domingo, 28 de outubro de 2012

Lágrimas, dor e compunção na reabertura da Gruta de Lourdes


Lágrimas, emoção, dor, compunção marcavam os rostos dos peregrinos que se apinhavam ordeiramente nas defesas montadas pelo serviço de ordem do santuário de Lourdes.

Ali aguardavam pacientemente o momento em que poderiam se aproximar de novo até a abençoada Gruta onde Nossa Senhora apareceu a Santa Bernardette.

O fato é que o entusiasmo e o esforço de bombeiros, técnicos, voluntários, responsáveis a vários níveis permitiu que a Gruta fosse reaberta aos fiéis antes do dia anunciado.


A violência da enchente que submergiu a Gruta sob 1,5 metros de água suja, entulho, galhos e lixo era bem a figura da enchente de pecados, ofensas e blasfêmias que o mundo despeja – por vezes, oh dor! até por parte de maus eclesiásticos – sobre Nossa Senhora e a Igreja Católica.

Entretanto, Nossa Senhora ficou ali protegendo sua Gruta.

Assim que as águas desceram, viu-se que nada de irreparável acontecera.

Era preciso, isso sim, um trabalho exigente, metódico e intenso para limpar e repor tudo em seu lugar.

Veja como foi no vídeo anexo

Para esta tarefa, bombeiros, técnicos e voluntários puseram mãos à obra com admirável empenho.

Bem mais rápido do anunciado tudo estava pronto para a reabertura.

Peregrinos de países remotos como Filipinas ou Argentina – queremos achar que do Brasil também – ou de países próximos como Itália e França ingressaram na área da Gruta com grande ordem e respeito na hora que a entrada foi autorizada.





Eles haviam sido precedidos pelo bispo de Lourdes, D. Nicolas Brouwet, que sozinho estava ajoelhado rezando mas não ousando entrar na Gruta.

Espontaneamente, os fiéis fizeram o mesmo, cientes do significado transcendente do momento.

Depois, pouco a pouco, foram ingressando na Gruta e repetindo como se nada tivesse acontecido os gestos de piedade, as orações e os pedidos que Nossa Senhora acolhia maternalmente como sempre.

Que o acontecimento sirva de lição para nós.

Que nos comunique a certeza de que quaisquer sejam as aparências de catástrofe natural ou moral, individual ou social, do mundo inteiro ou da Igreja, Nossa Senhora vencerá.

Que no momento de darmos o melhor de nós para contribuir à restauração da boa ordem social ou religiosa, nós nos apressemos para trabalhar pela restauração do reinado de Nossa Senhora nas almas, na sociedade e no mundo.


E que não hora de voltar a pisar o solo bendito de seu santuário, ingressemos com o coração contrito e humilhado pelas nossas faltas, mas cheio de confiança no perdão e na misericórdia levado continuamente a extremos milagrosos por Nossa Senhora de Lourdes.





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