segunda-feira, 20 de julho de 2009

Católicos voltam para tradições multisseculares na grande Detroit e Québec

Para o diário “The Detroit News”, cada vez mais católicos voltam-se para suas tradições religiosas. Seja em New York ou em Quebec (Canadá), eles procuram as indulgências que apagam a pena devida pelos pecados.

Esta pena deve ser paga no Purgatório, antes da alma entrar no Céu. Mas pode ser paga nesta terra com penitências e/ou indulgências.

Os católicos, observou o diário, pouco se importam ‒ ignoram até ‒ que as indulgências serviram de pretexto para Lutero iniciar a revolta protestante contra Roma.

Também fazem cada vez mais peregrinações a santuários de Nossa senhora e dos Santos. “Quando nós visitamos o santuário dos oito jesuítas mártires em Fultonville, podemos praticar certas devoções. Se você confessa e recebe a Santa Comunhão, você obtém indulgências”, diz Amy Sussman, 46. “Quando nós viajamos sempre aproveitamos as oportunidades”, acrescenta.

O testemunho de Amy é uma amostra de que mais e mais católicos estão adotando formas tradicionais de culto, incluindo a Missa em Latim, a Adoração do Santíssimo Sacramento.

Essas devoções eram comuns até o Concílio Vaticano II e tinham quase desaparecido depois. Além do mais, sacerdotes e seminaristas estão voltando a usar batina preta e adotam antigas formas de disciplina eclesiástica.

Misa em Latim, Saint Josaphat, DetroitO “The Detroit News” comenta o desafio que esta nova tendência significa para a modernidade inaugurada pelo Vaticano II há 45 anos. Os católicos espantados com a decadência dos costumes querem aprofundar sua fé e fazem um “vigoroso retorno aos ritos mais antigos”, observa.

A procura das indulgências cresceu muito este ano por ocasião do segundo milênio do nascimento de São Paulo Apóstolo.

A arquidiocese de Detroit aprovou as Missas no rito extraordinário, em Latim, dito de São Pio V. Elas ocorrem em pelo menos 14 igrejas da região metropolitana de Detroit e são cada vez mais numerosas.

Os fiéis alegam que gostam dessas missas pelo lado estético e porque nelas experimentam mais profundamente sua fé.

Para Matthew Hill que assiste à Missa em Latim na igreja de São Josaphat, perto do Detroit Medical Center, “na Missa tradicional o padre voltado para o altar e dando as costas para o povo está todo voltado para Deus e não para mim. Isso é verdadeiro culto de Deus. Não procura cativar as boas graças dos assistentes.”

Por volta da metade dos que engrossam a nova tendência é composta por famílias de jovens e adultos com 30-40 anos de idade.

Este novo perfil de católicos não é de saudosistas. Também eles não têm uma formação especial. Acodem com os escassos conhecimentos – ou desconhecimentos – religiosos do público em geral.

Porém, gostam das formas antigas, órgão, cântico gregoriano, incenso, sininhos, procissão de entrada e saída de coroninhas e diáconos em batina e paramentos tradicionais. Por ali começam a se interessar em aprofundar mais o conhecimento e a observância dos preceitos da Igreja.

É especialmente procurada a Adoração do Santíssimo Sacramento, com belos ostensórios dourados, incenso, cânticos e adoração de Jesus verdadeiramente presente na Hóstia consagrada.

Alex Begin de Bloomfield Hills explica: “nós estávamos procurando uma tradição de séculos e séculos dos maiores compositores do mundo que escreveram partituras para a Missa. Isso me atraiu para as orações e rubricas da Missa na sua forma tradicional”.

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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Novo mosteiro feminino inglês atrai vocações apelando para a disciplina e tradição

Causou entusiasmo em Cornwall, Inglaterra, a instalação de uma nova ordem contemplativa: a das Irmãs Franciscanas da Imaculada, informou "The Telegraph".

Elas ocuparam o antigo convento de Lanherne, abandonado pelas carmelitas.

O fato é histórico pois se trata do primeiro instituto feminino que adotou oficialmente o rito “extraordinário” para a liturgia com a aprovação de Roma.

Também foi aberta uma casa para o ramo masculino da mesma ordem, em análogas condições.

A nova ordem tem também uma rama apostolica dedicada à vida ativa.

Enquanto as carmelitas “aggiornadas” ficaram muito idosas, a nova comunidade sobressai pela sua juventude.

O antigo Carmelo foi o mais antigo da Inglaterra e se encontra num castelo.

As carmelitas atingidas pela decadência do período pós-conciliar ficaram muito idosas.

Reduzidas a um exíguo número deixaram o prédio há alguns anos.

Lanherne, altar no tempo das carmelitas
Lanherne, o mesmo altar hojeApós décadas de decepcionantes notícias de conventos que fecham, que ficam sem vocações, que geram escândalos ou irradiam uma tibieza mortal para as almas, a apertura de uma casa de contemplação com disciplina, austeridade, observância litúrgica e muitas vocações trouxe novo ânimo aos católicos ingleses.



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quinta-feira, 25 de junho de 2009

Madonna del Miracolo: a felicidade inefável da despretensão e da pureza


Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








O quadro da Madonna del Miracolo (Nossa Senhora do Milagre, que se venera na Igreja de Sant’Andrea delle Fratte, Roma) aparece com a fronte encimada por uma coroa e por um resplendor em forma de círculo de 12 estrelas.

A fisionomia é discretamente sorridente, com o olhar voltado para quem estiver ajoelhado diante d’Ela. Muito afável, mas ao mesmo tempo muito régia.

Pelo porte, dá impressão de uma pessoa alta, esguia sem ser magra, muito bem proporcionada e com algo de imponderável da consciência de sua própria dignidade.

Tem-se a impressão de uma rainha, muito menos pela coroa do que pelo todo d’Ela, pelo misto de grandeza e de misericórdia.

