terça-feira, 28 de julho de 2020

O “croissant”: símbolo do Islã,
esmagado pelos padeiros de Viena

Meia-lua comemora a vitória sobre o Crescente islâmico
Meia-lua comemora a vitória sobre o Crescente islâmico
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Uma delícia que todo o mundo conhece é a meia-lua, ou croissant em seu célebre nome francês.

Não há padaria ou confeitaria que não os ofereça muitas vezes com peculiaridades “da casa” que os tornam mais atraentes e deliciosos, dentro de sua relativa simplicidade.

O ritual dos croissants quase não tem limites e não conhece classes sociais.

Pode se degustar em um dos “templos” modernos de um fast food em qualquer parte do mundo, na praça de alimentação de um shopping center, numa padaria da periferia urbana, numa mesinha de uma padaria choisie ou chic ou no ambiente luxuoso de um hotel cinco estrelas de Paris, Londres ou Nova Iorque, para citar poucos exemplos.

Em geral virá acompanhando de uma xícara fumegante de café com leite, um bom cappuccino, um chocolate vienense ou um modesto café encomendado às presas.

Poderá ser crocante ou amanteigado. Parecerá mais rechonchudo ou macio, mais seco ou perfumado, recheado ou não na sua nobre simplicidade.

Em qualquer caso, simples ou caprichado, terá sempre algo de invariável: sua forma de lua crescente. Seu nome deriva do francês “croissant” porque eles o popularizaram no mundo.

E quem vai a Paris e não prova um croissant não esteve em Paris. Todos sabem disso.

terça-feira, 21 de julho de 2020

Jesus Cristo, família e monarquia tradicional, um mútuo espelhar-se

Cristo Rei, Hans Memling
Cristo Rei, Hans Memling
Luis Dufaur
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Entre Jesus Cristo, a família e um regime familiar de governo – por exemplo, o monárquico tradicional – existe uma relação profunda.

O  padre Eric Iborra, da paróquia de Santo Eugênio, em Paris, lembrou brilhantemente essa relação profunda por ocasião de uma missa de réquiem pelo repouso da alma do rei Luís XVI da França, guilhotinado em 1793.

O sacerdote postou sua homilia no site da paróquia onde serve, como é costume na França.

Eis alguns excertos dessa homilia:

Imagino que vocês eram muitos, há oito dias, a pisar na grama do Champ-de-Mars [manifestação contra o “casamento” homossexual em 13.01.2013]. Numerosos também, talvez, há vinte anos, a fazê-lo em outro lugar emblemático da antiga França, a Praça da Concórdia.

quinta-feira, 16 de julho de 2020

Nossa Senhora do Carmo vitoriosa até o Fim dos Tempos

Nossa Senhora do Carmo. Espanha
Luis Dufaur
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Continuamos com a história dos carmelitanos “filhos dos profetas” no Novo Testamento, como anunciamos no post anterior.


Na segunda metade do século XII, um grupo de cruzados adotou a vida eremita no Monte Carmelo, ao redor da “fonte de Elias” se consagrando a Nossa Senhora à imitação do grande profeta do Antigo Testamento.

O primeiro superior geral no Novo Testamento foi São Bertoldo de Malefaida. O segundo, São Brocardo († 1220), inspirou a Regra Carmelita aprovada por Santo Alberto, Patriarca de Jerusalém, no início do século XIII.

Mas, os carmelitanos só têm como fundador a Santo Elias. Na Basílica de San Pedro, entre as estátuas dos santos fundadores, está a de Santo Elias como pai e chefe do Carmo.

Sete papas – Sisto IV, João XXII, Júlio III, São Pio V, Gregório XIII, Sisto V e Clemente VIII – em respectivas Bulas, dizem que os Carmelitas “preservam a sucessão hereditária dos santos profetas Elias e Eliseu e dos outros pais que moravam perto da fonte de Elias no santo monte Carmelo”.

Sisto V autorizou o culto de Elias e Eliseu como patronos da Ordem, dias de festa em sua honra e Ofícios em sua memória (cf. RP Cornelio a Lapide SJ, Commentaria in Scripturam Sacram, In librum III Regum - cap. XVIII, Ludovicus Vivès Bibliopola Editor, Paris).

