças de comportamento, diz Giorgio Orsoni, prefeito de Veneza.

Os gondoleiros precisam possuir uma gôndola para obterem uma licença, e os que não herdam o negócio de seus pais compram, no começo de carreira, um barco usado e só depois financiam um novo.

A família é o veículo da tradição e a propriedade é o fundamento sólido da transmissão cultural.


terça-feira, 25 de abril de 2023

“O tempo passou e me formei em solidão”

Luis Dufaur
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Autor: José Antônio Oliveira de Resende. Professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa, do Departamento de Letras, Artes e Cultura, da Universidade Federal de São João Del-Rei/MG.


Sou do tempo em que ainda se faziam visitas.

Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido.

Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé. Geralmente, à noite.

Ninguém avisava nada, o costume era chegar de paraquedas mesmo. E os donos da casa recebiam alegres à visita. Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um.

– Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre.

E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos. Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia.

– Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável!

A conversa rolava solta na sala. Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre.

Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando-nos e olhando a casa do tal compadre.

Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro... casa singela e acolhedora. A nossa também era assim.

Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes.

Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha - geralmente uma das filhas – e dizia:

– Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa.

Tratava-se de uma metonímia gastronômica. O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite... tudo sobre a mesa.

Juntava todo mundo e as piadas pipocavam.

As gargalhadas também.

Pra que televisão?

Pra que rua?

Pra que droga?

A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança...

Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam....

Era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade...

Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos.

E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida.

Era assim também lá em casa. Recebíamos as visitas com o coração em festa... A mesma alegria se repetia. Quando iam embora, também ficávamos, a família toda, à porta.

Olhávamos, olhávamos... até que sumissem no horizonte da noite.

O tempo passou e me formei em solidão. Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, e-mail...

Cada um na sua e ninguém na de ninguém.

Não se recebe mais em casa.

Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa:

– Vamos marcar uma saída!... – ninguém quer entrar mais.

Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas.

Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores.

Casas trancadas. Pra que abrir? O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos do leite...

Que saudade do compadre e da comadre!


terça-feira, 11 de abril de 2023

Imagens católicas vencem tornados e incêndios nos EUA

Nossa Senhora e o Menino Jesus preservados de tornado fora da igreja da Resurreição, Kentucky
Nossa Senhora e o Menino Jesus preservados de tornado
fora da igreja da Ressurreição, Dawson Springs, Kentucky
Luis Dufaur
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Há regiões dos EUA flageladas periodicamente por violentos fenômenos naturais como tornados e furacões. Procurando ilustração do fato relatado logo a continuação, encontramos fotos de outros casos de proteções prodigiosas de imagens católicas que acrescentamos neste artigo.

Em só dois dias de Natal de 2022 pelo menos 37 tornados atingiram os estados de Arkansas, Illinois, Kentucky, Mississippi, Missouri e Tennessee, nos EUA, deixando pelo menos 74 mortos, 1.000 casas arrasadas e cerca de 28.000 residências e empresas sem energia.

Nossa Senhora foi Rainha na igreja da Rainha dos Mártires, na cidade de Dayton, Ohio, em 2019
Nossa Senhora foi Rainha
na igreja da Rainha dos Mártires,
na cidade de Dayton, Ohio, em 2019
O jornal local Evansville Courier & Press divulgou a fotografia de uma imagem de Nossa Senhora segurando o Menino Jesus, em pé quase sem danos, junto às ruínas da igreja católica da Ressurreição na cidade de Dawson Springs, Kentucky.

A incolumidade da imagem surpreendeu a mídia, pois o tornado atingiu 160 km/h e na vizinha cidade de Earlington fez descarrilar 27 vagões.

Tina Casey, diretora de comunicações da Diocese de Owensboro, à qual a igreja pertence, disse à Catholic News Agency que “as janelas e portas [da igreja] estão quebradas e não há mais telhado” “provavelmente com perda total”. Cfr. ACIPRENSA.

A ferocidade destrutiva dos tornados na próspera região havia sido sentida mais recentemente em maio de 2019.