A pessoa que a contempla tende a ficar apaziguada, serenada, tranqüilizada, como quem sente acalmadas as suas más paixões em agitação. Como se Ela dissesse:

“Meu filho, eu arranjo tudo, não se atormente, estou aqui ouvindo a você que precisa de tudo, mas eu posso tudo, e o meu desejo é de dar-lhe tudo. Portanto, não tenha dúvida, espere mais um pouco, mas atendê-lo-ei abundantemente”.

A pintura tem um certo ar de mistério, mas um mistério suave e diáfano. Seria como o mistério de um dia com um céu muito azul, em que se pergunta o que haverá para além do azul. Mas não é um mistério carregado, é um mistério que fica por detrás do azul e não por detrás das nuvens.

Diante dela ocorreu, no dia 20 de janeiro de 1842, a miraculosa conversão ao catolicismo do judeu Afonso Ratisbonne.

Notem a impressão de pureza que o quadro transmite.

Ele comunica algo do prazer de ser puro, fazendo compreender que a felicidade não está na impureza, ao invés do que muita gente pensa. É o contrário.

Possuindo verdadeiramente a pureza, compreende-se a inefável felicidade que ela concede, perto da qual toda a pseudo felicidade da impureza é lixo, tormento e aflição.

Notem também a humildade.

Ela revela uma atitude de rainha, mas fazendo abstração de toda superioridade sobre a pessoa que reza diante d’Ela. Trata a pessoa como se tivesse proporção com Ela; quando nenhum de nós tem essa proporção, nem mesmo os santos.

Entretanto, se aparecesse Nosso Senhor Jesus Cristo, Ela ajoelhar-se-ia para adorar Aquele que é infinitamente mais. Ela tem a felicidade inefável da despretensão e da pureza.

Diante de um mundo que o demônio vai arrastando para o mal, pelo prazer da impureza e do orgulho, a Madonna del Miracolo comunica-nos esse prazer da despretensão e da pureza.


(Fonte: Plinio Corrêa de Oliveira, “Catolicismo”, janeiro de 2007)


Vídeo: O local da aparição




A poucas quadras da famosa Piazza di Spagna e ao lado da sede da Congregação para a Evangelização dos Povos, encontra-se a igreja Sant'Andrea delle Frate. Neste santuário deu-se um fato extraordinário: Nossa Senhora apareceu a um rico e famoso judeu, Afonso Ratisbonne, o qual portava uma Medalha Milagrosa não por devoção, convertendo-o a Cristo.
No altar em que a Virgem Santissima (la Madonna) lhe apareceu, havia um quadro de São Miguel Arcanjo golpeando o demônio, que pode ser apreciado ainda hoje, mas em outro local da igreja.
Foi neste mesmo altar da Aparição que São Maximiliano Kolbe, falecido no tristemente famoso campo de concentração nazista de Auschwitz, celebrou sua primeira Missa no dia 29-4-1919.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Voltam aulas de latim em Nova York, e jovens pedem Catolicismo tradicional

Aluno de latim com 10 anos, New Rochelle
O diário “The New York Times” e a revista “U.S. News & World Report” reportaram uma bem avançada e surpreendente tendência nas escolas de nível médio e secundário americanas: ensino de Latim [foto]!

A tendência cresceu nas últimas duas décadas dentro da Igreja Católica, especialmente entre os jovens.

Um número grande deles se entusiasma lendo-o, ouvindo-o, cantando e participando em liturgias em Latim.

Trata-se de jovens padres e seminaristas, mas de leigos também. Grupos organizados aprofundam a prática do canto gregoriano ou o estudo da gramática latina.

O singular do caso é que no período pós-conciliar pareceu que a Igreja abandonaria a língua básica da cultura ocidental. De fato ela desapareceu dos seminários e do culto.

Mas as novas gerações querem ouvir falar da verdadeira fé católica, e um segmento importante dos jovens voltou-se para a Tradição do catolicismo, a Adoração Eucarística e o Canto Gregoriano, escreveu o site The Catholic Thing .

Alunas de latim na Young Middle School of New Rochelle, NYJunto veio a retomada de interesse pela língua oficial da Igreja, genuína transmissora do esplendor da fé Católica.

Hoje muitos jovens querem ler os Padres da Igreja de Ocidente, conhecer a Idade Média e o Magistério tradicional nos próprios originais.

O Latim dá unidade lingüística aos povos católicos em todos os continentes. Por tudo isso, ninguém o estuda e entende melhor que os jovens, acrescenta o site.

Coro gregoriano do Central Catholic, escola marista de San Antonio, TexasMuitos estudantes querem ter contato com uma tradição que é maior e mais sábia do que eles próprios, e que os convida, por isso mesmo, a aderir a seus ensinamentos teológicos, morais e sociais, explica The Catholic Thing.

Contrariamente à visão individualista segundo a qual a Igreja tem que se adaptar ao mundo moderno, estes jovens querem se adaptar à Igreja vendo n’Ela a pilastra por excelência da verdade e da sabedoria, acrescentou.

No início do século XX o Estado Maior do Império Alemão ficou alarmado pela diminuição das capacidades dos recrutas.

Após inquirições, verificou que os jovens não estudavam mais latim. Encaminhou então uma queixa ao Ministério de Educação. Este, por sua vez, revidou dizendo que o assunto não era de alçada do Exército, cuja missão era apenas fazer o soldado.

O Estado Maior respondeu: “dêem-nos o homem, e nós faremos o soldado”, como se o aprendizado do latim tornasse os seres humanos, ainda mais plenamente humanos.

De fato, os grandes talentos da Civilização ocidental ‒ inclusive anti-cristãos, como Hegel ou Marx ‒ desenvolveram plenamente seu espírito graças à influência insubstituível do latim.


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segunda-feira, 8 de junho de 2009

Paulistanos preferem estilo neoclássico enquanto templo da modernidade cai de podre

Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da Universidade de São Paulo, pano azul segura blocos
O prédio da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAU-USP) de estilo moderno brutalista foi tido como "obra prima". Vinham vê-lo artistas contemporâneos de todo o mundo.

Hoje é a vergonha dos mestres e alunos. Assemelha-se a uma casa assombrada que beira a ruína.