Nossa Senhora do Carmo, guia da luta dos profetas

Nossa Senhora do Carmo, Filipinas. Fundo: Monte Carmelo
Nossa Senhora do Carmo, Filipinas. Fundo: Monte Carmelo
Luis Dufaur
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No 16 de julho a Igreja comemora a festa de Nossa Senhora do Carmo.

Sua invocação Virgem Flor do Carmo é a mais antiga e remonta a oito séculos antes de seu feliz natalício.

Como pode ser que a Mãe de Deus fosse venerada oitocentos anos antes de nascer?

A história é maravilhosa e intimamente ligada à montanha do Carmelo em Terra Santa.

Para aparentemente complicar mais as coisas, arqueólogos e historiadores registram que civilizações pagãs também cultuavam uma virgem que daria à luz o salvador do mundo.

Na elevação onde fica a cidade de Chartres, França, sede de uma das mais belas catedrais de Nossa Senhora, em tempos pré-cristãos, os bruxos dos pagãos druidas, ditos charnuts, tinham essa crença e a chamavam “Virgo Paritura” (“A virgem que dará a luz”).

De onde viera essa noção e quem a levou?

terça-feira, 14 de julho de 2020

Forte como um guerreiro, bondosa como a melhor das mães

S.Francisco de Assis, Ouro Preto: forte como guerreiro, bondosa como mãe
São Francisco de Assis, Ouro Preto:
forte como guerreiro, bondosa como mãe
Luis Dufaur
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A foto apresenta uma vista noturna da igreja de São Francisco de Assis, de Ouro Preto, obra de Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.

Considerada por muitos a obra-prima do genial escultor mineiro, sua construção teve início em 1766.

O jogo de luzes, em contraste com o negrume da noite, causa a impressão de que o edifício acabou de descer do céu.

Impressão sugerida por uma ousada verticalidade desse conjunto rijamente fixado no solo granítico, acentuada pela sua leveza aristocrática, forte, banhada por nota de superior pureza.

As paredes brancas, enriquecidas pela obra de cantaria, convergem para a esplêndida porta principal, ponto monárquico do edifício, a partir da qual, como num jorro de chafariz, vai-se em linha reta até a cruz no alto.

terça-feira, 7 de julho de 2020

São Inácio de Loyola e a sacralização da Cavalaria


Luis Dufaur
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Em 31 de julho, a Santa Igreja celebra a festa de Santo Inácio de Loyola, fundador dos jesuítas, ordem com pronunciada estruturação militar segundo os padrões da época: a Companhia de Jesus.

* * *

“Santo Inácio de Loyola desejou fundar uma cavalaria que se opusesse à degradação da Cavalaria, como esta se encontrava em sua época no século XVI.

“Ele desejou a restauração da ideia de luta pelo Rei Sagrado contra o herege, seu adversário. Era a volta da sacralização da Cavalaria.

“Essa foi a ideia de Santo Inácio: uma arqui-sublimação da Cavalaria.

“Por isso ele concebeu sua ordem religiosa em termos militares.

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Tradição, requinte e perfeição: fórmula do sucesso tranqüilo da Patek Philippe

Luis Dufaur
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As guerras e os desabamentos econômicos não abalaram a tradicional casa suíça de relógios de luxo Patek Philippe.

A casa não entrou na ciranda da globalização, das fusões e aquisições visando uma expansão ilimitada.

A Patek Philippe foi fundada em 1839 e ficou estritamente familiar. Hoje tem tantos clientes que não consegue atende-los, mas não pretende mudar.

A produção é de 42 mil relógios por ano. Cada um deles leva, em média, nove meses para ser concluído.

Os preços são dos mais altos, mas os compradores querem uma marca tradicional e um objeto que passe de pai para filho como um símbolo da continuidade familiar.

terça-feira, 16 de junho de 2020

Enterrado como rei

Confraria de Les Charitables leva o busto de Santo Eloi em procissão
Confraria de Les Charitables leva o busto de Santo Eloi em procissão
Luis Dufaur
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Na cidade de Béthune, no norte da França, há 800 anos a Irmandade dos Charitables de Saint-Éloi dá cristã sepultura aos mortos em que ninguém quer tocar.

