terça-feira, 29 de dezembro de 2009

A mão da Providência na surpreendente conduta dos “elefantes cristãos” da Índia


Deus intervém na vida hodierna? Ou está afastado?

Sem dúvida ele está intervindo a todo momento, mas por vezes nós não sabemos interpretar bem o divino modo de operar.

Vejamos senão, o singular caso ‒ para homens sem fé ‒ dos elefantes de Orissa

Nessa região da Índia há quase dois anos ocorrem atrozes perseguições anti-cristãs praticadas por hinduístas.

Porém, há alguns meses, como que guiadas por mão não-humana manadas de elefantes estão espantando os perseguidores.

É o que apresenta a matéria a seguir. Ela é de autoria do Pe. Sunil de Silva e foi publicada no site da arquidiocese de Colombo [Ceilão], em 9 de dezembro de 2009. Ela dispensa comentários:

Em julho de 2008, estorou uma grave perseguição contra os cristãos no estado indiano de Orissa [Bahia de Bengala, parte oriental da Índia].

Uma freira de 22 anos de idade foi queimada viva quando multidões enfurecidas incendiaram um orfanato na aldeia de Khuntpali, no município de Barhgarh.

Outra freira foi estuprada por uma gangue em Kandhamal. Bandos atacaram as igrejas, incendiaram os carros e destruíram as casas de cristãos.

O Pe. Thomas Chellen, diretor do centro de pastoral que foi destruído por uma bomba, escapou por pouco de ser queimado vivo por um magote de hindus.

O·resultado final foi de mais de 500 cristãos mortos, milhares de outros feridos e desabrigados após suas casas serem reduzidas a cinzas.

Porém, recentemente, um evento dramático e estranho ocorreu em Orissa, que fez muitas pessoas falarem e pensarem sobre ele.

Nos últimos meses, manadas de elefantes selvagens desceram sobre as aldeias onde residem alguns dos piores perseguidores dos cristãos durante os distúrbios.

Numa aldeia de onde, em agosto do ano passado, os cristãos tiveram que fugir para salvar as vidas enquanto suas casas destruídas pelos baderneiros, uma manada de elefantes surgiu da floresta circundante exatamente um ano depois, em julho de 2009, na mesma hora e dia do ataque.

Estes elefantes primeiro atacaram uma máquina trituradora de propriedade de um dos principais líderes da perseguição. Em seguida, avançaram e destruíram sua casa e suas fazendas.


No Estado de Orissa, centenas de habitantes das aldeias foram obrigados a se refugiarem em acampamentos após repetidos ataques das manadas.

Nas últimas semanas no município de Kandhamal, sete pessoas foram mortas e várias outras ficaram feridas em ataques perpetrados por uma manada de 12-13 elefantes.

Mais de 2.500 pessoas que vivem em 45 vilarejos foram afetadas pelos ataques, disse o chefe do município Krishen Kumar.

Não é claro, contudo, por que essa manada de elefantes migrou da reserva de Lakheri num município vizinho. Krishen disse que o rebanho viajou cerca de 300 km até Kandhamal, e até entrou numa cidade do município.


Especialistas em animais selvagens estão acampados no local dos ataques tentando descobrir por que os elefantes saíram de sua reserva.

Os moradores das aldeias insistem em que os elefantes atacam em manada, causando pesadas destruições.

Crescendo em ousadia, os elefantes invadiram outras casas de não-cristãos, demolindo os jardins, recordando as casas dos perseguidores, e deixando intocados os lares cristãos.

Estes estranhos ataques se espalharam, e de acordo com um outro relatório, os elefantes já destruíram mais de 700 casas em 30 aldeias, e mataram cinco pessoas.

Ninguém antes na região viu ou sequer imaginou o singular aparecimento de uma manada de elefantes selvagens como esses. Os elefantes não são normais, eles parecem estar cumprindo uma missão.

Pelo geral, os elefantes menores entram os primeiros nas aldeias, como se estivessem fazendo um recenseamento da comunidade. Depois voltam para a manada. Logo aparecem os elefantes maiores que fazem o serviço.

Um missionário da Índia, afirmou: “Nós achamos que isto pode ter algo a ver com a vingança do sangue dos mártires. De fato, o temor de Deus desceu sobre o povo local, que chama esses elefantes de “elefantes cristãos”.

Cenas das perseguições

O governo fornece pouca ajuda e os moradores montaram bloqueios nas estradas. “Os elefantes destruíram seletivamente plantações e casas.”

Mas os agentes do governo também confessam desconcerto e desamparo. Não há um ambiente permanente para elefantes em Sudargarh. Eles vêm de Bihar, Chattisgarh e Jharkhand, onde seus habitats encolheram. Mas não está claro como e por que esses elefantes atingiram o estado de Orissa.

P.S.: entre os deploráveis efeitos das perseguições conta-se a a "reconversão" forçada ao hinduismo de alguns católicos mais fracos. Porém, no estado de Orissa verifica-se mais uma vez a palavra de Tertuliano (155-220 d.C.) para o imperador Antonino Pio: Semen est sanguis Christianorum “o sangue dos mártires é semente de cristãos.”

Ainda em dezembro de 2009, diante de mais de três mil fiéis, o arcebispo de Bhubaneswar, D. Raphael Cheenath, consagrou nova igreja no cidade de Kandhamal, mencionada acima.

Segundo informou a agência Zenit é a igreja mais espaçosa jamais construída na região, e o mais belo templo de todo Kandhamal. Ela era indispensável para atender o crescente número de fiéis que já atingem o 20% da população da região.

Do blog "A APARIÇÃO DE LA SALETTE E SUAS PROFECIAS"


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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Esplendor e elevação nos trajes nobres

As vestes das cortes diferenciavam-se por uma sapiencial gradação, desde as que se usavam nas grandes cerimônias até às vestes para os afazeres ou despachos quotidianos.

