Das cartas de Dona Leopoldina, imperatriz culta e dedicada
Entre as cartas recebidas por D. Pedro I, quando com sua comitiva encontrava-se junto ao riacho do Ipiranga, onde dera o histórico brado da independência do Brasil, vinha também uma que havia sido escrita em cuidadosa caligrafia feminina, assinada por sua própria esposa, e datada de 29 de agosto de 1822.
“Meu querido e Muito Amado Esposo: é preciso que volte com a maior brevidade; esteja persuadido que não só o Amor e a Amizade que me fazem assim desejar, mais que nunca, sua pronta presença, mas sim as críticas circunstâncias em que se acha o amado Brasil; só a sua presença, muita energia e rigor podem salvá-lo da ruína. As notícias de Lisboa são péssimas ‒ 14 batalhões vão embarcar nas três naus; mandou-se imprimir suas cartas e o povo lisbonense tem-se permitido toda qualidade de expressões indignas contra a sua pessoa”. É fácil admitir que as notícias enviadas por Dona Leopoldina tenham influído consideravelmente na decisão então tomada pelo protagonista de nossa Independência.
* * *
Cinco anos antes - mais precisamente em 6 de novembro de 1817- a arquiduquesa Carolina Josefa Leopoldina de Habsburg, filha do Imperador Francisco I, da Áustria, chegara ao Rio de Janeiro.
Seu casamento com o Príncipe D.Pedro havia sido acertado diplomaticamente quase um ano antes, e para recebê-la a cidade do Rio de Janeiro amanhecera especialmente engalanada. Folhagens odoríferas perfumavam as ruas, colchas estendidas nas sacadas das ruas centrais decoravam o trecho por onde passariam os membros da comitiva real e a multidão se comprimia para assistir a chegada dessa ilustre arquiduquesa austríaca, que passaria a fazer parte da Família Imperial.
Antes de deixar Viena, a futura Imperatriz dedicou o melhor de seu tempo a conhecer e estudar o país para o qual se dirigia, bem como dominar fluentemente a língua portuguesa, rodeando-se também de livros e mapas que diversos naturalistas publicaram narrando suas visitas ao Brasil.
Em carta à sua tia, Grã Duquesa de Toscana, sua amiga e confidente de toda a vida, ela diz textualmente: “A viagem não me faz medo, creio que é até predestinação, pois sempre dizia que queria lá ir”.
Inscreva-se
Mais de meio milhão de cartas para São Nicolau
Na Alemanha, São Nicolau recebe 500 mil cartas enviadas por crianças cheias de esperança. Para atender esse afluxo, os correios alemães montam sete filiais natalinas. As cartas vão endereçadas a uma pequena cidade da Renânia do Norte-Vestfália, cujo nome significa Igreja do Anjo. Os pedidos afluem do mundo todo, e até em japonês, inglês, russo, chinês e português (e do Brasil). Dez donas-de-casa locais são responsáveis pela leitura dessa correspondência. As crianças recebem uma resposta-padrão, na qual o Menino Jesus agradece a iniciativa e envia uma pequena lembrança. Escrevem até aposentados e presidiários, “porque ficam alegres em saber que alguém lerá suas cartas”, explica Birgit Müller, uma das leitoras. Essas são algumas das doçuras que o Menino-Deus trouxe ao mundo. Entretanto, esse mesmo mundo está cada vez mais longe d’Ele...
D. Pedro II nobilita fazendeiro que libertou escravos
Na cidade de Ponta Grossa, por ocasião de sua viagem ao Paraná, D. Pedro II foi hospedado por um fazendeiro, que o cativou por sua simplicidade.
Após o almoço, no dia da partida, o anfitrião disse: — Senhor Imperador, eu podia ter feito mais alguma coisa. Podia ter matado mais uma vitela, mais um peru, mas preferi assinalar por outro modo a vossa passagem por esta terra e a honra de vir a esta sua casa. Libertei todos os meus escravos, que são mais de setenta, e peço a Vossa Majestade o favor de lhes entregar as cartas de liberdade.
Essa alocução tão simples quanto eloqüente emocionou profundamente o monarca, que agradeceu o gesto de benemerência do digno paranaense.
Por ocasião das graças, o ministro do Império levou ao imperador o decreto fazendo-o oficial da Ordem da Rosa. D. Pedro II argumentou: — Isto é pouco para esse benemérito. Faça-o barão! — Mas, Majestade, ele é quase analfabeto! — Não será o primeiro. E este é muito digno. Mande-me o decreto fazendo-o barão dos Campos Gerais.
(Fonte: ERNESTO MATTOSO - Cousas do meu tempo - Gounouilhou, Bordeaux, 1916, 338 p.)
Por ocasião da viagem à Inglaterra, D. Pedro II ouviu o concerto de um famoso pianista inglês na embaixada brasileira em Londres.
Algum tempo depois, o príncipe de Gales, futuro rei Eduardo VII, manifestou ao embaixador brasileiro, barão de Penedo, o desejo de que o pianista fosse condecorado pelo Brasil com a Ordem da Rosa.
O imperador não tolerava nesse pianista a falta de higiene.
Ao saber da proposta do príncipe de Gales, e lembrando-se de uma famosa comenda britânica, comentou ironicamente:
— Concordo, desde que antes o governo inglês lhe conceda a Ordem do Banho.
Fonte: LEOPOLDO BIBIANO XAVIER - Revivendo o Brasil-Império - Artpress, SP, 1991, 240 p.
Quando D. Pedro II visitou Ouro Preto em 1881, Bernardo Guimarães ofertou a ele os seus dois livros. As duas filhas do autor, Constança e Isabel, os entregaram ao Imperador numa bandeja. Ao receber os livros, D. Pedro II perguntou ao autor:
— São só estas as suas obras?
Aproximando de si as duas filhas, respondeu:
— E mais estas duas, que são as que mais aprecio.
Fonte: JOSUÉ MONTELLO - Anedotário geral da Academia Brasileira - Martins, SP, 1974, 480 p.
D. Pedro II, em São Paulo, entrou com sua comitiva numa câmara frigorífica, onde a temperatura era de cinco graus abaixo de zero.
O senador marquês de Paranaguá ficou de fora, aguardando.
Ao sair, e notando a posição desse membro do Senado, instituição que o espírito popular denominava “Sibéria”, o imperador gracejou:
— Oh! Nem me lembrava de que o senhor está à prova de temperatura mais fria.
Fonte: LEOPOLDO BIBIANO XAVIER - Revivendo o Brasil-Império - Artpress, SP, 1991, 240 p.
Dom Pedro II à princesa Isabel (foto com 22 anos)
A princesa Isabel, menina ainda, saiu a passeio com D. Pedro II. Todos se curvavam diante da carruagem, e ela perguntou:
— Papai, toda essa gente constitui o povo?
— Sim, uma parte do povo.
— E algum dia esse povo me pertencerá?
— Não, minha filha. Você é que pertencerá ao povo.
Nobreza de alma e simplicidade na vida da Princesa Isabel
A sensibilidade e o patriotismo da Princesa Isabel se revelam num documento íntimo, onde escreveu:
“A idéia de deixar os amigos, o País, tanta coisa que amo e que me lembra mil felicidades que gozei, faz-me romper em soluços. Nem por um momento, porém, desejei uma menor felicidade para minha Pátria. Mas o golpe foi duro”.
Este sentimento de identidade com o seu povo, ela o possuiu de tal modo, que além de viver na tradição popular, ela ficou figurando no folclore da Abolição. Estas quadrinhas, cantadas pelas crianças brasileiras, confirmam esse sentimento popular:
“Princesa Dona Isabel, / Mamãe disse que a Senhora / Perdeu seu trono na terra, / Mas tem um mais lindo agora. / No céu está esse trono / Que agora a Senhora tem, / Que além de ser mais bonito / Ninguém lho tira, ninguém”.
Dom Pedro II e a preta Eva. foto: Imperador do Brasil, 12 anos de idade.
Numa viagem ao interior de Minas, o D. Pedro II observou, no meio de uma multidão compacta, uma negra que fazia grande esforço para se aproximar dele, mas as pessoas à sua volta procuravam impedi-la. Compadecido, ordenou que a deixassem aproximar-se.
— Meu senhor, eu sou Eva, uma escrava fugida, e venho pedir a Vossa Majestade a minha liberdade.
O imperador mandou tomar as notas necessárias, e prometeu dar-lhe a liberdade quando regressasse. E efetivamente entregou à cativa o documento de alforria.