Não faz diferença entre ricos e pobres. Não há pompas fastuosas nem imponentes cortejos, mas apenas uma confraria medieval, que hoje usa roupas que evocam os tempos napoleónicos, segundo descreveram “Le Figaro”, “Clarín” e ainda outros grandes órgãos de imprensa impressionados com o caso. Como o britânico “The Guardian” , os franceses “Le Point”  e “La Croix international”

Na cidade, quase 90% dos enterros é feita pela Irmandade e “é exceção quando uma família não recorre a nós”, diz o seu Robert Guénot.

Guénot, com 72 anos de idade, não temeu enfrentar a pandemia, que é apenas mais uma das que passaram pelos oito séculos de história dos Caridosos de Santo Elói.

terça-feira, 9 de junho de 2020

São Miguel Arcanjo: Príncipe da Milícia celeste,
poderoso escudo contra a ação diabólica

Luis Dufaur
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A invicta combatividade em defesa do Deus onipotente por parte do glorioso São Miguel, é assim descrita no Apocalipse:

“Houve uma batalha no Céu: Miguel e os seus Anjos guerrearam contra o Dragão.

“O Dragão batalhou, juntamente com os seus Anjos, mas foi derrotado e não se encontrou mais um lugar para eles no Céu” (Apoc. 12, 7-8).

E o Profeta Daniel refere-se a São Miguel nos seguintes termos:

“Naquele tempo, surgirá Miguel, o grande Príncipe, constituído defensor dos filhos do seu povo [isto é, o povo fiel católico, herdeiro, no Novo Testamento, do povo de Israel], e será tempo de angústia como jamais houve” (Dan. 12, 1).

terça-feira, 2 de junho de 2020

Esplendor e elevação nos trajes nobres


Luis Dufaur
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As vestes das cortes diferenciavam-se por uma sapiencial gradação, desde as que se usavam nas grandes cerimônias até às vestes para os afazeres ou despachos quotidianos.

A etiqueta e o protocolo respeitavam essa variedade de circunstâncias.


Exemplos de roupa de corte para a vida diária são as de veludo verde com guarnições douradas, portada pelo imperador russo Alexandre I, e as do mesmo imperador no tempo em que era príncipe herdeiro, em vermelho coral [foto].

Seguiam a moda da França nos tempos de Luís XVI. Também servem como exemplo as roupas de caça oferecidas por Luís XV a Cristian VII, rei da Dinamarca, em 1768.

Não só os grandes nobres participavam desse deslumbramento.

Beneficiavam-se também os membros dos diversos graus da nobreza e da burguesia européia, e ainda as incipientes nobrezas americanas.

Um exemplo é a robe parée encomendada em Paris por uma dama canadense em 1780 [foto ao lado].

O esplendor das cortes descia para todas as classes sociais, numa cascata de beleza e dignidade que as elevava.

Um exemplo comezinho disso são as librés concedidas a criados e funcionários dos palácios, como a libré da casa real francesa, em uso quatro anos antes que a Revolução Francesa, movida pelo ódio contra toda hierarquia e nobreza, a abolisse em nome da igualdade.

terça-feira, 26 de maio de 2020

Hóstias consagradas em 1936
estão como se tivessem sido feitas ontem

As hóstias consagradas há mais de 80 anos na âmbula de cristal em que são hoje adoradas
As hóstias consagradas há mais de 80 anos
na âmbula de cristal em que são hoje adoradas
Luis Dufaur
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Quando no domingo 24 de novembro de 2013 o bispo de Getafe, na região de Madri, D. Joaquín Maria López de Andújar y Cánovas del Castillo, comungou um pedacinho das hóstias veneradas como milagrosas, deu como julgamento canônico final: “Certifico que a forma que provei está como se tivesse sido feita recentemente”.

Mas essa hóstia fora consagrada precisamente o dia 16 de julho de 1936, festa de Nossa Senhora do Carmo, dois dias antes do início da Guerra Civil espanhola!

Essa guerra desencadeou uma perseguição comunista contra as hóstias que pareceria cinematográfica se não fosse verdadeira, da qual o Santíssimo Corpo de Cristo saiu indene e os perseguidores foram derrotados.

As referidas hóstias são hoje adoradas numa âmbula de cristal existente no nicho central de belo altar da igreja de San Millán, no alto de uma elevação de Moraleja de Enmedio, localidade a 21.96 km da capital espanhola ou a 28 km pela autoestrada.

