sábado, 18 de outubro de 2008

Dons portentosos de Frei Galvão

Frei Galvão
O Santo Frei Galvão tinha conhecimento até de certos fatos passados à distância. Episódio engraçado ocorreu com um negro de Itu que, estando doente, fizera a promessa de, uma vez curado, levar uma vara de frangos a Frei Galvão.

Desejando cumprir a promessa, amarrou numa vara doze frangos e se pôs a caminho de onde estava Frei Galvão.

Aconteceu que, no caminho, três dos frangos escaparam. Dois foram facilmente recuperados pelo homem, mas, por mais que este se esforçasse, não conseguia agarrar o terceiro, que era carijó. No afã de o prender, gritou:

— Pare aí, frango do diabo!

Na mesma hora o frango se atrapalhou na fuga, e foi fácil recuperá-lo.

Na hora de oferecer os frangos ao Santo, este os ia recebendo e agradecia um a um. Mas, quando chegou a vez do carijó, Frei Galvão disse que não o aceitava.

Ante o espanto do homem, explicou:

— Este, já o deste ao diabo.

O negro, confuso, levou de volta o carijó, e que este por certo morreu de velho, porque ninguém quereria se alimentar com carne que Frei Galvão recusara por ter sido entregue ao demônio.

Frei GalvãoUm dia, sendo Frei Galvão já bem idoso, tocou o sino do Recolhimento, convocando os fiéis para uma oração fora dos horários habituais. Explicou aos que acorreram que havia rebentado em Portugal uma Revolução, e pediu que todos rezassem.

Que revolução foi essa? Muito provavelmente a de 1820.

Parecia também ter prodigioso conhecimento à distância de certas necessidades dos fiéis, levando a eles imediato socorro.

Uma jovem de São Paulo queria ingressar na vida religiosa, mas enfrentava inflexível oposição dos pais.

Um dia em que novamente lhe negaram a autorização para seguir a vocação, ela chorando se retirou ao seu quarto e rezou, pedindo a Deus que enviasse Frei Galvão em seu auxílio.

Inesperadamente chega Frei Galvão à casa e se apresenta aos pais da moça. Demonstrando estar ciente de tudo o que ocorrera, obteve licença para que ela ingressasse no Recolhimento da Luz.

Em outra ocasião estavam as religiosas da Luz cantando o Ofício, quando perderam o tom. Por mais que se esforçassem, não conseguiam retomá-lo.

As normas não permitiam interromper o Ofício. Seria indispensável continuarem a rezá-lo de modo recitativo, não cantado.

Frei Galvão no convento da LuzEis que, nesse momento, aparece entre as freiras Frei Galvão, que entoa novamente o salmo e somente se retira depois de terem todas acertado o tom e prosseguido sem dificuldades.

O curioso é que nenhuma das Irmãs soube explicar como Frei Galvão se encontrava dentro do convento, uma vez que a portaria estava fechada e a Irmã porteira estava, com as outras, no coro.


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