E mais uma vez, Nossa Senhora quis se manifestar Rainha na igreja que a cultua como Rainha dos Mártires na cidade de Dayton, no estado de Ohio, enquanto a torre do sino ruía a seus pés, segundo informou o “Arlington Catholic Herald”.

“Todos os prédios aqui foram danificados” narrou Don Tomczak, voluntário da paróquia.

“A coisa incrível é que a estátua de Nossa Senhora toda rodeada de entulho não foi tocada. Foi o nosso milagre”.

O desastre em Illinois evocou fato incrível recente em Washington
O desastre em Illinois evocou
fato incrível recente em Washington
Em Illinois em 2013, a família católica de Annmarie Klein achou um milagre sobreviver ao tornado que reduziu a zero sua casa.

E mostrava a foto de uma imagem de Nossa Senhora também intacta após outro tornado em Washington, segundo o Daily Herald.

No início de 2022, em várias cidades do estado de Colorado pelo menos 991 casas haviam sido destruídas e três pessoas ficaram desaparecidas enquanto 33.000 tiveram que evacuar a região com as roupas do corpo, informou o jornal britânico “Daily Mail”.

Imagem integra após incêndio florestal em Louisville, 01-01-2022
Imagem integra após incêndio florestal
em Louisville, 01-01-2022
Ruas inteiras ficaram reduzidas a pilhas de cinzas fumegantes. Uma nevada contribuiu a apagar o fogo, mas prejudicou a recuperação das vítimas.

O “Wall Street Journal” de New York noticiou que a fúria dos incêndios se espalhou pelas florestas vizinhas com o vento soprando para longe as faíscas acessas.

Por exemplo, em Louisville e Superior os 21.000 e 13.000 moradores respectivamente ficaram presos num inferno.

Foi uma surpresa num lar arrasado pelo fogo encontrar praticamente intocada uma imagem de Nossa Senhora das Graças. Cfr. SCMP. 

O tronco da árvore desviou centímetros e a imagem ficou em pé, em Texas
O tronco da árvore desviou centímetros
e a imagem ficou em pé, em Texas
E para completar, um desastre análogo em Corpus Christi, Texas, em 2016, havia derrubado uma grande árvore num jardim familiar sobre uma estátua de Nossa Senhora.

Mas essa ficou em pé como se nada tivesse acontecido porque o grande tronco virou os centímetros necessários para não a destruir. A dona de casa falou em milagre, noticiou ABC11.


terça-feira, 28 de março de 2023

Volta o uniforme escolar na França

Alunas de uma das escolas da Légion d'honneur francesa
Alunas de uma das escolas da Légion d'honneur francesa
Luis Dufaur
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Nas Casas de Educação pública de elite na Franca como o internato de excelência Sourdun, as da Legião de Honra, seis colégios militares e muitas escolas, faculdades e escolas secundárias no exterior, o uso de uniforme passou a ser obrigatório.

Muitas personalidades francesas querem que assim seja. E, pasmem!, até a primeira dama francesa. Ela em entrevista ao jornal “Le Parisien” se declarou “pelo uso do uniforme na escola”.

O Parlamento francês discute um projeto de lei que visa estabelecer nas escolas e colégios públicos o uso de uniforme com as cores da escola.

Alunos do Lyceu de Hautefuille, região parisiense
Alunos do Lyceu de Hautefuille, região parisiense
O deputado Roger Chudeau, de Loir-et-Cher explica que “o objetivo é restaurar a dignidade do estado estudantil”.

Um projeto análogo foi apresentado no Senado O igualitarismo da Revolução Francesa que escraviza a maioria dos representantes conspira contra as propostas.

Porém essas provocaram intensas reflexões sobre o assunto e o Ministro da Educação, Pap Ndiaye, contrário à generalização do uniforme moderou sua oposição: “as escolas são totalmente livres, modificando os seus regulamentos internos, de impor uniformes escolares se assim o desejarem”.

Interrogados pelo “Le Figaro”, os dirigentes dos estabelecimentos em que o uniforme é imposto elogiam os seus efeitos.