Trata-se um pequeno município de 5.000 habitantes, pertencente à diocese de Getafe, no sul da Comunidade de Madri, quase uma periferia da capital.

Os fiéis de Moraleja não hesitam chamá-lo de “milagre”, mas por prudência a Igreja o denomina “prodígio” enquanto aguarda o pronunciamento final da Santa Sé.

16 hóstias intactas há mais de 80 anos

A pequena âmbula que guardava as hóstias nos esconderijos
A pequena âmbula que guardava as hóstias nos esconderijos
São 16 hóstias consagradas que se conservam assombrosamente intactas, após passarem mais de 80 anos pelas condições mais adversas e inverossímeis para fugir da profanação dos socialistas-comunistas.

O bispo D. Joaquín Maria López, acima citado, tampouco duvida e declarou ao site Religión en Libertad: “O protocolo da Igreja requer uma investigação científica, que inclui fazer uma ata do fato histórico e a comprovação de que as Sagradas Formas não se corromperam sem explicação científica”.

O bispo se referia a uma “análise química de laboratório para se comprovar que continua sendo pão e, portanto, que a presença real de Jesus Cristo, a presença Eucarística se perpetua”.

“Mas consta que as sagradas formas passaram por circunstâncias climáticas adversas e não se corromperam”, como ele próprio experimentou comungando uma delas.

O mesmo bispo acrescenta: “Meu predecessor, monsenhor Pérez y Fernández-Golfín, primeiro bispo da diocese, e eu mesmo, comprovamos consumindo algumas formas, que elas conservam as características próprias (chamadas ‘acidentes’) de pão elaborado recentemente”.

A incrível salvaguarda em condições adversas

A pequena âmbula onde estavam as formas e o pano que a recobria sofreram uma notável deterioração notável. Acresce-se que a âmbula não fecha hermeticamente, de modo que não houve um efeito ‘câmara de vazio’, tendo ficado escondida durante a Guerra Civil num telhado exposto às inclemências e a mudanças de temperatura”, salientou o bispo.

As hóstias no altar principal.
As hóstias no altar principal.
O Pe. Jesús Maria Parra Montes, pároco de San Millán, contou que o Pe. Clemente Díaz Arévalo, pároco em 1936, consagrou aproximadamente cem hóstias, das quais sobraram 24 após a Missa, que ele guardou numa pequena âmbula.

Quando soube que os milicianos comunistas viriam profanar a igreja, retirou-a do templo.

Em 1942, passada a Guerra, as testemunhas presenciais lavraram o histórico daqueles dias de perseguição, as mudanças de esconderijo, que incluiu, além de um telhado, uma adega onde o cibório ficou enterrado durante mais de setenta dias a 30 centímetros de profundidade.

O Pe. Clemente, o pároco, se escondia num morro disfarçado de pastor.

Quando os comunistas foram expulsos, os fiéis voltaram aos locais, achando-os no maior caos.

Desenterraram a âmbula e verificaram que estava totalmente enferrujada e que a umidade consumira seu banho de prata. Porém as 24 formas estavam em perfeito estado.

Dois capelães castrenses de um tercio (unidade militar equivalente a batalhão ou regimento) de requetés (monarquistas legitimistas) souberam da história e celebraram uma primeira missa na escola porque da igreja só restaram ruínas.

Igreja de San Millán, testemunha do prodígio eucarístico
e onde se conservam as sagradas formas.
Comungaram duas das hóstias e ficaram surpresos porque pareciam novas quatro meses após a consagração.

Depois comungaram uma terceira, tendo as 21 restantes sido conduzidas em procissão solene quando da restauração da igreja e de sua reabertura ao culto.

Elas foram conservadas no sacrário da igreja em uma âmbula lacrada, explica o pároco Pe. Jesús Maria, “Muito de vez em quando – a última foi em 2009 e a anterior em 1978 – abria-se a âmbula para ver se ainda estavam em bom estado, e sempre estavam perfeitas”.

Com a passagem do tempo, mais cinco hóstias foram consumidas na Comunhão em ocasiões especiais, restando hoje 16.

Milagres em crianças por nascer

Em 2011 Celia tinha 33 anos quando ficou grávida de gêmeas, tendo sofrido por decisão médica um parto induzido no “limite mínimo” para os bebês com apenas 24 semanas de gestação.