Algum tempo depois, indo a uma das janelas do palácio de São Cristóvão, no Rio, viu um guarda tentando impedir que uma preta velha entrasse.
Sua memória prodigiosa reconheceu imediatamente a ex-escrava de Minas, e ele ordenou:
— Entre aqui, Eva!
A preta precipitou-se porta adentro, e entregou ao seu protetor um saco de abacaxis, colhidos na roça que plantara depois de liberta.
Fonte: LEOPOLDO BIBIANO XAVIER - Revivendo o Brasil-Império - Artpress, SP, 1991, 240 p.
Voltas demais
O marechal Osório, convidado para jantar em casa de um amigo, encontrou entre os convivas o barão de Cotegipe, seu adversário político. Durante o jantar, Cotegipe fez a Osório um brinde muito elogioso, que foi muito aplaudido. Cessados os aplausos, Osório devolveu: — Senhores, por minha vez brindo o senhor barão de Camaquã. Parecia um equívoco, e alguns tentaram corrigi-lo. Mas Osório prosseguiu: — Eu me explico: Camaquã é um rio da minha província, que dá muitas voltas. (Fonte: FOLCO MASUCCI - Anedotas Históricas Brasileiras - Edanee, SP, 1947, 267 p.)
Montado em animal desconhecido
Quintino da Cunha defendia um réu no Tribunal. O promotor, depois de prolongada arenga, e querendo encerrar a acusação, proclamou:
— Senhores do Conselho de Sentença, eu estou montado no Código Penal.
Quintino da Cunha rebateu, de imediato: — Pois faz muito mal em montar animal que não conhece.
No dia em que D. Pedro I abdicou, e os brasileiros proclamaram Dom Pedro II imperador com a idade de 5 anos, o seu preceptor foi encontrá-lo em local distante alguns quilômetros do Rio de Janeiro. Anunciou-lhe solenemente que horas antes ele se transformara em Majestade, e o conduziu de volta ao Rio.
No caminho, começa a chover. Dom Pedro corre até o casebre mais próximo e bate à porta com ansiedade, como faria qualquer monarca sem guarda-chuva. A voz trêmula de uma velhinha pergunta lá de dentro:
— Quem é?
Ofegante, devido à corrida, o imperador estreante proclama compassadamente, um a um, os seus 15 nomes: — Abra logo, vovó! Eu sou Pedro — João — Carlos — Leopoldo — Salvador — Bibiano — Francisco — Xavier — de Paula — Leocádio — Miguel — Gabriel — Rafael — Gonzaga — de Alcântara.
— Minha Nossa Senhora! Como é que eu vou arranjar lugar aqui para tanta gente?!
Nosso Senhor Jesus Cristo é a figura comunicativa da calma por excelência. É a calma em todos os sentidos e gradações possíveis da palavra calma. Ele o tempo inteiro teve calma, e não deixou de sentir calma. Inclusive o Sudário de Turim comunica calma!
A canção Anima Christi comunica uma calma inefável. Toda solenidade implica em calma.
Plinio Corrêa de Oliveira, 31/1/83
Senso da honra
O general Osório, durante a guerra do Paraguai, foi procurado por um negociante que queria vender cavalos ao Exército, na maioria imprestáveis. Queria uma carta do general, recomendando-o à Comissão. Osório respondeu: — Homem, você é entendido na matéria, e não desconhece as exigências do Governo. Se os seus cavalos são bons, para que quer recomendações? — Para evitar injustiças. — Pois, então, escreva você mesmo o que vou ditar. E ditou: "O portador vai conduzindo uma cavalhada, que pretende vender ao Estado, mediante o prévio exame da Comissão, de que V. Sas. são digníssimos membros. A primeira condição para a boa cavalaria é a velocidade, e esta depende da excelência dos cavalos; portanto, seria escusado lembrar duas coisas: primeira, que os animais imprestáveis que o portador levar devem ser recusados; e, segunda, que V. Sas. devem ser rigorosos no cumprimento das ordens do Governo. Esta carta só tem por fim pedir que V. Sas. despachem com brevidade o portador". — Não, General. Esta carta não me serve. — Pois então dê-ma. Tomando a carta, rasgou-a e perguntou: — Que queria de mim? Uma indignidade? Que idéia faz o senhor da honra alheia? Se não a tem, respeite a dos outros. (Fonte: LEOPOLDO BIBIANO XAVIER - Revivendo o Brasil-Império - Artpress, SP, 1991, 240 p.)
Tradição: é o suave elo de ligação entre a esperança de ontem e a realização de amanhã
Plinio Correa de Oliveira
Tato diplomático de Dom Pedro II. Imperador em 1876
Na sua primeira viagem à Europa, estava D. Pedro II em Rouen, cidade francesa então ocupada pelas tropas alemãs.
Conhecedor da presença do soberano, o general Treslov, comandante da guarnição alemã de ocupação, foi cumprimentá-lo, comunicando-lhe que mandaria colocar à porta do hotel uma guarda de honra, e ordenaria que a banda militar alemã desse um concerto em sua homenagem.
D. Pedro II agradeceu a intenção delicada do comandante, mas recusou a homenagem:
— Se eu estivesse na Alemanha, aceitaria. Estou na França, entretanto, e não devo permitir que a música dos vencedores venha saudar-me em chão dos vencidos.
O general prussiano inclinou-se, acatando com admiração e respeito o gesto de delicada sensibilidade.
E o povo francês, sabedor da recusa imperial, demonstrou sempre para com Dom Pedro os mais vivos sentimentos de simpatia.
D. Pedro II gostava de caminhar pelas ruas do Rio, como simples transeunte. Certo dia ele se encontrou com um negro, que manifestamente não desejava fazer o esforço de ceder passagem. Muito tranqüilamente, desceu do passeio e seguiu caminho.
O secretário, que o acompanhava, disse:
— Como Vossa Majestade pode se rebaixar assim diante de um negro?
— Se eu não aproveito a ocasião para lhe ensinar algo de educação, quem é que o fará?
Fonte: LEOPOLDO BIBIANO XAVIER - Revivendo o Brasil-Império - Artpress, SP, 1991, 240 p.
Desinteresse e bonomia de Dom Pedro II
Após o golpe de 15 de novembro, a Família Imperial já está a bordo para a viagem ao exílio. A imperatriz D. Teresa Cristina lê nos jornais do dia o nome de um dos revolucionários, que recebera grandes benefícios do imperador, e desabafa: — Deodoro! Quem diria!? Sereno e imperturbável, D. Pedro II responde: — Senhora, se quando fazemos um benefício fosse já contando com a gratidão do beneficiado, então o ato perderia a sua nota principal, passando a ser um contrato interesseiro.
Fonte: LEOPOLDO BIBIANO XAVIER - Revivendo o Brasil-Império - Artpress, SP, 1991, 240 p.
O imperador D. Pedro II costumava fazer versos, geralmente sob a forma de sonetos. Escrevia fluentemente, de acordo com a métrica e a rima, mas sem grande inspiração poética. Nos saraus do palácio, havia os que aplaudiam os versos do monarca, mas geralmente Carlos de Laet se abstinha de fazê-lo. D. Pedro II lhe perguntou: — O que acha dos meus versinhos? — Muito bons. Mas Vossa Majestade poderia fazer coisa melhor.
Fonte: JOSUÉ MONTELLO - Anedotário geral da Academia Brasileira - Martins, SP, 1974, 480 p.
D. Pedro II mostrou um dos seus sonetos a Moniz Barreto. O poeta e repentista, depois de lê-lo, comentou: — Se eu tivesse perpetrado tal crime, Senhor, suicidar-me-ia. O imperador, inteiramente despreocupado de ser tido como literato, retrucou sorridente: — Ora, Senhor Moniz Barreto. Tu te fizeste réu de sandices muito maiores, e ainda estás vivo.
Fonte: LEOPOLDO BIBIANO XAVIER - Revivendo o Brasil-Império - Artpress, SP, 1991, 240 p.
Jesus descrito por um pagão que o conheceu
Carta escrita ao Imperador romano Tibério César (14 a 37 d.C.) por Publius Lentulus, da Judéia, predecessor de Pôncio Pilatos. A carta se refere a Jesus Cristo, que naquela época principiava as suas pregações nas terras da Palestina:
O Senador Publius Lentulus da Judéia ao César Romano:
Soube, ó César, que desejavas ter conhecimento do que passo a dizer-te.
Há aqui um homem chamado Jesus Cristo, a quem o povo chama profeta e os seus discípulos afirmam ser o filho de Deus, criador do Céu e da Terra.