Setores interditados, enxurradas de água suja nos dias de chuva que entrando por grandes fissuras, caixas de água recolhem a água das goteiras.

Uma grande rede azul visa segurar os blocos de concreto que soltam do teto e podem ferir alunos distraídos. Há estalactites um pouco por toda parte.

Professores e arquitetos discutem as soluções possíveis. Mas, as reformas feitas só aumentaram as disputas. Na corrida pelo mais moderno possível qualquer absurdo aconteceu.

Até uma porta de jacarandá com muxarabiê, último tributo ao passado de arquitetura colonial do País, foi arrancada da entrada do auditório. Em seu lugar, ficou uma porta chinfrim, boa para cozinha.

Varais assomam nas janelas do Conjunto Residencial da USP (Crusp), insensíveis ao fato que os enfadonhos prédios são tidos em conta de vacas sagradas do modernismo arquitetônico.
360º, projeto de Isay Weinfeld
No Departamento de Engenharia Elétrica, um novo teto de alumínio impede a entrada de luz natural em salas de aula e terraços.

Parece brincadeira, mas essa faculdade que investiga novas formas de consumo sustentável de energia, depois da reforma tem que acender a iluminação elétrica 24 horas sobre 24.

Entrementes, anuncia-se outro prédio símbolo, sucessor tal vez dos feitos da FAU-USP: o Edifício 360° a ser construído na zona oeste de São Paulo.

Até ganhou o Future Projects Awards, prêmio outorgado pela inglesa Architectural Review. O projeto apresenta ares de uma Cingapura de apartamentos caros. Um bloco retangular composto de caixotões empilhados como contêiner no cais.

Chegou-se a falar que, se o prédio for concluído, poderia ser o “novo símbolo da cidade”.

Neoclássico em SPEle quer divergir gritantemente do estilo neoclássico que os paulistanos de bom gosto preferem largamente.



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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Estado argentino aprova ensino religioso nas escolas primárias

Colegio Belgrano, padres agostinianos, Salta
Nas escolas primárias [foto] do populoso estado argentino de Salta os alunos agora devem rezar antes de entrar na aula.

A educação religiosa ficou obrigatória nas escolas públicas e privadas, com exame e nota em virtude de uma nova lei regulamenta preceito da Constituição estadual.

A Constituição também registra a “participação primordial da Igreja Católica” na educação e define o ensino da religião como uma realidade “imemorial” no Estado.

Na maioria dos casos as crianças recebem o catecismo e os fundamentos da Fé e da moral. Os não-católicos estão dispensados.

Virgen del Milagro, padroeira de SaltaAlguns ateus e poucos pais de família protestaram, alegando que seus filhos na Semana Santa não conseguiam dormir pensando na Crucifixão de Cristo. A extra-grande maioria dos progenitores e dos professores comemorou.

Antes mesmo da nova lei, nas escolas havia com freqüência pequenos altares com oferendas a Nossa Senhora e o Senhor do Milagre.

As mestras ensinavam aos alunos a compor uma oração de agradecimento a Mãe de Deus, a rezar antes das refeições, etc.

A influência católica no Estado de Salta impediu a regulamentação de uma lei nacional de saúde sexual e reprodutiva, que promove a imoralidade, até o aborto.

O governador é ligado politicamente à Presidente Kirchner. Ele percebeu ‒ como muitos outros políticos, aliás ‒, a degringolada do prestígio do governo esquerdista. Astutamente promoveu uma lei muito popular para ver se recompõe sua imagem para as próximas eleições.

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segunda-feira, 11 de maio de 2009

150.000 adultos americanos ficaram católicos na Páscoa

Família de evangélicos recebe batismo no rito tradicional católico, paróquia da Assunção, Morristown, NJNa última Páscoa por volta de 150.000 adultos americanos ingressaram na Igreja Católica recebendo o batismo.

O ex-presidente da Câmara de Representantes Newt Gingrich o fez poucas semanas antes, informou a agência Zenit.

A Conferência Episcopal dos Estados Unidos comentou em comunicado de imprensa que “os números mostram o crescimento e a vitalidade da Igreja católica em regiões onde tradicionalmente representava só uma pequena minoria”.

Por exemplo, a arquidiocese de Atlanta tinha 513 catecúmenos aguardando o batismo e 2.195 candidatos batizados que vão ingressar na Igreja Católica em 2009, sem contar os batismos de crianças.

Família de evangélicos recebe batismo no rito tradicional católico, paróquia da Assunção, Morristown, NJUma californiana, Heidi Sierras, foi escolhida para representar a América do Norte na Vigília Pascual no Vaticano, onde foi batizada por S.S. Bento XVI.

Estes novos católicos em geral engrossam as correntes conservadoras da Igreja. As correntes ditas ‘progressistas’ torcem o nariz diante da simples idéia da conversão, pois acham que é anti-ecumênica.

Mas, a graça do Espírito Santo que age no fundo das almas e é a única que pode mover a autênticas conversões não quer saber desses sofismas. Assim, por vezes, até famílias inteiras [foto] ingressaram e se preparam para ingressar na Santa Igreja.

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sábado, 25 de abril de 2009

Canonização de Dom Nuno Álvares Santo, guerreiro e monge

Dom Nuno Álvares Pereira reuniu em si o conjunto de virtudes e predicados que fazem dele o arquétipo de qualquer cristão.

Frei Nuno de Santa Maria — seu nome religioso — é um personagem indivisível, e como tal deve ser visto.

Sobre este homem pousou, desde cedo, a mão da Providência. A sua vida foi uma sucessão contínua de prodígios e de lutas; e as suas ações, quer como condestável dos exércitos, quer como grande esmoler, foram aureoladas pela glória e humildade.

Corria o ano de 1360. Na festa de São João Batista, a 24 de junho, nasceu ele em Cernache do Bonjardim (140 quilômetros a norte de Lisboa), recebendo no Batismo o nome de Nuno. Descendia por ambos os lados da mais alta nobreza de Portugal.

Com tenra idade, como era hábito naquele tempo, foi viver entre cavaleiros e escudeiros. Os grandes feitos da cavalaria medieval povoavam os horizontes dos jovens da época. A Crônica do Condestável está repleta desses relatos.