A etiqueta e o protocolo respeitavam essa variedade de circunstâncias.

Exemplos de roupa de corte para a vida diária são as de veludo verde com guarnições douradas, portada pelo imperador russo Alexandre I, e as do mesmo imperador no tempo em que era príncipe herdeiro, em vermelho coral [foto].

Seguiam a moda da França nos tempos de Luís XVI. Também servem como exemplo as roupas de caça oferecidas por Luís XV a Cristian VII, rei da Dinamarca, em 1768.

Não só os grandes nobres participavam desse deslumbramento.


Beneficiavam-se também os membros dos diversos graus da nobreza e da burguesia européia, e ainda as incipientes nobrezas americanas.

Um exemplo é a robe parée encomendada em Paris por uma dama canadense em 1780 [foto ao lado].

O esplendor das cortes descia para todas as classes sociais, numa cascata de beleza e dignidade que as elevava.

Um exemplo comezinho disso são as librés concedidas a criados e funcionários dos palácios, como a libré da casa real francesa, em uso quatro anos antes que a Revolução Francesa, movida pelo ódio contra toda hierarquia e nobreza, a abolisse em nome da igualdade. Não menos pomposa é a dos servos da casa real da Suécia em 1751 [foto embaixo].


No Ancien Régime, período em que se concentra a exposição, as cortes da Europa não apenas se inspiravam na corte francesa, mas mandavam confeccionar em Paris as melhores vestimentas, que depois ficaram guardadas como preciosas relíquias culturais.

Da França, porém – tremendamente castigada pelo ódio destruidor da Revolução Francesa, que incendiou palácios e toda espécie de bens dos reis e da nobreza em geral – nada ficou para ser exposto, a não ser quadros nos quais aparecem as vestimentas da corte de Versalhes.

Após 1789, a feiúra republicana foi tomando conta da vida pública. A vida de família foi separada da vida oficial, e esta ficou em mãos de grupos partidários.

* * *

Na visita à exposição, com facilidade perde-se a noção do tempo e também da época. Aquelas vestimentas, cuidadosamente iluminadas num décor de sombras, falam de um mundo feérico, de uma imagem temporal do que pode ser a glória celeste que envolve os santos no Céu.

Com efeito, aquele prodigioso conjunto de trajes é um dos tantos frutos da civilização cristã, modelada pela Igreja. Predispõe as almas à prática das virtudes e proporciona-lhes um antegozo, que as convida a desejar a vida eterna no Paraíso Celeste.

(Fonte: Marcelo Dufaur, "Catolicismo", outubro 2009)

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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Esplendor e catolicidade das vestimentas das cortes reais

Paris ‒‒ A mão é de um adolescente apenas saído da infância. Delicada e régia, franzina e forte, envolvida em rendas e sedas, pérolas e pedras preciosas, esboçando um gesto discreto mas soberano, a mão de Luís XIV na idade de assumir o trono foi o símbolo escolhido pelos organizadores da exposição “Fastos de corte e cerimônias reais”, que teve lugar no palácio de Versalhes [foto].

A mostra ressaltou o espírito aristocrático na Europa dos séculos XVII e XVIII, expondo desde vestimentas para grandes ocasiões, como coroação de reis e bodas reais, até peças usadas por monarcas, nobres e ricos-homens, passando por uma variedade sutil de situações intermediárias.

Mistura de vida de família e de atividade pública de governo, a vida de corte era refinada e exigente.

Eis logo na entrada as roupas usadas por Jorge III da Inglaterra no dia de sua coroação em 1761, graciosamente emprestadas a Versalhes pela sua descendente, a rainha Elisabeth II [foto].


O traje é todo bordado com fios de ouro, eclipsado pela impressionante cauda em veludo vermelho e arminho.

O conjunto é de uma pompa soberana, e só foi usado para a cerimônia religiosa e temporal da unção do rei, realizada na abadia de Westminster soberbamente enfeitada, repleta de nobres, autoridades e representantes dos órgãos sociais intermediários do reino.

Nesses trajes, coroado e levando nas mãos o cetro e o globo, o novo rei era como um hífen entre Deus, fonte de todo poder, e o povo inglês. Nenhuma proporção com a esquálida cerimônia de posse de um presidente da República nos dias de hoje...

* * *

No mesmo salão foram expostas, lado a lado, as vestimentas do príncipe herdeiro da Suécia, Gustavo III, e de sua consorte, a rainha Sofia Madalena, no dia da coroação, 29 de maio de 1772.


Ambas ornadas de ouro e prata, as do novo rei vinham do garde-robe de seus antepassados, mas reformadas segundo um estilo aproximado ao de Luís XIV [foto ao lado]; e as da nova rainha também provinham de uma reforma de modelos antigos, com forte influência espanhola.

As cores branca e prateada representavam a luz divina, a pureza, a inocência e a perfeição. No vestido da rainha sobressai uma cauda de 5 metros, presa ao corpo com botões de prata maciça.



Outro grande acontecimento da vida de corte eram as reuniões periódicas das Ordens de Cavalaria.

Ainda hoje ocorre anualmente a da Ordem da Jarreteira, na Grã-Bretanha, em que se usam uniformes como o do rei Jorge III, porém com adaptações.


Pomposo é o uniforme da Ordem do Espírito Santo, criada pela Casa real da França.

Porém nenhuma Ordem real atingiu a categoria e o prestígio da Ordem do Tosão de Ouro[foto].