Realmente, ó César, todos os dias chegam notícias das maravilhas deste Cristo. Para dizer-te em poucas palavras, dá vista aos cegos, cura doentes e surpreende toda a Jerusalém.
Belo e de aspecto insinuante, é um homem de justa estatura, e a sua figura é tão majestosa que todos o amam irresistivelmente. Sua fisionomia, de uma beleza incomparável, revela meiguice, e ao mesmo tempo tal dignidade, que ao olhar-se para ele cada qual se sente obrigado a amá-lo e temê-lo ao mesmo tempo.
O cabelo dele, até a altura das orelhas, é da cor das searas quando maduras, emoldurando divinamente a sua fronte radiosa de jovem mestre; caindo em anéis reluzentes, espalha-se pelos ombros com uma graça infinita, sendo então de uma cor indefinível, como o vinho claro e brilhante. Ele o traz apartado ao meio por uma risca, à moda dos nazarenos. A barba é da cor do cabelo e não muito larga, e também é dividida ao meio. O olhar de paz é profundo e grave, com reflexos de várias cores nos olhos, e o mais surpreendente é que resplandecem. As pupilas parecem os raios do Sol. Ninguém pode fitar-lhe o rosto deslumbrante.
O seu porte é muito distinto. Possui encanto e atrai os olhares. Tão belo o quanto pode um homem ser belo, ele é o mais nobre que imaginar se possa, e muito semelhante à sua mãe, a mais famosa figura de mulher que até hoje apareceu nesta terra.
Nunca foi visto sorrindo, mas já foi visto chorando várias vezes. As mãos e os braços são de uma grande beleza, que é um prazer contemplá-los. Faz-se amigo de todos e mostra-se alegre com gravidade. Quando é visto em público, aparece sempre com grande simplicidade. Quer fale, quer opere, fá-lo sempre com elegância e sobriedade. Toda a gente acha a conversação dele muito agradável e sedutora. Fala um idioma de misterioso encanto, e as multidões, compostas de judeus e de naturais da Capadócia, Panfília, Cirene e de muitas outras regiões, ficam perplexas ao ouvi-lo, pois cada qual o ouve como se fosse no próprio idioma pátrio.
Se a tua majestade, ó César, deseja vê-lo, avisa-me, que eu logo to enviarei. Apesar de nunca ter estudado, é senhor de todas as ciências. Em sua expressão divina, ele é a sublimação individualizada do magnetismo pessoal. As criaturas disputam-lhe a presença encantadora. As multidões seguem-lhe os passos, tocadas de singular admiração. Quase todos buscam tocar-lhe a vestidura, pois dele emanam irradiações virtuosas que curam moléstias pertinazes. Ele produz espontaneamente um clima de paz, que atinge a quantos lhe gozam a excelsa companhia. Anda com a cabeça descoberta e quase descalço, e a sua túnica alvíssima combina com a sutileza de seus traços delicados.
Muitas pessoas, quando o vêem ao longe, escarnecem dele, mas quando ele se aproxima e estão na sua frente, então tremem e admiram-no. De sua figura singular, extraordinária de beleza simples, vem um quê diferente, que arrebata as multidões, e essas serenam, ouvindo as suas promessas sobre um eterno reinado.
Os hebreus dizem que nunca viram homem semelhante a ele, cuja sabedoria excede a dos gênios. Nunca ouviram conselhos idênticos, nem tão sublime doutrina de humildade e de amor como a que ensina este Cristo. Amável ao conversar, torna-se temível quando repreende, mas mesmo nesse caso revela segurança e serenidade. É sobremodo sábio, modesto e muito casto. É um homem, enfim, que por suas divinas perfeições excede os outros filhos dos homens.
Muitos judeus o têm por divino e crêem nele. Também o acusam a mim, ó César, dizendo que ele é contra a tua majestade, porque afirma que reis e vassalos são todos iguais diante de Deus, e assevera que acima do teu poder, ó César, reina um único Deus, Todo-Poderoso, consolador de todos os homens desesperados e aflitos.
Ando apoquentado com estes hebreus que pretendem convencer-me de que ele nos é prejudicial. Mas os que o conhecem e a ele têm recorrido afirmam que ele nunca fez mal a pessoa alguma, e antes emprega todos os seus esforços para fazer toda a humanidade feliz.
Estou pronto, ó César, a obedecer-te e a cumprir o que nos ordenaste.
("Apologia Cristã", Ribeirão Preto, SP, p. 31)
O "Navio negreiro"
Em Salvador, o médico e político Manuel Vitorino recitava emocionado o Navio negreiro, de Castro Alves, para um numeroso público.
Num momento dramático do poema, são lançados dois apelos: — Andrada! Arranca esse pendão dos ares! Colombo!...
Nesse momento, uma vozinha de negro baiano responde, como se tivesse sido chamado: — Inhô?... — ... Fecha as portas dos teus mares! — Sim sinhô!
(Fonte: NAIR LACERDA - Grandes Anedotas da História - Cultrix, SP, 1977, 301 p.)
Exéquias da imperatriz Zita, catedral de Viena, 2.4.1989
Na cena representada no filme abaixo:
Após as exéquias solenes na catedral de Santo Estevão, Viena, os restos mortais dos augustos governantes da família dos imperadores da Áustria eram levados para a cripta dos capuchinhos no carro fúnebre imperial.
O protocolo a seguir foi observado, conforme à tradição, no funeral da Imperatriz Zita em 1º de abril de 1989:
O Grande Camareiro bate três vezes com uma bengala encastoada de prata na porta da capela do convento dos Capuchinhos, onde fica a cripta imperial.
O padre capuchinho porteiro pergunta:
‒ “Quem é o Sr.?” ou “Quem está aí?”
O Grande Camareiro declina o nome e os títulos do príncipe:
‒ “Eu sou N... Imperador da Áustria, Rei Apostólico da Hungria, Rei da Boêmia, da Dalmácia, da Croácia, da Eslavônia, da Galizia, da Lodomeria, da Ilíria e Rei de Jerusalém, Arquiduque da Áustria, Grã-duque da Toscana e Cracóvia, Duque de Lorena, de Salzburg, de Stiria, de Caríntia, de Carniola e de Bucovina, Grão-príncipe da Transilvânia, Margrave da Moravia, Duque da Alta-Silésia, da Baixa Silésia, de Módena, de Parma, de Piacenza e de Guastalla, de Auschwitz e Zator, de Ticino, de Friuli, de Ragusa e de Zara, Conde-príncipe de Habsburgo e do Tirol, de Kyburg, de Goritz e de Gradisca, Príncipe de Trento e de Brixen, Margrave da Alta e da Baixa Lusacia e de Istria, Conde de Hohenembs, de Feldkirch, de Brigance, de Sonnenberg, Senhor de Trieste, de Cattaro e de Marche, Grande-Voivoda da Sérvia, etc...”
Ouvindo a resposta, o padre porteiro se recusa a abrir dizendo:
‒ “Não conheço”.
O Grande Camareiro bate novamente três vezes na porta e pronuncia o nome do soberano morto respondendo a pergunta do frade “Quem é o Sr.?” ou “Quem está aí?”
‒ “Eu sou N... Sua Majestade o Imperador e o Rei”.
Resposta do religioso:
‒ “Não conheço”.
Cortejo fúnebre da imperatriz Zita, catedral de Viena, 2.4.1989
O Grande Camareiro dá mais três batidas.
A pergunta do irmão porteiro é a mesma:
‒ “Quem é o Sr.?”, ou “Quem está aí?”
Desta feita, o Grande Camareiro diz:
‒ “Sou N... um pobre mortal e pecador”.
A resposta final do padre porteiro é:
‒ “Pode entrar”.
As portas da cripta abrem-se e o caixão penetra através de uma dupla fileira de frades capuchinos que o recebem.
Em seguida, na capela é pronunciado o sermão final antes da descida do corpo à cripta.
Uma salva de 21 disparos de canhão ouve-se em Viena enquanto o féretro ingressa para sempre no sagrado panteão imperial.
Uma nota tônica da boa ordem católica ‒ felizmente desenvolvida na Civilização Cristã ‒ é a harmonia e a proporção nas desigualdades geradas pela natureza humana e pela História.
Neste episodio mínimo do cerimonial de enterro de um imperador, imperatriz, arquiduque ou arquiduquesa da Áustria os extremos se tocam com uma harmonia e até uma poesia pungente: a glória do mais alto governante da Cristandade e a condição de ser humano pecador, própria a toda a descendência de Eva.
