segunda-feira, 16 de março de 2009

Na crise, ingleses não querem saber do euro e preferem salvar identidade e independência

Libra esterlina
A crise econômica mundial é ocasião ideal para as esquerdas passarem reformas que em situações normais, a opinião pública não aceitaria.

Na Inglaterra, os europeístas sonham substituir a libra esterlina ‒ que passa obvias dificuldades ‒ pelo euro, aliás cada vez mais detestado no continente. Porém os ingleses nem querem saber.

Eles procuram a moeda nacional com a imagem da rainha para aplicar suas poupanças, embora esteja desvalorizada.

Big Ben.Duas sondagens patentearam a preferência por esse símbolo da independência britânica. Para o ICM Research for the British Broadcasting Corp., 71% dos ingleses votaria contra a substituição da libra pelo euro se houver referendo. Pesquisa da Taxpayers Alliance verificou que só 24% aprova a moeda pan-européia.

É opinião corrente no Reino Unido que a União Européia foi longe de mais com o euro. As desordens financeiras na eurozona – assim pensam os ingleses – reforçaram esses pontos de vista.

Eles preferem preferem salvar sua identidade e sua independência ainda que a custo de algumas vantagens econômicas -- nada certas, aliás.

Para os políticos britânicos, de quase toda tendência, o euro é um cálice envenenado.

O premiê socialista Gordon Brown e seu partido Trabalhista prometeram substituir a libra pelo euro um certo dia, mas hoje nenhum político ousa acenar com o primeiro passo.

Embora ébrios de europeísmo, percebem que nada obteriam e, além do mais, poderiam perder sua cadeira, cargo ou benesses públicas.

Ingleses preferem salvar identidade e independênciaO partido Conservador, que no momento lidera com folga as preferências eleitorais, fez saber que se opõe firmemente à moeda européia em qualquer época.

Quanto durará essa palavra de político? Em tudo caso, é uma amostra de que se mostrar contra o euro nas Ilhas Britânicas dá popularidade e voto.

O terceiro partido, o Liberal Democrata, achou mais prudente parar de insistir no euro como garantia de segurança para o futuro.

Antes da crise, o comissário supremo da UE, o português José Manuel Barroso, batia palmas pelo fato de a Grã-Bretanha estar “mais perto do que nunca” de adotar a moeda européia que alemães e franceses vituperam nos logradouros públicos.

O Independence Party, pequena força na vanguarda contra o euro desafiou Barroso: “então que ele convoque um referendum sobre o euro e o Tratado de Lisboa, assim o povo de Grã-Bretanha poderá dizer para onde ele tem que ir”.

Referendum! Entre os líderes da “democrática União Européia” a idéia cai como água benta no diabo. Basta ver o que aconteceu todas as vezes que, nos últimos anos, convocaram os povos para se manifestar. Na França, na Holanda e na Irlanda foi um rotundo NÃO aos diktats de Bruxelas.

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Um comentário:

  1. Esses planos comuno-globalistas são a própria porta do Inferno, que, por ignorância e ingênuidade dos povos(as pessoas são boas na sua essência), está cada vêz mais aberta, cuspindo demônios para tudo quanto é lado (esquerdopatas). Unificar as moedas, como "derrubar fronteiras"(globalizar geral), significa enfraquecer quem trabalhou para
    ser forte. Agora, querem fazer isso com EUA, México e Canadá(os dois últimos estão adorando a idéia). Então imagina vc misturar mexicanos com americanos, livremente, sem quaisquer restrições???!!! vc pode até misturar mexicano com brasileiro, mas com americano? O pouco de honestidade e seriedade no
    mundo vai acabar!!! O México deveria estar localizado na América Latina, que é mais a cara dele. Não aproveitaram a proximidade com os EUA(como fêz o Canadá) para chegarem à um patamar melhor em todos os sentidos de melhoria humana. Se juntarem, vai acabar de destruir o que resta de bom nos EUA. Aquilo lá já está virando zona, vide a eleição de Barak Obama, que já está aliviando tudo que é ruim, e endurecendo tudo que presta.
    Está dando errado na Europa e vai dar errado lá tb, com consequências
    muito piores!!!!!!
    Ah.....aqui na América Latina nem comento......já está unificado, com
    uma ressalva: a Colômbia(palmas para ela!!!).
    Abraços e que Deus os abençõe
    Halley Barbosa

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