Criada em 1430 por Filipe o Bom, duque de Borgonha, tinha como finalidade suprema a defesa da fé cristã.

continua no próximo post


(Fonte: Marcelo Dufaur, "Catolicismo", outubro 2009)

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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Na segunda aparição Nossa Senhora deu a Medalha Milagrosa


(Continuação do post anterior)

Rue du Bac, Capela das Aparições


Quatro meses depois da primeira aparição, aconteceu a segunda. Santa Catarina narrou-a assim:

“No dia 27 de novembro de 1830.... vi a Santíssima Virgem, de estatura média, estava de pé, trajando um vestido de seda branco-aurora feito à maneira que se chama à la Vierge, afogado, mangas lisas, com um véu branco que Lhe cobria a cabeça e descia de cada lado até em baixo. Sob o véu, vi os cabelos lisos repartidos ao meio e por cima uma renda de mais ou menos três centímetros de altura, sem franzido, isto é, apoiada ligeiramente sobre os cabelos.

“O rosto bastante descoberto, os pés apoiados sobre meia esfera, tendo nas mãos uma esfera de ouro, que representava o Globo. Ela tinha as mãos elevadas à altura do estômago de uma maneira muito natural, e os olhos elevados para o Céu... Aqui seu rosto era magnificamente belo. Eu não saberia descrevê-lo...


“E depois, de repente, percebi nesses dedos anéis revestidos de pedras, umas mais belas que as outras, umas maiores e outras menores, que lançavam raios cada qual mais belo que os outros. Partiam das pedras maiores os mais belos raios, sempre alargando para baixo, o que enchia toda a parte de baixo. Eu não via mais os seus pés... Nesse momento em que estava a contemplá-La, a Santíssima Virgem baixou os olhos, fitando-me. Uma Voz se fez ouvir, dizendo-me estas palavras:

“A esfera que vedes representa o mundo inteiro, particularmente a França... e cada pessoa em particular...

“Aqui eu não sei exprimir o que senti e o que vi, a beleza e o fulgor, os raios tão belos...

“’É o símbolo das graças que derramo sobre as pessoas que mas pedem’, fazendo-me compreender quanto é agradável rezar à Santíssima Virgem e quanto Ela é generosa para com as pessoas que a Ela rezam, quantas graças concede às pessoas que Lhas rogam, que alegria Ela sente concedendo-as...


“Nesse momento formou-se um quadro em torno da Santíssima Virgem, um pouco oval, onde havia no alto estas palavras: ‘Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós’, escritas em letras de ouro ... Então, uma voz se fez ouvir, que me disse:

‘Fazei, fazei cunhar uma medalha com este modelo. Todas as pessoas que a usarem receberão grandes graças, trazendo-a ao pescoço. As graças serão abundantes para as pessoas que a usarem com confiança...’

“Nesse instante, o quadro me pareceu se voltar, onde vi o reverso da medalha. Preocupada em saber o que era preciso pôr do lado reverso da medalha, após muitas orações, um dia, na meditação, pareceu-me ouvir uma voz que me dizia: ‘O M e os dois Corações dizem o suficiente’”.

Medalha Milagrosa: primeiros prodígios

Não foi fácil fazer a Medalha. Santa Catarina sofreu muitas resistências e oposições. “Nossa Senhora quer..., Nossa Senhora está descontente..., é preciso cunhar a medalha”, insistia ela.

Por fim, em 1832 foram encomendadas as primeiras 20.000 medalhas. No mesmo ano começaram a fazer milagres durante uma epidemia de cólera havida na França, em 1832.

Promessas e perspectivas

Santa Catarina Labouré partiu para o Céu em 31 de dezembro de 1876. Naquela data a Medalha Milagrosa já girava pelo mundo todo, com um extraordinário cortejo de milagres e graças para os que a portavam com devoção.

As aparições da Medalha Milagrosa, as de La Salette, Lourdes e Fátima, abriram uma esplêndida perspectiva marial para o futuro, malgrado os horrores em meio aos quais presentemente nos encontramos.

“Para além da tristeza e das punições supremamente prováveis para as quais caminhamos, temos diante de nós os clarões sacrais da aurora do Reino de Maria: ‘Por fim o meu Imaculado Coração triunfará’. É uma perspectiva grandiosa de universal vitória do Coração régio e maternal da Santíssima Virgem. É uma promessa apaziguadora, atraente e sobretudo majestosa e empolgante” (Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, “Catolicismo”, maio de 1967).

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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Medalha Milagrosa: em 1830 Nossa Senhora deu um sinal eficaz de sua ajuda


Santa Catarina Labouré, no dia 21 de abril de 1830, transpôs os umbrais do noviciado das Filhas da Caridade, na Rue du Bac, em Paris.

Ela chegou, sem sabé-lo, conduzida pela mão de São Vicente de Paula.

Primeira aparição: Nossa Senhora mostra que o mundo caminha para um desastre

Na noite anterior ao dia da festa de São Vicente, 19 de julho, Catarina ouviu uma voz que a acordava. Assim contou ela:

“Enfim, às onze e meia da noite, ouvi que me chamavam pelo nome: ‘Minha irmã! Minha irmã!’ Acordando, corro a cortina e vejo um menino de quatro a cinco anos vestido de branco que me diz: ‘Vinde à Capela; a Santíssima Virgem vos espera’.


“Vesti-me depressa e me dirigi para o lado do menino que permanecera de pé. Eu o segui, sempre à minha esquerda. Por todos os lugares onde passávamos, as luzes estavam acesas, o que me espantava muito.

Santa Catarina Labouré aos pés de Nossa Senhora

“Porém, muito mais surpresa fiquei quando entrei na Capela: a porta se abriu mal o menino a tocou com a ponta do dedo. E minha surpresa foi ainda mais completa quando vi todas as velas e castiçais acesos, o que me recordava a missa de meia-noite ....