Os agitadores sentindo que não conseguiam impressionar os jovens caravanistas e também não ao público que prosseguia assinando cartões amarelos, ameaçaram convocar "o pessoal do MST". E até fingiram telefonar para eles, ou telefonaram de fato. Porém, ninguém apareceu...
Grupos de cidadãos saíram às ruas das cidades argentinas com panelaços em defesa do casamento. Eles pediam a revogação do voto do parlamento que introduziu o “casamento” sodomítico no Código Civil.
A população sente-se enganada por um processo legislativo que correu por baixo do pano e por deputados e senadores que prometeram votar no sentido contrário do que fizeram
O chefe do Cartório de Registro Civil da cidade de Concordia, na província de Entre Rios, fronteira com o Brasil, Alberto Arias, exprimiu no domingo sua rejeição ao “casamento” entre pessoas do mesmo sexo “por razão de consciência”. Ele delegará a obrigação a um funcionário caso alguém tente essa união anti-natural.
Os cidadãos querem o veto, porque querem a defesa do casamento. Apesar da impopularidade generalizada a reforma ameaça o próprio fundamento da família ‒ casamento ‒ equiparando-o às uniões homossexuais. É também uma ameaça contra os direitos da criança.
Arias, refletindo o sentimento da maioria da cidadania, declarou sua convicção de que não pode ser chamada de “casamento” a união de duas pessoas do mesmo sexo.
Esta é a segunda rejeição da reforma do Código Civil nos últimos dias. Na sexta-feira, na cidade de General Pico, província de La Pampa, a juíza Martha Covell, também se recusou a “casar” homossexuais “por questão de princípios religiosos”.
A rebelião cívica em defesa do matrimonio, longe de ser desencorajada pela ratificação parlamentar do projeto, animou panelaços em todo o país exigindo o veto à Lei comicamente apelidada de “gaymônio”.
Espontaneamente, os cidadãos chamando uns aos outros, na Capital Federal reuniram-se em grande número perante o Congresso Nacional para repudiar a lei, batendo panelas e objetos em rumoroso protesto
Em San Juan
Na Praça 25 de maio de San Juan, província do noroeste, a convocação foi feita através de SMS, Facebook, e e-mails.
San Juan
A rejeição da reforma do Código Civil para equiparar as uniões homossexuais ao casamento levou os cidadãos a continuar saindo às ruas para defender a família e defender o direito de menor de ser educado por um pai e uma mãe.
Os manifestantes também protestaram contra a capciosa doutrinação do “gênero”. Esta exige educar as crianças na falsa idéia de que ninguém nasce com um determinado sexo, mas que cada um escolhe o que quer.
Em San Juan, a convocação começou ao meio-dia, mas espalhou-se por todo o país. Muitos em outras cidades seguiram o exemplo em protesto contra o governo e os partidos políticos que aprovaram a lei.
O bispo de San Juan, D. Alfonso Delgado, disse que a lei do casamento homossexual “não tem a necessária legitimidade social” e foi feita à revelia das convicções do povo.
D. Delgado disse que a luta não acabou com a derrota parlamentar. “O compromisso com a dignidade do indivíduo, família e as crianças que são mais vulneráveis não termina com esta votação no Senado”.
“A norma jurídica aprovada não tem a necessária legitimidade social, porque contradiz um amplo consenso social observado no país. Trata-se de um grave dano ao bem social”, acrescentou.
Em Tucumán
Na populosa cidade de Tucumán, norte argentino, diferentes setores convocaram outro panelaço na Praça da Independência, na noite de quinta-feira 15 de Julho, repudiando “a covardia do senador provincial Sergio Mansilla”.
Os manifestantes também repudiaram a atitude da senadora Beatriz Rojkés, que votou contra a vontade do povo de Tucumán que 'representa', segundo disseram os organizadores. Não é uma questão de partidos, mas uma questão de valores básicos como a família que estão por cima de qualquer outra consideração.
Deputados e senadores, habituados à impunidade, estão descobrindo que em matéria como vida e família o povo pune em democracia de um modo que os têm espantados.
No Brasil, as esquerdas anti-vida já se preparam para desencadear nova ofensiva estimuladas pela lei argentina.
Em uma histórica mobilização, 200 mil argentinos vindos de todo o país se congregaram esta tarde em frente ao Congresso da Nação para defender a família e o matrimônio como a união entre homem e mulher perante as tentativas de legalizar o “matrimônio” entre pessoas do mesmo sexo e conceder a estes casais o direito à adoção de crianças., informou ACI Digital.
Manifestação na cidade de Santa Fé
A poucas horas de que o Senado trate um polêmico projeto de reforma do Código Civil sobre este tema, já aprovado pela Câmara Inferior, os manifestantes se dedicaram a proclamar o valor do matrimônio e a necessidade de proteger a família.
Conforme informou a agência católica AICA, “os organizadores destacaram o caráter pacífico da manifestação cidadã.
“Só houve ordens positivas em favor do matrimônio homem-mulher, bandeiras argentinas, e uma frase em comum: ‘Salvemos a família’.
“A cor laranja identificou os manifestantes, em sua maioria famílias com filhos, estudantes e representantes de movimentos eclesiais”.
Um dos momentos culminantes foi o ingresso à praça de uma bandeira nacional de 200 metros.
Ela foi trazida especialmente desde Rosário, aos gritos de “Argentina, Argentina!”.
Não ao "casamento homossexual" em Córdoba, centro do país
Manifestações semelhantes vêm acontecendo em todo o imenso território argentino
Alguns grupúsculos de militantes homossexuais tentaram um "ruidazo" no Obelisco. O local é de muita circulação por causa de casas e cinemas noturnos.
Segundo a imprensa portenha teriam se aproximado ao ato perto de 300 pessoas.
O ato teve caráter escandaloso e provocativo, porém teve sirviu para patentear a espantosa desproporção entre os postuladores do aberrante "casamento" e os defensores da família bem constituída.
Infelizmente essa desproporção não se reproduz -- como seria normal numa democracia -- no recinto dos deputados e senadores. Antes bem prevalece o contrário.
Repúdio ao casamento sodomítico em Tucumán, no Norte argentino
A decalagem entre os desejos do povo representado e seus representantes ameaça fazer passar o "casamento" indesejado pela maioria dos argentinos.
Video: 200.000 argentinos dizem NÃO ao "casamento homossexual"
Parece mentira, mas é a realidade que desponta na análise das estatíticas: o casamento está virando moda na França.
A notícia foi estampada com destaque pelo conhecido jornal “Le Figaro” (23/6/2010) com o título: “Os casais enfrentam a crise, casando-se”. Numerosos analistas, sociólogos, psicólogos e outros filósofos se disputam para entender “a perenidade” dessa instituição, comenta o jornal.
Desfilando detalhadas estatísticas e reproduzindo os comentários de especialistas em relações conjugais e em assuntos familiares, o jornal reconhece que a instituição do casamento, apesar do número de divórcios, “tem ainda o mais alto prestígio” na França.
Desde a Revolução de maio de 1968, tudo se fez para liquidar com o casamento e implantar o amor livre. E muita coisa avançou nesta direção com a implantação do divórcio e recentemente do “pacto social” conhecido como “PACS”, que equivale a um casamento civil com menos formalidade e mais facilidade de dissolução, muito usado na França mesmo para as uniões heterossexuais (95% dos casos). É preciso acrescentar que uma grande parte dos casamentos são apenas no civil, não são celebrados na Igreja.
Apesar disso, a tendência atual – indicam as estatísticas – levam os jovens franceses a quererem casar-se. “O casamento mantém-se o grande evento de nossa vida” e as separações “são vividas como uma tragédia”, comenta Agnès Vedrine, psicóloga especializada em relações conjugais.
Os números também mostram que os jovens pensam num casamento duradouro. Segundo uma enquete de opinião do Instituto CSA, o sentimento de “para sempre” está presente em 80% dos franceses entre 18 e 35 anos, para os quais “a união deve durar toda a vida”. Para os psicólogos, os casais jovens sabem quais são as dificuldades do casamento, mas se lançam “com toda a confiança na aventura”. São os filhos dos casais divorciados que, “chegados à idade de contrair o matrimônio”, querem fazer um “ato de reparação conquistando sucesso onde seus pais fracassaram”.
A crise do mundo atual tem também um peso muito grande, segundo os analistas e estudiosos. “Num mundo onde tudo tornou-se precário e efêmero, o casamento faz figura de valor de refúgio”, comenta François de Singly, sociologo especialista de família. E continua: “Observa-se que, quanto mais um país está em crise, mais casamentos se realizam”.