Recebera em casa uma esmerada educação e sólida formação cristã. Ambas, aliadas à retidão de alma de Nuno, produziram efeitos duradouros que hoje nimbam a imagem do Condestável, cujo culto universal a Igreja Católica legitimará com a sua canonização.

Aos 13 anos acompanha o pai à Corte, que se achava em Santarém, uma vez que Henrique II de Castela invadira Portugal e marchava sobre Lisboa. Ele e o irmão Diogo recebem do Rei Dom Fernando de Portugal a ordem de colher informações sobre os invasores.

Desincumbem-se da tarefa com brilho. Dom Fernando toma Diogo para seu serviço, e Nuno, a quem foram dispensadas as cerimônias de praxe, é logo ali armado cavaleiro. Começa então a sua carreira de armas, e talvez seja esta a faceta mais incompreendida do Condestável para o homem contemporâneo, intoxicado que está pelos miasmas do pacifismo.

Nuno Álvares seguiu estritamente os princípios da cavalaria medieval — defender a fé, servir o rei e a honra das mulheres, estender a mão aos oprimidos. Fez sempre uso ponderado das armas, e nisso residia a razão da sua força. A procura da justiça era, para o santo Condestável, o fim último.

A crise que desembocará na batalha de Aljubarrota, na qual o gênio militar de Nuno Álvares resplandece, começa a emergir.

Entram em foco questões dinásticas delicadas, para além do fato de que, embora o Rei Dom Fernando tivesse obtido uma reconciliação de circunstância com o rei de Castela, contra quem guerreara, as desconfianças mútuas não se tinham dissipado e a situação ficara mal resolvida. Uma forte noção de identidade ia tomando conta de Portugal perante a ameaça castelhana, como se pode depreender dos escritos do cronista Fernão Lopes.

Paralelamente a esses acontecimentos emergira, em 1378, o tristemente célebre cisma do Ocidente. Em Portugal, o povo e o clero mantiveram-se fiéis ao Pontífice Romano, representante da legítima sucessão apostólica. Os castelhanos, no entanto, apoiaram o Papa de Avinhão, denominado “anti-papa”. Uma nova vertente, a religiosa, soma-se assim à crise. Na época, lutar contra os castelhanos torna-se a defesa do verdadeiro Papa contra os cismáticos.

Dom Nuno Álvares, pressentindo a ocupação próxima do trono de Portugal pelo rei de Castela, pôs-se a caminho de Lisboa acompanhado dos seus escudeiros. A morte em fins de 1383 do Conde Andeiro, amante de Dona Leonor Teles, precipita os acontecimentos.

Assume então o Mestre de Aviz, Dom João, Regedor e Defensor do Reino. Ao formar o seu Conselho de Governo, chama Nuno Álvares a tomar parte. Nas províncias, a insurreição vai ganhando terreno. Lisboa é cercada pelo rei de Castela. A sublevação estende-se a todo o Reino.

Dom João, Mestre de Aviz, envia o Condestável para defender as fronteiras no Alentejo. Com apenas 24 anos, derrota os invasores na batalha de Atoleiros, a 6 de abril de 1384. Ali agradece a Deus e à Santíssima Virgem por ajudarem no estabelecimento da justiça, “porque todo o vencimento é em Deus, e não nos homens”.

Em setembro de 1384 é levantado o cerco de Lisboa. Em Coimbra, as Cortes reúnem-se em abril-maio de 1385 para pôr cobro à questão dinástica. Dom João I é aclamado rei por unanimidade. Nuno Álvares é nomeado Condestável, chefe supremo do exército português. Contudo, o mais difícil ainda não chegara. O exército castelhano, agora bem apetrechado de homens e armas, vem tomar desforra.

Era domingo, 13 de agosto de 1385. O Condestável faz o reconhecimento do terreno, perto de Aljubarrota (20 quilômetros a sul da cidade de Leiria), ouve missa e comunga, depois retira-se em oração.

A batalha dá-se na véspera da festa da Assunção de Nossa Senhora, dia 14. Segundo os cronistas, do lado português estão, juntamente com os arqueiros ingleses, 7.700 homens; do lado castelhano são mais de 30.000. Ainda de acordo com os cronistas, mal despontara a aurora, iniciam-se os combates da batalha de Aljubarrota, que foi fulminante, tendo o exército castelhano deixado o solo juncado de mortos e feridos.


O Condestável respeitou as regras da cavalaria e permaneceu três dias à espera do exército invasor. Decorreram 26 anos até a assinatura do tratado de paz, em 1411. Ainda no rescaldo de Aljubarrota, travou-se a batalha de Valverde, nas proximidades de Mérida, em outubro de 1385, onde os castelhanos sofreram nova derrota.

Como penhor de gratidão pela vitória em Aljubarrota, Dom João I e o Condestável mandam construir um mosteiro em honra de Santa Maria da Vitória, mais conhecido como Mosteiro da Batalha, preciosa jóia da arquitetura gótica flamejante e um dos mais belos complexos monacais da Europa. .

Tendo entrado cedo na carreira das armas, logo após, aos 16 anos, Nuno Álvares contrai núpcias com Dona Leonor Alvim. Desse casamento, interrompido prematuramente pela morte da mulher, nasceu Dona Beatriz, que se casou com o 1º Duque de Bragança, filho bastardo de Dom João I. Pelo grande dote que deu à filha para o enlace matrimonial, é considerado o fundador da Sereníssima Casa de Bragança, cujos reis reinaram em Portugal de 1640 a 1910; e no Brasil independente, de 1822 a 1889.

A faceta de chefe militar do Condestável vai chegar até África, onde desembarca com os exércitos do rei na decisiva tomada de Ceuta, em 1415.

Entre os períodos de paz que se seguiram, Nuno Álvares dedica-se à edificação e restauro de igrejas e capelas por todo o Reino. Fidalgo de muitos haveres, vai distribuindo pelos seus próximos e pelos pobres os bens que acumulara nesta Terra.