“Por fim, chegou a hora. O menino mo preveniu: ‘Eis a Santíssima Virgem: ei-La’.

“Eu ouvi como um frufru de vestido de seda, que vinha do lado da tribuna, perto do quadro de São José, e que pousava sobre os degraus do altar, do lado do Evangelho, sobre uma cadeira igual à de Sant'Ana ...

“Nesse momento, olhando para a Santíssima Virgem, dei um salto para junto dEla, pondo-me de joelhos sobre os degraus do altar e com as mãos apoiadas sobre os joelhos da Santíssima Virgem...


Altar da apariçao e poltrona onde Nossa Senhora sentou

“Ali se passou o momento mais doce de minha vida. Ser-me-ia impossível exprimir tudo o que senti. Ela disse: .... ‘Minha filha, o bom Deus quer encarregar-vos de uma missão. Tereis muito que sofrer, mas superareis estes sofrimentos pensando que o fareis para a glória do bom Deus ... Sereis contraditada, mas tereis a graça; não temais … Sereis inspirada em vossas orações...

“Os tempos são muito maus, calamidades virão precipitar-se sobre a França. O trono será derrubado. O mundo inteiro será transtornado por males de toda ordem. (Ao dizer isto, a Santíssima Virgem tinha um ar muito penalizado).

“Mas vinde ao pé deste altar: aí as graças serão derramadas... sobre todas as pessoas, grandes pequenas, particularmente sobre aquelas que as pedirem... O perigo será grande, entretanto não temais, o bom Deus e São Vicente protegerão a comunidade’”.

“Minha filha, eu gosto de derramar graças sobre a comunidade em particular. Eu a aprecio muito. Sofro porque há grandes abusos na regularidade. As Regras não são observadas. Há grande relaxamento nas duas comunidades.

“Dizei-o àquele que está encarregado de uma maneira particular da comunidade. Ele deve fazer tudo o que lhe for possível para repor a regra em vigor. Dizei-lhe, de minha parte, que vigie sobre as más leituras, as perdas de tempo e as visitas...


Corpo de Santa Catarina Labouré na Capela da rue du Bac, Paris

“Conhecereis minha visita e a proteção de Deus e de São Vicente sobre as duas comunidades. Mas não se dará o mesmo com outras congregações.

“Haverá vítimas (ao dizer isto, a Santíssima Virgem tinha lágrimas nos olhos). Para o Clero de Paris haverá vítimas: Monsenhor, o Arcebispo (a esta palavra, lágrimas de novo).

“Minha filha, a Cruz será desprezada e derrubada por terra. O sangue correrá. Abrir-se-á de novo o lado de Nosso Senhor. As ruas estarão cheias de sangue.

“Monsenhor, o Arcebispo será despojado de suas vestes (aqui Santíssima Virgem não podia mais falar o sofrimento estava estampado em sua face). Minha filha – me dizia ela – o mundo todo estará na tristeza. A estas palavras, pensei quando isto se daria. Eu compreendi muito bem: quarenta anos”.

(Continua no próximo post)

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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Tradição, alta qualidade e bom gosto fazem Hermès atravessar a crise


Uma empresa de luxo está passando galhardamente as turbulências da crise econômica.

Trata-se de Hermès, casa fundada há 172 anos pela família de artesões que hoje a dirige.

Embora, ela tenha lucrado menos nos dias difíceis, ela resolveu manter a tradição de artesanato de alta qualidade.

A casa Hermès começou produzindo selas e ampliou seus produtos para objetos de couro e seda.

Ela própria forma seus artesões. Ela tinha 300 artesãos em 1989, agora são 2 mil, e a demanda é tão grande que os clientes podem ter que esperar dois anos.

Os preços são elevados, porém “se as pessoas compram uma bolsa Hermès, elas sabem que durará 40 anos”, explica o administrador Patrick Thomas.

É uma conseqüência da qualidade artesanal, do bom gosto e da tradição impressa em modelos perenes.

O sucesso fez as ações serem negociadas a preços astronômicos, mas “a família não está cogitando vender”.

A tradição não tem preço.

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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Católicos defendem o Crucifixo nas escolas da Itália

O catolicidade do povo italiano está reagindo de um modo admirável à uma sentença anticristã do Tribunal Europeu de Direitos Humanos que proíbe os crucifixos nas salas de aula.

O Tribunal pretextou que a presença de Jesus Crucificado constitui “violação da liberdade dos pais a educar seus filhos segundo suas convicções” e uma “violação da liberdade religiosas dos alunos”.

A iníqua decisão é inteiramente acorde com o espírito e as finalidades do processo de unificação européia.

Nesse processo, a União Européia (UE) é a organização mais conhecida, e vem escondendo seu rosto anti-cristão e anti-europeu com artifícios verbais, textos legais obscuros e agindo de costas aos povos europeus.

Mas a católica Itália, desta vez, não se deixou ludibriar.

Por exemplo, o prefeito de San Remo, Maurizio Zoccarato, colocou uma cruz de dois metros no prédio da prefeitura e convidou todos os diretores de escolas a afixarem cruzes nas salas de aula. A cidade de San Remo encontra-se no extremo noroeste da Itália.

Na cidade de Busto Arsizio, perto de Milão, a administração municipal hasteou a meio mastro as bandeiras da União Européia em frente aos prédios oficiais.

Teatro Bellini de Catania, na Sicília com a cruz



Um enorme crucifixo foi instalado diante da fachada do Teatro Bellini de Catania, na Sicília. A decisão foi do superintendente do Teatro Antonio Fiumefreddo. Ele declarou: “fique claro que nós não pretendemos esconder nossa Fé nem tirá-la dos muros, pelo contrário queremos nos mostrar orgulhosos dela”.