Há “uma necessidade de possuir e de ter segurança”, sustenta Singly. Os candidatos ao casamento de hoje teriam um sentimento análogo aos dos “proprietários”, mas “na alma”. O que explica também o baby-boom vivido hoje na França: “a criança seria a única certeza num mundo de incertezas”.
O fato concreto é que os franceses acumulam dois recordes em matéria de vida familiar: optam cada vez em maior número pelo casamento e são os campeões na fecundidade na Europa, com mais de dois filhos por mulher em média, contra apenas 1,5 dos outros países da União.
No próximo domingo, (11 de julho), 36 jovens começarão uma epopéia pelo Brasil com o objetivo patriótico de alertar a população sobre as atrocidades contidas no Plano Nacional dos Direitos Humanos (PNDH-3), e o que pode acontecer com a sociedade brasileira se ele por aprovado.
O nome deste projeto foi batizado de “Caravana Terra de Santa Cruz”, uma vez que o Brasil não pode deixar de ser um país cristão, tendo a cruz como seu estandarte de fé.
Os jovens terão a missão de alertar a população, explicando o que significa o PNDH-3 e como este conjunto de leis anti-cristãs pode afetar a família brasileira.
O objetivo é conseguir milhões de assinaturas contra o PNDH-3, coletadas em cartões amarelo de advertência aos parlamentares, em alusão ao que fazem os juízes de futebol com os jogadores indisciplinados.
Ao final da campanha, estes cartões amarelos serão levados até Brasília, para que os políticos saibam que o Brasil é enfaticamente contra este projeto e, por isso, alerta os parlamentares para que não o apóiem.
Por conta desta iniciativa, a Central de Atendimento do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, está recebendo diversas perguntas sobre a Caravana Terra de Santa Cruz.
Veja abaixo as principais questões referentes a esta campanha e clique em cada uma delas para ler a resposta fornecida por Daniel Martins, Coordenador da Caravana:
As contribuições recebidas serão exclusivamente destinadas a sustentar a Caravana, que com a sua ajuda e de Nossa Senhora Aparecida, irá percorrer o Brasil de Norte a Sul.
Perguntas e respostas na íntegra:
1) Como vocês conseguiram reunir tantos jovens para essa Caravana, já que eles vão perder as férias de Julho? (pergunta enviada por Mariângela)
Daniel Martins, coordenador da Caravana – A resposta é simples: esses jovens perceberam que eles iriam ganhar as férias, e não perdê-las. Sim, é isso mesmo. Os 36 jovens que vão percorrer o Brasil perceberam o perigo que nosso país corre com o PNDH-3 e decidiram fazer essa campanha para impedir a implantação desse decreto que vai desfigurar a face do Brasil.
2) A Caravana vai percorrer todo o Brasil? (pergunta enviada por José Roberto)
D M – Sim, nossa meta é agir em todo o território nacional. Começaremos em Julho, saindo de São Paulo, e atingindo a maior quilometragem possível, passando pelo maior número de cidades e estados. Depois das férias, os jovens continuarão a ação em suas respectivas cidades, junto com outros amigos que não puderam vir à Caravana. E na primeira oportunidade, nos juntaremos novamente para outra Caravana conjunta.
3) Como será a campanha? (pergunta enviada por Rafael Correia)
D M – Como todos poderão ver na coluna direita da página inicial de nosso site, já conseguimos enviar, até a hora em que escrevo, 625.997 cartões amarelos aos deputados e senadores. Isso é muito importante e já está dando resultados. O Governo foi obrigado a fingir um recuo, o que prova que, se continuarmos a agir, o PNDH-3 cairá por terra. Assim, durante a Caravana vamos fazer duas ações: convidar as pessoas a assinar os cartões amarelos e depois enviar um pedido de toda a Nação a Nossa Senhora Aparecida, pedindo que Ela livre nossa Pátria do PNDH-3.
4) Como a Caravana se mantém? (pergunta enviada por Neusa Ramos)
D M – Algumas pessoas já fizeram sua doação para o início da Caravana. Temos assim os recursos para os primeiros dias. Ainda não sabemos como será depois. Só sabemos que o mais importante nós temos: os 36 jovens, com muito entusiasmo e força de vontade. Esperamos também a generosidade de todos os brasileiros que querem defender nossa Pátria. E sobretudo confiamos em Nossa Senhora e na Divina Providência, na certeza que os recursos não faltarão, pois a obra é deles. (Veja aqui como você pode doar)
5) Qual a eficácia de uma Caravana como essa? (pergunta enviada por Lourdes Aguiar)
D M – É simplesmente enorme! Pois a tática de quem está por detrás do PNDH-3 é exatamente passar todos os absurdos por debaixo dos panos. Quando alguém denuncia e alerta a população, eles sempre têm que recuar, ou tirar a máscara. Se tiram a máscara, a derrota deles é certa. Pois, como disse, eles vencem quando conseguem passar as coisas sem reação.
6) Por que é tão importante combater o PNDH-3? (pergunta enviada por George Silva)
D M – Porque o PNDH-3 é um conjunto de dispositivos para subverter toda a boa ordem social e moral do país. Por exemplo, o PNDH-3 propõe a garantia do aborto; legaliza a prostituição ; promove a adoção de crianças por ‘casais’ homossexuais. Além disso, enfraquece a polícia e o judiciário, colocando-os sob o controle de verdadeiros sovietes, isto é, grupos tipo MST, CPT, etc., que vão fazer parte de Ouvidorias para controlar esses órgãos. Isso significa colocar o Brasil na mão de desordeiros e subversivos, que vão controlar até os representantes da ordem!
7) Em quanto tempo o PNDH-3 será implantado? (pergunta enviada por Júlio Fernandez)
D M – Não sabemos em quanto tempo isso pode acontecer. Mas não deixar o PNDH-3 ser implantado é justamente o objetivo e a importância da Caravana. Por isso, vamos alertar e mobilizar a opinião pública, para fazer com que o PNDH-3 seja arquivado. Entretanto quem está por detrás deste Plano, vai fazer de tudo para que isso não aconteça. Mas enquanto a população ficar atenta, eles não conseguirão implantá-lo.
8 ) Como a Caravana pode influir na implantação do PNDH-3? (pergunta enviada por Raquel Ferreira)
Daniel Martins – Da mesma maneira que os grupos pró-vida - entre eles se destacam Brasil pela Vida, Nascer é um Direito, Movimento em Defesa da Vida, etc. – estão conseguindo impedir a Lei do Aborto, e favorecer o Estatuto do Nascituro. Esses movimentos, junto aos quais luta o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, fazem com que os políticos não tenham ambiente para aprovar a lei do aborto. Todas as vezes que a lei do aborto foi votada, a causa do aborto perdeu. O mesmo se dará com essa Caravana.
9) Qual é a preparação que esses jovens têm? (pergunta enviada por Osias Pereira)
Daniel Martins – Nas semanas que precedem a Caravana, eles estão se reunindo com regularidade, às vezes por Internet, para estudar os assuntos da Caravana e combinar os aspectos práticos. Pois só quem aprendeu bem a matéria é que pode esclarecer a população.
10) Como é a relação da Caravana com as autoridades? (pergunta enviada por Bruno Cavalcante)
Daniel Martins – Pelo que eu conheço desse tipo de trabalho, são raríssimos os casos em que é necessário recorrer à polícia, pois a campanha é totalmente ordeira e pacífica. Os jovens são explicitamente orientados a não reagir a provocações. Mesmo assim, em toda cidade por onde passarmos vamos visitar as autoridades locais, sobretudo o Delegado.
11) Os rapazes recebem algo para participar da Caravana? (pergunta enviada por Rosângela Vilk)
Daniel Martins – Sim, recebem um pagamento altíssimo: a alegria do dever cumprido e de um ideal realizado. Além disso, as graças e recompensas da Santíssima Virgem. De bens materiais, não recebem nada. São todos voluntários. E é por isso que são importantes os donativos que recebemos, porque eles vão diretamente para a causa que defendemos. (Veja aqui como você pode doar para o trabalho da Caravana)
Video: Daniel Martins explica o quê farão os jovens:
As contribuições recebidas serão exclusivamente destinadas a sustentar a Caravana, que com a sua ajuda e de Nossa Senhora Aparecida, irá percorrer o Brasil de Norte a Sul.