Na sua longa vida de soldado, jamais permitiu que os seus comandados ofendessem ou profanassem templos cristãos, ultrajassem os sacramentos ou pilhassem os bens da Igreja. A sua retidão, em matéria muito sensível, era tão direita quanto o fio duma espada.

No entanto, sobre esta alma de eleição parecia ecoar a voz do Salmista (60, 2-3): “Escutai, ó Deus, o meu clamor, atendei a minha oração. […] Dos confins da Terra grito por Vós, com o meu coração desfalecido”. Consciente de que esta vida não é senão uma preparação para a outra, que é a das bem-aventuranças eternas, Nuno Álvares vai recolher-se no convento do Carmo, em 1423.

A procura da transcendência e do Absoluto, que é o nosso Deus Uno e Trino, encherá a sua alma sedenta até o último suspiro. Professará como irmão carmelita e se tornará o paladino da autêntica caridade cristã, distribuindo esmolas e ajudando os mais necessitados.

Em 1431, com 71 anos incompletos, entrega a sua alma ao Redentor. Na igreja do Carmo, sobre a campa rasa, lia-se em latim: “Aqui repousa aquele Nuno, Condestável, fundador da Casa de Bragança, chefe militar exímio, depois monge bem-aventurado, o qual, sendo vivo, desejou tanto o Reino do Céu que mereceu, depois da morte, viver eternamente na companhia dos santos; pois, de seguida a numerosas recompensas, desprezou as pompas e, fazendo-se humilde, de príncipe que era, fundou, ornou e dotou este templo”.

Depois de muitos percalços históricos, sobretudo devido ao terremoto de 1755, que devastou Lisboa e a igreja do Carmo, os seus restos mortais repousam, desde 1951, na igreja do Santo Condestável na capital portuguesa.

Nuno Álvares Pereira, santo Condestável, Frei Nuno de Santa Maria –– três nomes, três facetas de um só homem.

Beatificado por Bento XV em janeiro de 1918, será canonizado por Bento XVI em 26 de abril de 2009. Para a Ordem Carmelita, é mais uma estrela que brilhará na constelação dos santos que honram os seus altares.

(Fonte: José Narciso Barbosa Soares; "Catolicismo", abril de 2009)

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quinta-feira, 9 de abril de 2009

Sexta-feira Santa — Crucifixão e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo

O povo judaico gemia porque o Messias não vinha. Mas quando veio, se pôs a persegui-Lo. Ele praticou milagres, entusiasmou o povo.

A classe sacerdotal, a classe alta política, teve medo: ‘Quem é este homem que leva atrás de Si as multidões? O que restará do nosso poder? Ele é perigoso para nós!’.

A perseguição começou à maneira muito moderna: por uma guerra de calúnias e perguntas retorcidas, cheias de ciladas, montadas nos laboratórios da insinceridade.

A resposta divina era simples, direta, luminosa e pulverizadora!

Pôncio Pilatos só O condenou devido a uma jogada política dos sacerdotes. Disseram eles: ‘Se tu não condenares Cristo à morte, tu não és amigo de César!’ (Jo 19,12).

E Pilatos, mole e de maneira vil, diante da idéia de perder o cargo de governador da Judéia, mandou matá-Lo.

Pilatos começou parlamentando com a populaça, e propôs: ‘Quem desejais que seja solto: Jesus ou Barrabás?’ (Mt 27,17).

Barrabás era o chefe de um bando sedicioso. Era o pináculo da infâmia e do malfazejo. Jesus era símbolo da dignidade do povo judeu. Ele era o descendente de David, a figura mais eminente do Antigo Testamento. Só tinha passado pela Terra fazendo o bem.

Pilatos, sempre centrista, achou que os judeus não seriam tão maus que chegassem a preferir Barrabás a Jesus. Ele não compreendia que, quando os homens não seguem a Jesus, escolhem quase necessariamente Barrabás.

A primeira e a maior revolução de todos os tempos explodiu na Semana Santa. A revolução é, por definição, uma revolta dos que devem estar em baixo, e devem amar e obedecer aqueles que estão acima.

Nosso Senhor possuía todos os graus possíveis de superioridade sobre todo o gênero humano. A missão dos judeus era reconhecê-Lo como Homem-Deus e submeter-se a seu doce império.

Fizeram o contrário. Não O reconheceram e não Lhe tributaram nem admiração nem obediência, por maldade, por inveja.

Não quiseram a sua Lei, porque eram corrompidos e Nosso Senhor ensinava a austeridade. Revoltaram-se e mataram-No.

Foi a maior das revoluções, porque nunca se praticará tanta infâmia contra uma tão alta autoridade. A revolução protestante, a Revolução Francesa, a revolução comunista têm seu padrão arquetípico na revolta contra Nosso Senhor, o Rei dos reis.

Que a consideração de nosso Rei enxovalhado encha-nos de adoração e compaixão para com Ele e de indignação para com a revolução que O crucificou.


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terça-feira, 7 de abril de 2009

Quarta-feira Santa: traição de Judas

O Sinédrio tramava apoderar-se de Cristo. Judas indicou o meio: ‘Eu sei onde, sou discípulo d’Ele, mas quero dinheiro pelas indicações!’

Era natural que os sinedristas dessem uma boa quantia. Mas eles eram gananciosos, e Judas conformou-se com pouco, porque queria dinheiro logo.

Quando Judas apareceu para prender Nosso Senhor e osculou-O, Jesus perguntou-lhe com afeto: ‘Judas, com um ósculo tu trais o Filho do Homem?’ (Lc 22,48).

Judas não se incomodou. ‘Trinta dinheiros, o resto não importa!’ Conhecemos a resto da história, que terminou ignobilmente numa figueira.

Nosso Senhor sabia que ia ser vendido por esse preço. Zacarias havia profetizado: ‘Deram para o meu salário trinta moedas de prata’ (Zc 11,13).

