terça-feira, 29 de dezembro de 2009

A mão da Providência na surpreendente conduta dos “elefantes cristãos” da Índia


Deus intervém na vida hodierna? Ou está afastado?

Sem dúvida ele está intervindo a todo momento, mas por vezes nós não sabemos interpretar bem o divino modo de operar.

Vejamos senão, o singular caso ‒ para homens sem fé ‒ dos elefantes de Orissa

Nessa região da Índia há quase dois anos ocorrem atrozes perseguições anti-cristãs praticadas por hinduístas.

Porém, há alguns meses, como que guiadas por mão não-humana manadas de elefantes estão espantando os perseguidores.

É o que apresenta a matéria a seguir. Ela é de autoria do Pe. Sunil de Silva e foi publicada no site da arquidiocese de Colombo [Ceilão], em 9 de dezembro de 2009. Ela dispensa comentários:

Em julho de 2008, estorou uma grave perseguição contra os cristãos no estado indiano de Orissa [Bahia de Bengala, parte oriental da Índia].

Uma freira de 22 anos de idade foi queimada viva quando multidões enfurecidas incendiaram um orfanato na aldeia de Khuntpali, no município de Barhgarh.

Outra freira foi estuprada por uma gangue em Kandhamal. Bandos atacaram as igrejas, incendiaram os carros e destruíram as casas de cristãos.

O Pe. Thomas Chellen, diretor do centro de pastoral que foi destruído por uma bomba, escapou por pouco de ser queimado vivo por um magote de hindus.

O·resultado final foi de mais de 500 cristãos mortos, milhares de outros feridos e desabrigados após suas casas serem reduzidas a cinzas.

Porém, recentemente, um evento dramático e estranho ocorreu em Orissa, que fez muitas pessoas falarem e pensarem sobre ele.

Nos últimos meses, manadas de elefantes selvagens desceram sobre as aldeias onde residem alguns dos piores perseguidores dos cristãos durante os distúrbios.

Numa aldeia de onde, em agosto do ano passado, os cristãos tiveram que fugir para salvar as vidas enquanto suas casas destruídas pelos baderneiros, uma manada de elefantes surgiu da floresta circundante exatamente um ano depois, em julho de 2009, na mesma hora e dia do ataque.

Estes elefantes primeiro atacaram uma máquina trituradora de propriedade de um dos principais líderes da perseguição. Em seguida, avançaram e destruíram sua casa e suas fazendas.


No Estado de Orissa, centenas de habitantes das aldeias foram obrigados a se refugiarem em acampamentos após repetidos ataques das manadas.

Nas últimas semanas no município de Kandhamal, sete pessoas foram mortas e várias outras ficaram feridas em ataques perpetrados por uma manada de 12-13 elefantes.

Mais de 2.500 pessoas que vivem em 45 vilarejos foram afetadas pelos ataques, disse o chefe do município Krishen Kumar.

Não é claro, contudo, por que essa manada de elefantes migrou da reserva de Lakheri num município vizinho. Krishen disse que o rebanho viajou cerca de 300 km até Kandhamal, e até entrou numa cidade do município.


Especialistas em animais selvagens estão acampados no local dos ataques tentando descobrir por que os elefantes saíram de sua reserva.

Os moradores das aldeias insistem em que os elefantes atacam em manada, causando pesadas destruições.

Crescendo em ousadia, os elefantes invadiram outras casas de não-cristãos, demolindo os jardins, recordando as casas dos perseguidores, e deixando intocados os lares cristãos.

Estes estranhos ataques se espalharam, e de acordo com um outro relatório, os elefantes já destruíram mais de 700 casas em 30 aldeias, e mataram cinco pessoas.

Ninguém antes na região viu ou sequer imaginou o singular aparecimento de uma manada de elefantes selvagens como esses. Os elefantes não são normais, eles parecem estar cumprindo uma missão.

Pelo geral, os elefantes menores entram os primeiros nas aldeias, como se estivessem fazendo um recenseamento da comunidade. Depois voltam para a manada. Logo aparecem os elefantes maiores que fazem o serviço.

Um missionário da Índia, afirmou: “Nós achamos que isto pode ter algo a ver com a vingança do sangue dos mártires. De fato, o temor de Deus desceu sobre o povo local, que chama esses elefantes de “elefantes cristãos”.

Cenas das perseguições

O governo fornece pouca ajuda e os moradores montaram bloqueios nas estradas. “Os elefantes destruíram seletivamente plantações e casas.”

Mas os agentes do governo também confessam desconcerto e desamparo. Não há um ambiente permanente para elefantes em Sudargarh. Eles vêm de Bihar, Chattisgarh e Jharkhand, onde seus habitats encolheram. Mas não está claro como e por que esses elefantes atingiram o estado de Orissa.

P.S.: entre os deploráveis efeitos das perseguições conta-se a a "reconversão" forçada ao hinduismo de alguns católicos mais fracos. Porém, no estado de Orissa verifica-se mais uma vez a palavra de Tertuliano (155-220 d.C.) para o imperador Antonino Pio: Semen est sanguis Christianorum “o sangue dos mártires é semente de cristãos.”

Ainda em dezembro de 2009, diante de mais de três mil fiéis, o arcebispo de Bhubaneswar, D. Raphael Cheenath, consagrou nova igreja no cidade de Kandhamal, mencionada acima.

Segundo informou a agência Zenit é a igreja mais espaçosa jamais construída na região, e o mais belo templo de todo Kandhamal. Ela era indispensável para atender o crescente número de fiéis que já atingem o 20% da população da região.

Do blog "A APARIÇÃO DE LA SALETTE E SUAS PROFECIAS"


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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Esplendor e elevação nos trajes nobres

As vestes das cortes diferenciavam-se por uma sapiencial gradação, desde as que se usavam nas grandes cerimônias até às vestes para os afazeres ou despachos quotidianos.