Jóvens católicos equatorianos prometem castidade e fidelidade
Dez mil jovens equatorianos das cidades de Quito e Cuenca engajaram-se publicamente a ficarem castos até o casamento e, este uma vez realizado, a serem fiéis até a morte, informou a Agência da Igreja Católica Argentina ‒ AICA.
Amparo Medina, membro de Ação Provida, instituição organizadora do ato, os milhares de jovens ouviram “testemunhos sobre a indústria da morte, dos anticonceptivos, o aborto, a mentira do preservativo, as conseqüências da anticoncepção”.
Falaram mulheres que “nas portas de uma clínica de aborto com a ajuda de voluntárias de Provida, puderam ver o que é em verdade um aborto, receberam ajuda e disseram Sim à vida.
Os berros de emoção dos jovens vendo as criancinhas salvas e sua felizes mães, foram um grande Sim à vida”, acrescentou.
“Voltaremos a repetir atos como este, pela vida de nossos filhos e de nossas famílias. Por um Equador livre do impero da morte, da anticoncepção e do aborto", concluiu Amparo Medina.
Meus desejos sobem ao infinito. O que Deus me reserva após a morte, o que pressinto de glória e de amor, ultrapassa de tal modo tudo o que se pode conceber, que sou forçada, por momentos, a deter meu pensamento. Quase fico com vertigem" (Confidência íntima de Santa Teresinha a Soeur Marie de la Trinité, Circulaire Nécrologique de Soeur Marie de la Trinité, Carmel de Lisieux, 1944).
"Eu pensava que tinha nascido para a glória e procurando o meio de a atingir, o bom Deus me fez compreender .... que ela consistiria em tornar-me uma grande santa" (Manuscrits Autobiographiques, Office Central de Lisieux, 1957. A, 32).
"Quanto à minha missão, como a de Joana d´Arc, a vontade de Deus será cumprida apesar da inveja dos homens" (Novissima Verba – in Demiers entretiens, volume d´annexes, Editions du Centenaire, Desclée de Brouwer – Editions du Cerf, Paris, 1971).
Mais 30 filhotes de cisnes negros estão no lago do concorrido Parque Ibirapuera, na cidade de São Paulo. O parque já tem por volta de 120 c...
Aconteceu
Um pregador anunciou:
─ No próximo domingo eu pregarei sobre a mentira, baseado no Capítulo 17 do Evangelho de São Marcos, e gostaria que todos o lessem, para facilitar o entendimento.
No dia aprazado, começou o sermão perguntando:
─ Os que leram o Capítulo 17 de São Marcos, por favor levantem a mão.
Quase todas as mãos se levantaram.
─ Vocês são exatamente as pessoas às quais se aplica o que eu tenho a falar, porque não existe o Capítulo 17 em São Marcos.
* * *
Durante um banquete, um orador se alongava sobre assunto desinteressante. Um dos convivas conseguiu sair sorrateiramente, mas deparou logo na saída com outro, que também conseguira escapar. Este perguntou:
─ Ele já terminou?
─ Já, há muito tempo. Mas ele não consegue parar.
* * *
Quando saiu de casa para a igreja, no domingo, o menino recebeu duas moedas iguais, sendo uma para a coleta e a outra para uso pessoal. Brincando com elas no caminho, uma caiu no bueiro, de modo irrecuperável. E o menino desabafou:
─ Lá se foi a moeda do vigário!
* * *
Um figurão de Wall Street apaixonou-se por uma atriz, e freqüentou festas com ela durante alguns meses. Afinal, decidiu casar-se, mas para evitar dissabores futuros contratou um detetive para apurar os antecedentes da pretendida. E recebeu o seguinte relatório:
─ Reputação excelente. Passado sem nada desabonador. A única referência negativa é que nos últimos meses ela tem sido vista em companhia de um homem de negócios de reputação duvidosa.
(Fonte: Edmund Fuller, “Thesaurus of Anecdotes”, Crown, NY, 1942, 489 p.)
Jesus Cristo é a Vida, entretanto em Belém recusaram abrir as portas para Ele
Santo Antonio Maria Claret:
"Jesus Cristo em Sua Encarnação, em sua Natividade e em toda sua vida aceitou voluntariamente humilhar-se e ser desprezado por outros.
"Pode-se fazer maior afronta a um homem do que ser ele desprezado por seus próprios concidadãos, e que não se encontre nem um só em sua própria região que lhe conceda um albergue, nem mesmo por uma única noite?
"Pois isto efetivamente sucedeu a Jesus Cristo em Belém: para todos os demais -- velhos e jovens, homens e mulheres, nobres e plebeus -- houve alojamento. Só Jesus, com Sua Mãe, se viu desprezado de todos e se achou na contingência de nascer em um estábulo. ....
"O que manifesta mais claramente meu orgulho aos meus olhos é que eu me vejo honrado muito mais do que Vós o fostes, e ainda assim não estou contente.
Alexandre Dumas costumava receber com liberalidade, para participar da sua mesa, qualquer pessoa que se apresentasse, e muitas vezes se apresentavam desconhecidos. A um desses, quando apareceu para almoçar, ele cumprimentou. — Bom dia, meu caro... meu caro... Mas, veja que idiota eu sou: não me lembro do seu nome.
O recém-chegado disse o próprio nome. — Ah, é verdade! Desculpe-me. Mas certamente não nos vemos há muito tempo. Quando nos vimos pela última vez? — No Monte Sinai. O senhor estava montado num camelo, e me convidou para almoçar aqui algum dia... — Vejam só! E ele veio!
Fonte: FERNANDO PALAZZI - Enciclopedia degli Aneddoti - Ceschino, Milano, 1935, 2 vol
Os oficiais de justiça eram um pesadelo para Alexandre Dumas, que tinha de entender-se diariamente com vários. Um dia, apresentaram a ele uma folha em que se colhia uma subscrição, e explicaram: — Queremos uma contribuição de vinte francos para o enterro de um oficial de justiça. — Levem quarenta francos e enterrem dois. Fonte: FERNANDO PALAZZI - Enciclopedia degli Aneddoti - Ceschino, Milano, 1935, 2 vol
Santo Antônio e o dissoluto-futuro mártir
Sempre que encontrava na rua um certo homem de vida dissoluta, Santo Antonio de Pádua tirava o chapéu, fazia uma genuflexão e o saudava respeitosamente.
Aborrecido com a cena que assim se repetia, o crápula um dia tirou da bainha a espada e gritou para o Santo:
— Pare com essa palhaçada, ou então vou lhe mostrar a força desta arma!
Com profundo respeito, Santo Antonio respondeu:
— Glorioso mártir do Senhor, lembre-se de mim quando estiver sendo atormentado.
A resposta foi uma gargalhada, pois o comentário parecia provir de um louco. Anos depois, em viagem comercial à Palestina, foi tocado pela graça divina, converteu-se e passou a pregar a fé cristã aos sarracenos, sendo então martirizado.
(Fonte: NAIR LACERDA - Grandes Anedotas da História - Cultrix, SP, 1977, 301 p.
A vitória da Santa Igreja, profecia de Nossa Senhora do Bom Sucesso à Madre Mariana de Jesus Torres
As palavras de Nossa Senhora do Bom Sucesso à santa abadessa:
"E alegre e triunfante, qual terna menina, ressurgirá a Igreja e adormecerá brandamente, embalada em mãos de hábil coração maternal do meu filho eleito muito querido daqueles tempos, ao qual, se dócil prestar ouvido às inspirações da graça - sendo uma delas a leitura das grandes misericórdias que meu Filho Santíssimo e Eu temos usado contigo - enchê-lo-emos de graças e dons muito particulares.
"Fá-lo-emos grande na terra e muito maior no Céu, onde lhe temos reservado um assento muito precioso, porque, sem temor dos homens, combateu, pela verdade e defendeu impertérrito os direitos de sua Igreja, pelo que bem o poderão chamar "martir".
Fonte: Vida Admirable de la Revda. Madre Mariana de Jesus Torres, espanola y una de las Fundadoras del Monasterio Real de la Limpia concepción de la Ciudad de San Francisco de Quito - Fray Manuel Souza Pereira, O.F.M, Quito, 1790. Apud CATOLICISMO
Rezando antes da refeição
A mulher de avental poderia ser a governante da casa, ou talvez a própria mãe. Trata com muita delicadeza as crianças, sem lhes meter medo e sem quebrar o seu temperamento.
As crianças estão inteiramente distendidas, mas com o porte ereto, quase como num jantar de cerimônia. Apesar disto, todas elas estão na mais estrita intimidade.