A iniciativa, entretanto, foi criticada pelo vice-pároco da igreja de São Pedro e São Paulo de Catania, Pe Salvatore Resca, um dos poucos que aderiu à campanha contra Cristo, tal vez em nome de uma mal-entendida modernidade "ecumênica". O sacerdote foi aplaudido pela União dos ateus e agnósticos racionalistas.

Inúmeras comunidades italianas encomendaram novas cruzes para suas escolas.

A cidade de Sassuolo, província de Modena no norte da Itália, encomendou cinqüenta novos crucifixos. Eles deverão ser pendurados em todas as salas de aula em que ainda não houver algum.

O Ministro da Defesa Ignazio La Russa abordou o tema da defesa nacional espiritual em uma discussão de TV: “Todas as cruzes devem permanecer penduradas, e os opositores da cruz que morram, juntamente com essas instituições aparentemente internacionais!”

A comunidade Montegrotto Terme com 10.000 habitantes – onze quilômetros a sudoeste de Pádua – anuncia em placas de néon: “Noi non lo togliamo” – “Nós não o tiramos”.

O prefeito da cidade de Treviso, noroeste da Itália, resumiu a situação muito bem: “Encontramo-nos no reino da demência, essa é uma decisão, que clama por vingança. O tribunal deve processar a si mesmo pelo crime que cometeu!”

O prefeito de Assis sugeriu que além dos crucifixos fossem colocados também presépios nas salas de aula. A piedosa prática do presépio foi concebida por São Francisco de Assis na Idade Média e agora está se aproximando a época de Natal.

O prefeito da cidade de Trieste esclareceu que tudo permaneceria do jeito que está.

A Câmara de Comércio de Roma ‒ Confcommercio, pediu que as lojas pendurassem crucifixos.

Na comunidade Abano Terme – onde mora a ateísta militante finlandesa que reclamou do crucifixo – houve protestos em frente das escolas a favor da Cruz de Cristo.

Segundo a União dos ateus e agnósticos racionalistas ‒ que obviamente rejubila com a proibição anticristã ‒ Massimo Bitonci, prefeito de Cittadella aconselhou ao prefeito de Abano Terme revogar a licencia de residência da família Albertin, e advertiu que “se estas pessoas tivessem que passar por Cittadella poderiam encontrar suas fotos coladas nas paredes com o dizer “Wanted”.

O prefeito de Galzignano Terme na província de Pádua, Riccardo Roman, ordenou colocação imediata de cruzes em todos os edifícios públicos – não somente escolas, mas também na Prefeitura e museus.

Dentro de duas semanas a polícia irá conferir se a ordem foi obedecida, caso contrário haverá uma multa de 500 Euros.

O Prefeito Maurizio Bizzarri da comunidade de Scarlino no sul da Toscana impôs uma multa de 500 €uros para aqueles que retirem uma cruz dos prédios públicos.

Na cidade de Trapani, no extremo oeste da Sicília, o presidente e o assessor do governo da província encomendaram 72 cruzes com recursos próprios.

Na cidade de Nápoles uma pichação dizia: “Se V. arrancar a cruz, eu arranco a tua mão!”


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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Harmonioso convívio entre príncipes e povo em Sigmaringen


A pequena cidade alemã de Sigmaringen se aconchega ao majestoso castelo dos Hohenzollern, que se ergue no alto, como descreve simpática reportagem do “Der Spiegel”.

Nela o tempo parece ter parado. Mas não é apenas uma impressão. Os Hohenzollern ‒ família que deu os ex-imperadores da Alemanha ‒ construíram o castelo onde hoje reside a rama católica da família: os Hohenzollern-Sigmaringen.

Os senhores de Sigmaringen perderam o poder político após as jornadas revolucionárias de 1848. Mas, economicamente eles continuam a ter influência, sobre propriedades rurais e sobre o grupo de empresas Hohenzollern.


Os cerca de 17.000 habitantes se dirigirem ao “seu” Príncipe com o título de “Príncipe” ou “Alteza Sereníssima” num ambiente de cortesia e respeito mútuo.

Sem a casa principesca quase nada anda no lugar, situado na margem sul das colinas da Suábia. “O Príncipe é como uma figura de pai”, diz o engenheiro de têxteis, 72, Manfred Niederdraeing.

Manfred foi influenciado por certas restrições contra os nobres, porém diz que “eles têm uma enorme vantagem: eles pensam em gerações, e não em períodos de eleições”.

Os felizes habitantes de Sigmaringen compartilham a idéia de que os políticos vão e voltam, mas que os príncipes permanecem.

Mais ainda, eles sabem que os nobres há séculos ligados à cidade se sentem responsáveis por cada habitante.


“Quando suas empresas vão mal, o velho Príncipe prefere vender parte de suas terras no Canadá para manter seus empregados”, explica Manfred.

Ninguém na região critica a Casa de Hohenzollern. “Não se pode conceber Sigmaringen sem Príncipe, ele simplesmente pertence a ela”, declara Ute Korn-Amann, jornalista local do Schäbischen Zeitung.

Na hora em que os políticos de todas as tendências decepcionam, no fundo de muitas cabeças se põe o problema se a esperança passa pela recomposição do papel social e político da nobreza.

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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O exemplo edificante dos católicos do Sudão crucificados por fidelidade à Igreja

Ainda que possam ser hostilizados por todos os lados, os católicos tem o auxílio especial da graça que os anima na fidelidade e os convida a serem cada vez mais fervorosos. Um exemplo edificante é dado pelos católicos do Sudão muito sofridos e muito esquecidos no Ocidente.