A etiqueta e o protocolo respeitavam essa variedade de circunstâncias.

Exemplos de roupa de corte para a vida diária são as de veludo verde com guarnições douradas, portada pelo imperador russo Alexandre I, e as do mesmo imperador no tempo em que era príncipe herdeiro, em vermelho coral [foto].

Seguiam a moda da França nos tempos de Luís XVI. Também servem como exemplo as roupas de caça oferecidas por Luís XV a Cristian VII, rei da Dinamarca, em 1768.

Não só os grandes nobres participavam desse deslumbramento.


Beneficiavam-se também os membros dos diversos graus da nobreza e da burguesia européia, e ainda as incipientes nobrezas americanas.

Um exemplo é a robe parée encomendada em Paris por uma dama canadense em 1780 [foto ao lado].

O esplendor das cortes descia para todas as classes sociais, numa cascata de beleza e dignidade que as elevava.

Um exemplo comezinho disso são as librés concedidas a criados e funcionários dos palácios, como a libré da casa real francesa, em uso quatro anos antes que a Revolução Francesa, movida pelo ódio contra toda hierarquia e nobreza, a abolisse em nome da igualdade. Não menos pomposa é a dos servos da casa real da Suécia em 1751 [foto embaixo].


No Ancien Régime, período em que se concentra a exposição, as cortes da Europa não apenas se inspiravam na corte francesa, mas mandavam confeccionar em Paris as melhores vestimentas, que depois ficaram guardadas como preciosas relíquias culturais.

Da França, porém – tremendamente castigada pelo ódio destruidor da Revolução Francesa, que incendiou palácios e toda espécie de bens dos reis e da nobreza em geral – nada ficou para ser exposto, a não ser quadros nos quais aparecem as vestimentas da corte de Versalhes.

Após 1789, a feiúra republicana foi tomando conta da vida pública. A vida de família foi separada da vida oficial, e esta ficou em mãos de grupos partidários.

* * *

Na visita à exposição, com facilidade perde-se a noção do tempo e também da época. Aquelas vestimentas, cuidadosamente iluminadas num décor de sombras, falam de um mundo feérico, de uma imagem temporal do que pode ser a glória celeste que envolve os santos no Céu.

Com efeito, aquele prodigioso conjunto de trajes é um dos tantos frutos da civilização cristã, modelada pela Igreja. Predispõe as almas à prática das virtudes e proporciona-lhes um antegozo, que as convida a desejar a vida eterna no Paraíso Celeste.

(Fonte: Marcelo Dufaur, "Catolicismo", outubro 2009)

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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Esplendor e catolicidade das vestimentas das cortes reais

Paris ‒‒ A mão é de um adolescente apenas saído da infância. Delicada e régia, franzina e forte, envolvida em rendas e sedas, pérolas e pedras preciosas, esboçando um gesto discreto mas soberano, a mão de Luís XIV na idade de assumir o trono foi o símbolo escolhido pelos organizadores da exposição “Fastos de corte e cerimônias reais”, que teve lugar no palácio de Versalhes [foto].

A mostra ressaltou o espírito aristocrático na Europa dos séculos XVII e XVIII, expondo desde vestimentas para grandes ocasiões, como coroação de reis e bodas reais, até peças usadas por monarcas, nobres e ricos-homens, passando por uma variedade sutil de situações intermediárias.

Mistura de vida de família e de atividade pública de governo, a vida de corte era refinada e exigente.

Eis logo na entrada as roupas usadas por Jorge III da Inglaterra no dia de sua coroação em 1761, graciosamente emprestadas a Versalhes pela sua descendente, a rainha Elisabeth II [foto].


O traje é todo bordado com fios de ouro, eclipsado pela impressionante cauda em veludo vermelho e arminho.

O conjunto é de uma pompa soberana, e só foi usado para a cerimônia religiosa e temporal da unção do rei, realizada na abadia de Westminster soberbamente enfeitada, repleta de nobres, autoridades e representantes dos órgãos sociais intermediários do reino.

Nesses trajes, coroado e levando nas mãos o cetro e o globo, o novo rei era como um hífen entre Deus, fonte de todo poder, e o povo inglês. Nenhuma proporção com a esquálida cerimônia de posse de um presidente da República nos dias de hoje...

* * *

No mesmo salão foram expostas, lado a lado, as vestimentas do príncipe herdeiro da Suécia, Gustavo III, e de sua consorte, a rainha Sofia Madalena, no dia da coroação, 29 de maio de 1772.


Ambas ornadas de ouro e prata, as do novo rei vinham do garde-robe de seus antepassados, mas reformadas segundo um estilo aproximado ao de Luís XIV [foto ao lado]; e as da nova rainha também provinham de uma reforma de modelos antigos, com forte influência espanhola.

As cores branca e prateada representavam a luz divina, a pureza, a inocência e a perfeição. No vestido da rainha sobressai uma cauda de 5 metros, presa ao corpo com botões de prata maciça.



Outro grande acontecimento da vida de corte eram as reuniões periódicas das Ordens de Cavalaria.

Ainda hoje ocorre anualmente a da Ordem da Jarreteira, na Grã-Bretanha, em que se usam uniformes como o do rei Jorge III, porém com adaptações.


Pomposo é o uniforme da Ordem do Espírito Santo, criada pela Casa real da França.

Porém nenhuma Ordem real atingiu a categoria e o prestígio da Ordem do Tosão de Ouro[foto].

Criada em 1430 por Filipe o Bom, duque de Borgonha, tinha como finalidade suprema a defesa da fé cristã.

continua no próximo post


(Fonte: Marcelo Dufaur, "Catolicismo", outubro 2009)

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