Um dos encontros mais agradáveis que há na vida é o da alta educação dentro da distensão da intimidade.
As condições de vida de uma mãe de nossos dias, que trabalha fora, não lhe permitem alimentar essa delicadeza de alma. A beleza da alma feminina aparece aqui no que ela tem de mais respeitável.
“O que mais vale é a herança espiritual, transmitida não tanto por esses misteriosos liames da geração material, quanto pela ação permanente daquele ambiente privilegiado que constitui a família.
“Com a lenta e profunda formação das almas, na atmosfera de um lar rico de altas tradições intelectuais, morais e sobre tudo cristãs; com a mútua influência existente entre os que moram numa mesma casa.
“Influência esta cujos benéficos efeitos se prolongam para muito além dos anos da infância e da juventude, até alcançar o termo de uma longa vida naquelas almas eleitas que sabem fundir em si mesmas os tesouros de uma preciosa hereditariedade com o contributo das suas próprias qualidades e experiências.
“Tal é o património, mais do que todos precioso, que, iluminado por firme Fé, vivificado por forte e fiel prática da vida cristã em todas as suas exigências, elevará, aprimorará, enriquecerá as almas dos vossos filhos”.
(Fonte: S.S. Pio XII, discurso ao Patriciado e à Nobreza Romana, 5 de janeiro de 1941).
Ditos do duque de Aveiro
O duque de Aveiro perguntou a um criado do marquês de Aiamonte:
— Qual o esporte que o seu patrão prefere?
— A caça com falcões. Ele tem mais de sete mil cruzados em aves de caça.
— Uns homens se perdem no mar e outros na terra. O sr. Marquês quer perder-se no ar.
O duque de Aveiro contratou o músico Francisco Mendes, que raramente era encontrado em casa. Contraindo dívidas, o músico recorreu ao duque:
— Poderia o senhor fazer-me o benefício de pagar o aluguel da minha casa?
— Acho muito justo o seu pedido, pois uma casa onde o senhor não mora nem está nunca, como há de pagar aluguel dela?
O duque de Aveiro encontrou dois fios de cabelo num prato. Chamou o garçom e ordenou:
— Vá dizer ao cozinheiro para pentear este prato.
Dois fidalgos portugueses discutiam. Um dizia que emprestara ao outro um chapéu, e o outro dizia que não se lembrava. Interveio o duque de Aveiro:
— Vós sois muito honrados fidalgos, mas cada um tem a sua mania: um se lembra do que dá, e o outro não se lembra do que lhe dão. Eu tenho ambas, pois nunca me lembro do que recebo, e guardo bem o que dou.
(Fonte: JOSÉ HERMANO SARAIVA - Ditos portugueses dignos de memória - Europa-América, Lisboa, 1997, 530 p.)
A primeira árvore de Natal no lar
A pintura no alto é de Franz Streussenberger (1806–1879).
Representa a primeira Árvore de Natal na cidade austríaca de Ried, concebida e ornada, em 1840, no lar da família Rapolter.
Depois do Presépio, a Árvore de Natal é o símbolo mais expressivo da época natalina. Naquela época, o aspecto comercial do Natal não era agressivo. No século XIX, a Árvore de Natal — também conhecida como a “Árvore de Cristo” — espalhou-se pelo mundo inteiro. É símbolo da alegria pelo nascimento do Divino Infante.
São Carlos Borromeu: virtude e vício destacam-se no nobre
"Assim como uma pedra preciosa refulge mais quando engastada em ouro do que em ferro, assim as mesmas virtudes são mais esplendorosas no nobre do que no plebeu; e à virtude junta-se a nobreza, como o maior ornamento dela...
"Tal como no nobre é muito mais esplêndida a virtude, também nele o vício é de longe muito mais vergonhoso. Assim como mais facilmente se nota a sujeira num lugar claro e batido pelos raios do sol do que num canto obscuro, e as manchas numa veste de ouro do que numa veste comum e andrajosa, ou, por fim, marcas e cicatrizes no rosto do que em outra parte oculta do corpo, assim também os vícios são mais notáveis e chamam muito mais a atenção, e mais vergonhosamente desfiguram o espírito dos culpados, nos nobres do que nos homens de condição vulgar"
(Homiliae CXXII, apud Plinio Corrêa de Oliveira, Nobreza e elites tradicionais análogas nas alocuções de Pio XII ao Patriciado e à Nobreza romana, Livraria Editora Civilização, Porto, Portugal, 1993, p.290). FONTE: CATOLICISMO
Nossa Senhora e o Santíssimo Sacramento
Nossa Senhora foi Quem trouxe Nosso Senhor à Terra. Todas as graças que Nosso Senhor nos dispensa, dispensa-nos através de Nossa Senhora. Do alto do Céu, Nossa Senhora está continuamente adorando as Sagradas Espécies. Quando Elas são devidamente cultuadas, Ela lhes presta um culto jubiloso; quando elas são tratadas com indiferença e até com sacrilégio, Nossa Senhora lhes presta um culto de reparação. Nossa Senhora é a única criatura que presta um culto verdadeiramente digno de Nosso Senhor. As outras criaturas sempre têm algum defeito que macula o alcance dessa devoção. Pedir a Nossa Senhora que trate a Nosso Senhor Jesus Cristo por mim e em mim e que Ela ponha em minha alma todas as disposições que Ela tinha quando, na vida terrena, lidava com as coisas dEle. De tal maneira que Ele seja bem tratado como eu quisera que realmente Ele fosse. Pedir ainda mais: que pelo desdobramento do Segredo de Maria, o que dEla possa caber em mim, de fato visita a mim e seja como se Ela própria estivesse em mim. De maneira que cada disposição interna de minha alma, cada gesto meu sejam como uma disposição e um gesto dela.
Santos disseram
É conhecido na vida de S. Bernardino de Siena o milagre pelo qual, recebendo do Superior a ordem de atravessar um rio, ele estendeu na água o próprio manto de lã e colocou-se de pé sobre ele, usando-o como se fosse um barco.
Quando alguém abordava o assunto, ele gracejava: — Vejam bem! É preciso cada um fazer as coisas de acordo com as próprias forças. São Pedro teve tanta fé, que caminhou sobre as águas. Eu, que tenho bem menos, precisei recorrer a um manto.
Um nobre pediu a Santo Inácio de Loyola conselhos que lhe permitissem reformar a própria conduta em oito dias. O Santo, que sempre orientava as pessoas a considerar a proximidade da morte, como incentivo para não pecar, perguntou: — Oito dias?! Mas o senhor tem certeza de que vai viver oito dias?
Um conhecido mau pagador pediu a S. Francisco de Sales: — Poderia emprestar-me vinte francos? — Em vez disso eu prefiro dar-lhe dez francos de presente. Assim, ambos ganhamos dez francos.
(Fonte: FERNANDO PALAZZI - Enciclopedia degli Aneddoti - Ceschino, Milano, 1935, 2 vol - LOC: 808.88-P1,P2)
Santa Teresa de Ávila tinha êxtases com freqüência, nos quais conversava com Nosso senhor Jesus Cristo com familiaridade. Viajando entre duas cidades, para o difícil trabalho de reforma do Carmelo, teve de transpor um precipício passando sobre uma pinguela. Um passo em falso, e ela caiu no abismo. Nesse momento Nosso Senhor lhe aparece e a resgata, trazendo-a de volta a lugar seguro. Santa Teresa perguntou: — Se o Senhor estava aí, por que não evitou que eu escorregasse? Seria muito mais fácil. — Teresa, é assim que eu trato os meus amigos. — É por isso que eles são tão poucos!
(Fonte: tradição oral)
São João Bosco diante de insultos e louvores
Achando-se Dom Bosco com várias pessoas, durante o jantar, mandou ler uma carta do bispo de Spoleto, que lhe fazia grandes elogios.
O Pe. Francesia perguntou:
— O senhor não fica envaidecido com tantos elogios?
— Ora essa! Habituei-me a ouvir de tudo. Para mim tanto faz ler uma carta repleta de louvores como uma cheia de insultos. Quando me vem uma dessas cartas elogiosas, eu gosto de confrontá-la com as outras, e repito comigo mesmo: Como são desencontrados os juízos dos homens! Digam elas o que disserem, só interessa o que sou perante Deus.
(Fonte: Marquês Felipe Crispolti, "Dom Bosco", Salesiana, SP, 1945)
O rei, pai dos pais da França. (foto: Luís XVI e Maria Antonieta)
"Dá-me um abraço, meu pequeno normando, eu quero ver o teu país" — dizia, galante e afetuosamente, Luís XVI a um bebê de quinze meses, Duque da Normandie, Delfim da França e futuro órfão do Templo. Assim a viagem começava.