Uma delas faleceu com poucos meses e a outra foi operada do coração na incubadora. O Pe. Jesús Maria recorda que os médicos prognosticavam a sua morte.

A âmbula de cristal.
A âmbula de cristal.
Foi então que a família e os paroquianos encomendaram o caso ao ‘milagre eucarístico’ e a criança ficou tão bem que sequer teve sequelas ou problemas, segundo confirmam os relatórios médicos, enquanto a mãe atribui a cura a um evidente milagre.

O atual pároco, Pe. Jesús Parra, conta ainda o caso de uma menina que nasceria sem extremidades, mas que veio à luz em perfeito estado pelas súplicas às hóstias ‘milagrosas’, segundo publicou o Servicio de Información Católica.

A profecia do bom pároco

Um fato admirável associado ao prodígio eucarístico e anterior a ele ocorreu em 1935, quando morreu com fama de santidade o pároco anterior de Moraleja, Pe. Roberto García Trejo.

Na hora de sua morte, conta o Pe. Parra, ele “exibiu uma expressão de enorme felicidade. Perguntaram-lhe então: ‘o que vês? Ele respondeu: vejo um milagre na igreja e pessoas peregrinando para vê-lo’. Depois, quando se soube do prodígio das sagradas formas, muitas pessoas se lembraram do sacerdote”.

Há agora sinais de que a profecia do pároco começa a se efetivar com as romarias das paróquias de Móstoles e de Villanueva de la Cañada.

Além de muitas pessoas que se aproximam individualmente.

Arriscaram a vida pela Eucaristia e ninguém morreu
Altar com as hóstia na ambula de cristal.
Altar com as hóstia na ambula de cristal.

Os habitantes de Moraleja de Enmedio atribuem ao ‘prodígio’ outro milagre: nenhum deles morreu por causa da Guerra Civil 1936-1939 que, entretanto, fez por volta de 300.000 mortos.

O bispo Joaquín Maria explica que “os habitantes associam isso a uma proteção especial de Nosso Senhor que, por terem guardado e protegido a Eucaristia durante os duros anos da Guerra, Jesus os protegeu especialmente”.

A cidade sofreu muito durante o longo e violento assalto de Madri, recebendo vários bombardeios aéreos. No entanto, as bombas que caíam nunca explodiam.

“Não é possível humanamente — diz o bispo — demonstrar a conexão entre a guarda clandestina das Sagradas Formas incorruptas e a ausência de desgraças aos filhos do povo durante a Guerra Civil, mas é indubitável que ambos os acontecimentos coincidiram no tempo e no espaço”.

O bispo de Getafe sublinha “tratar-se sem dúvida de uma prova da transubstanciação ou mudança da substância de pão normal em Corpo e Sangue de Cristo eucarístico, mantendo as aparências, de cor, sabor, etc.”.

O prodígio eucarístico de Moraleja de Enmedio: falam as testemunhas.
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terça-feira, 12 de maio de 2020

Na mesa se decide o fracasso ou o triunfo familiar e social

Comer em família é indispensável sem invasão digital
Comer em família é indispensável sem invasão digital
Luis Dufaur
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Num lar típico de advogados bem sucedidos em Buenos Aires os pais e os filhos não tomavam as refeições reunidos. Reinavam smartphones, tablets, laptops ou TV de plasma.

Os pretextos ou alegados eram muitos: horários de trabalho ou escola, atividades diversas intensas, etc. Até que a família pensou voltar a partilhar as refeições.

Não foi fácil pois os filhos nem sabiam dialogar e cada um comia o que pediu ao delivery, explicou “La Nación”.

Então experimentaram ao vivo o que ouviram de muitos psicólogos especialistas em vida social: quando a mesa familiar não é partilhada como é natural, o desenvolvimento social crianças e adultos sofre um impacto negativo.

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Festa de São José: príncipe da casa de David

São José, Mosteiro da Luz, São Paulo

Luis Dufaur
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O grande São José, nascido de família ilustre, arrasta no entanto uma existência obscura que, contrastando com o brilho da sua origem, o colocou na mais baixa camada da sociedade de seu tempo.

Escasseiam-lhe os dotes naturais com que os homens se fazem grandes.