Tudo se passou assim, porque Ele consentiu. O Salvador não era um vencido amarrado e garroteado, mas o vencedor que divinamente quis deixar-Se prender para a salvação do gênero humano



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domingo, 5 de abril de 2009

Segunda-feira Santa


Isaías chamou Nosso Senhor de ‘Vir dolorum’ (Is. 53,3) o Varão das Dores. De Nossa Senhora, espelho da Sabedoria que reflete em Si tudo quanto é de Jesus Cristo, pode-se dizer que é ‘Mulier dolorum’, a Dama das Dores.

Num oceano de sofrimentos, tudo n’Ela era equilibrado e raciocinado. O amor era incomparável, sem super-emoções, mas com uma infinitude de sentimento. Sem torcidas, sem pânicos, embora numa angústia quase estraçalhante.

Quando o Madeiro foi levantado, as dores de Nosso Senhor atingiram o insondável.

Ela, então, ficou na alternativa: de um lado, queria que Ele morresse logo, para interromper os tormentos; de outro lado, desejava que Ele ainda vivesse, pois toda mãe quer alongar a vida de seu filho.

Mas Nossa Senhora sabia que era melhor para os pecadores a imolação ir até o fim.

A grandeza de Nossa Senhora não está tanto na enormidade dos seus padecimentos, mas em ter desejado que seu Filho cumprisse esse sacrifício supremo por amor de nós. Deus amou-nos tanto, que desejou sacrificar o seu Filho Unigênito.

Nossa Senhora teve tanta dileção por nós, que Ela aderiu a essa função sacrifical.


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segunda-feira, 30 de março de 2009

No Kazakistão ergue-se catedral em honra a Nossa Senhora de Fátima sobre antigo campo de concentração


Na cidade de Karaganda, capital do Kazakistão, segundo informou a agência vaticana Fides, será inaugurada uma nova catedral (foto) dedicada a Nossa Senhora de Fátima.

Durante mais de 50 anos o comunismo tentou apagar a fé no país.

A região virou “um imenso campo de concentração”, para o qual foram deportadas milhões de pessoas de 120 etnias.

Ali foram martirizados inúmeros católicos, entre os quais o Pe. Alexis Saritski, beatificado em 2001.

A nova catedral, construída em estilo gótico e revestida com pedras do Cáucaso, honrará a memória desses mártires.

Fiéis de todo o mundo, organizados por campanhas como a da italiana Luci sull’Est, obtiveram os recursos para esta vitória de Nossa Senhora de Fátima.

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segunda-feira, 2 de março de 2009

Presidente da Colômbia consagra seu país a Nossa Senhora dos Remédios para afastar o terrorismo

Presidente Uribe en Rioacha
O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, foi até o santuário de Nossa Senhora dos Remédios, em Riohacha (norte), para pedir à Mãe de Deus que afaste de seu país a ameaça do terrorismo e dos seqüestros.

“Neste dia nós Vos consagramos totalmente nossa vida, trabalhos, penas e alegrias, triunfos e fracassos. Tudo quanto somos e temos; nosso ser. Queremos que Vós, como Mãe espiritual, nos ajudes sempre e nos protejas de todo perigo para a alma e para o corpo. Alcançai-nos de Vosso Divino Filho Jesus Cristo as graças e favores que Lhe imploramos por vossa intercessão”, rezou o presidente em viagem oficial, informou a Presidência da Colômbia.

Por que é que no Brasil isso não acontece?

As esquerdas ‒ inclusive a dita “católica” ‒ querem impor um laicismo agnóstico (ateu) para afastar o País de Nossa Senhora e de vocação providencial que Deus lhe deu.

O destemido exemplo do chefe de Estado colombiano é uma amostra de conduta do bom governante que deve amar verdadeiramente seu povo e por isso aproximá-lo de Nossa Senhora.

As graças do Céu então viriam mais copiosamente.

UM EXEMPLO BRASILEIRO

Plinio Correa de Oliveira discursando no Congresso Eucaristico 1942, AnhangabauVejamos nesse sentido, discurso do então Presidente da Junta Arquidiocesana da Ação Católica, Plinio Corrêa de Oliveira, no Congresso Eucarístico de 1942, no Anhangabaú, diante de 500.000 católicos reunidos:

“Dái a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. Explorai, Senhores do Poder Temporal, as riquezas de nossa terra; estruturai segundo as máximas da Igreja, que são a essência da civilização cristã, todas as nossas instituições civis.

“Auxiliai quanto em Vós estiver, a Santa Igreja de Deus e que plasme a alma nacional na vida da graça, para a glória do céu. Fazei do Brasil uma pátria próspera, organizada e pujante, enquanto a Igreja fará do povo brasileiro um dos maiores povos da História.

“Na harmonia desta mesma obra está a predestinação de uma íntima cooperação entre dois poderes. Deus jamais é tão bem servido, quanto se César se porta como seu filho. E, Senhores, em nome dos católicos do Brasil, eu vo-lo afianço, César jamais é tão grande, como quanto é filho de Deus.

“Nessa colaboração está o segredo de nosso progresso e nela vossa parte é verdadeiramente magnífica.

“Trabalhai, senhores, trabalhai neste sentido. Tereis a cooperação entusiástica de todos os nossos recursos, de todos os nossos corações, de todo o nosso fervor. E quando algum dia Deus Vos chamar à vida eterna, tereis a suprema ventura de contemplar um Brasil imensamente grande e profundamente cristão, sobre o qual o Cristo do Corcovado, com seus braços abertos, poderá dizer aquilo que é o supremo título de glória de um povo cristão. Executai o programa de Governo que consiste em procurar antes o reino de Deus e sua justiça, que todas as coisas lhes serão dadas por acréscimo.

“Em um Brasil imensamente rico, vereis florescer um povo imensamente rico, vereis florescer um povo imensamente grande, porque dele se poderá dizer:

Congresso Eucaristico, vale Anhangabau, vista parcial dos assistentes, 1942“Bem-aventurado este povo sóbrio e desapegado, no esplendor embora de sua riqueza, porque dele é o reino dos céus.

“Bem-aventurado este povo generoso e acolhedor, que ama a paz mais do que as riquezas, porque ele possui a terra.