Bandos de guerrilheiros fazem incursões nas regiões cristãs do Sudão e, mais recentemente crucificaram vários deles, informou “The Catholic Herald” de Grã Bretanha. Um deles foi cravado numa árvore e mutilado. Outros seis foram pregados em madeiros, jogados no chão e mortos. Os cadáveres foram recuperados perto da aldeia de Nzara. As testemunhas descreveram uma “cena de crucifixão grotesca”.

Dom Eduardo Hiiboro Kussala, bispo de Tombura-Yambio (foto), contou que os guerrilheiros irromperam na igreja de Nossa Senhora da Paz em Ezo, sul do país, durante uma novena e profanaram a Hóstia, o altar e o prédio anexo escravizando 17 pessoas na maioria jovens.

Um deles foi crucificado na árvore e outros 13 estão desaparecidos segundo a associação ‘Ajuda à Igreja que Sofre’ que socorre os cristãos perseguidos.


O bispo diocesano explicou que o ataque se deu na festa da Assunção de Nossa Senhora. “Os atacantes claramente queriam fazer mal ao povo porque sabiam que estava rezando”.

Os guerrilheiros pertencem ao Exército de Resistência do Senhor (Lord's Resistance Army) considerado terrorista pelos EUA e que pratica um culto sincretista ao fundador, o qual diz ser porta-voz do Espírito Santo.

O prelado encaminhou uma denúncia ao governo de Khartum. Porém as chances de ser atendido de modo eficaz são mínimas. Khartum está nas mãos de muçulmanos fanáticos que praticam análogos crimes contra os cristãos.

Os católicos fizeram três dias de oração e penitência. Na principal cerimônia, 20.000 fiéis peregrinaram mais de três quilômetros, revestidos de saco e portando cinzas.

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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Jovens brasileiros estão mais conservadores, diz enquete

Pesquisa da Universidade Federal de Pernambuco visou traçar o novo perfil dos estudantes universitários do Estado. O resultado final é que eles estão muito mais conservadores do que se imaginava, informou “O Globo”.

A pesquisa ouviu 600 estudantes na faixa de 22 anos de universidades públicas e particulares de Recife.

81% dos entrevistados não quer a liberação da maconha, 76% são contra o aborto, a não ser em casos de estupro e risco à saúde.

Sobre as drogas “você tem que ver o melhor para a sociedade e o melhor não é a legalização”, disse a estudante Catalina Carvalho. Os jovens sonham com estabilidade no trabalho “para ver se consegue viver bem” explicou Tatiane Mendes. Os jovens apóiam uma “lei seca” que imponha limites ao consumo de álcool. “Eu acho que está correto”, afirmou o universitário Tiago Sales.

Nada de rebeldia, nem de inconformismo. O comportamento dos jovens está mudando. Eles estão mais conscientes e preocupados, não só com o futuro, mas com as questões do dia a dia.

O resultado contrariou preconceitos midiáticos que querem imaginar os jovens revoltados contra a moral sexual, favoráveis à liberalização da droga e do álcool e perfeitamente desinteressados e irresponsáveis pelo futuro da sociedade.

"O comportamento hoje é outro. É um comportamento de aceitação das leis e a gente vê questões como a religião influenciando muito na vida dos jovens", explica o coordenador da pesquisa, Pierre Lucena.

“Esses jovens podem ser a grande esperança do nosso país”, comentou acertadamente a psicóloga Irinéia Catarino.

O antigo hippie, revoltado, drogado, permissivista sexual encarnado por Woodstock hoje ficou encapsulado numa geração envelhecida.

Em verdade, essa geração hoje enche as manchetes e até a diretoria dos jornais, mas diante de enquetes como esta constata que é um espécime em extinção.

Clique aqui e veja a pesquisa completa.

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domingo, 11 de outubro de 2009

Nossa Senhora Aparecida: luz de todas nossas esperanças


Na atual encruzilhada que o País atravessa, mais do que nunca necessitamos da proteção de nossa Augusta Rainha e Padroeira, cuja festa é comemorada no dia 12 deste mês.

Em 31 de maio de 1931, Nossa Senhora Aparecida foi proclamada Rainha e Padroeira do Brasil. No ano anterior, no dia 16 de julho, Ela já havia recebido do Papa Pio XI esses gloriosos títulos.

A solene proclamação ocorreu na Esplanada do Castelo, no Rio de Janeiro (então capital do País), depois de esplendorosa procissão com a milagrosa Imagem da Virgem Mãe Aparecida, com a participação de todos os bispos brasileiros, do Chefe de Estado, ministros, autoridades civis e militares, além de mais de um milhão de fiéis.

Para recordar tão grata e triunfal comemoração, transcrevemos abaixo trecho extraído de um cartão de Natal redigido por Plinio Corrêa de Oliveira, em dezembro de 1991.

* * *


“É com os olhos postos em Nossa Senhora Aparecida que transpomos os umbrais desse ano sem nos deixarmos flectir pelas ameaças que o futuro parece trazer consigo, e ao mesmo tempo sem nos deixarmos seduzir pelas perspectivas não raramente ilusórias, que ainda se apresentam por vezes ao homem contemporâneo.

O Brasil terá um esplêndido porvir, se ele seguir o caminho de Nossa Senhora. E é esse provir, carregado de bênçãos, de virtude e de grandeza cristã, que imploro a Nossa Senhora Aparecida para nossa pátria”.

(Fonte: "Catolicismo", outubro de 2006)

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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Um lado pouco comentado da grande Santa Teresinha do Menino Jesus: "com que alegria, no tempo das cruzadas, teria partido para combater os hereges!"

As Cruzadas foram emprendimentos históricos. Porém, elas nasceram de um ideal que trascende o tempo.

Esse ideal ardeu intensamente na alma dos santos, embora se fale pouco disso. Um dos tantos exemplos foi nos dado por Santa Teresinha do Menino Jesus.