Não dispõe de exércitos nem de súditos, que levem ao longe a glória de seu nome.

Não dispõe do dinheiro para galgar as altas posições.

Vive humilde e desconhecido, à sombra do Templo majestoso que erguera David, no próprio país em que reinara a sabedoria de Salomão.

segunda-feira, 27 de abril de 2020

São Luis Grignion de Montfort e a escravidão de amor a Nossa Senhora

Estatueta representa ao Santo escrevendo o Tratado  sobre a escrivaninha que ele usou. St-Laurent-sur Sèvre
Estatueta representa ao Santo escrevendo o Tratado
sobre a escrivaninha que ele usou. St-Laurent-sur Sèvre
Luis Dufaur
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O Tratado da Verdadeira Devoção é geralmente reconhecido como um dos mais importantes trabalhos que jamais se tenha escrito sobre Nossa Senhora.

A Santa Sé declarou de forma expressa, explícita e oficial, nada ter aquele livro que colida com o pensamento da Igreja.

É, pois, com apoio nessa garantia de supremo valor que se deve considerar e examinar a grande obra daquele grande Santo. (...)

É raro encontrar um livro que, de modo mais patente, tenha os dois predicados, o de esclarecer a inteligência, e o de estimular a sensibilidade, do que o de São Luis Grignion de Montfort.

Seu Tratado é uma verdadeira tese, com lampejo de polêmica.

A argumentação é sólida, substancial, profunda.

Jamais se nota nele que um arroubo de amor venha perturbar a indefectível serenidade e justeza do pensamento.

terça-feira, 21 de abril de 2020

Três imagens que escaparam da destruição
pelos pagãos em Nagasaki

A 'Virgem Milagrosa', ou Mater Boni Consilii, de Badoc, Filipinas, chegou boiando milagrosamente pelo ma num caixa
A 'Virgem Milagrosa', ou Mater Boni Consilii, de Badoc, Filipinas,
chegou boiando milagrosamente pelo mar numa caixa
Luis Dufaur
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Imagens sagradas que resistem inexplicavelmente a terremotos, tsunamis, grandes e pequenos incêndios, ou atentados dolosos, vêm sendo publicadas por nós, na medida em que fontes idôneas fornecem informações sérias.

Não corremos atrás dessas informações, apenas publicamos aquelas que nos chegam pela sua repercussão ou efeito natural.

E isso porque temos a certeza de que essas proteções milagrosas são muito mais comuns do que imaginamos e do que chegamos a ter notícia.

terça-feira, 14 de abril de 2020

Milionário atribuiu seu sucesso
a Nossa Senhora de Lourdes

O Padre Nicola Ventriglia Omi, mostra fotos de Michele Ferrero no Santuário de Lourdes
O Padre Nicola Ventriglia Omi, mostra fotos de Michele Ferrero
no Santuário de Lourdes
Luis Dufaur
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No dia de São Valentim de 2015, faleceu o mais bem-sucedido empresário de doces e bombons da Itália.

Nascido em 1924, Michele Ferrero possuía uma fortuna calculada em 20,5 bilhões de euros, a maior do país e a quarta da Europa.

Embora megamilionário, Ferrero era muito diferente do “jet-set”: um ativo devoto de Nossa Senhora de Lourdes, a quem atribuía a vertiginosa ascensão de sua empresa, segundo a Fundação Cari Filii.

Esse filho de chocolateiros da pequena cidade de Alba não se fez rico com malabarismos ou manobras confusas. Ele continuou com a tradição familiar, aplicando muito trabalho e inteligência, mas depositando suas esperanças em Nossa Senhora.

Em 1964, melhorando uma fórmula de seu pai, Ferrero criou Nutella. Lançou também o ovo de chocolate Kinder e as linhas Ferrero Rocher e Mon Cheri.

sábado, 11 de abril de 2020

Domingo de Páscoa: Ressurreição triunfal de Nosso Senhor. Que venha o triunfo da Igreja!

Cristo ressurrecto, basílica dos Santos Pedro e Paulo, Malta. Fundo: rosácea catedral de Chartres, França.
Cristo ressurrecto, basílica dos Santos Pedro e Paulo, Malta.
Fundo: rosácea catedral de Chartres, França.
Luis Dufaur
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Assim que a alma de Nosso Senhor voltou ao corpo, Ele apareceu a Nossa Senhora.