“Bem-aventurado este povo de coração sensível ao amor e às dores do Homem-Deus, às dores e ao amor de seu próximo, porque nisto mesmo encontrará sua consolação.

“Bem-aventurado este povo varonil e forte, intrépido e corajoso, faminto e sedento das virtudes heróicas e totais, porque será saciado em seu apetite de santidade e grandeza sobrenatural.

“Bem-aventurado este povo misericordioso, porque ele alcançará misericórdia.

“Bem-aventurado este povo casto e limpo de coração, bem aventurada a inviolável pureza de suas famílias cristãs, porque verá a Deus.

“Bem-aventurado este povo pacífico, de idealismo limpo de jacobismos e racismos, porque será chamado filho de Deus.

“Bem-aventurado este povo que leva seu amor à Igreja a ponto de lutar e sofrer por ele, porque dele é o reino dos céus”.

(Fonte: "O Legionário", órgão oficioso da Arquidiocese de São Paulo, 7 de setembro de 1942).

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sábado, 21 de fevereiro de 2009

Vídeo pela vida feito por menina de 12 anos comove EUA e Canadá


Do blog Valores inegociáveis: respeito à vida, à família e à religião:

Ela é uma mocinha vivaz. É canadense, tem 12 anos e seu nome é Lia.

Sua escola em Toronto propôs um trabalho competição para os estudantes: fazer um vídeo em casa. E ela ganhou o primeiro lugar.

Porém, suscitou uma “controvérsia assombrosa”. Pois ela escolheu o tema do aborto. E o fez com uma desenvoltura e uma precisão de conceitos pela vida que é de deixar pasmo.

O seu trabalho já foi visionado mais de 200.000 vezes, (290.485 no momento que escrevemos; 371.468 três dias depois, i. é, 24/02/2009). Pode ser ainda visto em Youtube (em inglês, mas com direito a legendas em português). (Obs.: se v. estiver logado em outra língua que não for inglês, precisa sair).

Ela começou com clareza dizendo: “o que é que você acharia se te dizem agora que alguém está “decidindo” se v. vai viver ou morrer?

“Meus caros alunos e professores, milhares de crianças estão exatamente agora nessa situação. Alguém está decidindo ‒ e sem sequer conhecê-las ‒ sua vida ou sua morte. Esse alguém é mãe deles. E a ‘escolha’ é o aborto”.

Lia escolheu o tema contra a opinião da mãe, como esta contou. A professora era uma feminista abortista (pelo direito de decidir), mas teve que ceder diante da convicção pura e corajosa da aluna.

O painel de juízes da escola não quis aceitar o tema. Até um dos juízes abandonou a sala em ato de protesta e apresentou renúncia.

Lia não arredou. É verdade que tinha o apoio entusiasta e unânime dos alunos e muitos professores.

Lia acabou levando o primeiro prêmio, fato que a qualifica para entrar no concurso regional.

A professora abortista, reconheceu que “Lia me fez refletir verdadeiramente”.

“Bem-aventurados os que têm fome e sede de Justiça”; “Bem-aventurados os corações puros!”; “Se vós não anunciardes a verdade eu farei falar as pedras!”; “Se não vos tornardes como as crianças não entrareis no reino dos céus”.

Ensinamentos divinos como estes vieram à cabeça de inúmeras pessoas que viram o vídeo .

E realmente não há muito coisa mais para dizer.

Vale apenas uma observação: o que é que houve que, na geração dos pais ‒ e até avós ‒ de Lia, ser abortista fazia bonito, e agora nas novas gerações causa horror?

Em poucas décadas, o mundo virou de ponta cabeça. Já não são as aliás bem envelhecidas “Católicas pelo Direito de Decidir”, lideradas por uma ex-freira, que representam as tendências com futuro. Nem quando são apoiadas astutamente por algum que outro teólogo pífio ou algum padre progressista ou bispo da CNBB.

Outras fontes: LifeSiteNews (inglês); Catholic online (inglês); Forum Catholique (em francês).



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sábado, 24 de janeiro de 2009

Fundador do Partido comunista italiano teria se convertido na hora de morte, pela intercessão de Santa Teresinha e do Menino Jesus


Antonio Gramsci [foto], fundador do Partido Comunista Italiano converteu-se ao catolicismo na hora de morrer, explicou com abundância de pormenores o Prefeito Emérito da Penitenciaria Apostólica, Mons. Luigi De Magistris.

Para Gramsci, pensador de uma das formas mais viperinas de marxismo, a Igreja Católica e a família cristã são os piores obstáculos para o comunismo.

Ele ensinou infiltrar a Igreja para destruí-la por dentro com a ajuda de bispos e sacerdotes dissidentes ‒ como os modernistas e progressistas ‒ e escarnecendo os costumes católicos tradicionais.

No quarto do hospital atendido por religiosas em que agonizou, porém, ele fazia questão de ter uma imagem de Santa Teresinha.

Um dia, as freiras levaram de quarto em quarto uma imagem do Menino Jesus para ser adorado, mas não para ele pois era ateu militante.

Ele soube que o Menino Jesus passou sem visitá-lo e queixou-se. As religiosas, então, levaram a imagenzinha, ele a beijou emocionado, e a seguir pediu e recebeu os sacramentos, segundo Mons. Luigi De Magistris. O bispo citou o testemunho nominal de várias freiras do hospital.

Giuseppe Vacca, diretor do Instituto Internacional Gramsci, sublinhou, porém, que a conversão do pai do comunismo italiano “não mudará em nada” a estratégia utilizada por socialistas, comunistas, feministas, abortistas e lobbies pro-homossexuais com base nos escritos de Gramsci.

O caso mostra até onde pode chegar a misericórdia divina. Mas também até onde pode ir o fanatismo das esquerdas e dos promotores da imoralidade oficial.


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sábado, 10 de janeiro de 2009

No Kosovo, conversões ao catolicismo crescem velozmente


No centro de Pristina, capital de Kosovo, está se erguendo uma nova catedral católica. Não longe está a estatua do grande herói católico Jorge Castrioto, mais conhecido como Skanderbeg, príncipe medieval que renunciou ao Islã e retornou à fé dos seus pais.

