terça-feira, 23 de dezembro de 2008

A Sagrada Família na noite de Natal: quanta pobreza, e quanta glória!


Uma dinastia que perdeu o trono e a riqueza tem em São José um rebento que vive na pobreza. A Santíssima Virgem aceita esta situação com uma paz perfeita.

Ambos se empenham em manter uma existência ordenada e composta nessa pobreza, porém suas mentes estão cheias, não de planos de ascensão econômica, de conforto e prazeres, mas de cogitações referentes a Deus Nosso Senhor.

Para seu Filho, a Sagrada Família apresenta uma gruta para primeira morada e uma manjedoura por berço.

Mas o Filho é o próprio Verbo Encarnado, para cujo nascimento a noite se ilumina, o Céu se abre e os Anjos cantam, e a Quem dos confins da terra vêm Reis cheios de sabedoria oferecer ouro, incenso e mirra...

Quanta pobreza, e quanta glória!

Glória verdadeira porque não é "cotação" junto aos homens meramente utilitários e farisaicos de Jerusalém, que apreciam os outros segundo a medida de suas riquezas, mas uma glória que é como o reflexo da única verdadeira glória: a de Deus no mais alto dos Céus.

Imagine-se, pois, uma sociedade temporal toda impregnada dessa alta, majestosa e forte nobreza, reflexo da sublimidade de Deus.

Uma sociedade em que tanta elevação estivesse indissoluvelmente ligada a uma imensa bondade, de tal maneira que, quanto mais crescessem a força e a majestade, tanto mais cresceriam a comiseração e a bondade.

Que suavidade, que doçura -- em uma palavra, que ordem!

Que ordem, sim... e quanta paz. Pois o que é a paz senão a tranqüilidade na ordem (cf. Santo Agostinho, XIX De Civ. Dei, cap. 13)?

A estagnação no erro e no mal, a concórdia com os soldados de Satanás, a aparente conciliação entre a luz e as trevas, por isto mesmo que conferem cidadania ao mal, só trazem desordem e geram uma tranqüilidade que é a caricatura da verdadeira paz.

A paz verdadeira só existe entre os homens de boa vontade, que procuram de todo o coração a glória de Deus.

E por isto a mensagem de Natal liga uma coisa à outra:

"Glória a Deus no mais alto dos Céus, e na terra paz aos homens de boa vontade" (Lc. 2, 14).

Plinio Corrêa de Oliveira, "Catolicismo" Nº 108 - Dezembro de 1959

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sábado, 20 de dezembro de 2008

No Japão, apoteose na beatificação de 188 mártires


30.000 pessoas assistiram em Nagasaki à beatificação de 188 mártires católicos mortos entre 1603 e 1639.

Após o início da evangelização do Japão por São Francisco Xavier, o número dos católicos cresceu admiravelmente.

O shogun Tokugawa, pagão, em 1614 expulsou os missionários, fechou o país aos estrangeiros, proibiu o catolicismo e mandou exterminar os fiéis.

Milhares de todas as classes sociais, inclusive samurais [foto de samurai com o terço no pescoço], foram decapitados, crucificados ou queimados vivos.

Muitos, entretanto, perseveraram privados de sacerdotes e igrejas, durante dois séculos e meio.

Em 1873 os missionários estrangeiros encontraram 26.000 descendentes dos “cristãos escondidos”.

Hoje os católicos japoneses são perto de 500.000 e pertencem sobre tudo às classes mais cultas.

O inferno tudo tentou para extinguir o catolicismo nipônico, mas fracassou.

Hoje o progressismo tenta desmontar a Igreja por dentro, mas no fim de tudo, verificar-se-á que foi em vão e que a Igreja ressurgirá com renovado esplendor.



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terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Abadia trapista volta ao esplendor dos ritos tradicionais e recupera a vida


O mosteiro trapista de Mariawald, em Eifel, diocese de Aachen, Alemanha, foi o primeiro a retornar ao rito tradicional, ou “extraordinário”.

O fato aconteceu na festa da Apresentação de Nossa Senhora ao Templo, em 21 de novembro.

Tratou-se de um acontecimento único na história da Igreja.

O mosteiro já fora fechado no tempo da Kulturkampf anti-católica do século XIX e pelo nazismo.

Porém tal vez nunca correu tanto perigo quanto no período pós-conciliar, quando após adotar o liturgicismo progressista na moda, viu a disciplina cair em pedaços, os frades apostatarem e as vocações caírem em número assustador.

As negras perspectivas da abadia mudaram agora quando voltaram à antiga disciplina e liturgia com a aprovação da Santa Sé.


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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Pinheiro natalino, tradição católica medieval, empolga os alemães


No Natal, 88% dos alemães enfeitam suas casas com um pinheirinho.

Eles empregam mais de 1,5 bilhão de reais em mais de 28 milhões de árvores tiradas de 38 mil hectares plantados para este fim — informou a Deutsche Welle.

Clique para ouvir os meninos cantores de Viena ("Still, still"):






Muitas famílias derrubam a própria árvore. A variedade preferida é abeto do Cáucaso.

A tradição de enfeitar árvores no Natal provém da Idade Média.

A cidadezinha alsaciana de Sélestat é uma das que reivindicam a paternidade da tradição.

Segundo a tradição local, numa noite de Natal, o imperador Carlos Magno pernoitou na localidade e mandou ornar uma árvore para comemorar o nascimento do Menino-Deus.

A partir de então, Sélestat instala solenemente uma árvore natalina na sua igreja principal.




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