A grande carmelita de Lisieux desejava passar o Céu fazendo o bem na Terra, mas não tinha uma alma débil, desprovida de personalidade e força de caráter, que fugia do sofrimento e da luta.

Se assim o fosse, não teria sido elevada às honras dos altares, nem teria sido apresentada ao mundo católico como "uma nova Joana d'Arc" pelo Papa Pio XI (a 18 de maio de 1925).

É muito oportuno e mesmo necessário, pois, considerarmos este aspecto de sua alma, freqüentemente esquecido ou falseado em imagens e santinhos, onde ela aparece com a fisionomia impregnada por um adocicamento sentimental e romântico, totalmente inexistente em sua forte e marcante personalidade.

Vejamos algumas de suas afirmações que refletem o espírito de cruzado que animava a Santa da chuva de rosas:

"Na minha infância sonhei lutar nos campos de batalha.

"Quando comecei a aprender a História da França, o relato dos feitos de Joana d'Arc me encantava; sentia em meu coração o desejo e a coragem de imitá-los" (1).

"Adormeci por alguns instantes -- contava ela à Madre Inês -- durante a oração. Sonhei que faltavam soldados para uma guerra contra os prussianos. Vós dissestes: É preciso mandar a Irmã Teresa do Menino Jesus. Respondi que estava de acordo, mas que preferia ir para uma guerra santa. Afinal, parti assim mesmo.

"Oh! não, eu não temeria ir à guerra. Com que alegria, por exemplo, no tempo das cruzadas, teria partido para combater os hereges. Sim! Eu não temeria levar um tiro, não temeria o fogo!" (2)

"Lançando-me na arena
Não temerei ferro nem fôgo ....
Sorrindo enfrento a metralha ....
Cantando morrerei, no campo de batalha
As armas à mão", bradava ela (3).

"Quando penso que morro numa cama! Como desejaria morrer numa arena!" (4)

"A santidade! É preciso conquistá-la à ponta da espada. .... É preciso combater!" (5)

____________________
Notas:
1) Lettres de Sainte Thérèse de l'Enfant-Jésus, Carta ao Abbé Bellière, Office Central de Lisieux, 1948.
2) Carnet Jaune, 4.8.6 -- in Derniers entretiens, Éditions du Centenaire, Desclée de Brouwer-Éditions du Cerf, Paris, 1971.
3) Mes Armes -- Poésies, Édition du Centénaire, Cerf-Desclée de Brouwer, Paris, 1992 (Carnet jaune, Mère Agnès de Jésus, 4 de agosto).
4) Summarium [do Processo de Beatificação e Canonização], depoimento de Celina, 2753.
5) Correspondance Générale, Éditions du Cerf-Desclée de Brouwer, Paris, 1972, t. I (1877-1890), Carta (­­nº 89) a Celina, de 26 de abril de 1889. E Lettres de Sainte Thérèse de l'Enfant Jésus, Carta a Leônia, de 20 de maio de 1894.

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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

São Miguel Arcanjo: modelo de combatividade

“No dia 29 do corrente, a Santa Igreja celebrará a festa de São Miguel Arcanjo.

São Miguel Arcanjo, missão de San Miguel Arcángel, Califórnia

“Outrora, esta data era muito vivamente assinalada na piedade dos fiéis. Hoje em dia, infelizmente, poucos são os que a tomam como ocasião especial para tributar culto ao Príncipe da Milícia Celeste.

“Entretanto, o culto de São Miguel, atual para todos os povos em todos os tempos, tem títulos muito especiais para ser praticado com particular fervor em nossos dias. ....

“São Miguel é o modelo do guerreiro cristão, pela fortaleza de que deu prova atirando ao inferno as legiões de espíritos malditos.

“É ele o guerreiro de Deus, que não tolera que em sua presença a Majestade divina seja contestada ou ofendida, e que está pronto a empunhar a qualquer momento o gládio, a fim de esmagar os inimigos do Altíssimo.

São Miguel Arcanjo, santuário de Fourvière, Lyon

“Ensina-nos ele que não basta ao católico proceder bem: é seu dever combater também o mal. E não apenas um mal abstrato, mas o mal enquanto existente nos ímpios e pecadores.

“Pois São Miguel não atirou ao inferno o mal enquanto um princípio, uma mera concepção da inteligência, e nem princípios e concepções são suscetíveis de serem queimadas pelo fogo eterno.

“Foi a Lúcifer e a seus sequazes que ele atirou no inferno, pois odiou o mal enquanto existente neles e amado por eles.

“Vivemos em um tempo de profundo liberalismo religioso. Poucos são os cristãos que têm idéia de que pertencem a uma Igreja militante, tão militante na Terra quanto militantes foram no Céu São Miguel e os Anjos fiéis.

“Também nós devemos saber esmagar a insolência da impiedade. Também nós devemos opor uma resistência tenaz ao adversário, atacá-lo e reduzi-lo à impotência.

“São Miguel, nesta luta, não deve ser apenas nosso modelo, mas nosso auxílio. A luta entre São Miguel e Lúcifer não cessou, mas se estende ao longo dos séculos.

“Ele auxilia todos os cristãos nos combates que empreendem contra o poder das trevas.”

(Fonte: Plinio Corrêa de Oliveira, "Catolicismo", setembro de 1951).

Cânticos gregorianos para a festa de São Miguel Arcanjo:

Clique aqui para ouvir o Introito “Benedicite Domino:


Clique aqui para ouvir o Laudate Deo omnes Angeli:


Clique aqui para ouvir Stetit angelus (Alleluia)


Clique aqui para ouvir o Benedicite omnes angeli (Comunhão)


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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Cura surpreendente faz pensar em mais um milagre de Lourdes

No dia 1º de agosto do mês em curso, Antonia Raco, 50, dona de casa de Francavilla sul Sinni, na proximidade de Turim, estava de doente esclerose lateral amiotrófica.