Novos templos católicos estão aparecendo nas aldeias do sofrido território kosovar cuja segurança é garantida ainda por tropas da ONU.

A quase totalidade dos habitantes de Kosovo se dizem maometanos. Porém, durante os séculos de opressão islâmica e, depois, comunista, muitos kosovares continuaram admirando clandestinamente aos católicos e até praticando suas devoções.

Agora, com a liberdade estão voltando para a igreja dos seus antepassados. 65.000 já se professam católicos e o número cresce vertiginosamente, segundo “The Economist”.

O Pe. Zefi conta que na noite de Natal 38 pessoas foram batizadas na aldeia de Klina, e os pedidos de conversão se multiplicam em “dezenas de cidadinhas”, segundo a revista inglesa.

A catedral cismática de Pristina está abandonada. O passado de submissão e colaboração com o comunismo é um fator a mais que afasta dessa falsa igreja.

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terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Abadia trapista volta ao esplendor dos ritos tradicionais e recupera a vida


O mosteiro trapista de Mariawald, em Eifel, diocese de Aachen, Alemanha, foi o primeiro a retornar ao rito tradicional, ou “extraordinário”.

O fato aconteceu na festa da Apresentação de Nossa Senhora ao Templo, em 21 de novembro.

Tratou-se de um acontecimento único na história da Igreja.

O mosteiro já fora fechado no tempo da Kulturkampf anti-católica do século XIX e pelo nazismo.

Porém tal vez nunca correu tanto perigo quanto no período pós-conciliar, quando após adotar o liturgicismo progressista na moda, viu a disciplina cair em pedaços, os frades apostatarem e as vocações caírem em número assustador.

As negras perspectivas da abadia mudaram agora quando voltaram à antiga disciplina e liturgia com a aprovação da Santa Sé.


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sábado, 22 de novembro de 2008

Jovem narra o auxílio da graça divina para impedir a profanação da Sé de Neuquén, Argentina

Defesa da Catedral de NeuquénEm 17 de agosto p.p. uma centena de jovens argentinos evitou que a Catedral de Neuquén (capital do Estado onde fica Bariloche) fosse profanada por uma marcha de abortistas, lésbicas e feministas reunidas pelo governo populista argentina no XXIII Encuentro Nacional de Mujeres (ENM).

Tentativa de profanação da catedral, Neuquén, ArgentinaAs ativistas abortistas-lésbicas-feministas, acompanhadas de alguns protetores masculinos disfarzados de sacerdotes atacaram com insultos, blasfêmias, pedras e atos indignos.

Os jovens ficaram impávidos rezando o terço e impedindo o acesso à Catedral.

Pablo, 21, foi um deles. Ele contou que os jovens estavam num encontro. Sabendo do perigo, só 100 deles foram defender a Sé.

“Tudo durou uma hora e quarenta minutos. Foi terrível, berravam, cuspiam, jogavam latas, aerossóis e pedras, rasgaram a bandeira argentina e atearam fogo nela. Nós só rezávamos a Ave Maria sem parar. Pedindo por cada criança abortada, pela Igreja e em reparação pelas blasfêmias”.

Homossexual faz parodia de benção sacerdotalEntretanto, acrescentou, “nos invadia uma paz extraordinária que não podia vir se não de Nosso Deis e Senhor que nos consolava”.

“Nós fomos dispostos a resistir até a última gota de sangue (...) Quando elas começaram a arrancar a bandeira alguns dos nossos quase caíram para defendê-la, então jogamos água benta e isto lhes deu novas forças”, lembrou.

Milhares de pessoas viram o filme na Internet e muitos acharam que a agressão abortista-feminista foi um testemunho palpável da ação de Satanás na vida hodierna.

Vitória final dos jovens católicosSegundo Pablo, após essa experiência, todos os jovens saíram fortalecidos e decididos a “viver a vida como ela verdadeiramente é: um combate, uma milícia”.

“Acredito que é hora de acordarmos, de tomar consciência de que se nós [os católicos] não o fazemos, ninguém o faz (...) o mundo aguarda de nós que vamos a conquistá-lo”, concluiu.


Veja as cenas dessa resistência que honra o nome católico:



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sábado, 11 de outubro de 2008

Jovens brasileiros ressuscitam música antiga

Alaude
Cada vez mais jovens paulistas vêm se dedicando à música antiga, embora os mais velhos achem retrógrado.

Eles jovens procuram melodias de épocas passadas, sobre tudo da Idade Média, do Renascimento e do período barroco, para as quais não há bem partituras, ou é difícil achar os instrumentos certos.

A tendência se reproduz nas cidades mais modernas do país.

Cravos, alaúdes e flautas de outros séculos voltam a ver a luz especial-mente recriados para atender a nova tendência.

Na Idade Média a música profana nasceu sob o bafejo inspirador do gregoriano. As notações eram simples.

O gregoriano criou a base da notação musical, porém dava mais importância ao “pneuma”, original desenho que transmitia a “alma” da partitura.

O mesmo acontecia com a música profana, com a diferença que de esta última ficaram poucos registros.

CravoA inspiração, o talento, as inúmeras e cambiantes circunstâncias do momento faziam com que de uma mesma partitura brotassem pelo talento do artista interpretações originais, tal vez ouvidas só uma vez na história.

Nos séculos seguintes exagerou-se no outro sentido: o de pôr acima de tudo a anotação escrita, aliás, boa e necessária.

Os luthiers (artesãos que fazem instrumentos de cordas, como o alaúde) de hoje constroem instrumentos o mais parecidos com os dos séculos XVII e XVIII.

Eles não pertencem a velhas linhagens de artesões, mas partem de zero.

É um renascer da tradição a partir da saudade de algo que as novas gerações não conheceram mas se perguntam por quê deixou de existir.

As vendas triplicaram no Brasil, porém, a maioria vai para o exterior. Há fila de espera de muitos meses.

E o público geral também apetece esta música pouco poluída pelos ritmos agressivos da modernidade.

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