Como terá sido esse encontro?

Ele pode ter aparecido como Senhor esplendoroso,

Rei, como nunca ninguém foi nem será rei.

Ou, com um sorriso que lembrava o primeiro olhar no presépio de Belém.

O que Ele comunicou a Ela?

O que Nossa Senhora terá dito, vendo-O e amando-O perfeitamente?

Foi o primeiro louvor que Jesus recebeu após a Ressurreição, feito em nome da Igreja toda.

Páscoa da Ressurreição. Albacete, Espanha.
Páscoa da Ressurreição. Albacete, Espanha.
Quando as cidades eram pouco ruidosas, ouvia-se o bimbalhar dos sinos ao meio- dia.

Comemorava-se a Ressurreição.

Nas ruas, os moleques malhavam bonecos de Judas.

Aleluia cantava-se por toda parte.

As pessoas cumprimentavam-se, distribuíam ovos de Páscoa.

As igrejas enchiam-se, a liturgia apresentava enorme pompa.

A dor do Calvário cedia ante a imensa alegria da Páscoa.

A alegria verdadeira, que não é filha do vício, mas fruto abençoado da virtude.

Quando Deus volta a sua Face para os homens, tudo se torna fácil, suave, alegre, brilhante.

Pelo contrário, quando Ele desvia sua Face, os homens atraem épocas de castigo.

É como o sol que desaparece.

Em que estado estamos nós, o mundo todo?

Ó Senhor Jesus, voltai para nós a vossa Face divina e olhai-nos com bondade.


Ressurreição, composição gráfica. Imagem de Albacete, Espanha
Ressurreição, composição gráfica. Imagem de Albacete, Espanha
Nesse momento a graça há de nos iluminar, e sentir-nos-emos outros.

Que pelos méritos de vossa Ressurreição se congreguem os bons.

Que o Divino Espírito Santo lhes comunique força e valor para derrotar os inimigos da vossa Igreja.

Que Ele renove as almas, restaure as instituições, as nações e a Civilização Cristã.

Nós Vo-lo pedimos por meio de Nossa Senhora, Medianeira Onipotente e Co-redentora do gênero humano.


Vídeo: Domingo de Ressurreição em Cartagena (Espanha)



quinta-feira, 9 de abril de 2020

Semana Santa: sublimidade da fisionomia de Nosso Senhor Jesus Cristo

Bom Jesus de Pirapora
Bom Jesus de Pirapora
Luis Dufaur
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Jesus Cristo se manifestou mais plenamente no sofrimento


Há um traço de Nosso Senhor Jesus Cristo em que apareceu toda a grandeza d’Ele, como um fruto que se parte e exala o seu melhor aroma, dá seu melhor sabor e mostra melhor sua beleza: Ele enquanto sofredor.

A dor é a circunstância da vida em que a miséria humana mais aparece.

Esmagado pela dor, o homem geme, foge, chora, protesta, aniquila-se, revolta-se. Habitualmente, a dor causa no homem verdadeiro pavor.

Por outro lado, o homem que enfrenta a dor nas suas várias modalidades adquire uma extraordinária formosura de alma.

Não há verdadeira formosura de alma num homem que nunca sofreu.

Às vezes vejo certas fisionomias “em branco” em matéria de sofrimento e fico com pena, porque os dias de vida do homem se contam pelos dias que ele soube sofrer santamente.

sábado, 4 de abril de 2020

Domingo de Ramos: Jesus entrou em Jerusalém

Jesus entrou num humilde burrico
Luis Dufaur
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No Domingo de Ramos, comemora-se a entrada triunfante de Nosso Senhor Jesus Cristo em Jerusalém.

No andor principal Nosso Senhor entra sobre um burrico na Cidade Santa.

No andor seguinte, a Mãe de Deus contempla a tragédia que se avoluma.

A entrada de Jesus em Jerusalém, no Domingo de Ramos, patenteia quanto o povo O apreciava incompletamente.

Aclamavam-No, é verdade, mas Ele merecia aclamações incomensuravelmente superiores, e uma adoração bem diversa!

Humildemente sentado num burrico, Ele atravessava aquele povo, impulsionando todos ao amor de Deus.