Em Houdan, uma mulher do povo aproximou-se dele e ajoelhou-se para pedir um favor para uma camponesa, mãe de numerosa família. Assim que o Rei a levantou, ela saltou-lhe ao pescoço, chorando de felicidade:
— Eu vejo um bom Rei, eu não quero mais nada neste mundo!
Em Chandai, cena idêntica. Falaise foi graciosamente primaveril. Cinqüenta mocinhas vestidas de branco fizeram cortejo, atirando-lhe flores a mãos-cheias. No dia seguinte, em Caen, Sua Majestade recebeu as chaves. Uma de ouro, outra de prata, enfeitadas com uma fita onde se lia: "Cordibus apertis inutiles!" — Inúteis, pois os corações já estão abertos!
No dia seguinte, o Rei chega ao Havre. Logo cedo, antes da Missa na Igreja de Notre Dame, anunciam-lhe a presença da abadessa de Montvilliers. Ela acaba de chegar para fazer a homenagem de um pavão branco, que a sua abadia deve ao Rei da França toda vez que ele passa pelo território de Lillebonne. É puro! É inocente! E por isso dá uma profunda felicidade!
Frederico II, rei da Prússia
Um jovem berlinense apresenta-se a Frederico II, pedindo um emprego.
— De onde você é?
— De Berlim.
— Não quero berlinenses. Eles não prestam para nada.
— Senhor, como humilde súdito, não me compete contradizer a palavra do meu rei. Mas como se sabe que toda regra tem exceção, espero que Vossa Majestade não me repreenderá por apresentar ao menos duas.
— Quais são?
— A primeira é Vossa Majestade, e a segunda sou eu.
Fonte: FERNANDO PALAZZI - Enciclopedia degli Aneddoti - Ceschino, Milano, 1935, 2 vol
O rei protestante e o abade católico
Sob o rei Frederico II, da Prússia, estava proibida nos conventos católicos a admissão de novos monges.
Uma ocasião, ao percorrer um local com o seu irmão Henrique, o soberano admirou o modo como estavam cuidados os gramados, as plantações, os bosques de uma propriedade.
Indagou a quem pertencia, e lhe foi indicado um mosteiro no alto do monte. Chegaram até lá e foram muito bem recebidos por toda a comunidade, sendo-lhes mostrado tudo o que desejavam ver, na mais irrepreensível ordem.
Ficou tão satisfeito, que se dispôs a conceder aos monges a graça que pedissem.
O Superior se limitou ao seguinte:
— Majestade, gostaríamos de conceder o hábito a mais dois monges cada ano.
— Concordo, e até estou disposto a mandar os dois primeiros, a meu critério.
Depois, voltando-se para o irmão, cochichou numa língua estrangeira:
— Mandarei a eles dois burros.
Acontece que um dos monges entendia a língua em que falou, e logo informou ao Superior.
Antes de montarem a cavalo para partir, o Superior abordou novamente o rei:
— Ficamos tão agradecidos com o favor de Vossa Majestade, que vamos colocar nos dois primeiros monges os nomes de Vossa Majestade e do vosso irmão.
Fonte: FERNANDO PALAZZI - Enciclopedia degli Aneddoti - Ceschino, Milano, 1935, 2 vol
Do mítico cantor Caruso
O tenor Caruso e o baixo italiano Segurola cantavam La Bohème em Filadélfia, em 1916. De repente, Segurola perdeu a voz, e Caruso, que estava de costas para o público, junto ao leito de Mimi, percebeu a situação e começou a cantar com voz de baixo a ária Vecchia zimarra. Segurola continuou fazendo um simulacro de vocalização, e o auditório, que não percebeu o que ocorria, prorrompeu em aplausos estrondosos ao final.
Um vendedor de fonógrafos ofereceu um desses aparelhos ao tenor Caruso, apresentando como argumento que ele poderia gravar todo o seu repertório. Caruso gostou da idéia, e quis fazer um teste. Mas em vez de cantar, tocou um número de flauta. Depois de ouvir a reprodução, perguntou: — Isso é o que eu toquei? — Exatamente, senhor! — Então é assim que eu toco flauta? — Sim, senhor! É maravilhoso! — Claro, claro! — Quer dizer, então, que o senhor me compra o aparelho? — Não, mas eu lhe vendo minha flauta.
Fonte: VICENTE VEGA - Diccionario Ilustrado de Anécdotas - Gustavo Gili, Barcelona, 1965, 900 p.
Uma tradição é um progresso que triunfou.
(Maurice Druon, secretário perpétuo da Académie Française)
O tigre e o caranguejo
O conde Luís de Canossa tinha pratarias preciosas. Um amigo, com o pretexto de encomendar uma cópia, pediu emprestado um objeto com a forma de tigre.
Três meses depois o objeto ainda não havia sido devolvido, e o conde mandou buscá-lo.
Algum tempo depois, o mesmo amigo mandou um portador buscar emprestado outro objeto com a forma de caranguejo, e obteve a resposta:
— Diga ao seu patrão que, se o tigre demorou três meses para voltar, apesar de ser o animal mais veloz, eu receio que o caranguejo demore três anos, e por isso acho melhor não o emprestar.
Fonte: ADOLFO PADOVAN - Il Libro degli Aneddoti - Bottega di Poesia, Milano, 1924, 338 p.
Louis II de Bourbon, o Grand Condé
A gaffe de La Fontaine e o príncipe de Condé
La Fontaine foi convidado pelo príncipe Condé para um jantar no palácio de Chantilly. Como era extremamente distraído, não compareceu ao jantar e só se lembrou dele alguns dias depois.
A desfeita era grande, e não poderia ser justificada com a simples alegação do esquecimento. Aflito, o grande escritor não sabia o que fazer para desculpar-se quando encontrasse o grande marechal, vitorioso em tantas batalhas.
O dia fatídico chegou. Parando diante de Condé, La Fontaine disse:
— Senhor, peço mil perdões, mas já não sou digno da amizade com que me honrava Vossa Alteza.
Demonstrando profunda mágoa, Condé respondeu:
— Não o quero mais na minha presença, pois o senhor se portou como meu inimigo.
E virou-lhe as costas. La Fontaine deu a volta rapidamente, colocou-se novamente diante do príncipe e argumentou:
— Senhor, não sei como fazer, pois se eu permanecesse onde estava, seria a primeira vez que Vossa Alteza daria as costas a um inimigo.
Foi o suficiente para a reconciliação.
Fonte: GARBLASS - A bomba atômica do bom humor - Vecchi, RJ, 1946, 280 p.
Inscreva-se
O marechal Foch na I Guerra Mundial
Um americano conversava com o marechal francês Foch, comandante dos exércitos aliados na Primeira Guerra Mundial. — A polidez francesa é uma atitude vazia. É feita de vento. — Dentro dos pneus só existe o vento, mas com isso fica muito mais agradável e suave andar de carro.
Fonte: EDMUND FULLER - Thesaurus of Anecdotes - Crown, NY, 1942, 489 p.
Durante a Primeira Guerra Mundial, o chofer do marechal Foch era constantemente interrogado por seus amigos, que lhe perguntavam: — Pedro, quando é que vai terminar a guerra? — Não sei. — Mas você tem de saber algo, pois está sempre com o marechal. — Sim, alguma coisa, mas nada de concreto. Quando souber de algo interessante, prometo que contarei. O tempo passava, e nada de interessante surgia, apesar da insistência dos amigos. Um dia ele apareceu com ar satisfeito. — Hoje o marechal me falou! — Verdade?! O que foi que ele disse? — Ele me perguntou: Pedro, quando você acha que vai terminar a guerra? EDMUND FULLER - Thesaurus of Anecdotes - Crown, NY, 1942, 489 p.
O general anti-católico diante do Papa
Um general francês de convicções anti-católicas deveria, por missão diplomática, ter uma audiência com Bento XV. Mas advertiu que não iria se ajoelhar diante do Papa, como é de praxe para um católico.
O cerimoniário submeteu o assunto ao Papa, que o dispensou da genuflexão.
Quando se aproximou a hora da entrevista, o general foi conduzido de sala em sala, cada uma mais majestosa e solene do que a outra. Chegando à ante-sala do Papa, já estava profundamente impressionado.
Tão impressionado, que diante do Papa achou melhor fazer como todos, e se ajoelhou. Com gentileza, o Papa então lhe perguntou: