sábado, 15 de novembro de 2008

Conservadores enchem seminários na Grã-Bretanha

Novas vocações, Blackfriars, Grã-Bretanha
Segundo o colunista religioso Damian Thompson, do grande diário “The Daily Telegraph” de Londres, uma inesperada luz de esperança está se acendendo, em meio à crise religiosa. E é precisamente nos seminários.

Thompson lamenta, como muitos ingleses, a degringolada dos seminários no período pós Concílio Vaticano II.

Mas, agora, a tendência se inverteu. Ou tal vez está voltando ao que seria normal. Os seminários “progressistas”, “liberados”, “pra frente”, “de vanguarda” que foram fontes de tantos escândalos e má doutrina, quase todos fecharam ou não atraem quase mais ninguém.

E, eis a esperança, os novos seminaristas pedem precisamente o que em nome da modernidade tinha sido jogado pela janela.

I. é, disciplina, ortodoxia, batina ou hábito, seriedade, espiritualidade, ordem litúrgica, modelos tradicionais de compostura, beleza e santidade. E os seminários que oferecem isso estão enchendo na Grã-Bretanha.

A tendência, obviamente, arrepia os cabelos dos clérigos que para parecerem modernos e jovens jogaram tudo pela janela. Estes agora descobrem que o futuro não passa por eles, mas sim pelos jovens que querem a tradição.

Novos frades dominicanos, CambridgeSegundo Thompson os seminários ingleses dos anos 80 e 90 foram dirigidos por um “politburo” (como na falida ex-URSS) assesorado por mulheres cujas preferências litúrgicas – diz isso com ironia britânica ‒ iam não precisamente do lado bom da Wicca.

Hoje, tudo vira. Nos seminários “progressistas” os alunos admiravam em secreto belas fotografias de paramentos tradicionais. De público tinham que usar o uniforme obrigatório dos seminários “pra frente”: camiseta e jeans, como qualquer um da rua.

A ficção não durou. Os reitores esquerdistas, segue Thompson, foram se retirando pela idade. As “consultoras pastorais” meio-Wicca caíram em desgraça. Os jovens só entram se o seminário é tradicional.

A autodenominada “Igreja do futuro” perde a batalha, e o futuro do clero é decididamente tradicional. Thompson ficou impressionado com os seminaristas de Allen Hall, Westminster. Eles são mais conservadores que os professores.

Merton Chapel, Missa em latim, procissão de entrada ©Fr Lawrence OPEle viu o mesmo no English College de Roma, de onde costumam sair os futuros bispos. Por toda parte respira-se a aspiração de pôr fim à confusão nas liturgias. E o olhar dos seminaristas volta-se cada vez mais para a Missa em latim, ouviu ele dizer.

As dioceses esquerdistas inglesas, auto-proclamadas sedes de diálogo e da escuta, cansaram de pôr para fora estes seminaristas conservadores que desmentem os mitos “progressistas”. Então, suprimiram de vez os seminários, e passam as funções do clero a simples leigos. Para Thompson, não sem sarcasmo, isso é preferir a “máfia da mediocridade” à Igreja.

Porém, mais e mais seminaristas conservadores estão sendo ordenados. E daqui a pouco se porá o problema: a quem sagrar bispo? Do jeito que vão as coisas, Thompson considera que só haverá candidatos conservadores para ocupar os tronos episcopais no clero da Inglaterra.

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Um comentário:

  1. Gostaria muito que fosse publicado histórias da Vandéia, de Charette, Bonchamp, Rochejaquelein, Cathelineau, etc. inclusive de George Cadoudal e outros heróis da Vandéia.
    Euclydes Jorge Addeu

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