Alunas de outra escola da Légion d'honneur francesa
Alunas de outra escola da Légion d'honneur francesa
“Nossos alunos estão lá para trabalhar. O uniforme os alivia de todas essas preocupações acessórias com roupas que podem atrapalhá-los em seu trabalho”, explica Jacques Boudy, secretário-geral da Grande Chancelaria da Legião de Honra.

E sublinha que a farda “contribui para criar um verdadeiro espírito de corpo, de equipe, e reforça o sentimento de pertença. 

Nos centros educativos da Legião de Honra, o uniforme faz parte integral da nossa pedagogia”, insiste.

Jacques Boudy e Olivier Goudal concordam que o uniforme “dá aos jovens a oportunidade de se diferenciarem de outras maneiras além das aparências.”

Generalizar o uniforme? “Não seria uma coisa ruim”, disse um chefe de estabelecimento em que o uniforme é obrigatório.

Alunos do prestigioso colégio de Cambridge, Grã Bretanha
Alunos do prestigioso colégio de Cambridge, Grã Bretanha

O uniforme escolar já é obrigatório em estabelecimentos públicos e privados da Grã-Bretanha.

Os alunos das sete escolas secundárias militares francesas frequentam a escola uniformizados.

Meninas e meninos usam uniforme em sala de aula e traje cerimonial durante grandes eventos escolares. 

As aulas são anunciadas pelo som da corneta.

O uniforme é clássico.

Para as meninas é saia ou calça preta com blusa branca, e para os meninos é calça preta, camisa e gravata preta com o blazer com o escudo da escola para todos.

As meninas têm um cardigã e meninos e meninas podem usar o suéter, completa “Le Figaro”.


terça-feira, 21 de março de 2023

O Menino Jesus aparece na Hóstia Consagrada

Menino Jesus na Eucaristia
Menino Jesus na Eucaristia
Luis Dufaur
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Em numerosas ocasiões o Menino Jesus apareceu na Hóstia Consagrada durante a Missa, notadamente no Ofertório e na Consagração.

Em Caravaca de la Cruz, Murcia, em 1231, um rei mouro ordenou a um padre celebrar a missa.

Uma cruz milagrosamente apareceu no altar e na consagração, o rei pagão viu uma criança onde estava a Hóstia, o que resultou em sua conversão.

Em Moncada, Valencia, no ano 1392, um sacerdote que duvidava da validade da sua ordenação viu o Menino Jesus na Hóstia. 
 
O milagre foi visto também pela venerável Inés de Moncada, que então tinha 5 anos.



Natal: Milagre Eucarístico de Moncada presenciado pela Venerável Inés





No Brasil, a aparição do Menino Jesus tomando o lugar da hóstia consagrada do altar foi um fenômeno frequente na vida do Servo de Deus Pe. João Batista Reus S.J. (1868 — 1947).

O servo de Deus Pe. Reus S.J.
O Pe. Reus submeteu as aparições ao juízo de seu superior, que as considerou inobjetáveis.

Eis um dos muitos casos que aconteceram ao santo sacerdote jesuíta. Na Missa, no Dia de Finados, 2.11.1940,

“já tinha rezado as palavras Corpus Domini nostri Jesu Christi [da Consagração], de repente, eu segurava o Menino Jesus na mão, porém sem que a imagem do pão desaparecesse.

“Assim como estava, eu tomei com o amor mais ardente na boca e no coração.

“Então, vi dentro de mim o Menino Jesus totalmente rodeado de luz envolvi-o em amor ardente com meus braços, que pressionei em forma de cruz sobre o peito.”

(“Autobiografia e Diário do Padre Reus”, editora Unisinos – Livraria e Editora Pe. Reus, Porto Alegre, 1999, vol.3, nº 3222)


terça-feira, 14 de março de 2023

Nossa Senhora incólume nos incendios florestais do Chile

A imagem apenas chamuscada, foto do bispado castrense
A imagem apenas chamuscada, foto do bispado castrense
Luis Dufaur
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O Chile sofreu o açoite de atentados incendiários visando destruir seu agronegócio pretextando uma “cultura” indígena “original” mapuche, mas subversão herdeira do velho comunismo.

