segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Retorno de costumes tradicionais
ameniza a vida do lar

Ilustração do Le Figaro Madame "O triunfo da dona de casa" - É melhor que ir no shopping, não é? - Sim! - Sim! Na mesa: bolos e suco feitos em casa.
Ilustração do Le Figaro Madame "O triunfo da dona de casa"
- É melhor que ir no shopping, não é?
- Sim!
- Sim!
Na mesa: bolos e suco feitos em casa.


Como deixar brilhante a prataria com bicarbonato de sódio, preparar um inesquecível mil folhas ou tricotar um cachecol único?

Esses temas voltaram de forma palpitante entre as mulheres do III Milênio na França, amantes das lojas de grife, profissionais graduadas em universidades.

As “novas fadas do lar” derrotaram as “working girls”, que nos anos 80 e 90 teriam morrido de vergonha em manifestar qualquer interesse pelo ambiente doméstico.

Segundo Le Figaro Madame, toda uma geração feminina jovem e bem-sucedida se delicia com as artes domésticas. Os produtos com ar “vintage”, ou de uma outra época, fazem furor no país que chegou a ser a pátria de Maio de 68.

A tendência veio dos EUA, onde o movimento das retro wives (algo como esposas que retrocedem no tempo) está florescendo. O fenômeno foi longamente analisado com preocupação pelo cotado jornal The New York Times, habitualmente púlpito midiático do feminismo mais ao vento.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Tradição familiar das gôndolas
subsiste com orgulho em Veneza

Cada góndola é feita à medida do gondoleiro
Cada góndola é feita à medida do gondoleiro

As gôndolas negras deslizam pelos canais de Veneza ostentando os sinais de um pequeno, mas requintado grupo de artesãos que mantêm vivos os métodos tradicionais de construção, informou a “Folha de S.Paulo”.

Cerca de 700 anos atrás, existiam 7.000 delas em Veneza, mas seu uso cotidiano foi suplantado pelo de barcos mais modernos. Restam 433, primordialmente turísticas.

O construtor de gôndolas Roberto Tramontin explica que uma gôndola demora dois meses para ser construída, leva 280 peças de madeiras diversas, como limoeiro, carvalho, mogno, nogueira, cerejeira, abeto, lárix e olmo, e custa cerca de € 38 mil (R$ 123 mil).

A madeira é tratada durante até um ano antes de ser modelada na forma cilíndrica ligeiramente assimétrica, o que permite a um único gondoleiro conduzir a embarcação em linha reta.

Os construtores de gôndolas praticam durante vários anos, antes de começar a construí-las sob medida para o peso do gondoleiro.

Quem viajou de gôndola terá observado que ela é torta, em geral enviesada para um lado. Mas quando o gondoleiro ocupa seu lugar, ela fica perfeitamente equilibrada.