Antonietta Raco, entra caminhando no hospital para análises relacionados com sua inexplicável cura

Trata-se de uma doença neurodegenerativa progressiva e fatal, caracterizada pela degeneração das células do sistema nervoso central que controlam os movimentos voluntários dos músculos. Antonietta andava de cadeira de rodas.

Ela foi a Lourdes esperançosa no milagre.

Na hora de tomar o banho na água de gruta sentiu uma voz que lhe dizia: “Não temas”.

A doença foi diagnosticada em 2004 e desde 2006 já não caminhava mais. Porém, no dia 5 de agosto, voltando de Lourdes, retomou todas atividades normais que a doença lhe impedia realizar.

“Eu prefiro falar de dom, de graça e não de milagre”, diz prudentemente Da. Antonia que se declara disposta a todos os exames necessários par confirmar o caráter miraculoso da cura.

O neurologista Adriano Chiò, do Hospital Molinette, o maior de Turim, declara que a cura “não é explicável cientificamente com os meios de que disponho”.

Hospital Universitário Molinette de Turim

O fato foi largamente noticiado por órgãos da imprensa italiana, como os diários de Milão “Il Giornale” e “Il Corriere della Sera”, ou da Internet como o diário digital “El Imparcial” de Madri.

O Dr. Chiò que acompanha o caso da senhora desde 2006, acrescentou para “Il Giornale”:
“No mês de junho, quando visitei a senhora, ela não tinha condições de caminhar, mas apenas de se levantar da cadeira de rodas e ficar em pé com um apóio. Agora caminha normalmente sem se cansar. Ficou-lhe apenas uma ligeira moléstia na perna esquerda, onde começou a se manifestar a doença.

Dr. Adriano Chiò, neurologista do Hospital Molinnete que trata Da. Antonietta.

“Jamais vi um caso do gênero em doentes de esclerose lateral amiotrófica. O diagnóstico era inequívoco: ela tinha uma forma da doença de evolução lenta.

“É uma doença que pode diminuir de velocidade e, no máximo parar, mas não acreditamos possível que melhore, porque atinge os neurônios irreversivelmente”.

“O que nos temos visto por agora é uma regressão da doença, coisa que cientificamente nós acreditamos impossível em pacientes atingidos pela esclerose lateral amiotrófica”.
Do mesmo modo que a paciente, o neurologista evita o termo “milagre” aguardando novos exames. “Disso, esclareceu, se ocupam as autoridades eclesiásticas”.

De fato, a Igreja, com muita sabedoria, instituiu um famoso Bureau Médico e a Comissão Médica Internacional de Lourdes (CMIL) que recolhem todos os dados do suposto milagre e os submetem a um longo e exaustivo processo de crítica e revisão por equipes médicas nacionais e internacionais.

Embora os critérios sejam exigentíssimos, o Bureau Médico e a CMIL já constataram cientificamente mais de 4.000 curas inexplicáveis pela medicina.

Corresponde aos bispos diocesanos do miraculado decidir se procedem ou não à proclamação canônica do milagre.

Com este procedimento toda chicana fica afastada. Esperamos que Antonieta Raco inicie um processo desses. Chegando ele a bom fim, será mais um dos milagres constatados de modo incontrovertível e deslumbrante, que Nossa Senhora pratica a mãos cheias em Lourdes.

Da. Antonietta está certa do milagre. Ela assim o descreve:
“Na água senti uma voz que me dizia de ter coragem. Era como se houvesse alguém me erguesse, compreendi que estava acontecendo algo”.
De volta à sua casa, no dia 5 de agosto, voltou a ouvir a voz: “conta a teu marido. Então diante dele eu me levantei, di uma meia volta e fui a seu encontro”. “Agora caminho, nunca estou cansada e não sinto dores”, acrescentou.

Antonietta segue sendo observada pelo departamento de neurologia do Hospital Molinette, onde todo ano são tratados 250 pacientes de esclerose lateral amiotrófica, que vêm da Itália toda e do exterior.

Veja e ouça Da. Antonietta Raco contando o milagre (em italiano):


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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Tradição é sinônimo de produtos de qualidade respeitosos da natureza


Há não pequena movimentação entre os produtores de alimentos.

Cresce uma reivindicação ecologista contra a produção alimentar industrial. Pena que seja maculada de animosidade anticapitalista.

Porque no fundo palpita em muitos o legítimo anseio por produtos de alta qualidade, feitos com matérias primas genuínas e métodos artesanais.

Muitos produtores de vinho mais ou menos industrializados pensam revisar sua cadeia de produção.

Porém, a adega López de Heredia, de La Rioja, Espanha, olha de cima com a maior calma.

É que ela nunca abandonou os métodos tradicionais forjados sob o bafejo da Civilização Cristã.

Nas suas fidalgas instalações construídas no século XIX, ela usa velhas pipas de madeira de até 132 anos de idade que transmitem um sabor especial ao vinho.

López de Heredia nunca cambiou e foi sempre ufana de sua tradição.

Agora os que trocaram tradição por marketing voltam-se para ela tentando imitá-la, informou “The New York Times”.

Nada da malentendida higiene de quirófano. As garrafas estacionam cobertas pela poeira e as teias de aranha que são o sinal sensível de sua nobre antiguidade e um dos segredos de seu exclusivo bouquet.

Para Maria José López de Heredia (foto), filha do patriarca proprietário, isso é absolutamente benéfico para os vinhos.

Eles assim dormem imperturbados seu prestigioso sono à espera de serem levados triunfalmente à mesa.



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