Em Santa Juana, departamento de Biobio, na paróquia de Santo Inácio, uma imagem de Nossa Senhora das Graças apareceu intacta entre as cinzas, indicando que Nossa Senhora não está com os subversivos e sim com suas vítimas.

Os incêndios florestais começaram na primeira semana de fevereiro. A cada segundo que passa, novas vítimas são adicionadas e o fogo devasta mais hectares.

Em Santa Juana morreram queimadas 11 das 24 pessoas que perderam a vida em consequência dos atentados e 60% do território foi queimado.

Incêndios vistos desde satélite, no Chile fevereiro 2023
Incêndios vistos desde satélite, no Chile fevereiro 2023
Os católicos ficaram sem igreja, capela ou equivalente para rezar e se reunir: “ministros de outras paróquias vieram para dar a comunhão nas ruínas das casas, em meio às cinzas”, contou o padre Ricardo Valencia, pároco de Santa Juana.

Na igreja de Santo Inácio de Loyola, nessa paróquia, o incêndio destruiu tudo mas deixou intacta a imagem da Virgem Maria, que permanece de pé sustentando o ânimo das vítimas.

“No meio da dor está Maria, eu sinto que Ela está ao meu lado. Vendo que a imagem foi salva, várias pessoas e famílias vieram rezar à Virgem em meio aos incêndios desencadeados”, disse o padre Valencia segundo “Aleteia”.

A fumaça chegou até a capital Santiago a quilômetros de distância e os incêndios puderam ser fotografados por satélites. O ambientalismo em nada protestou. Mas o inferno e seus asseclas nada puderam contra Nossa Senhora.


terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

Nossa Senhora sai intacta do desabamento de catedral na Turquía

Imagem de Nossa Senhora entre os escombros da Catedral de Alexandria, detalhe
Imagem de Nossa Senhora entre os escombros
da Catedral de Alexandria, detalhe
Luis Dufaur
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Uma imagem de Nossa Senhora feita de material frágil ficou intacta após o desabamento da catedral católica de Alexandria, na Turquia.

A histórica cidade foi gravemente afetada por terremotos junto com a Síria. Onde os corpos mortos resgatados ultrapassavam 22.000 mortos e além de 65.000 feridos.

A imagem da Santíssima Virgem ficou intacta após o desabamento da Catedral da Anunciação na província turca de Hatay. Era a principal igreja do Vicariato Apostólico da Anatólia, noticiou ACIPrensa.

No Facebook, o Pe. Antuan Ilgit, jesuíta turco, pediu para “rezar por nós e pelo povo. Foi um forte terremoto. Nossa catedral não existe mais!"

O padre que parecia muito mais impressionado pelo susto que sofreu do que pela proteção miraculosa da imagem. Porém comentou apropriadamente que “as pedras vivas que precisam de atenção estão aqui, e com a ajuda de Deus poderemos reconstruir tudo”.

Nossa Senhora e essa sua representação são por excelência as pedras vivas em torno da qual se reconstruirá a catedral.

Por isso, o padre disse que “trouxe a imagem da Virgem da catedral, esta imagem será a nossa força e com ela enfrentaremos tudo”.

Imagem de Nossa Senhora entre os escombros da Catedral de Alexandria, Turquia
Imagem de Nossa Senhora entre os escombros da Catedral de Alexandria, Turquia
O fato extraordinário o inspirou a dizer: “continuamos a confiar em Deus e na sua Santa Providência. Chove, faz frio e os tremores são fortes, mas sentimos Sua proximidade e contamos com Ele”, destacou.

A Turquia é um país islâmico cuja população em 99 % é muçulmana e abriga grupos fanáticos do Corão que até atentaram contra a vida do Papa João Paulo II.

O governo adota o extremismo islâmico, mas assume um posicionamento ambíguo em relação ao Ocidente. Os católicos constituem uma ínfima minoria, frequentemente atacada pelos fanáticos.

Nas horas em que Deus se manifesta, como neste histórico terremoto, de nada lhe servem aos maometanos as falsas promessas de Bafoma. Mas o poder de Nossa Senhora pode mais até que a natureza que desencadeou o terrível abalo.